Estadão declara amanhã apoio a Serra

Da coluna do Sérgio Setti na VEJA:

O jornal O Estado de S. Paulo publica amanhã, domingo, editorial intitulado “O mal a evitar” no qual vai declarar seu apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Será o primeiro órgão da grande imprensa a posicionar-se claramente em favor de um candidato na atual campanha. O editorial não influirá, segundo o comando do Estadão, em seus propósitos de proporcionar aos leitores uma cobertura jornalística isenta. 

Melhor assim.

17 comentários em “Estadão declara amanhã apoio a Serra

  1. Isso é muito bom. Assim deveriam agir todos os demais órgãos de imprensa. É mais honesto para com o leitor. O Estadão está seguindo o conselho de Lula, em discurso recente.
    No caso da Veja não é opção pelo Serra. É ódio ao despossuídos, aos sem oportunidade social e econômica. E, em decorrência, ao representante maior desse universo brasileiro: Lula

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  2. Lula já foi um despossuído, vicente. Hoje declara ao imposto de renda patrimônio de mais de um milhão de reais, obtido sabe-se lá como e jamais questionado. Foi líder impune de um mensalão escandaloso e tem 80% de aprovação quando “nunca na história deste pais” a crise social foi tão grande.

    Este sujeito é muito inteligente. Consegue roubar a todo mundo e ainda sai como vítima, ou mesmo herói.

    Os que censuram o Estadão por apoiar Serra, apóiam descaradamente a Lula, mas não vêem mal nenhum nisso e ainda se dizem isentos. O Estadão apenas não está sendo hipócrita.

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    1. Se não é hipócrita, porque só agora declara?

      E suas manchetes? Quer mesmo acreditar que são isentos!!

      É mais fácil acreditar em mapinguarí!

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    1. Vai ler seu alienado!

      O carta capital é a única revista realmente séria, que faz jornalismo, e assume suas posições!!

      Bem feito pra ti! Quem manda ler só porcaria!?? (Veja) (FSP) (ESP)

      Olha o link, o Mino Carta já deu seu apoio faz é tempo!

      http://www.cartacapital.com.br/politica/por-que-apoiamos-dilma

      Por que apoiamos Dilma
      Mino Carta

      27 de julho de 2010 às 10:04h

      Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor

      Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

      O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

      De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

      E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

      E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

      Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

      Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio…

      Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

      E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

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      Meu cometário

      Agora entendo o porque Serra ainda tem eleitor…!!!

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  3. “…O editorial não influirá, segundo o comando do Estadão, em seus propósitos de proporcionar aos leitores uma cobertura jornalística isenta. …”

    Gerson, isso é piada né?..rsrsr!

    Diser isso, é achar que todo mundo é retardado!!

    Queria que, se Dilma for eleita, e acho que vai ser, ele corte verba publicitária para esse jornal. Afinal, juridicamente ele ficaria com razão. Pois, como contratar serviço, de uma empresa que abertamente não quer atender?

    Mas, opinião minha, não acho que o Est SP fará isso!.
    Minha Opinião!

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    1. Ora, o que você posta não é a inclinação da Carta Capital, e, sim, a declaração de apoio à candidatura proposta pelo Lula, o que, relativamente à Dilma, em 27/07/2010, já não era novidade, porque já havia sido declarada, por exemplo, na Universidade de Direito da Bahia em 16/04/2010. Em verdade, de há muito que a declaração de apoio do Mino Carta às candidaturas de Lula já não é novidade, vide as duas vezes em que o Lula se elegeu (o próprio Mino não perde oportunidade de lembrar isto ao Lula, todos sabemos a razão). Aliás, o Mino Carta é amigo do Lula desde a primeira hora, desde quando o Lula ainda era pobre, e isto ele nunca escondeu, máxime nestes últimos oito anos,quando ele oportunisticamente também não deixa o Lula esquecer.

      A inclinação a que me referi é a condição de “imprensa chapa branca” da Revista Carta Capital, condição esta que ela sonega de seus leitores, utilizando-se dos expedientes mais sutis, como este de jornalismo subjetivo, de jornalismo que assume posições, jornalismo que toma partido.

      No mais, é importante lhe dizer, se é que já não lhe disse, que a realidade concreta da vida que venho presenciando nestes últimos oito anos, não me permite ser alienado e tampouco acreditar que o Lula ainda seja aquele sujeito no qual eu votei e perdi em tres eleições presidenciais seguidas, e, votei, ainda, numa quarta, cuja vitória ajudei a conseguir, a qual resultou no decepcionante (para dizer o menos) alinhamento fisiológico do presidente ao Waldomiro Diniz (o Vavá, como o chama o Mino Carta), ao Roberto Jeferson, ao rapaz do Land Rover, ao Delúbio, ao Sarney, ao Renan Calheiros, ao Collor de Mello dentre outros menos votados, mas não menos rapaces.

      Enfim, bem feito pra você que repete como um papagaio religioso o catecismo do Mino Carta e não enxerga que desgraçadamente o Lula, desde que assumiu o poder, desenvolve um projeto pessoal tão elitista quanto àquele do PSDB. Na realidade, hoje o que há é a nefasta disputa plebiscitária entre a elite representada pelo Lula e a elite representada pelo Serra, e o povo (na sua esmagadora maioria) esta no meio, “adquirido” que foi pelo conteúdo das “bolsas” e pelo crédito (endividamento) para consumir e enriquecer cada vez mais os já muito enriquecidos banqueiros.

      Olha, mas ainda há tempo de se ligar na realidade concreta da vida. Deixa um pouco o teu catecismo fundamentalista e vem por aqui dar uma volta, por exemplo, lá no Hospital Barros Barreto e procura saber a situação em que se encontram as pessoas que precisam dos serviços daquela casa de saúde. Mas, olha, vem assim caracterizado como um paciente normal, daqueles que recebe bolsa família, com uma guia de internamento obtida no posto de saúde.

      Finalmente, não te extressa, mantém isso aqui apenas como um debate democrático, que é só o que estamos travando, leva a tua religião carto-lulista para patrulhar outras opiniões porque esta aqui é livre.

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  4. Disse Stendhal em 1817, ao saber da Revolução de Pernambuco (no seu único texto em que menciona o Brasil), que a liberdade é contagiosa. É como a peste e o único meio de acabar com ela, ironiza ele, é “lançar os pestíferos ao mar”. Já sofremos essa tentativa de extermínio. Hoje, graças a quem se opôs à ditadura, vivemos a boa contaminação pela liberdade. O Estadão faz um escolha de valores e não oportunista.

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    1. “O Estadão faz um escolha de valores e não oportunista.”

      Errado!
      Ele fez isso visando as verbas publicitárias do Governo do Estado de São Paulo!!

      Acorda!! Ninguém é tão burro ou tão inocnte ao mesmo tempo!!

      E esse papo de valores no meio político partidário não existe!!

      Quem acredita nisso é um otário!

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