Em penúltimo lugar na classificação da segunda fase do Parazão, que classifica para o campeonato estadual, a Tuna tem na quarta-feira um jogo decisivo contra o Parauapebas. Pode ser o jogo da reabilitação, mas pode significar também a queda do técnico Lecheva, que foi contratado com base no bom trabalho realizado no Paissandu em 2012, obtendo o acesso à Série B. Até o momento, o time tunante amarga uma derrota e um empate na competição, sem marcar gol após as duas rodadas. Depois de perder por 3 a 0 para o Águia, Lecheva desmentiu boatos de que esteja de saída do clube. Garantiu que cumprirá o acordo firmado com a diretoria lusa. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
Mês: novembro 2013
O passado é uma parada…
Torcida botafoguense protesta contra time e técnico
A delegação do Botafogo teve uma recepção nada agradável nesta segunda-feira, um dia depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. Um grupo de cerca de quarenta torcedores esteve no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, a fim de protestar contra os maus resultados. Desde a goleada por 4 a 0 para o Flamengo, que custou a eliminação na Copa do Brasil, o clima de revolta entre os torcedores é grande e agora existe o temor de se perder a vaga na Libertadores.
Atualmente, o Botafogo é o quarto colocado com 53 pontos, mas viu o Goiás, que tem a mesma pontuação e perde nos critérios de desempate, e o Vitória, que tem dois pontos a menos, encostarem na disputa. Para agravar ainda mais a situação, se São Paulo ou Ponte Preta ganhar a Copa Sul-Americana, o G-4 do Brasileiro vai virar G-3.
Antes mesmo da chegada dos jogadores, alguns torcedores já gritavam palavras de ordem como “Libertadores é obrigação” e músicas ofensivas como “Ê ê ê, se não for para a Liberta a porrada vai comer”. Quando os jogadores apareceram, o clima esquentou e alguns ovos foram atirados em direção a eles. Com o apoio de seguranças, o elenco entrou no ônibus, que ainda recebeu socos e pontapés antes de seguir para o Engenhão, onde aconteceu um treino.
No estádio, a situação não foi menos tensa. Cerca de 20 torcedores conseguiram pular o muro e invadir a área do estacionamento. O grupo conseguiu conversar rapidamente com a comissão técnica, mas chegou ao campo graças à intervenção da Polícia Militar. Uma viatura já estava posicionada no local desde a manhã, e outra foi chamada para reforçar a segurança.
Após a partida contra o Internacional, o técnico Oswaldo de Oliveira manifestou muita preocupação com a queda de rendimento do time no Campeonato Brasileiro e pediu reação imediata. “Fizemos um jogo sofrível contra o Internacional e precisamos reagir urgentemente. Infelizmente, Goiás e Vitória encostaram e vamos precisar mostrar poder de reação nas cinco partidas que nos restam”, encerrou Oswaldo. (Da ESPN)
Capa do Bola, edição de segunda-feira, 11
Um vendaval de emoções
Por Gerson Nogueira
O Paissandu viveu sábado à tarde todas as emoções que o futebol pode proporcionar em 90 minutos. Levou dois impactos terríveis antes dos 15 minutos, causados por falhas bisonhas de seus zagueiros. Reencontrou a esperança nos instantes finais do primeiro tempo, ao diminuir com Pablo. Marchou, convicto, rumo ao ataque, mas voltou a se desesperar com o terceiro gol dos visitantes. Teve tempo ainda para arranjar um pênalti e arrancar um empate que parecia inalcançável. A euforia que tomou conta do estádio e de seus quase 8 mil pagantes após tanto sofrimento dá a medida das emoções que estavam em jogo.
O futebol, como se aprende desde muito cedo, é um esporte capaz de distribuir alegrias e tristezas com a mesma intensidade, às vezes tudo ao mesmo tempo agora. Que o diga o torcedor alviceleste, confrontado quase toda semana com a gangorra emocional proporcionada por um time instável e imprevisível.
Contra o Oeste, quando a vitória era o único resultado interessante, o Paissandu começou fazendo o que manda o manual do bom anfitrião. Não dava sossego ao visitante, atacando seguidas vezes com fúria e determinação. É verdade que não criou nenhuma grande chance, mas deu a impressão de que não iria desistir de alcançar seu objetivo.
Bastaram duas pontadas meio despretensiosas do Oeste para que o sonho virasse pesadelo. No primeiro lance, a bola foi cruzada na área e o zagueiro Leonardo pulou, mas não conseguiu cabecear. O atacante, bem posicionado, só fez tocar de cabeça longe do alcance do goleiro.
Minutos depois, em lance iniciado no meio-de-campo, o meia-atacante Bruno Nunes, um dos melhores em campo, invadiu a área e finalizou na saída do goleiro Mateus, depois de novo cochilo da zaga do Papão. A partir daí, entrou em cena o mesmo time nervoso e estabanado das derrotas para América-MG e Avaí na Curuzu.
A torcida, ciente de seu papel, manteve os incentivos. Vagner Benazzi, que havia feito a burrada de escalar Diego Barbosa, acertou em cheio lançando Djalma no lugar de Careca. O meia-atacante entrou com a vontade e a velocidade que faltavam aos demais jogadores – principalmente a Eduardo Ramos, quase andando em campo. Correria era justamente o que menos interessava ao Oeste, já castigado pelo calor desde os primeiros minutos.
Foi Djalma o responsável por incendiar o jogo, avançando pelos lados do campo e puxando os melhores ataques do Paissandu. No lance do gol de Pablo, participou ativamente da jogada que originou o escanteio. Graças a ele, o time readquiriu a confiança e desceu para o intervalo aplaudido pela torcida.
Na base da pressão, o Papão chegou a rondar a área do Oeste no segundo tempo, mas esbarrava na falta de pontaria e na lerdeza dos meias Ramos e Barbosa. E o Oeste voltou a crescer e a ameaçar. Em manobra pela esquerda, Bruno Nunes cruzou para a área e o atacante Lelê desviou mansamente para as redes. Novo apagão da dupla Sanches e Leonardo, campeã de trapalhadas na partida.
Como não tinha mais nada a perder, Benazzi lembrou de Héliton e finalmente tirou Barbosa. Era o que o Paissandu precisava para ir à frente de vez. Djalma aproveitou o desgaste físico dos marcadores e mostrou desassombro ao tirar um pênalti da cartola, aos 35 minutos. Nicácio bateu e diminuiu.
Foi dele também o disparo na trave que levantou a torcida aos 40 minutos, mostrando que o empate ainda era possível. Veio, então, a lambança da zaga do Oeste, como que para não ficar atrás dos beques do Papão. Chutão na direção da área, o goleiro saiu mal e estourou com Héliton, deixando a bola livre para Nicácio mandar para as redes.
A igualdade estava decretada, dando tintas mais justas a um jogo dramático. Um consolo para o torcedor, que só a caminho de casa deve ter se dado conta de que o resultado – mesmo honroso – havia sido extremamente negativo. Mas, como diria aquele antigo apresentador de TV, o importante é que a nossa emoção sobreviva.
Empate com leituras diferentes
Djalma e Vânderson saíram frustrados com o 3 a 3, pois jogaram o suficiente para vencer. Para Pablo e Nicácio, o escore ficou de bom tamanho. Para Eduardo Ramos e Diego Barbosa, o empate foi muito além do que mereciam. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Campeão sem direito a festejos
O Cruzeiro, legítimo campeão da temporada, experimenta as agruras de um título conquistado em campeonato de pontos corridos. Vai festejar a conquista longe de sua torcida, impedido de ter a glória de uma final de verdade. Se é justíssimo no reconhecimento dos méritos, a fórmula de pontos corridos é um desastre quanto à capacidade de emocionar.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11)
Capa do DIÁRIO, edição de segunda-feira, 11
Um duelo sem vencedor (by Mário Quadros)
Tribuna do torcedor
Reencontro com a história
Por Gerson Nogueira
Para quem passa ali por perto do Evandro Almeida as obras de reforma continuam invisíveis. Mas quem deu uma espiada no que acontece lá dentro saiu impressionado com o ritmo febril dos trabalhos e o alcance da reformulação. Na prática, surgirá até fevereiro uma nova praça de esportes, com equipamentos que irão garantir mais conforto aos torcedores.
Do ponto de vista de atletas e técnicos, a principal mudança será no gramado, que terá tratamento especial, como nunca aconteceu ao longo dos 96 anos de existência do estádio azulino. Acima de tudo, a revitalização do Baenão vem confirmar que a diretoria do Remo finalmente deixou de lado questões supérfluas e acessórias, e decidiu partir para providências de vulto.
A localização privilegiada, num dos perímetros mais valorizados de Belém, ao longo da principal via de entrada e saída da cidade, dá ao novo Baenão a condição de atrair recursos e parcerias, que tendem a ser ainda mais facilitados caso o clube resolva agregar às modificações estruturais a área do antigo Carrossel.
Estranho é que tenha se passado tanto tempo até que os dirigentes decidissem romper com o imobilismo, dedicando atenção a um dos patrimônios mais importantes do clube. Até então, o velho Evandro Almeida foi tratado com pouquíssimo zelo e por décadas foi submetido a reformas capengas, de pouca monta e ambição zero.
Além do gramado inteiramente renovado, o novo Baenão ganhará instalações modernas, placas de vidro substituindo ao anacrônico alambrado e capacidade aumentada de 12 mil para 20 mil espectadores.
Aos novos dirigentes cabe o mérito de mexer num autêntico vespeiro interno, ignorando as opiniões de cabeças retrógradas que nutriam simpatia pelo velho projeto de venda do Baenão. Tal iniciativa esteve a pique de se consumar, há quatro anos, na gestão de Amaro Klautau.
Por R$ 32 milhões, o clube daria de mão beijada um terreno que vale no mínimo o dobro. Sob o pretexto de quitar dívidas trabalhistas superfaturadas – conforme atestam relatórios internos do clube –, Klautau pretendia remanejar o Remo da avenida Almirante Barroso para um ponto qualquer entre a Augusto Montenegro e a estradinha do Lixão do Aurá.
O mirabolante plano enredou 95% dos conselheiros remistas e só não se concretizou pela resistência de alguns poucos abnegados. Com o endosso de boa parte da crônica esportiva, o ex-presidente chegou ao extremo de mandar destruir, a golpes de picareta, o escudo que encimava o pórtico do Baenão. A ideia era extirpar do imóvel um dos itens que atestavam seu valor histórico.
A atitude tresloucada do cartola teve o condão de despertar a consciência dos azulinos para os riscos que rondavam o patrimônio do clube. Por isso, quando alguns ainda olham com desconfiança para as obras de reconstrução, seria razoável observar que a simples coragem de rejuvenescer o estádio já é um fato auspicioso.
Depois de sobreviver aos delírios mercantilistas de um presidente, o clube dá sinais de vitalidade ao resgatar um símbolo de sua grandeza, preparando-se para a modernidade e adequando-se às necessidades de uma torcida apaixonada e em franco crescimento. Sem dúvida, um grande passo.
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Segredo como alma do negócio
Quando escalei um hipotético time do Remo para a estreia no Campeonato Paraense só fiz ecoar especulações que fervilham nos bastidores do clube. Escolados por frustrações anteriores, diretores se apressam em desmentir o que já é quase de domínio público, mas deixam escapar que o time atual ainda será bastante modificado.
Alguns dos atletas oferecidos ou desejados pelo Remo viriam através de parceria com a empresa do ex-craque Romário, hoje deputado federal. As experiências recentes do futebol do Pará com negócios desse tipo não são estimulantes. Basta lembrar o que ocorreu entre a firma de Roberto Carlos e o Paissandu.
De qualquer maneira, com ou sem Romário na parada, o Remo pretende entrar no Parazão 2014 com elenco capaz de disputar o título em pé de igualdade com o maior rival, que virá previsivelmente forte para comemorar o centenário.
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Bola na Torre
No programa de hoje, o candidato Ulisses Sereni apresenta sua plataforma para presidir a Federação Paraense de Futebol. Apresentação de Guilherme Guerreiro, participações de Valmir Rodrigues e deste escriba baionense. Na RBATV, depois do Pânico na Band.
Fla e Goiás empatam no Maraca
Brasileiro da Série B: Classificação geral
| PG | J | V | E | D | GP | GC | SG | |||
| 1º | Palmeiras | 73 | 34 | 22 | 7 | 5 | 64 | 25 | 39 | 71.6 |
| 2º | Chapecoense | 62 | 34 | 17 | 11 | 6 | 55 | 29 | 26 | 60.8 |
| 3º | Sport | 56 | 34 | 18 | 2 | 14 | 58 | 52 | 6 | 54.9 |
| 4º | Icasa | 53 | 34 | 16 | 5 | 13 | 45 | 48 | -3 | 52.0 |
| 5º | Avaí | 53 | 34 | 15 | 8 | 11 | 47 | 42 | 5 | 52.0 |
| 6º | Ceará | 53 | 34 | 14 | 11 | 9 | 56 | 42 | 14 | 52.0 |
| 7º | Figueirense | 52 | 34 | 16 | 4 | 14 | 56 | 49 | 7 | 51.0 |
| 8º | Joinville | 52 | 34 | 15 | 7 | 12 | 50 | 39 | 11 | 51.0 |
| 9º | América-MG | 52 | 34 | 13 | 13 | 8 | 45 | 38 | 7 | 51.0 |
| 10º | Paraná | 51 | 34 | 14 | 9 | 11 | 49 | 33 | 16 | 50.0 |
| 11º | Boa Esporte | 47 | 34 | 12 | 11 | 11 | 30 | 39 | -9 | 46.1 |
| 12º | Oeste-SP | 43 | 34 | 11 | 10 | 13 | 37 | 49 | -12 | 42.2 |
| 13º | Bragantino | 42 | 34 | 12 | 6 | 16 | 33 | 39 | -6 | 41.2 |
| 14º | Guaratinguetá | 41 | 34 | 11 | 8 | 15 | 38 | 45 | -7 | 40.2 |
| 15º | América-RN | 41 | 34 | 10 | 11 | 13 | 41 | 50 | -9 | 40.2 |
| 16º | ABC | 39 | 34 | 11 | 6 | 17 | 40 | 55 | -15 | 38.2 |
| 17º | Paissandu | 36 | 34 | 9 | 9 | 16 | 38 | 53 | -15 | 35.3 |
| 18º | Atlético-GO | 35 | 34 | 9 | 8 | 17 | 34 | 45 | -11 | 34.3 |
| 19º | São Caetano | 32 | 34 | 8 | 8 | 18 | 40 | 53 | -13 | 31.4 |
| 20º | ASA | 29 | 34 | 9 | 2 | 23 | 37 | 68 | -31 | 28. |













