Campeonato Brasileiro da Série D
Local/horário – Estádio Evandro Almeida, 16h
Campeonato Brasileiro da Série D
Local/horário – Estádio Evandro Almeida, 16h
Por Gerson Nogueira
Depois da atuação convincente em Rio Branco, o Remo tem a chance de finalmente mostrar segurança e estabilidade dentro de seus domínios. Precisa aproveitar a oportunidade para ganhar a confiança do torcedor. Para isso, precisará ter uma boa produção no meio-de-campo e, principalmente, um rendimento mais consistente da defesa.
Até a rodada passada o time primava pela irregularidade e não impunha respeito, nem mesmo quando atuava em casa. A partida contra o Atlético Acreano no Baenão é a maior prova disso. Nos primeiros 45 minutos, jogando apenas com um volante, o Remo foi envolvido pela correria do adversário e esteve a pique de sofrer uma derrota.
Na Arena da Floresta, no sábado passado, o time passou por uma transformação. Tomou a iniciativa das jogadas e controlou o jogo do começo ao fim. A evolução técnica permitiu superar até momentos tensos, como no lance do penal a 15 minutos do fim, após falha do zagueiro e capitão Ávalos.
Aliás, o miolo de zaga é a fonte de todas as preocupações do torcedor remista. O time mantém a incômoda média de quase 2 gols sofridos por rodada. No começo, a defesa tinha outras opções, como Edinho e Juan Sosa. Hoje, Edson Gaúcho só conta com Ávalos e Diego Barros, jogadores veteranos e lentos, com sérias dificuldades de recuperação.
O jovem Igor João, oriundo da base, nem é considerado como alternativa. O técnico avalia que ele ainda precisa evoluir. Duvido que seja inferior a Ávalos. De qualquer maneira, a contratação de um zagueiro (Marcelão, 24 anos) mais jovem deve dar mais qualidade ao setor.
No meio-de-campo, Laionel faz sua estreia diante do torcedor, substituindo Edu Chiquita, que não foi bem na partida de Rio Branco. Ao lado de Reis, Laionel terá a missão de criar jogadas para os atacantes Fábio Oliveira e Ratinho, que vêm ganhando entrosamento a cada jogo.
Reis (foto), decisivo no jogo contra o Atlético-AC, tem o desafio de repetir a atuação diante da torcida. Nunca, desde que se profissionalizou, o meia-atacante tinha assumido o papel de protagonista. Sob a orientação de Gaúcho, ganhou liberdade para ocupar espaços no ataque e confiança para arriscar. Precisa agora da aprovação do torcedor.
Uma vitória sobre o Náutico, que é o último colocado do grupo A1, dará ao Remo a classificação antecipada à próxima fase, com 13 pontos. Garante ao clube ainda, na pior das hipóteses, a vaga na Série D 2013.
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Além de deixar a Terceira Divisão, clubes paraenses que disputam a Série C têm um motivo extra para lutarem pelo acesso à Segunda Divisão. A CBF alterou os critérios para distribuição de vagas aos clubes na Copa Sul-americana 2013. A principal novidade é a possibilidade de equipes da Série B participarem do torneio continental. São oito vagas disponíveis.
A mudança tem a ver com a inclusão na Copa do Brasil dos times que disputam a Libertadores. A duração da Copa BR se estendeu, criando a possibilidade de um clube disputar ao mesmo tempo a Copa do Brasil e a Sul-Americana. Para evitar a participação simultânea, a CBF vai convidar os primeiros colocados na Série B.
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Contra o Luverdense, o Águia tem a missão mais espinhosa dos clubes paraenses na rodada deste fim de semana. Depois do tropeço diante do Salgueiro em Marabá, o time de João Galvão briga pela reabilitação na casa de um dos melhores times da competição e líder do grupo A.
A ocasião marca também o recorde de Galvão, técnico brasileiro mais longevo, com quatro anos e três meses de trabalho ininterrupto no Águia. Marcelo Veiga, que dirigia o Bragantino há quase cinco anos e era o recordista, foi afastado na última quinta-feira.
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A coluna é dedicada a meu pai José, lá em Baião, e em memória de meu pai-avô Juca. É também um dia especial pelos festejos dos 108 anos de fundação do Botafogo.
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Garotos bons de bola podem se candidatar a uma vaga nas divisões sub-15 e sub-17 do Remo. Os técnicos Tindô e Neto abrem o período de treinamentos e peneiras nesta segunda-feira, no Baenão.
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O programa Bola na Torre terá como convidado o meia-armador Harisson, do Paissandu. Começa às 23h45, na RBATV, depois do Pânico na Band. Apresentação de Guilherme Guerreiro.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 12)
Com gols de Rafael Oliveira, aos 11 e 39 do segundo tempo, o Paissandu venceu de virada o Cuiabá na tarde deste sábado, no estádio Mangueirão, após ser derrotado no primeiro tempo da partida. Apesar das boas chances criadas ao longo do primeiro tempo, o time não conseguiu transformar o domínio em vantagem no placar e ainda sofreu com os perigosos contra-ataques do visitante, muito bem trabalhados por Evandro, Josiel e Fernando. Quando César abriu o placar, aos 39 minutos de jogo, o Papão era superior na partida, mas repetia problemas de cobertura na defesa e tinha dificuldades com a marcação forte sobre Héliton e Pikachu.
Irritada com a derrota parcial, a torcida vaiou bastante o time na descida para os vestiários. No retorno, com mais velocidade e tentativa de jogadas pelas pontas, através principalmente de Héliton, o Paissandu sufocou o Cuiabá, mas quase levou o segundo em grande jogada de Fernando pela direita, que o goleiro Dalton salvou em excelente saída do gol. O empate viria logo em seguida, aos 11 minutos. Após boa arrancada de Héliton, o goleiro deu rebote e Rafael Oliveira mandou para as redes.
Com Leandro Cearense em campo, o Cuiabá continuava ameaçando nos contragolpes. Aos 30 minutos, Dalton e Fábio Sanches impediram o gol após chute de Cearense que ainda raspou a trave. No final da partida, tentando a todo custo chegar à vitória, o Paissandu aumentou a presença no ataque e, aos 39, Pantico ajeitou a bola na pequena área para Rafael Oliveira finalizar para as redes.
Renda no Mangueirão: R$ 95.440 (5.778 pagantes). Com 2.939 credenciados, o público total foi de 8.217 torcedores. (Fotos: TIAGO ARAÚJO/Bola)
Campeonato Brasileiro da Série C – 7ª rodada.
Local/horário – Estádio Mangueirão, 16h.
Por Ricardo Perrone
Desde que assumiu a CBF, José Maria Marin foi aconselhado por seus colaboradores a se livrar de Mano Menezes com mais rapidez do que os mexicanos ao abrirem o placar na final olímpica. No entanto, ouviu sugestões para esperar um momento de revolta popular para anunciar a demissão. E o momento chegou. A perda do ouro olímpico é a bala de prata para a CBF eliminar Mano. Porém, Marin está numa saia justa. Elogiou a seleção e seu treinador durante toda a campanha nos Jogos Olímpicos. Vai ficar feio se demitir Mano agora para trazer Muricy Ramalho ou Felipão. São os dois nomes estudados.
Definir quem vai ser o treinador do time nacional em 2014 não é o maior motivo de preocupação que a derrota em Londres deixa para os comandantes do futebol brasileiro. Se não estão, eles deveriam estar mais preocupados com Neymar. O craque foi um gigante até as semifinais. Na final, acordou no segundo tempo, mas não foi letal. Foi tão comum a ponto de isolar a bola aos 13 minutos do segundo tempo como qualquer outro faria.
Não se pode jogar nele a culpa pela derrota. Mas o que se espera de um atleta de seu nível é que desequilibre quando o time não vai bem. E ele não fez isso. Como não fez na final do Mundial de Clubes da Fifa, pelo Santos, contra o Barcelona. Também não foi capaz de fazer seu time passar pelo Corinthians na Libertadores. Mano ou quem for o treinador em 2014 precisa descobrir o que acontece. Não parece coincidência. Na Copa, muito mais do que contra os mexicanos , o Brasil vai precisar do Neymar que desequilibra. E ter no banco um técnico que dê conta do recado é mais fácil do que achar um jogador capaz de salvar o time num dia ruim.
Há males (e malas…) que vêm para o bem. Com a perda do ouro olímpico, o Brasil será forçado a repensar o sistema de preparação para a Copa do Mundo – que acontece, não esqueçamos, daqui a dois anos. Felipão, que já vinha conversando com a CBF, deve ser confirmado como novo comandante. O jogo deste sábado contra o México evidenciou em cores berrantes todas as fragilidades da Seleção: goleiro inseguro, defesa atrapalhada, meio-de-campo instável e ataque afobado. Reflexos de um comando técnico falho, incapaz de escalar os jogadores certos e empregar as estratégias adequadas. Como manter no banco, até os 36 minutos do segundo tempo, um meia-atacante de recursos, como Lucas? Por que insistir em usar o meio quando o caminho mais curto – e inteligente – são as pontas? Apesar da frustração, cabe observar que a derrota propicia a troca de comando na Seleção. Não deixa de ser uma boa notícia.
Por João Gerson(não gastarei meus dedos teclando toda a minha importância para mortais)
E aí,como vai gente? hora do spore! Mas tem um problema… pode ser que as anotações(as coisas que quero explicar pra vocês) só apareçam se você ver no youtube em si… bem,aqui está o vídeo em si…
O que acharam?alguma dúvida?e mais uma coisa:VÃO NO SITE DO YOUTUBE E DEÊM JÓINHA!SE NÃO TIVEREM UMA CONTA,CRIEM UMA!LEVA SÓ ALGUNS MINUTOS!SEM RECONHECIMENTO,UMA SÉRIE NÃO CONTINUA,QUALQUER YOUTUBER SABE DISSO!caso queiram saber como ir ver o vídeo no youtube,cliquem no nome do vídeo ou no botão dizendo “assistir no youtube.com”!
Por Gerson Nogueira
E se, de repente, esse time de Lecheva engrena e faz uma apresentação consagradora? Como ficariam as coisas depois que Givanildo Oliveira assumir? Sim, porque é bem possível que as mudanças anunciadas sejam bem sucedidas. No mínimo, vai ser interessante ver em ação uma equipe formada majoritariamente por jogadores nativos barrados por Roberval Davino. Todos muito a fim de mostrar serviço e provar utilidade.
As entradas de Harisson, Lineker e Héliton devem gerar bons frutos. Todos são habilidosos, têm bom passe e jogam ofensivamente, do jeito que o Paissandu precisa para quebrar o jejum de vitórias. Harisson ainda precisa provar que pode disputar os 90 minutos no mesmo nível, mas os jovens Lineker e Héliton estão em plena forma.
Quando ainda estava no comando, Davino minimizava a importância dos reservas. Costumava dizer, de maneira educada, que alguns jogadores não eram escalados por deficiência técnica. Ao mesmo tempo, tratava de prestigiar seus indicados. Mesmo caindo pelas tabelas, o trio Fabinho-Marcus Vinícius-Kiros dificilmente saía do time.
Nos dois últimos jogos, forçado pelas circunstâncias, barrou Kiros, mas de imediato pediu a contratação de Pantico, sinalizando que não contava com nenhum outro atacante do grupo. Lecheva, que dirigiu o time no segundo turno do Parazão, conhece mais o elenco e aproveita esse jogo como interino para fazer algumas justiças.
Aprecio a inclinação ofensiva do time e a volta ao sistema 4-4-2. Com um meio-de-campo agressivo, o trabalho dos atacantes costuma ser facilitado. Rafael Oliveira, que ensaiou sair e terminou ficando, será o homem de área, auxiliado de perto por Héliton, cuja especialidade é a chegada à linha de fundo.
Do lado visitante, a novidade é Josiel, ex-jogador do Paissandu, que deixou o clube pela porta dos fundos, depois de insultar as mulheres de Belém em declarações postadas nas redes sociais. Por razões óbvias, não deverá ter um minuto de sossego no confronto desta tarde.
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Depois de 24 anos, o Brasil chega novamente à final no torneio olímpico de futebol. Desta vez, com grandes chances de conquistar o ouro. Mais do que uma façanha a ser comemorada, representa uma obrigação do time de Mano Menezes. Por vários motivos. O maior, certamente, é a própria história do escrete. Pentacampeão mundial, o país do futebol não pode mais se esconder atrás do imponderável para justificar os seguidos fracassos nas Olimpíadas.
A outra razão é o alto investimento financeiro. Nenhuma outra modalidade mereceu tanta atenção e verbas do que o futebol. A premiação prometida chega facilmente à casa dos três dígitos para cada jogador. Até mesmo a hospedagem em Londres fica longe da Vila Olímpica, em hotel reservado. Primo rico da delegação, o futebol recebe tratamento diferenciado. Por isso, a cobrança também é diferenciada.
Contra os mexicanos, o Brasil só não pode cair na roubada de considerar que a parada será tranquila. Já faz tempo que o adversário encara os brasileiros de igual para igual, sem demonstrar o mesmo respeito que os emergentes costumam ter pela seleção canarinho.
Deve contribuir ainda mais para o entusiasmo dos mexicanos a recente vitória em amistoso realizado nos Estados Unidos. Na ocasião, o México foi superior e mais organizado. E o Brasil foi representado praticamente pelo mesmo time que Mano Menezes levou a Londres.
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A acachapante vitória da seleção de vôlei masculino sobre a Itália, ontem, deu ao Brasil o direito a fazer sua terceira final olímpica consecutiva. É uma façanha e tanto, digna de reconhecimento. A maneira como a Itália foi dominada não deixa dúvida quanto ao crescimento da equipe de Bernardinho dentro da competição. Amanhã, contra a Rússia, a quem derrotou com facilidade na fase inicial por 3 sets a 0, o Brasil entra carregando um justificado favoritismo.
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Conversa imaginária que podia ter rolado entre Roberval Davino e Givanildo Oliveira sobre o elenco do Paissandu:
Giva: “Davino, meu chapa, me diga como é que tá esse time?”.
Davino: “Rapaz, tá tudo de bom, tu vai pegar uma base boa já montada”.
G: “Legal. Como é que tá de atacante?”.
D: “Olha, tem um baixinho lá que é infernal, o Pikachu. Já ouviu falar? Pois é. Fica de olho nele. Tem outro atacante perigoso, o Potiguar”.
G: “É mesmo? E de volante?”.
D: “Ah, volante tem o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.
G: “E de lateral-esquerdo o elenco tá bem servido?”.
D: “Rapaz, pra esquerda tu tem o Régis, que é lateral direito, e o Pablo, que é um zagueirão.. e tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.
G: “Bacana, e pra armação?”.
D: “Rapaz, esse é o ponto forte do time. Lá tem o graaannnndee Robinho, que corre o campo todo. Vai pra direita, pra esquerda, pra frente, pra trás. O homem é uma máquina. E tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.
G: “E na zaga?”.
D: “Nesse setor tá tudo beleza, tem o Tiago, o Marcus Vinícius e o Sanches. Ah, tem também o Leandrinho, que tá jogando um bolão”.
G: “De goleiro tá bom?”.
D: “Rapaz, esse é o maior problema do time, pois só estamos com o Dalton. Mas se ele se machucar tem o Leandrinho, que tá jogando um bolão…”.
G: “Que beleza, então a gente vai arrebentar”.
(Colaboração postada por Carlos Junior no Blog do Gerson Nogueira)
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 11)
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