Papão quer lotar o Mangueirão

Paissandu x Fortaleza, domingo, no Mangueirão, terá 42 mil ingressos à venda. O pedido foi encaminhado pelo clube à Federação Paraense de Futebol (FPF). Para arquibancada, devem ser disponibilizados 30 mil lugares. Os valores dos ingressos devem ser mantidos: R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 30,00 (cadeira). É objetivo da diretoria do Paissandu iniciar a venda dos ingressos na quinta-feira.

Um tucano nas cordas

Por Lauro Jardim (revista Veja)

O último Datafolha, que praticamente apontou a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se as eleições fossem hoje, mandou José Serra violentamente às cordas do ringue. Justamente quando se inicia o período mais explosivo da campanha, com a entrada em cena dos programas de televisão, Serra terá que lidar com o desânimo de aliados, descrentes de uma virada. E com a mão fechada dos doadores de campanha. Essa turma, naturalmente, passa a não atender mais telefonemas dos tesoureiros de campanha. É uma quadra complicada.

Os ventos das próximas semanas, que carregarão no ar os programas de tevê dos candidatos, podem levar novas más notícias para Serra.

Por que? A própria campanha de Serra avalia internamente que os efeitos de suas aparições na televisão só farão efeito a partir do dia 8 de setembro. Daqui a três longas semanas, portanto. Ou seja, Serra só voltaria subir depois dessa data. Como administrar as expectativas dos aliados e eleitores neste período? Haja sangue frio.

Na briga eletrônica Serra tem de saída duas desvantagens. Uma é incontestável e pode ser medida em minutos: Dilma tem mais tempo de tevê do que ele. A segunda desvantagem relaciona-se ao cabo eleitoral. Serra é o maior cabo eleitoral dele mesmo. Para seduzir o eleitor conta com sua trajetória. É a mais completa e consistente entre os candidatos, mas no jogo eleitoral este não é o único atributo que conta.

Dilma, por sua vez, é carregada nos ombros do maior cabo eleitoral do país. Um apoiador de peso que já a puxou do traço nas pesquisas para os 41% das intenções de votos. Dilma só tem o que se beneficiar com Lula todos os dias na tela da televisão, com a câmera o mais possível fechada nele, pedindo votos para ela.

O desafio de Serra a partir de agora será convencer o eleitor de que a parada não será definida no dia 3 de outubro. Seu objetivo número 1 passa a ser o de levar a eleição para o segundo turno.

Coluna: Podia ter sido mais fácil

Quando um time vence por goleada normalmente deixa a impressão de que jogou muito bem. Raros são os casos em que o placar nada tem a ver com os méritos do vencedor. O Remo goleou o Cristal (AP), ontem, e não se pode dizer que não houve merecimento, mas cabe observar a fragilidade do adversário e os muitos embaraços para chegar ao escore dilatado.
Depois de fazer o primeiro gol logo aos 6 minutos, abrindo caminho para um triunfo tranqüilo, o Remo abusou de finalizações erradas e chegou a irritar seu torcedor com a ausência de um definidor na área. Zé Carlos, o centroavante, cansou de perder gols em lances puxados quase sempre por Vélber, mais destacado jogador em campo.
Apesar das terríveis dificuldades de criação, as chances foram aparecendo naturalmente porque o Cristal errava passes no meio-campo e apresentava um buraco na entrada da área. Na vontade, através de Marlon pelo lado esquerdo e até dos volantes Danilo e Júlio Bastos, o Remo se fazia presente no ataque e quase foi para o intervalo com a goleada sacramentada.
No segundo tempo, diante das cobranças da torcida, Giba finalmente concordou em substituir Zé Carlos e Canindé, peças nulas em campo. Com Frontini e Gian em campo, a partir dos 20 minutos, o Remo se tornou consistente na transição para o ataque e os lances de área foram se sucedendo. Vélber puxou a jogada do segundo gol, marcado por Gilsinho, e fez o terceiro após tabelar com Gian.
Frontini desperdiçou um cabeceio, teve pouco espaço, mas tornou o ataque mais dinâmico. No apagar das luzes, Júlio Bastos fez (de cabeça) o quarto gol. Triunfo justo de um time que evolui, mas com percalços que poderiam ter sido evitados a partir da escalação de Gian desde o começo. Com um bom articulador, o jogo teria fluído melhor.
A insistência na escalação de Lima, Canindé e Zé Carlos, que não atravessam boa fase, além de desgastar os jogadores junto à torcida, torna o time mais travado, com embaraços até para trocar passes simples no meio de campo. Quando as peças certas entram, tudo parece mais fácil – e lógico. Contra adversários mais sólidos, esse equívoco pode ser fatal.  
 
 
O Paissandu voltou a empregar em Santarém a estratégia que já havia utilizado em Fortaleza. Jogou encolhido, esperando a hora de dar o bote. Desta vez, o plano deu certo, principalmente porque o artilheiro Bruno Rangel estava em tarde inspirada e não desperdiçou as duas chances que apareceram. Na segunda, fez um golaço, limpando a jogada com um giro e arrematando à meia altura.
Quando atacado, ainda no primeiro tempo, Charles Guerreiro soube posicionar bem seu time e contou ainda com a soberba atuação do goleiro Alexandre Fávaro. Depois de estabelecer a vantagem, tratou de fechar ainda mais o setor defensivo e deixou o tempo correr. Substituiu Fabrício por Alexandre e ficou à espreita de chances para contra-atacar. Elas foram raras e na melhor Tiago Potiguar errou o toque final.
Grande vitória, que consolida o Paissandu como principal time do grupo e dono da melhor campanha de toda a Série C.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 16)

Tribuna do torcedor (34)

Joao Carlos de La-Rocque Salgado (jclarocque@ig.com.br)

Boa noite, Gerson, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo grande profissional que demonstra ser e pelos comentários imparciais e equilibrados que faz (todos os dias leio sua coluna no Bola). Porém, o que me traz aqui é para fazer um pequeno relato de certa indignação e também para lhe fazer uma pergunta. Todos os domingos eu me reúno com minha família na casa de meu sogro, na Cidade Nova, e todos nós somos torcedores apaixonados. Eu sou bicolor de coração e meu sogro e meu cunhado remistas. Vemos os jogos juntos, vamos aos estádios (cada um no seu), tenho amigos que torcem para o rival, tudo na maior confraternização e respeito. Só que no dia de hoje (domingo, 15/08) estávamos em frente da casa quando dois vagabundos em uma moto, com a camisa da dita organizada Terror Bicolor, passaram e sem nenhuma explicação jogaram uma garrafa de cerveja na direção de meu cunhado, que estava com a camisa do time que torce. A sorte é que a mesma se espatifou no muro. Veja bem: não era no estádio que estávamos. Era na frente da casa de meu sogro. A pergunta que lhe faço, Gerson, é: você, pela sua vivênca no futebol, acha que algum dia alguma lei vai moralizar realmente nosso futebol e extinguir de uma vez por todas esses bandos ditos “organizados” que até longe dos estádios atormentam nossas vidas? Desde já, eu lhe agradeço por disponibilizar seu e-mail para nós torcedores. (João Carlos 26 anos, torcedor apaixonado e  consciente do Paissandu Sport Clube).

Bruno Rangel garante vitória bicolor

O Paissandu, mesmo sofrendo um sufoco no segundo tempo, passou pelo São Raimundo e deu um grande passo para a conquista da classificação à próxima fase da Série C. Bruno Rangel, com atuação destacada, marcou os dois gols da vitória alviceleste, na tarde deste domingo, no estádio Barbalhão, em Santarém. Explorando os contra-ataques e sabendo aproveitar as falhas do time santareno, principalmente no primeiro tempo, os bicolores foram objetivos. Fizeram os gols ainda no primeiro e depois passaram a controlar o jogo, contendo o ímpeto do S. Raimundo, que estreava o técnico Sebastião Rocha.

Desde o primeiro tempo, o goleiro Alexandre Fávaro se destacou com grandes defesas. Quando o Paissandu era mais pressionado, Bruno Rangel aproveitou cruzamento de Bosco e desviou para as redes de Labilá. Depois, com categoria, recebeu na entrada da área, girou e bateu firme para assinalar o segundo gol.

A segunda etapa foi inteiramente dominada pelo alvinegro santareno, que se posicionou no ataque e obrigou o Paissandu a se encolher no campo de defesa. Fávaro novamente apareceu para salvar várias bolas difíceis em arremates de Max Jari e Michel. A única oportunidade do Paissandu foi num contragolpe puxado por Tiago Potiguar, que invadiu a área e tocou na saída de Labilá, mas a bola saiu pela linha de fundo.

No próximo domingo, o Paissandu enfrenta o Fortaleza no Mangueirão e depende de uma vitória para garantir a classificação antecipada à próxima fase da Série C. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola; com informações da Rádio Clube)

Remo desencanta e garante classificação

O Remo conseguiu sua primeira goleada na Série D e alcançou a classificação antecipada no seu grupo. A vítima foi o Cristal (AP), em jogo realizado na tarde deste domingo, no estádio Mangueirão, perante pequena torcida (menos de 5 mil pagantes). O primeiro gol surgiu logo aos 6 minutos de jogo, em trama de Vélber pelo lado esquerdo do ataque. Ele girou sobre um zagueiro e passou para Marlon fuzilar para o gol amapaense.

A vantagem inicial mudou a característica do jogo, pois obrigou o Cristal a sair em busca da igualdade, desprotegendo o setor defensivo. Mesmo sem maior inspiração no setor de criação – Canindé voltou a ter fraca atuação -, o Remo teve excelentes oportunidades em contra-ataques puxados por Vélber e Marlon, principalmente. Zé Carlos desfrutou de três chances, mas não conseguiu finalizar para as redes. Gilsinho e o próprio Vélber também perderam gols.

Depois do intervalo, diante dos protestos da torcida em relação a Zé Carlos, Giba tirou o centroavante e lançou o estreante Frontini, que teve boa atuação, embora também não marcasse gol. Logo depois, trocou Canindé por Gian. A partir daí, a equipe passou a ter uma postura mais consistente nas saídas para o ataque, através de lançamentos e tabelas. Aos 22 minutos, depois de jogada iniciada por Vélber, Gilsinho arrematou forte para ampliar o placar. 

Aos 34 minutos, depois de várias outras jogadas de perigo, veio o gol mais bonito da partida. Vélber tabelou com Gian e recebeu diante do goleiro Felipe. Com categoria, tocou rasteiro no canto esquerdo. Aos 42, Júlio Bastos desviou de cabeça para assinalar o quarto gol e fechar a goleada.

Público pagante de 4.823 espectadores, que proporcionaram renda de R$ 76.550,00. Com 1.220 credenciados, o público total no Mangueirão foi de 6.043 pessoas. (Fotos: TARSO SARRAF/Bola)

Jogador russo imita cabeçada de Zidane

Foi no jogo entre Dynamo de Moscou e Zenit, pela 17ª rodada do Campeonato Russo. Igor Semshov, meio-campo do Dynamo, repetiu a cabeçada de Zidane em Materazzi, na final da Copa do Mundo 2006. O atleta cabeceou o peito de Danko Lazovic, do Zenit, após um lance normal entre ambos.
Mesmo estando bem perto da jogada e após ter sido alertado pelos jogadores do Zenit, o árbitro não expulsou o agressor e o jogo seguiu normalmente.

Ficha técnica de Remo x Cristal (AP)

Local: estádio Edgar Proença, o Mangueirão, ás 17h.

Remo – Adriano; Lima, Pedro Paulo, Ênio e Marlon; Danilo, Júlio Bastos, Canindé e Gilsinho; Zé Carlos (Frontini) e Vélber. Técnico: Giba.

Cristal – Felipe; Liberato, Tornado, Cristiano e Helton; Pretão, Felipe, Ramon e Márcio Serrão; Guilherme e Ciel. Técnico: Flávio Barros.

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada), R$ 40,00 (cadeira).

Arbitragem – Afonso Amorim de Souza (PI); auxiliares – Francisco Gaspar (PI) e Rogério de Oliveira Braga (PI).

Na Rádio Clube, Geo Araújo narra, com reportagens de Paulo Caxiado e comentários de Gerson Nogueira.