
O placar de 2 a 2 traduziu bem o jogo equilibrado, de muitas alternativas, principalmente no segundo tempo. No começo, o Águia foi mais organizado e atacava com mais frequencia e perigo. Chegou perto de marcar ainda no primeiro tempo, levando muito perigo, através de Tiago, Wando e Samuel Lopes. O goleiro Alexandre Fávaro foi bastante acionado e evitou o gol em pelo menos dois lances mais agudos.
No tempo final, o técnico Luiz Carlos Barbieri substituiu Moisés por Enilton, contrariando a lógica. Didi, o outro atacante, não se encontrou em campo e era a peça destoante num time que se valia mais do esforço que da técnica para manter as coisas em pé de igualdade. Tiago levava o Águia à frente, abrindo caminho com dribles e velocidade. Foi um dos grandes nomes da partida, ao lado do volante Daniel e do veterano Sandro, responsável pelos dois gols do Paissandu.
Todos os gols surgiram no segundo tempo. Wando abriu o placar aos 7 minutos, completando de cabeça grande jogada do lateral-esquerdo Aldivan. Aos 29, Sandro empatou depois de tabelar com Enilton na grande área. Aos 41 minutos, com um leve toque na bola que tirou Fávaro do lance, Tiago desempatou. O empate final viria aos 48 minutos, num pênalti (não muito claro e em lance curiosamente não repetido pela TV) cobrado por Sandro.

No Paissandu, o atacante Enilton estreou bem, apesar do visível desentrosamento com os demais companheiros. Bruno Lança, como primeiro volante, exerceu papel importante. Zeziel foi o jogador esforçado e versátil de sempre. E, na defesa, Paulão, que substituiu Vítor Hugo, também se saiu bem ao lado de Leandro Camilo, que entrou no lugar de Rogério, também contundido.
No Águia, o técnico João Galvão lamentou a contusão que tirou o centroavante Samuel Lopes do jogo num momento em que a equipe marabaense estava melhor em campo, e destacou o trabalho de Tiago Marabá, excelente na ligação entre meio e ataque. A arbitragem de Sálvio Spínola Fagundes (SP-Fifa), requisitada pelo Águia, foi muito criticada pela marcação do pênalti que deu o empate ao Paissandu nos instantes finais do confronto. Renda: R$ 56.660,00, para um público de 2.908 pagantes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)