O passado é uma parada…

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Lúcio Flávio Pinto durante reunião no Sindicato dos Jornalistas do Pará, que presidia à época – final dos anos 70. “Ao fundo a mirada secretarial e não menos investigativa, e hoje saudosamente espectral, do grande Euclides Chembra Bandeira”, segundo as palavras do escriba Elias Pinto. (Foto de PAULO SANTOS) 

Defesa do Papão terá Raul e Leonardo

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Sem Fábio Sanches, expulso em Juazeiro do Norte, o técnico Vagner Benazzi ficou sem a dupla de zaga titular, formada por Sanches e Raul. Nos treinos da semana, o técnico sinalizou que irá escalar Leonardo (foto), que havia sido afastado do time desde a desastrosa atuação contra o Oeste, na Curuzu. Vânderson, mesmo sem treinar normalmente, tem presença certa na equipe que entrará em campo no sábado à tarde. Outro que será mantido por Benazzi é Héliton, cuja atuação diante do Icasa agradou o treinador. Deverá ter como parceiro o atacante Careca, visto que Marcelo Nicácio foi vetado, devido a uma lesão. O time mais provável é: Mateus; Pikachu, Raul, Leonardo e Pablo; Vânderson, Zé Antônio, Djalma (Diego Barbosa) e Eduardo Ramos; Careca e Héliton.

Vagner Benazzi foi punido com seis jogos de suspensão pelo STJD, em julgamento realizado na tarde desta quinta-feira. Ele havia sido expulso na partida contra o Joinville. (Foto: MÁRIO BARBOSA/Bola) 

Internauta é condenado por insultos e calúnias

O juiz de Direito da 4ª Vara Cível de Brasília condenou réu a se abster de publicar mensagens (tweets) em nome da autora, bem como a pagar R$ 15 mil, a título de danos morais, devido a comentários agressivos acerca da sua imagem e vida sexual no Twitter. A autora narrou ter sido vítima de diversos tipos de ofensa a sua honra por parte do requerido que, por meio do Twitter, disponível na rede mundial de computadores – internet, causou-lhe vexames e constrangimentos. Foi concedida liminar para determinar ao réu a se abster de publicar mensagens em relação à autora, bem como a retirar mensagens já publicadas, sob pena de multa diária. (Do Correio Braziliense) 

Que sirva de lição.

Meia do Leão escolhido para seleção da Copa BR

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A Copa do Brasil Sub-20 teve o Santos como campeão, superando o Criciúma na decisão. Após o término do torneio, a emissora que detinha os direitos de transmissão elegeu a seleção dos melhores da competição. O Remo está representado pelo meia-armador Rodrigo, teve participação destacada na campanha azulina, principalmente nos confrontos contra Vitória e Flamengo. A seleção da Copa do Brasil Sub-20 ficou assim: Gabriel (Santos); Bruno Mazuchello (Criciúma), Luiz Gustavo (Palmeiras), Walace (Santos), Palmieri (Santos); Danielzinho (Atlético-MG), Rodrigo (Remo), Valdivia (Inter), Daniel (Botafogo); Bruno Lopes (Criciúma) e Diego Cardoso (Santos). (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Obdúlio Varela era brasileiro, revela Ghiggia

Autor do gol que sacramentou o Maracanazo, na Copa do Mundo de 1950, o ex-atacante Alcides Ghiggia pode ter revelado um dos maiores segredos da história do futebol. Em declaração a um trabalho de estudantes de uma faculdade uruguaia, ele disse que o volante Obdulio Varela, capitão da equipe celeste que derrotou o Brasil  por 2 a 1 no Maracanã, era, na verdade, brasileiro. “Obdulio era brasileiro. Muita gente não sabe”, diz Ghiggia, de 91 anos, para espanto de seu entrevistador. “Sim, brasileiro. Quando jogava no Wanderers [equipe do Uruguai] só falava em português. Muita gente não vai acreditar. Mas aquele que lhe conheceu quando ele começou a jogar futebol percebia que ele era brasileiro, pelo jeito de falar”, completa.

350_07dd6b75-1790-32fd-b15c-f041c2197c31Falecido em 1996, Obdulio é dado como natural da cidade de Paissandu, quase na divisa entre Argentina e Uruguai. Ele é um dos maiores ídolos da história do Peñarol, clube que defendeu entre 1943 e 1955, conquistando seis campeonatos nacionais. Pela seleção, o “Negro Jefe” (“chefe negro”, apelido dado em alusão à cor da pele) foi campeão da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã lotado por 199.854 torcedores. Foi ele o responsável por levantar a taça Jules Rimet no estádio carioca.

Segundo historiadores, foi Obdulio Varela quem comandou a reação uruguaia no jogo contra a seleção brasileira, que havia aberto 1 a 0 no placar, com gol de Friaça. O capitãoceleste levou a bola ao meio-campo e gritou: “Agora, é hora de vencer”. Depois disso, os visitantes viraram o jogo, com gols de Schiaffino e de Ghiggia. Ghiggia, inclusive, é o único atleta ainda vivo da maior derrota da história do futebol brasileiro. Ainda lúcido, ele foi homenageado na última quinta-feira, antes da partid entre Uruguai e Jordânia, pela repescagem para a Copa-2014. O veterano se emocinou muito quando torcedores comemoraram o gol do Maracanazo, exibido em um telão no estádio Centenário, em Montevidéu. (Da ESPN) 

Bob Jefferson avisa que não quer ir para a Papuda

Enquanto petistas estão presos há quase uma semana, incluindo José Genoino, que, doente, corre risco com privações da cadeia, ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, condenado por ter recebido (e confessado) R$ 4,5 milhões do esquema, tripudia. Em entrevista, diz que não pode ir para a prisão de Brasília. “Se eu for para a Papuda, vai ser uma situação muito ruim, muito delicada. O ambiente é muito hostil para mim”, diz. Para o deputado Chico Vigilante (PT-DF), o presidente do STF, Joaquim Barbosa, usou de dois pesos e duas medidas ao mandar para a prisão os petistas e deixar outros 12 condenados soltos. “É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente [Roberto Jefferson] permaneça em sua casa e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena”. O recado será atendido? (Do Brasil 247)

E ainda tem ingênuo que acredita na seriedade do Torquemada dos trópicos. Tidizê…

Árbitro ganha “mimo” de dirigentes do Flamengo

Do L!Net

Depois do empate em 1 a 1 entre Atlético-PR e Flamengo, na Vila Capanema, o árbitro da partida, Paulo César de Oliveira, foi presenteado com uma camisa rubro-negra. O L!Net flagrou quando Paulo Pelaipe, diretor de futebol, e Gabriel Skinner, gerente de marketing, foram até o vestiário da arbitragem na tentativa de entregar o agrado de maneira sigilosa.

Cesar-Oliveira-Leandro-Vuaden-LANCEPress_LANIMA20131118_0062_46O árbitro Paulo César de Oliveira deixou a Vila Capanema acompanhado dos outros juízes após uma hora da madrugada desta quinta-feira e confirmou o recebimento.

– Ele (Pelaipe) entrou no vestiário e me entregou uma camisa – disse.

O envio de pequenos agrados aos árbitros costuma ser uma política de boa vizinhança adotada por alguns clubes no meio do futebol, segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, mas não é feito às vistas. Alguns clubes chegam a enviar as camisas para o hotel onde estão os árbitros.

No caso do Flamengo, Pelaipe e Skinner atravessaram o gramado em direção ao vestiário dos juízes, que fica atrás do gol à direita das cabines do estádio, enquanto o técnico Jayme de Oliveira terminava a coletiva dentro do gramado. O gerente de marketing segurava uma sacola vermelha. Eles ficaram cerca de cinco minutos no local.

Posteriormente, uma pessoa saiu de dentro do vestiário com o saco escondido por dentro da jaqueta e o guardou no carro, que estava no estacionamento. Questionado pela reportagem, ele se identificou como funcionário do quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol e negou ter guardado a camisa do Flamengo no veículo. O fato, depois, foi confirmado pelo próprio árbitro.

Paulo César de Oliveira não teve uma atuação questionada no empate entre os dois times no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Na próxima semana, no Maracanã, o segundo confronto será apitado por Leandro Pedro Vuaden.

“Não tem nada demais receber esses presentes, desde que sejam apenas lembranças. Não há punição alguma prevista. Até porque o Atlético-PR poderia ter feito o mesmo. Comigo nunca aconteceu de alguém vir oferecer dinheiro ou algo de alto valor financeiro. Até porque, se ocorresse, essa pessoa estaria correndo o risco de ser escorraçada”, opinou o ex-árbitro José Roberto Wright.

Benazzi no banco dos réus

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O Paissandu volta ao banco dos réus no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira, às 16h. Desta feita, o julgamento será do técnico Vagner Benazzi, do auxiliar técnico William Haouptnan e do médico Eduardo Cardoso, todos expulsos do jogo em que o Papão perdeu por 4 a 2 para o Joinville-SC pela Série B. O trio será julgado pela 4ª Comissão Disciplinar do tribunal. Segundo informação da Federação Paraense de Futebol (FPF), repassada ao departamento jurídico do clube, o árbitro Claudio Mercante foi rigoroso na denúncia contra os integrantes da comissão técnica bicolor, que podem receber penas superiores a 180 dias de suspensão, além de multas pecuniárias. A defesa será feita pelo advogado Osvaldo Sestário, que presta serviços ao Papão junto à CBF. Ainda que sejam condenados, os profissionais ainda deverão trabalhar no jogo de sábado, contra o Bragantino, no Mangueirão. (Com informações da Rádio Clube – foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Seleção Brasileira vale R$ 1,5 bilhão

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Definidas as 32 seleções que participarão da Copa do Mundo, duas  equipes destacam-se pelo valor de mercado que, somados, alcançam a incrível cifra de R$ 3 bilhões. Estudo realizado pela Pluri Consultoria revela que a Seleção Brasileira, anfitriã da competição, está avaliada em 509 milhões de euros, algo em torno de R$ 1,551 bilhões. A de menor valor, segundo ainda a pesquisa, é a Costa Rica, cujo valor individual de seus jogadores somado não ultrapassa a R$ 64 milhões, ou 21 milhões de euros.

O valor médio de cada atleta das 32 equipes que deverão desembarcar no Brasil, levando-se em conta as convocações feitas até aqui, é de 7,9 milhões de euros, cerca de R$ 24 milhões. Em segundo lugar, aparece a atual campeã mundial, a Espanha, cujo valor agregado de seus jogadores soma 504 milhões de euros, cerca de  R$ 1,536 bilhões.
A Argentina ocupa a terceira posição no ranking, com um valor de mercado estimado em 475 milhões de euros, cerca de R$ 1,448 bilhões, seguida de perto pela Alemanha, em quarto, avaliada em  466 milhões de euros, cerca de R$ 1,421 milhões.
As 32 equipes participantes do torneio promovido pela Fifa valem 5,8 bilhões de euros, aproximadamente R$ 13,2 bilhões. O estudo demonstra ainda que o valor médio de mercado de cada seleção é  de 182 milhões de euros, cerca de R$  555 milhões. Outra constatação curiosa demonstrada com a análise é que apenas 11, das 32 equipes apresentam valor de mercado acima da média.
As cinco primeiras equipes, juntas, somam 40% do valor de mercado global das 32 seleções classificadas para o Mundial. Se o grupo de jogadores comandado por Luiz Felipe Scolari é apontado como a mais valioso dentre as equipes, a Costa Rica surge como a seleção de menor valor de mercado, 21 milhões de euros (R$ 64 milhões), seguida  de perto pelo Irã, avaliada em 22 milhões (R$ 67 milhões) e pela Austrália, cujo valor de mercado dos seus atletas está avaliado em 24 milhões de euros, cerca de R$ 73 milhões.

PGR: situação de Genoíno fora das mãos de Barbosa

Por Najla Passos, de Brasília

Nem mesmo a Procuradoria Geral da República (PGR), responsável pela denúncia que resultou na ação penal 470, o chamado “mensalão”, parece estar satisfeita com a concentração de poder sobre o destino dos condenados exclusivamente nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.
Em parecer encaminhado à corte nesta terça (19), a procuradora-geral em exercício, Ela Wiecko, recomenda que o ex-presidente do PT, José Genoíno, seja submetido a uma junta médica cardiológica que possa avaliar seu estado de saúde e defende que a decisão se ele deve ou não ter seu regime de cumprimento de pena alterado para prisão domiciliar fique sob responsabilidade do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos.
Segundo Ela Wiecko, o titular da Vara de Execuções Penais tem melhores condições de “verificar a possibilidade real de prestação de atendimento ao Requerente na unidade prisional em que se encontra e a adequação da transferência requerida”. Para ver a íntegra do documento, clique aqui.
Vasconcelos foi o responsável pela transferência não só de Genoíno, mas também do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, do regime fechado para o semiaberto, para o qual, de fato, foram condenados. E, nesta terça, mesmo antes da PGR emitir seu parecer, determinou que Genoíno fosse submetido a exame clínico no Instituto Médico Legal (IML) de Brasília.
Entretanto, a carta de penas encaminhada a ele pela presidência do STF lhe dá poderes bastante limitados. Segundo nota emitida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a Vara recebeu a delegação de competência para emissão da guia de recolhimento (ordem para prisão), mas não para apreciar eventuais pedidos de “reconhecimento do direito ao indulto, à anistia, à graça, ao livramento condicional, referentes à mudança de regime de cumprimento de pena, por qualquer motivo, assim como outros pedidos de natureza excepcionais”.
Em todos esses casos, a palavra final e monocrática é de Barbosa, por decisão exclusiva dele próprio.

Doença grave 
De todos os condenados pela ação penal 470 já presos, Genoíno é o que inspira mais cuidados, porque foi submetido a uma cirurgia cardíaca em 24 de julho e ainda se encontra em recuperação, fazendo uso de medicamentos para controle da pressão arterial e da coagulação sanguínea.
Por isso, sua prisão irregular em regime fechado, no meio do feriado, com a desnecessária transferência para Brasília em voo exclusivo para reunir os condenados da ação, tem provocado manifestações contrárias não só da cúpula e da militância petista, mas de diversos outros setores da sociedade, incluindo políticos de oposição.
É o caso da deputada Luíza Erundina (PSB-SP), que se disse “chocada” com o procedimento. “Uma pena de prisão por tantos anos, a meu ver, seria para casos que ofereçam risco a sociedade. E eles não são pessoas que ofereçam riscos à sociedade. Muito pelo contrário. Na juventude deles, foram pessoas que serviram à democracia brasileira. Nós, hoje, estamos aqui podendo falar essas coisas porque eles e muitos outros que, inclusive, continuam desaparecidos, pagaram alto preço para que a gente tivesse uma democracia. Então, do ponto de vista pessoal, eu fiquei muito chocada”.
Segundo a deputada, mesmo sabendo que as prisões poderiam ocorrer a qualquer momento, foi impossível conter perplexidade e a revolta. “Quando eu vi aqueles companheiros, da forma como foram notificados e tiveram que se apresentar à Polícia, e serem trazidos para cá no final de semana, de qualquer forma, eu fiquei muito triste e senti uma enorme necessidade de me solidarizar com eles e com seus familiares, e isso mesmo sem ter conhecimentos jurídicos para questionar decisão do Supremo. Nossa civilização tem que avançar. E não como essa civilização da sociedade capitalista. É um outro projeto humano o que a gente tem que construir. Não é dessa forma que a gente pode dizer que a sociedade tá se desenvolvendo ética, moral e politicamente”, disse à Carta Maior.