Show de Rafael e xingamentos da torcida

Foi um autêntico passeio. O Paissandu atropelou o Águia, na noite desta quarta-feira, no estádio da Curuzu. O placar de 5 a 2 foi pouco diante da superioridade técnica demonstrada pelo time de Sérgio Cosme, principalmente no primeiro tempo. Rafael Oliveira foi o grande destaque da partida, assinalando quatro gols (chegou ao 11º gol no campeonato) e comandando a correta atuação do Paissandu. Curiosamente, a goleada não foi suficiente para acalmar a torcida, que vaiou seguidamente o técnico Sérgio Cosme e jogadores como Mendes e Sandro, ainda irritada com a derrota frente ao Remo, no último domingo.

Tiago Potiguar foi o arquiteto dos três primeiros gols. Aos 9 minutos, foi à linha de fundo, invadiu a área e tocou para Rafael, livre, finalizar para as redes. Aos 12, nova arrancada de Potiguar confundiu a marcação do Águia pelo lado direito e permitiu que Rafael recebesse a bola dentro da área. Diante de Ley e Charles, ele bateu rasteiro para marcar o segundo gol.

Depois disso, o Paissandu refreou os avanços e só ia ao ataque de vez em quando, esperando uma brecha na zaga marabaense. Fabrício tentava recompor o meio-campo do Águia, mas o time não conseguia ameaçar a defensiva bicolor. Desarticulado, errava muitos passes na saída para o ataque e o trio de zagueiros não se entendia. Aos 36 minutos, Potiguar avançou pela esquerda e foi derrubado por Cleuber quando entrava na área. Pênalti, que Mendes converteu. Paissandu 3 a 0. 

Para o segundo tempo, Galvão tirou Edkléber e pôs Roma, mudando o esquema 3-5-2 para 4-3-3, a fim de tentar reverter a situação. Não adiantou. O Paissandu continuou melhor. Logo aos 2 minutos, Rafael Oliveira sofreu pênalti, não marcado pelo árbitro. Logo depois, Tiago Potiguar se contundiu e foi substituído por Marquinhos. Aos 14 minutos, o próprio Marquinhos cruzou para a área e Rafael desviou para as redes. Aos 29, num lance bobo, um chute de Rafael desviou na zaga e entrou. Paissandu 5 a 0. Nos instantes finais, aproveitamento o relaxamento do Paissandu, Ley e Roma descontaram para o Águia. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Tribuna do torcedor

Por Antonio Brito (nikobrito@yahoo.com.br)

Prezado Gerson, bom dia!
Uma das coisas que mais me deixa indignado em relação ao futebol paraense, é quando após os jogos o borderô financeiro é disponibilizado, e constato que os clubes, principalmente Remo e Paysandu “pagam” para jogar e sustentar uma estrutura arcaica onde todos ganham(principalmente a FPF) e os dois gigantes sucumbem ao peso de tantos descontos, bloqueios etc. Da arrecadação total do jogo de domingo (R$ 701,160,00) cerca de 30% está na rubrica “despesas” cabendo aos “protagonistas” do espetáculo 35% (R$ 244,52,00). Acho que a Federação Paraense de Futebol, deveria mudar o seu slogan para “Ensinando o Brasil a sobreviver às custas do futebol”. Cordialmente.

Coluna: Do discurso à prática

Em meio ao tiroteio travado entre dirigentes, envolvendo contratações mal explicadas de jogadores, o Paissandu tenta se recompor e reencontrar a vitória hoje, na Curuzu, contra o Águia de Marabá. Desde domingo, técnico e atletas buscam dar uma explicação à torcida sobre a fraca atuação no Re-Pa. Não adianta. Nada do que foi dito convenceu a massa.
Futebol tem dessas coisas. Discursos e teses não servem para explicar o fracasso. Por sorte – ou azar, conforme a interpretação –, o Paissandu tem a oportunidade de responder em campo. E nada melhor do que uma vitória categórica contra um adversário em crescimento na competição.
Preso ainda à velha mania dos treinadores de se agarrar ao marketing como solução para todos os males, Sérgio Cosme saiu do treino de ontem dizendo que abriu o coração com seus comandados e que confia no futebol deles. O destinatário desse recado é, obviamente, o torcedor, que é péssimo ouvinte nessas horas, pois continua mordido com a derrota para o velho rival.
De concreto, o time terá de volta a velocidade do lateral-direito Sidny e a força de marcação do volante Alexandre Carioca. Ambos fizeram falta no jogo de domingo. Carioca pode, inclusive, entrar para compor a zaga, setor do time mais alvejado pela torcida. Sidny teve atuação primorosa no triunfo sobre o Independente Tucuruí e tem potencial para contribuir decisivamente com o ataque.
O outro retorno, do zagueiro Ari, não é exatamente uma boa notícia, pelo menos aos olhos do torcedor, que desaprovou todas as suas atuações no campeonato. Em Tucuruí, teve desempenho sofrível e deveria ter sido expulso após cometer pênalti. Diante da Tuna, foi peça destoante na melhor atuação do Paissandu no torneio.
Por fim, na vitória sobre o Cametá, mostrou-se atrapalhado na marcação a Leandro Cearense e foi um dos responsáveis pelo apagão da zaga que permitiu ao visitante sufocar o Paissandu nos minutos finais. E é fato que nenhum outro compartimento do time será mais visado hoje do que a linha de defesa. Jogará com a espada sobre a cabeça, sabendo que nenhum novo erro será perdoado.
 
 
O Remo derrotou o Paissandu, assumiu a liderança do turno e está de braços dados com a torcida. É importante não esquecer o trabalho feito até aqui pelo presidente Sérgio Cabeça e sua equipe. Para quem encontrou a terra arrasada e três profissionais no elenco de futebol, a diretoria teve até aqui uma atuação impecável, inclusive na escolha de técnico e jogadores.
 
 
Certas palavras adquirem mais força quando são inesperadas. A capa do normalmente corrosivo diário Olé nesta terça-feira é uma generosa demonstração de espírito esportivo: “De pie, se retiró Ronaldo. Um viejo adversário despide a um amigo”. Homenagem simples e comovente. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 16) 

Fala que eu te escuto

A revelação é do jornal “O Globo”. Quando quer avisar os parceiros que haverá uma festança de arromba, um jogador do Flamengo dispara a senha “hoje tem culto” pelo celular.

Águia e Leão irão rachar a arrecadação

Acabou a novela. Remo e Tuna dividirão a renda do clássico de domingo, no estádio Edgard Proença, o Mangueirão, pela sexta rodada do Campeonato Paraense 2011. O acordo foi selado tarde de segunda-feira, quando os dirigentes da Lusa recuaram da decisão de ficar com toda a renda do jogo, conforme estabelece o regulamento. Para rachar a bilheteria, os lusos queriam uma cota fixa de R$ 200 mil. O acordo vale também para a partida válida pelo segundo turno, que terá o Remo como mandante. Serão disponibilizados 27 mil ingressos, sendo 25 mil arquibancadas e duas mil cadeiras. Os preços serão de R$ 15,00 (arquibancada), R$ 7,00 (meia-entrada) e R$ 30,00 (cadeira).

Tribuna do torcedor

Por Harley Leopoldo Pereira (harley_sobrinho@yahoo.com.br)

Meu nome é Harley Leopoldo, leitor diário da tua coluna e torcedor do Clube do remo, Filho da Glória e do triunfo. Eu escrevo essas poucas linhas para comentar a notícia que ouvi ontem na Rádio Clube de que a Tuna Luso não teria aceito dividir (independente de qual proporção) a renda do “clássico” (se é que Remo x tuna ainda é clássico). Entendo que a atitude não é ilegal, afinal de contas o mando de campo é dela. Mas eu pergunto: e se nós, azulinos, resolvêssemos em sinal de protesto, não comparer ao MangueLEÃO?? E se o torcedor azulino refletir que primeiramente já estamos classificados para as semi finais e segundo, ainda temos outro jogo contra o independente em nossos domínios e aí sim, com renda exclusiva do Remo e resolvermos guardar nosso rico dinheiro para o próximo domingo? Se deixarmos que a “imensa” torcida cruzmaltina “lote” o estádio e assim “entupa” os cofres lusos com dinheiro dos seus torcedores… em uma kombi ou mesmo uma van?
Vou te ser bastante sincero: se depender de mim (e olha que estou passando a idéia adiante!) a Tuna não verá um centavo do meu dinheiro e espero que não dê mil pagantes no “clássico” por que de “sabichões” o mundo está cheio. E viva o Viola!