Tribuna do torcedor

Do José Bento Andrade Gouveia Jr.

Boa noite, irmão,

Escrevo como leitor de sua coluna no Bola e  admirador de sua opiniões no Bola na Torre. Quero comentar sobre o meu Paissandu. Bem, é impossivel ficar contente com uma equipe assim. Sei que os recursos são escassos mas isso vale para todos os da Terceirona, como Águia e Rio Branco, que com toda dificuldade montam times razoáveis. Por que nós não montamos também? Fomos campeões sem convencer e nosso presidente parece ser do tipo pé-no-chão, o que é ótimo, mas estão culpando esse treinador gaúcho e não acho que seja a melhor coisa demiti-lo agora. Mudar no meio do campeonato não pode piorar as coisas, ou seja, desandar ainda mais? Outra coisa: Gerson, o presidente fala que a torcida não prestigia, mas como ter tesão para ir ao estádio? Meu filho não quer ir, ele tem 13 anos e fala: “É chato, pai, nosso time joga mal e é sem graça”… E eu fico sem respostas. Temo que o nosso futebol esteja fadado à falência, pois a próxima geração está bastante desmotivada com o futebol local, só torce para times de fora, inclusive do exterior. Sei que tem muita gente que precisa do sucesso do futebol para ganhar a vida – imprensa, empresas e outros, mas desse jeito como? A Federação pode ajudar. A Vale do Rio Doce, que só se dá bem por aqui, poderia ajudar também? Se nossos dirigentes tivessem projetos, acho que até poderia, mas não se vê nenhuma iniciativa por parte deles… É triste. O Clube do Remo, pela sua tradição, nunca poderia estar nessa situação também. Não podemos deixar nosso futebol cair, vamos levantar uma campanha para salvar a nossa paixão!

Papão permite virada heróica

O artilheiro Edimilson brilhou e o Luverdense conquistou sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro da Série C. Com dois gols dele, o time matogrossense venceu o Paissandu de virada, por 3 a 2, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, pelo fechamento da quinta rodada da competição. A reação do time anfitrião no primeiro tempo parecia improvável. O Paissandu entrou arrasador e abriu logo dois gols de vantagem. Mas o Luverdense fez a sua parte, se organizou e correu atrás do resultado. Teve, para isso, a colaboração do próprio time paraense, que parou no segundo tempo e permitiu a virada. 

Com três pontos, o time do Mato Grosso seguiu na lanterna do Grupo A, empatado com o Sampaio Corrêa-MA, que perdeu para o Rio Branco-AC neste sábado. Enquanto isso, o Paissandu perdeu a chance de assumir a liderança. O Papão manteve-se com sete pontos, na vice-liderança da chave, um ponto à frente do time acreano. 

O Paissandu teve o jogo na mão antes dos dez minutos. Logo aos quatro minutos, Zé Carlos escorou cruzamento de Torrô e abriu o placar. Aos oito, após falha de goleiro, Torrô completou para as redes. Incrível: 2 a 0 no placar e vitória quase garantida. Quase. 

Mas o Luverdense acordou em campo. Aos 11, Edimilson invadiu a área e diminuiu, com chute que passou entre as pernas do goleiro Rafael Córdova. O gol não perturbou o Papão, que seguiu criando oportunidades. Dadá quase marcou aos 19 minutos, mas a bola tocou na trave. O Luverdense teve a chance de igualar o marcador aos 32 minutos, em cabeçada salva pela defesa em cima da linha. A reação, porém, ficou para depois do intervalo. 

Tarcísio Pugliese não mexeu no time, mas foi visível a mudança de postura. Logo aos 13 minutos, Paulinho Marília recebeu cruzamento de Maico Gaúcho e escorou para empatar o jogo. A reação ganhou corpo nos minutos finais. O time matogrossense passou a tocar a bola com mais qualidade. Aos 31 minutos, Éder cruzou na cabeça de Edimilson, que marcou novamente de cabeça e fechou o placar em Lucas do Rio Verde. 
         
Próximos jogos: 
Os dois times voltam a jogar no próximo final de semana, ambos no domingo. Em casa, o Paissandu enfrenta o Águia, provavelmente na Curuzu, a partir das 16h. Uma hora depois, o Luverdense entra em campo para enfrentar o Sampaio Corrêa, novamente em Lucas do Rio Verde. O Rio Brancol folga na rodada. (Com informações da Rádio Clube)

O Paissandu exagerou na apatia durante o segundo tempo. Qualquer pessoa de bom senso via que a reação do Luverdense estava em marcha. Antes de empatar, Paulinho Marília mandou uma cabeçada rente à trave. Maico Gaúcho passeava em campo, sem marcação. Edson Gaúcho a tudo assistia, sem reagir. Vélber sumiu do jogo, Dadá e Torrô também. A defesa, como de hábito, pisava em falso. O empate e a virada acabaram acontecendo porque em futebol a soberba é inimiga do sucesso. O pior é que a situação no grupo ficou embolada, com o Rio Branco se aproximando perigosamente. Em casa, domingo, o Papão não pode nem empatar.

Bota mantém Ney Franco

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ESPN Brasil
Penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro com apenas uma vitória, e goleado em casa pelo Goiás por 4 a 1 neste sábado. Esta é a atual situação do Botafogo, que mesmo assim manterá Ney Franco. Pelo menos foi isso que garantiu o gerente de futebol do clube, Anderson Barros.

“Manter o planejamento é mais importante do que qualquer coisa. Nesse momento, seria muito fácil fazer uma troca de comando, mas temos consciência de que precisamos trazer reforços para que o Ney Franco possa desenvolver melhor seu trabalho”, explicou Anderson Barros, que apontou a reformulação da equipe como a grande responsável pela má fase.

“Qualquer clube que passa por uma grande reformulação acaba tendo dificuldades. Mas, mesmo considerando este fator, sabemos que temos condições de estar em uma situação melhor”, afirmou o dirigente, que não eximiu a diretoria, a comissão técnica e os jogadores de culpa pela fraca campanha. “A responsabilidade é de todos. Gerência de futebol, comando técnico e atletas, todos têm sua parcela de culpa. E ninguém pode fugir de sua responsabilidade”, esbravejou o dirigente.

Foi a coisa mais sensata. Ney Franco tem seus pecados, mas não é o principal culpado pela péssima campanha. A questão é que o Botafogo não tem time, nem elenco e muito menos dinheiro para contratar. Se escapar do rebaixamento será por milagre.

Tuna, regata, gó e cerveja

Dica do Harold Lisboa:

Neste domingo (28) haverá mais uma regata nas águas sempre barrentas da baía do Guajará e a Tuna tem chances de disparar no campeonato. Na água, a gente vai bem. Depois da regata, a malta, que com certeza sairá brocada da escadinha, tem encontro marcado na sede social, onde a diretoria irá promover o Festival da Gó, a partir das 10h.

Isso mesmo! Na companhia da boa gó, haverá música ao vivo e muitas brincadeiras para os miúdos, que com certeza serão muitos. Amigo cruzmaltino ou não, aparece por lá, levando amigos ou familiares.

Os abadás poderão ser comprados na secretaria do clube, pelo telefone 3219-2805, ao preço de R$ 20,00 e dará direito a 1 abadá + 1 kit com Gó (como no modelito da dupla abaixo).

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Ficha técnica: Luverdense x Paissandu

Luverdense-MT x Paissandu-PA 
         
Local: estádio Passos da Ema, em Lucas do Rio Verde-MT 
Data: sábado, 27/06/2009 
Horário: 19h30 
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES) 
         
Luverdense 
Ronaldo; Bogé, Zé Roberto, Marquinhos e Ailton; Fabinho, Butti e Maicon Gaúcho; Júnior Rocha, Leandro e Ednilson.  Técnico: Tarcísio Pugliesi 
         
Paissandu 
Rafael Córdova; Roni, Rogério Corrêa e Luciano; Paulo de Tárcio, Dadá, Zeziel, Velber e Aldivan; Torrô e Zé Carlos. Técnico: Édson Gaúcho

Palmeiras interessado em Muricy

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, confirmou na manhã deste sábado que o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido por uma quebra de hierarquia ao comentar a situação do atacante Keirrison, praticamente negociado com o Barcelona. O mandatário do alviverde também admitiu o interesse em Muricy Ramalho para comandar o time de Parque Antártica. “A saída (de Luxemburgo) é quase auto-explicativa. O Palmeiras tem ordem, tem hierarquia e tem competência. Não poderia relevar esta situação porque isto tem implicações institucionais mais graves, abre as portas para comportamentos que funcionários do clube não podem ter”, explicou Belluzzo para a Rádio Jovem Pan.

O presidente do Palmeiras disse que não era possível haver uma conversa com Vanderlei Luxemburgo, porque a falha do treinador foi grave e porque tal conversa já foi realizada com relação as críticas do técnico aos torcedores do clube. (Do site da ESPN Brasil)

Caso Keirrison derruba Luxemburgo

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Da ESPN Brasil
 
Vanderlei Luxemburgo está fora do comando do Palmeiras. Na madrugada deste sábado, o treinador anunciou em seu blog pessoal que foi demitido após uma reunião com a diretoria.
Vanderlei Luxemburgo teria ‘quebrado’ uma hierarquia dentro do clube. Nesta sexta-feira, o treinador mostrou-se muito irritado com o atacante Keirrison. O jogador não teria contado ao técnico sobre as negociações com o Barcelona. Diante disso, Luxemburgo foi enfático ao dizer que, com ele no comando, Keirrison não vestiria mais a camisa do Palmeiras.

“Ele não veio falar comigo e não me ligou. Eu segurei a onda dele, e faltou respeito comigo e com seus companheiros. Quero deixar bem claro, caso essa negociação não se concretize, que ele não joga comigo até o fim do ano”, declarou Luxemburgo nesta sexta-feira. O ex-comandante palmeirense também comunicou o seu desligamento do clube por meio do Twitter, com as seguintes palavras: ‘Não sou mais técnico do Palmeiras. Fui demitido por não concordar com as atitudes do Keirrison’.  

Sendo assim, Vanderlei Luxemburgo encerra a sua quarta passagem pelo clube paulista. Foi sob o seu comando que a equipe do Palestra Itália conquistou o bicampeonato brasileiro, nos anos de 1993 e 1994, e os Campeonatos Paulistas de 1993, 1994, 1996 e 2008.


Segue o comunicado de Luxemburgo em seu blog:

Minha saída do Palmeiras

Acabei de sair de uma reunião onde fui demitido do cargo de técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras. O motivo alegado pela diretoria foi por eu ter quebrado a hierarquia do clube. Foi quando eu declarei que por falta de profissionalismo e de respeito a mim e ao elenco por parte do atleta Keirrison, que ele, comigo como técnico, não jogaria mais no Palmeiras.

Quero registrar meu agradecimento pela oportunidade que tive em dirigir mais uma vez o clube, e em breve, farei aqui, no meu blog, uma análise da minha trajetória no SEP.

O maior passo da humanidade

Por Xico Sá

(Reproduzo aí, a pedidos, croniqueta deste mesmo Carapuceiro publicada em 17 de outubro de 2004) 

Nascimento do Passo, gênio das 70 e tantas mungangas do frevo, que me desculpe; os velhos e bons b-boys, idem ibidem; os mestre dos baques solto e virado que me perdoem; Elvis, pomba-gira da pele branca, negocie; Fred Astaire, qualé, não se revire no desenho pontilhado dos seus respeitáveis sete palmos; funkadeliks forever, Chicago e Belém com as suas aparelhagens, samba, samba, samba, candomblé, os deuses que dançam, a todos o meu respeito e o sangue sem mertiolate dos meus joelhos…

Mas, na boa, o maior passo da humanidade se deu quando o primeiro negro pisou na lua: salve Michael Jackson, um, dois, espírito a três passos do chão, me encoxe, wanna take you on a moonwalk…

Ele vai pagar a vida inteira por ter sido maior que Armstrong e sua gangue, por ter fincado a bandeira da sua tara acima de todos os musicais de todas as tendências… Wanna take you on a magic carpet ride…

Salve os bois bumbás, os tchans, o samba duro, as lias de itamaracás, a ciência sob o calçamento do mangue, a fulerage, a macumba da japonega, mas, peraí, ninguém levitou tão bonito quanto esse rapaz!

Forever my love, you’ll be mine. A lua, esse conhaque, o passo da humanidade, comovido com alma perra e carapuça de jabá-pop à vera.

Eu sei, ele perdeu o nariz original como o carinha do barbeiro de Gogol, mas pouco importa, nao o diminui como o primeiro negro a pisar a areia movediça da lua. 

A América nunca vai perdoar o seu primeiro negro mais leve que as folhas das folhas da relva, coitada d´América…

Ninguém, nem o mais mungangueiro dos artistas populares, nem os comedores de vidros, ninguém sob a lona do nosso Soleil, ninguém no farol, ninguém no sinal… Nunca houve um passo tão lindo, ajoelhe e reze sr. Balé clássico, bata palmas, morra de inveja, gaste a arrogância das sapatilhas…

Nunca houve um passo como moonwalk, nunca houve mais linda invasão à lua dos doidos varridos, Michael Jackson nunca caiu nesse agá minúsculo, pra enganar moça, ora direis, de pisar nos astros distraído. Ele andou palmos acima, seu mar vermelho, tábuas sagradas, Moisés da hora,  por entre as nuvens do auto-engano, por entre os dez mandamentos, a terra é azul…. e ele, marcha à ré,  se move.

Estátua!

Stop.

Parou ele ou parou o pop?

Para entender o fenômeno Jacko

Vejo na Globonews, nesta madrugada de plantão na redação do jornal, entrevista interessante com Marcelo Janot, um DJ carioca articulado e extremamente crítico quanto às particularidades da indústria pop – ou star system, como se dizia sobre Hollywood no auge dos anos 40/50. Janot situa seu ponto de vista na repercussão da morte de Michael Jackson para observar, certeiro, que estamos a assistir o primeiro evento fúnebre de um mega-artista na era das convergências de mídia sintetizadas na internet.

Nunca antes, como diria nosso presidente, o mundo teve à sua disposição essa explosão de informações que a web propicia. Daí, segundo ele, a dúvida quanto ao verdadeiro motivo da comoção mundial em face da morte de Jacko. Janot lembra que as mortes de Lennon ou Marilyn talvez tivessem uma explosão ainda mais impactante do que a do autor de “Billie Jean” se tivessem ocorrido hoje, no auge da era cibernética, com o bombardeio de informações e a facilidade de acesso a elas.  

E, sem falsos pudores, avalia que essa repercussão tem mais a ver com o culto à celebridade, pois é fato que Jacko estava artisticamente morto há muito tempo – precisamente desde que lançou sua principal obra, “Thriller”.

Mas a redescoberta de sua música nas últimas horas atesta também que artistas geniais nunca morrem. Isto é, podem até morrer, mas ressuscitam a qualquer tempo ou lugar – inclusive, ironicamente, na hora da morte.

Remo vence primeiro amistoso

O Remo abriu nesta sexta-feira, em Macapá (AP), a saga “fora de série” com uma categórica vitória de 3 a 0 sobre o Cristal. O jogo foi realizado no estádio Glicério Marques e marcou a estreia de Sinomar Naves no comando da equipe remista. O primeiro gol foi marcado logo aos 5 minutos do primeiro tempo, através do zagueiro Pedro Paulo, que estreava com a camisa azulina. Ele escorou de cabeça cobrança de falta executada pelo volante Gegê e, no rebote do goleiro Darlan, mandou para as redes. 

No segundo tempo, após escanteio cobrado por Gegê, Ramon cabeceou forte e ampliou o marcador, aos 32 minutos. Aos 44 minutos, Marlon cobrou falta de muito longe e pegou o goleiro Darlan adiantado, fechando o placar do amistoso em 3 a 0. 

Ficha técnica:

Cristal-AP 0 x 3 Remo 
Local: estádio Glicério Marques 
Árbitro: Elivaldo Ribeiro 
Assistentes: Jorge Antônio e Carlos Alberto Balieiro 
Renda e público: não divulgados. 
Cartões amarelos: Raul e Gegê (REMO); Toti ,Sérgio, Cleitinho e Zé Carlos (Cristal). 
Gols: Pedro Paulo (5’ 1º), Ramon (cabeça, 32’ 2º) e Marlon (falta, 44’ 2º). 
      
Times:

Cristal – Darlan; Maguila (Gilberto), Remerson, Toti (Ronaldão) e Plínio(Róbson) ; Zé Carlos, Pretão, Márcio Utinga (Renan) e Reinaldo Paraíba (Cleitinho); Max Jarí e Sérgio (Leonardo). Técnico: Gibran Zogbi.

Remo – Evandro; San, Pedro Paulo (Jorge Santos) e Raul; Levi, Marlon, Ramon (Neto), Gegê (Vando) e Diego Azevedo ( Diego Maciel) ; Alessandro (Tardelli) e Hellinton (Zé Inácio). Técnico: Sinomar Naves.

(Com informações de Adilson Brasil – Rádio Clube do Pará)