Perda da medalha mexe com o futuro da Seleção

Há males (e malas…) que vêm para o bem. Com a perda do ouro olímpico, o Brasil será forçado a repensar o sistema de preparação para a Copa do Mundo – que acontece, não esqueçamos, daqui a dois anos. Felipão, que já vinha conversando com a CBF, deve ser confirmado como novo comandante. O jogo deste sábado contra o México evidenciou em cores berrantes todas as fragilidades da Seleção: goleiro inseguro, defesa atrapalhada, meio-de-campo instável e ataque afobado. Reflexos de um comando técnico falho, incapaz de escalar os jogadores certos e empregar as estratégias adequadas. Como manter no banco, até os 36 minutos do segundo tempo, um meia-atacante de recursos, como Lucas? Por que insistir em usar o meio quando o caminho mais curto – e inteligente – são as pontas? Apesar da frustração, cabe observar que a derrota propicia a troca de comando na Seleção. Não deixa de ser uma boa notícia.

17 comentários em “Perda da medalha mexe com o futuro da Seleção

  1. Não tiro uma virgula Gerson. Gostei do que disse o Romário, fulo da vida: “O treinador é fraco. Pode servir pra Corinthians, mas pra Seleção não”. O Baixinho estava mais do que invocado hoje.

    1. Amigo Daniel, até agora estou sem entender porque o Mano não lançou o Lucas no jogo logo naquele intervalo. O garoto vive uma grande fase e não teve chances.

  2. Quanta diferença entre um técnico que trabalha o coletivo (O time do México jogou como nunca coletivamente) e o outro que só faz discurso de gerente de empresa corporativa de grande porte. É o mano já vai tarde quis dar o golpe no Ney Franco e o tiro saiu pela culatra, muito fraco, mais muito fraco como treineiro hoje nesse jogo deu pra ver todos os seus defeitos que não são poucos.

  3. Devagar, muita calma. Antes Dunga, Neymar e Ganso, hoje Mano e Lucas. Falha individual do jogador mais fraco do time aos 28 segundos comprometeu e muito. Aí, sair atrás de um time coletivamente forte fica dfícil. Neymar mais uma vez deveu. Hulk por incrivel que pareça ganha cada vez mais espaço.

  4. É a mesma toada de sempre. Basta enfrentar um adversário mediano que vem a derrota inevitável. Já nem surpreende mais.

  5. Amigos, pachequismos e ufanismos à parte, caiamos na real. O México deu uma verdadeira aula de bom futebol. Jogo coletivo, dinâmico e uma sólida marcação. Deu a lógica. Essa seleção só chegou à decisão, por ter enfrentado equipes de baixo nível técnico. Estava desenhado que não iria passar pelo México. Pior que isso foi a repetição dos erros do Mano. No jogo contra Honduras, nunca a seleção havia sido tão corinthiana em sua forma de jogar. Um futebol grotesco que depende de lances individuais de craques como Oscar, Neymar e Lucas. Em relação a esse último, entrou nos 4 minutos finais e fez em um lance o que os outros não fizeram em noventa. Amigos, o que é Hulk na seleção? Alias, o que é Hulk: jogador de futebol? Lutador de UFC? Monstro verde que se aborrece com o raio gama? Aquilo pode ser tudo isso, menos jogador de seleção brasileira. Pelo bem do futebol, deu México. Estava receoso de mais uma conquista de futebol corinthianizado. Depois da derrota do Barcelona e da conquista da Libertadores pelo grotesco futebol do Tite, estava temeroso pelo pior. Graças aos deuses teimosos do futebol, o México fez justiça a esse esporte (como a espanha houvera feito na Eurocopa). Por outro lado, o que temos depois de Mano: Felipão e Tite. Caminhamos a passos largos de um fracasso continental. Como até de árvores secas, se extrai alguma coisa, a prata nas Olimpíadas rendeu-nos algumas certezas: Oscar, Neymar e Lucas, são cadeiras cativas no esquete que disputará a Copa do Mundo. Hulk jamais deverá ser convocado, junto com nossa fraude paraense, o Ganso, além da outra ave, Alexandre Pato (fraude gaúcha). Confesso que torci muito pelo ouro, não por causa do mano e da seleção, mas por causa do Galvão Bueno. Esse deve ter aberto um sorriso de ponta a ponta, esperando 2016. Chegou ao orgasmo: É PRRRRRAAAATA, BRASIL!!!!!!!

  6. Chamem o Guardiola, esse ta atualizado com o futebol moderno e coletivo, nossos treinadores sao velhos e pararam no tempo.

  7. O que tem o Corinthians haver para ser lembrado pelo amigo Cássio na frustrante derrota do pipoqueira seleção brasileira? Mano antes de comandar o Timão passou por outros clubes de tradição e no Timão, fazia até então, um trabalho de bons resultados. T

    Também não estou gostando do trabalho dele, mas temos que ter a consciência de que essa seleção é limitada e de jogadores medianos. Até Neymar sofreu com isso.

    Sou de opinião de que Lucas deveria ser titular ou substituído a mais tempo, mas cada cabeça é uma sentença.

  8. Diogo Silva,

    O Lucas poderia até não jogar bem, mas oa camarada ia tentar. Vi uma jogada sua pela direita que em um só toque ele deslocou toda a linha defensiva mexicana e deixou espaços para Hulk progredir. Mas o Mano é o Mano, logo, ele preferiu lançar outros jogadores e só lançou o moleque do São Paulo depois que viu que a vaca já tava atolada. Aí, ficou difícil.

  9. Diogo, quem dera para a Seleção Olímpica brasileira se ela tivesse ao menos a metade da têmpera e do condicionamento técnico/tático do Corinthians. A medalha certamente teria sido dourada.

  10. Malcher, é inegável que no atual time do Corinthians não existe nenhum fora de série, nenhum galático. Todavia, negar também não se pode que os jogadores corintianos tem bons recursos técnicos e alguma habilidade. De acrescer ainda algo muito importantes: todos eles têm plena consciência de que não são super craques, ou, dizendo melhor, conhecem muito bem o potencial que tem e os seus respectivos limites. Pois bem, o treino sério, exaustivo, esmerado e compromissado profundamente com o resultado que é o triunfo na competição, permite que os atletas aprimorem suas virtudes e minimizem seus defeitos, permitindo que o Clube extraia de cada um o melhor e o mais aprimorado que cada um pode oferecer. E o resultado é a prosperidade do sistema de marcação, é uma posse de bola mais qualificada, é um maior acerto do número e passes, é a elevação do índice de conversão das oportunidades de gol eventualmente criadas. Eis o melhor condicionamento técnico ao qual e refiro. Bem na linha mesmo da “Caixa de Skinner”. E o resultado é uma beleza, não aquela de natureza plástica, escultural etc, mas que não põe mesa. Falo daquela beleza que toda torcida gosta e se encanta: os títulos. Bom, mas isso já é outro assunto… ,

  11. Apenas acho que o México, que não é essas maravilhas para ser exaltado, entrou em campo focado em apenas uma coisa: Ganhar a medalha de ouro. E jogar contra um “titã” do futebol, demais vangloriado pela imprensa, faz o pequeno se agigantar e tirar leite de pedra.
    Quando votei dizendo que não traríamos o ouro já estava convicto que esta “seleção” não chegaria ao seu objetivo pois o grupo para dar certo também depende muito do comando, comando este também inexistente no atual Brasil!

  12. Como já havia dito em outras ocasiões, esse treinador – Mano Menezes, juntamente com alguns de seus comandados não servem para nada, nunca iriam acrescentar positivamente nada a história da seleção brasileira.
    A fatídica derrota frente a boa seleção mexicana nas olimpíadas, foi a prova exata de que eu não estava errado. Como ele pode preterir o meia Lucas do São Paulo, para colocar em campo um trinca de volantes brucutus, onde o pior deles era aquele Sandro que joga no futebol inglês. Desse modo e desta forma de jogar, onde e que iriamos com essa seleção, só poderíamos perder a medalha de ouro mesmo.

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