Por Nilson Cortinhas – do Bola
A disposição, embora extraoficial, de abnegados ligados ao Paissandu de conduzir uma negociação para a compra da área do Carrossel, no terreno do estádio do Baenão, não foi bem recebida pelo Conselho Deliberativo do Remo. A informação foi confirmada ontem pelo presidente do Condel, desembargador Felício Araújo Pontes. “De fato, aconteceram manifestações fortes contra a proposta, mas não há nada oficial. Alguns conselheiros estiveram exaltados e chegaram a afirmar que seria uma tentativa para nos desestabilizar”, disse ao BOLA. Segundo informações, Hamilton Guedes e Altemar Paes foram os mais rebeldes.
Para Felício, a notícia não prejudicará a transação para vender o Baenão à construtora Agre/Leal Moreira. “É o que há de oficial. Continuamos com a negociação”, fez questão de esclarecer. Mostrou-se também revoltado com a maneira como a situação foi conduzida.
“Isso foi ventilado por um grande benemérito que foi o Djalma Chaves”, citou.
“Mas não há nada oficial e o fato chegou através de pessoas que não estão ligadas ao Remo. Inclusive veio da parte de um jornalista, que deve receber o manifesto do Condel por nos ter atacado, afirmando que houve fraude no processo da venda do Baenão”, encerrou, não citando o nome do comunicador. No entanto, como a reportagem do BOLA expôs na edição de terça-feira, trata-se do advogado e jornalista Hamilton Gualberto.
Retrato do descompromisso dos conselheiros remistas é a reação à proposta pelo Carrossel e a total aceitação do negócio nebuloso para se desfazer do estádio Evandro Almeida. Aprovaram a venda sem contestar a falta de avaliação do Baenão e sem saber onde será o futuro estádio – a rigor, a tal arena pode ser construída até na Transamazônica ou no Marajó.
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