Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A Constituição proíbe candidatos analfabetos
Por Victor Ferreira (da revista Época)
De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever.
Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.
O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma. Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve.
De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”. A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem.
Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho.
O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.
No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta.
Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. A cena pode ser vista em um vídeo no site de ÉPOCA.
Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.
O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada.
O mais engraçado, Gerson e amigos, é que só se foi descobrir isso, quando, após algumas pesquisas, haveria a possibilidade de ele ser um Campeão de votos no Brasil. Te dizer.
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isso é uma vergonha
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Farei uma colocação polêmica, sei disso.
A questão da representação política (se formos mesmo defensores da democracia representativa) deve ser levada muito a sério. Muito a sério mesmo!!!!
Quantos analfabetos (sem contar os funcionais) existem no estado de São Paulo? Quem os representa? Algum professor da USP?
A propósito. Quem representa os analfabetos do Pará nos parlamentos municipais, estadual e/ou federal?
Tá bom. Algum engraçadinho vai dizer que todos os atuais vereadores, deputados e senadores. Isso, vale apenas como gracinha.
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Entretanto, que se cumpra a legislação eleitoral vigente. O problema maior de Tiririca (como pretenso cândido, puro (candidato à repressntante) é a declarada omissão patrimonial. Agente público – eleito, concursado ou apadrinhado – deve ter seu patrimônio exporto e transparente, e não registrado em nome de terceiros..
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Representação dos analfabetos??
Você quer que pessoas que, por falta de força de vontade, são analfabetas, sejam representadas?
Não é o país que tem que se ajustar ao medíocre, mas sim o contrário. Senão é cada vez mais isso: os ruins requerem representação, então coloquemos ruins para nos governar. Claro que não! Melhoremos o país! Alfabetizem! Eduquem! Não aceitem o medíocre, o ruim.
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Com o dinheiro que ganha, esse sujeito podia perfeitamente pagar as melhores escolas. Além de analfabeto é vagabundo.
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não é vagabundo porque trabalha, mas é preguiçoso.
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O Tiririca ainda vai ganhar estas eleições…
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FALCÃO, aquele humorista cearense é arquiteto e certa vez disse que o brasileiro gosta de baixaria e explora a figura do corno para ganhar ibope e grana. concluiu, no meu ofício não seria tão bem remunerado.
Não deixa de ser verdade e as pesquisas, embora exageradas, provam colocando DILMA na ponta da Serra.
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pior q tá não fica
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Todos os candidatos se orgulham de falar a sua profissão, porém quando chega em Brasília não adianta ,eles roubam e são na maioria bandidos do colarinho branco.Se a educação fosse caráter estamos perdidos com nossos políticos cultos.O circo está montado só falta um palhaço.
O nosso presidente também não fez nenhuma faculdade e foi melhor que muitos professores, econômistas etc.
Pare de demagogia e volte em quem merece
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