Proposta pelo Carrossel irrita conselheiros

Por Nilson Cortinhas – do Bola

A disposição, embora extraoficial, de abnegados ligados ao Paissandu de conduzir uma negociação para a compra da área do Carrossel, no terreno do estádio do Baenão, não foi bem recebida pelo Conselho Deliberativo do Remo. A informação foi confirmada ontem pelo presidente do Condel, desembargador Felício Araújo Pontes. “De fato, aconteceram manifestações fortes contra a proposta, mas não há nada oficial. Alguns conselheiros estiveram exaltados e chegaram a afirmar que seria uma tentativa para nos desestabilizar”, disse ao BOLA. Segundo informações, Hamilton Guedes e Altemar Paes foram os mais rebeldes.
Para Felício, a notícia não prejudicará a transação para vender o Baenão à construtora Agre/Leal Moreira. “É o que há de oficial. Continuamos com a negociação”, fez questão de esclarecer. Mostrou-se também revoltado com a maneira como a situação foi conduzida.
“Isso foi ventilado por um grande benemérito que foi o Djalma Chaves”, citou.

“Mas não há nada oficial e o fato chegou através de pessoas que não estão ligadas ao Remo. Inclusive veio da parte de um jornalista, que deve receber o manifesto do Condel por nos ter atacado, afirmando que houve fraude no processo da venda do Baenão”, encerrou, não citando o nome do comunicador. No entanto, como a reportagem do BOLA expôs na edição de terça-feira, trata-se do advogado e jornalista Hamilton Gualberto.

Retrato do descompromisso dos conselheiros remistas é a reação à proposta pelo Carrossel e a total aceitação do negócio nebuloso para se desfazer do estádio Evandro Almeida. Aprovaram a venda sem contestar a falta de avaliação do Baenão e sem saber onde será o futuro estádio – a rigor, a tal arena pode ser construída até na Transamazônica ou no Marajó.   

25 comentários em “Proposta pelo Carrossel irrita conselheiros

  1. Nem transamazônica,nem tampouco o marajó.
    A arena do leão será contruido no lixão do aurá.
    A construtora agre/leal moreira,vai iclusive adiantar uma parte do pagamento aos catadores do local.
    LIXÃO DO AURÁ,ONDE O LEÃO VAI MORAR…

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  2. O Clube do Remo jamais deveria fazer negócios com mafiosos como são os do outro lado. Eles não são dignos. Nem eles nem seus paus mandados da imprensa.

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  3. Hamilton Gualberto é o maior traíra que se possa imaginar. Tudo que ele puder fazer para prejudicar a diretoria do Remo ele fará. Como ele não se dá bem no Remo agora puxa o saco do moleque bicolete.

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  4. O Hamilton “Gota D’água” (… Um pote até aqui de mágoas) Gualberto está entrando no joguinho sujo da bicholete deslumbradinha com o dinheiro do pai.
    É bem próprio de quem tem sua pocilga batizada de “bolo fecal”… E isso não é gozação.

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    1. Soeiro, se a venda do terreno do carrossel paga a dívida do Remo, possibilitando que este não se desfaça do Baena, é óbvio que é o melhor negócio para o clube, mas como essa idéia vai de encontro aos interesses dos que querem tirar proveito a grita é geral.

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  5. Gerson, acabei de assistir a reportagem do Lino Machado com os mandatários da BigBen e do Remo.

    Sinceramente, não acredito que o Raul Aguilera com toda a sua história de sucesso como empresário e empreendedor, com carreira consolidada e um gigantesco patrimônio, se submeta a levantar uma hipótética compra de espaço comercial. Todos conhecemos o arrojo do Raul como capitalista, não é a toa que possui hoje uma das maiores redes de drogarias do Brasil, inclusive se espandindo para outros estados.

    Ele mesmo na entrevista falou que se em algum momento quizesse prejudicar o Remo, não teria o patrocinado anos atrás, como fizera. Ele quer mesmo é ganhar dinheiro e levar beneficio ao clube, pois entende que isso fortalece a área e engrandece a economia.

    O AK já teve motivos pra se estressar mais do que se estressou com essa história (ou seria estória?) e mostra que realmente levas as coisas muito ao âmbito político, uma pena para o Remo.

    Presidente, a proposta é oficial, veio de quem quer pagar e tem “nome” na praça a zelar tb, venda o Carrossel, pague as dívidas e fique com o estádio que todos amam. E fim de papo.

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    1. O problema, Maciel, é que esse assunto está sendo levado para o lado passional quando, na verdade, a questão é meramente financeira. Há muita gente (empresários da construção civil, dirigentes e ex-dirigentes do Remo) interessada exclusivamente na venda do Baenão, negócio que corre muito perigo neste momento, inclusive por vias judiciais. Um exemplo: se aparecesse qualquer um com os R$ 8 milhões para pagar a dívida trabalhista do clube duvido que a diretoria aceitasse, pela simples razão de que a quitação da dívida é apenas um pretexto; o que interessa mesmo é negociar o estádio. O tempo vai mostrar que o Remo continuará endividado, de pires na mão e sem estádio, enquanto muitos estarão ricos e com seus projetos bem encaminhados. A conferir.

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  6. Gerson, acertaste na mosca.
    A venda do terreno do Carrossel não interessa, pois pagaria somente a dívida do clube e não sobraria nehum para niguém ou alguém. É tão óbvio.
    Só não entendi a ira do AK na entrevista ao repórter.

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  7. Acho que todos no Remo, querem uma lasquinha da grana que irá render a venda do estadio sim, pq com certeza todos são conselheiros e diretores do clube de longa data dentro da instituição, e todos sabemos que não so lá, como cá, pelos lados do PSC, muitas dessas pessoas já injetaram dinheiro, com intuito de receber de alguma forma, sendo que uns morrem e não conseguem ver a cor da grana, mais os que sobrevivem estão tinindo para que o negocio seja realmente sacramentado e que possam receber o seu e mais um pouco em cima. E acho que mesmo assim o Remo vendendo o Baenão, não conseguira se livrar das dividas, e pior não terá mais nada valor grande para se vender, e com isso acontecera novamente os problemas trabalhistas e como paga-lós depois sem ter receita ou bens para tal…

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  8. Gerson,

    Sobre o local onde seria o novo estádio do Remo, fiquei sabendo, por acaso, ao visitar um empreendimento imobiliário em Marituba, que o Remo supostamente já adquiriu um terreno neste município, segundo me informara um corretor de imóveis. Caso seja verdade, este terreno fica nas imediações do cemitério Parque da Eternidade, na BR 316. A conferir…

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    1. E bem localizado bem ao lado de um cemiterio, e bom que quando o time matar algum torcedo do coração, e so enterrar logo ao lado, acho uma boa a diretoria do clube então incluir nas mensalidades do clube, um plano postumo, que cobriria enterro e tudo mais para o torcedor!

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  9. Caro Berlli,
    Ttambém concordo que se o negócio fosse sério e o empresário Roger fizesse uma proposta oficial afim de explorar o local para seu segmento de comércio, seria uma solução caida do céu.
    Ocorre que nada disso é verdade.
    Nem aquele terreno vale essa quantia, muito menos daria para se construir algo parecido com um CT!…
    Se houve essa conversa, o Roger usou um estratagema sacana para inflamar ainda mais o já tumultuado arraial azulino.
    Se não houve a conversa (o que acho mais provável), aí é coisa de gente de dentro do próprio Clube do Remo… Aí não sei quais seriam as intenções.

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  10. Putz!… Lendo alguns comentários têm-se a impressão que o paissandu é o clube mais tranquilo e saneado da paróquia.
    Pelo bem do futebol espero estar enganado, mas já vi este filme algumas vezes.
    Do mínimo que entendo de gestão empresarial não acredito que um clube possa ter um futuro brilhante, aliás – sequer um futuro, tendo como seu principal pilar de arrecadação a ajuda de abnegados. Enfim…

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  11. Por que o Klautau não pega esses 9 milhões e quita a dívida do clube e fica com o estádio. Na realidade o interesse é de que lá no Baenão surjam apartamentos, que amavelmente serão doados aos dirigentes do Clube. Quem não conhece essa jogada. Gerson, a imprensa deveria ajudar nessa asneira que essa diretoria quer fazer.

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  12. Meu caro Gerson: Eu tenho um projeto de sócio-torcedor, o qual aprensentei ao Ubirajara Salgado e depois a Atar, e pela falta de receptividade concluí que a eles não interessa um projeto com transparência, onde o sócio decide o uso do seu dinheiro. Com este projeto o Estádio estaria salvo. Será que o amigo gostaria de ouvir e se achasse interessante poderíamos apresentá-lo no programa Bola na Torre. Responda

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