Mês: novembro 2010
Flu tem a simpatia de palmeirenses e tricolores
O Fluminense disputa com Corinthians e Cruzeiro o título do Campeonato Brasileiro. E o Tricolor terá pela frente nos quatro jogos que restam dois rivais do Corinthians: Palmeiras e São Paulo. Coincidentemente, ambos não foram devidamente auxiliados pelo rival no ano passado, quando o Corinthians perdeu para o Flamengo no Brinco de Ouro, em Campinas, e o rubro-negro carioca deu passo importante para o título.
Agora, a campanha ‘Entrega para o Flu’ já começou, principalmente na torcida do Palmeiras, que não tem mais grandes aspirações no Campeonato Brasileiro. O sonho é ver o Flu campeão para estragar o centenário corintiano. A imagem acima, que foi retirada da comunidade do clube no Orkut., recebeu a aprovação da maioria dos participantes. No São Paulo, a irritação com as provocações de freguês após mais uma derrota para o Corinthians foi a gota d’água para jogar a ética para escanteio.
Do outro lado, torcedores do Vasco já usam as redes sociais pedindo que o time entregue o jogo para Corinthians e Cruzeiro, rivais do Flu. O Flamengo ainda vai enfrentar o Cruzeiro, mas até agora a meta de lutar contra a degola é mais importante. (Do Bola de Meia)
Paissandu confirma contratação de Joãozinho
O presidente do Paissandu, Luiz Omar Pinheiro, confirmou no final da tarde desta segunda-feira que Joãozinho Rosa será o novo técnico da equipe em substituição a Charles Guerreiro. Ele aceitou a proposta para retornar à Curuzu depois de 11 anos. Joãozinho treinou o time em 1998, sagrando-se campeão estadual invicto. Deixou o clube em 1999 e foi treinar o Remo no ano seguinte. Depois disso, nunca mais conseguiu se firmar como técnico. Atualmente, é funcionário do Santos, trabalhando como olheiro para as divisões de base. A opção por Joãozinho surpreendeu a todos, pois o técnico está fora do mercado e não deixou a melhor das impressões quando saiu da Curuzu.
Bernardinho, enfim, admite marmelada
O técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, admitiu publicamente, pela primeira vez, que a derrota para a Bulgária, por 3 sets a 0, pela segunda fase do Mundial de vôlei, no início de outubro, foi proposital. Em entrevista à revista Alfa, o treinador aproveitou para pedir desculpas aos torcedores brasileiros pelo episódio.
“Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: ‘De forma nenhuma’. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito”, desabafou o técnico do Brasil. “A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo.”
Na ocasião, por conta do exótico regulamento do Mundial, a seleção brasileira cairia em um grupo mais fácil na segunda fase do torneio caso fosse derrotada pela Bulgária – o que, de fato, aconteceu. Se vencesse, o time de Bernardinho enfrentaria adversários mais fortes na fase seguinte da competição.
Na entrevista, o comandante da seleção brasileira ainda contou que, após a conquista do título mundial, só conseguiu se abrir e falar sobre a “entregada” contra a Bulgária com amigos próximos. Segundo Bernardinho, até de seu pai ele se escondeu e preferiu não tocar no assunto. (Da ESPN)
Ficou bem melhor assim. Houve de fato a armação e o técnico se deu conta de que devia um pedido de desculpas à torcida brasileira.
Flu não depende da rivalidade entre paulistas
Por Paulo Vinícius Coelho
Esta reflexão começa por uma pergunta. Você acha que Corinthians e Grêmio entregaram o jogo para o Flamengo ano passado? Eu não. Tanto que deu jogo tanto em Campinas, quanto no Maracanã. Isso indica a crença de que o Campeonato Brasileiro de 2010 não se decidirá a favor do Fluminense por causa da falta de interesse de São Paulo e Palmeiras em prejudicar o rival Corinthians. Pode se definir a favor do Fluminense pelos próprios méritos do Tricolor, time que liderou o campeonato por mais rodadas, 20, e dono da melhor defesa do Brasileirão, com 33 gols sofridos em 34 partidas. Vale também lembrar que o Cruzeiro enfrenta o Flamengo, situação semelhante à de São Paulo e Palmeiras em relação ao Corinthians.
Ainda assim, é de se ponderar o que o Fluminense tem feito em campo. Tomou susto de Jonathan no primeiro minuto, mandou na partida até fazer 1 x 0 aos 3 minutos e teve bela atuação de Tartá, aberto pela direita num 4-2-3-1. Mas sem apresentar o futebol com a autoridade de outros momentos do Brasileirão.
Nas últimas oito rodadas, o Fluminense ganhou três vezes, do Avaí, Vasco e Grêmio, todos no Engenhão. Perdeu para o Santos no Rio e para o Cruzeiro fora, empatou com Atlético Paranaense, Internacional e Grêmio Prudente, fora de casa, ambos fora de casa. Não vence como visitante desde a 25a rodada.
E fora de casa jogará contra os dois rivais do Corinthians. O São Paulo, que pode ter chance de brigar por Libertadores, dependendo da combinãção de resultados da 35a rodada (Vasco x São Paulo, Santos x Grêmio, Ceará x Botafogo). Se tiver, entrará em campo disposto a vencer o Flu.
O Palmeiras estará interessado mesmo nas finais da Copa Sul-Americana, mas apenas se vencer o Atlético Mineiro, nesta quarta-feira. Caso contrário, pode até ter mínimas chances de Libertadores por meio do Brasileirão.
O favoritismo do Fluminense deve-se mais à tabela do Corinthians do que à entrega de seus rivais. Vantagem 1: enquanto o Fluminense enfrenta o Goias, Corinthians e Cruzeiro disputam no Pacaembu quem continua na perseguição. Vantagem 2: se o Corinthians for o perseguidor, terá de vencer em Salvador, onde não é fácil ganhar e onde Cruzeiro e Fluminense conseguiram três pontos. É isso o que pode dar o título ao Fluminense. Desde que o Fluminense tenha um desempenho mais próximo do que fez de melhor no Brasileirão.
Corinthians mantém sonho do título
Coluna: O futebol vai às urnas
A sorte está lançada. Remo e Paissandu caminham para suas eleições mais concorridas dos últimos 20 anos. Talvez não seja simples coincidência o fato de que os dois maiores clubes paraenses estejam rachados ao meio quanto à definição de seus destinos políticos a partir de 2011.
O Remo, atualmente sem vaga na Quarta Divisão, vive momento mais aflitivo, atolado em dívidas e alquebrado por uma gestão que passou dois anos lutando obcecadamente para se desfazer de um patrimônio do clube. Os efeitos danosos dessa trapalhada imobiliária se fazem notar no dia a dia da agremiação, hoje entregue à própria sorte. Um gigante popular de 100 anos divorciado de seu principal bem, que é o torcedor.
O pleito do próximo dia 20 – um dia após o leilão de um pedaço do estádio Evandro Almeida – é bem mais que mera disputa eleitoral: é um acerto de contas entre o Remo caótico de Amaro Klautau e um novo Remo, que insiste em buscar ânimo e motivos para sobreviver.
O verdadeiro sentido da democracia, que é a representatividade através do voto, pode ser a saída para a encruzilhada final. Caso o novo Conselho Deliberativo seja à imagem e semelhança do atual, com a mesma omissão por parte de sua direção, é certo que o atoleiro se perpetuará. Na hipótese de triunfo oposicionista, o cenário tende a mudar por completo.
Já no Paissandu, o atual presidente, Luiz Omar Pinheiro, tenta novo mandato, mas enfrenta resistência pelos maus resultados no futebol, embora a gestão não possa ser nem de longe comparado com o caos reinante no maior rival.
Em termos trabalhistas, onde o Remo afundou por completo, Luiz Omar cumpriu todos os acordos e preservou o patrimônio material do clube. Os problemas se concentram no gerenciamento do futebol profissional. Descuidos e equívocos nas contratações fizeram com que, pela quarta vez consecutiva, o Paissandu perdesse a chance de subir à Série B.
Talvez receando mergulhar num pântano tão profundo quanto o do vizinho de Almirante Barroso, associados e conselheiros do clube decidiram lançar uma chapa alternativa. Nomes importantes e respeitados internamente compõem esse grupo e podem, em caso de vitória, mudar os destinos alvicelestes. Pode não ter caráter plebiscitário como no Remo, mas a eleição bicolor será tão acirrada quanto, capaz de cindir inapelavelmente as correntes mais representativas da agremiação.
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Com a determinação dos vitoriosos, o Fluminense avança a passos largos rumo ao título do Brasileiro, bafejado pela sorte que costuma abençoar os campeões. O triunfo sobre o Vasco atestou isso. A quatro rodadas do final da competição, as chances estão cada vez mais restritas aos três primeiros – Flu, Corinthians e Cruzeiro, que também venceu na rodada. O Botafogo se desgarrou dos ponteiros com o incrível 16° empate no torneio. Quem empata tantas vezes não pode se habilitar à vitória final.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 08)
Flu bate Vasco e segue na ponta
Rock na madrugada – Pixies, Gigantic
Alcaide Dudu e suas ideias supimpas
Agora vai. O prefeito Duciomar Costa acaba de ter uma brilhante ideia para incentivar o carnaval de rua de Belém e ao mesmo tempo levantar o astral dos garis. Reuniu toda a categoria na noite desta sexta-feira (05), no ginásio Altino Pimenta, fazendo mistério sobre o que seria tratado no encontro. Som rolando nas caixas com a animação da bateria da Escola de Samba Grande Família, cerveja e tira-gosto à vontade. Motivo do encontro festivo: proposta de Dudu para que os garis criem um bloco carnavalesco próprio para o carnaval de 2011.
Antes de revelar a genial sacada, o alcaide agradeceu aos garis pelo serviço que fazem nas ruas da Região Metropolitana de Belém. “Gostaria de parabenizá-los pelo grande serviço que é feito por vocês na nossa cidade, infelizmente ainda falta muita conscientização por parte da população em geral, por isso eu vim até aqui pessoalmente propor um convite a vocês”, disse Dudu. Aí, empolgado, lançou a ideia: “Gostaria de convidá-los a formar um bloco para desfilar na abertura do carnaval 2011”. Todos se animaram e, democraticamente, Dudu botou o tema em votação. A maioria aprovou a iniciativa e o Departamento de Limpeza Pública vai mesmo botar seu bloco na rua. Ambientalista de carteirinha, como se sabe, Dudu só fez uma exigência. “A única coisa que eu gostaria de escolher é o tema, que será Meio Ambiente, um tema bem amplo e bastante persistente”, aconselhou.
Nada contra o bloco carnavalesco dos garis, mas o prefeito de Belém deveria estabelecer prioridades na gestão. Por exemplo, melhorar a coleta de lixo nas ruas. Terminar obras que insistem em se perpetuar, como a revitalização da Marquês de Herval, que está prestes a completar cinco anos de obras e destruições – sim, o prefeito manda destruir calçadas quando estas ficam prontas e demolir quiosques quando eles estão quase prontos, tudo com a altruísta intenção de tornar o projeto mais caro ainda.
Coluna: Refúgio dos renegados
Por capricho do destino, o estádio Barbalhão, em Santarém, será palco pelo segundo ano consecutivo de uma decisão do Brasileiro da Série D. No ano passado, o São Raimundo sagrou-se campeão ao derrotar o Macaé (RJ). Neste domingo, o título será decidido por América (AM) e Guarani (CE).
A história do valente América, clube surgido nos arredores da capital baré, merece algumas observações. O time chega à decisão da Quarta Divisão sem desfrutar de patrocínios oficiais, reforços famosos e muito menos comissão técnica importada. Pelo contrário, penou bastante para custear as viagens e gratificar o limitado elenco.
Aliás, não há como não ver na classificação do América à Série C um irônico contraponto às gastanças destrambelhadas do Remo, cuja folha de salários na Série D batia na casa dos R$ 350 mil. Aliás, o time amazonense – que ficou em segundo lugar na primeira fase – vendeu caro a derrota no Mangueirão para o time de Giba (gol de Héliton).
Só se surpreende com a trajetória heróica do América quem se acostumou aos métodos perdulários de Remo e Paissandu. Lá, funciona a matemática simples. Jogadores sem pedigree, garimpados na região, ganham salários inferiores a R$ 3 mil.
Pode-se dizer que o colorado do Amazonas é um refúgio de renegados, como os paraenses Fitti e Ivan, titulares absolutos da equipe que jamais teriam chances no Remo de Giba. Caras talhados para a Série D se juntaram, meio por acaso, para levar o América à Série C. Deu certo.
No turbilhão de notícias ruins (leilão do Baenão, calote a funcionários e riscos de novas ações trabalhistas), defensores da atual diretoria do Remo insistem ainda em lamentar o desfecho da transação com as construtoras Agre/Leal Moreira pela área do Evandro Almeida. Alguns culpam conselheiros e beneméritos que se opuseram à tresloucada idéia. Bobagem. Para sorte do próprio Remo, a venda não se consumou por óbvia incompetência na condução do negócio, que concentrou por completo a atenção do presidente Amaro Klautau ao longo de 14 dos 24 meses de seu mandato. Somente ele representou o clube nas tratativas com as firmas interessadas. Portanto, o insucesso do negócio não pode ser atribuído a ninguém. É, por justiça, mais uma obra da atrapalhada gestão AK.
Quando os ventos da decadência começam a bater na janela tudo é motivo para crítica e censura. Desde os tempos de jogador no Flamengo, Luxemburgo sempre foi chegado a um jogo de cartas, mas enquanto colecionava títulos ninguém dava a mínima para o vício. Havia tolerância e compreensão. O dispendioso passatempo (o técnico encara rodadas de até R$ 1 milhão, segundo a Revista da ESPN) só virou o monstro na sala porque o treinador está há seis anos sem ser campeão nacional. O futebol, como a vida, não poupa o fracasso.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 7)
Atlético-PR ensina como se faz
Clube grande, que pensa no futuro e não perde contato com o passado, age assim. O Atlético-PR, dono de um dos melhores estádios do país (a Arena da Baixada) está ministrando aulas sobre sua história para os jogadores das divisões de base. Na palestra, o professor Heriberto Machado fala dos títulos mais importantes e apresenta os principais craques da história do Furacão. Belo exemplo, que devia ser imitado por todos os clubes e até pela Seleção Brasileira. Na última Copa do Mundo, o atacante Robinho teve a petulância de dizer que não sabia quem era Nilton Santos e mal lembrava dos craques de 1970. (Com informações do Bola de Meia)
