Destaques do DIÁRIO nesta terça, 16

* (Segunda-feira sangrenta) Um dia de cão

* Brasil 4, Egito 3: ah se não fosse aquele pênalti…

* Professores encerram greve após 40 dias

* CPI da Saúde vai convocar ex-secretária municipal

* Servidores do INSS param por tempo indeterminado

* Casos Policiais – Irmãos Novelino: ambição, violência e morte

Apoio ao trabalho decente

O presidente Lula e o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Juan Somavia, assinaram na manhã desta segunda-feira, em Genebra, documento reafirmando o compromisso do Brasil em apoiar a agenda do Trabalho Decente apresentado pelo organismo internacional – braço trabalhista das Nações Unidas. Antes da assinatura do documento, o presidente Lula, acompanhado de ministros brasileiros, participou de reunião com lideranças sindicalistas internacionais, que elogiaram a forma como o governo brasileiro vem agindo diante da crise internacional.
 
O documento assinado pela manhã destaca os avanços do governo na perspectiva de complementar a agenda do Trabalho Decente defendida pela OIT. Um dos pontos principais do texto cita os recordes de geração de empregos formais alcançados pelo Brasil nos últimos seis anos – que atingiu a marca dos 10 milhões. Outro ponto de destaque do documento faz referência ao grupo móvel de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, que nos últimos anos resgatou mais de 33 mil trabalhadores em situação análoga à de escravo.

Egito expõe problemas do Brasil

Nem o belíssimo gol de Kaká serviu para esconder o fato de que a Seleção Brasileira se atrapalhou com um adversário inesperadamente audacioso. Não dá nem para recorrer à velha lorota de que o Brasil costuma pegar times retrancados, que se fecham e não deixam nossos bambas jogarem com liberdade.
Os egípcios deixaram Kaká, Robinho, Elano e quem mais quisesse se movimentar pela meia cancha. Congestionavam a entrada da área com seis homens, mas isso é o que todo time faz – inclusive o próprio escrete de Dunga. A diferença é que, com a posse de bola, saíam em altíssima velocidade, atropelando a estrutura de cobertura da Seleção.
Se contra Uruguai e Paraguai nossos laterais desfrutaram de total liberdade, podendo subir e voltar a tempo de cobrir os avanços inimigos, contra a equipe africana a coisa mudou de figura. Atentos aos corredores laterais que Dunga sempre cede, o ala direito deles disparava feito um azougue, trocando passes com o meia para cruzar para o interior da área. Foi assim que nasceu o gol de empate.
Outro ponto ficou evidente: sem Júlio César operando milagres, como em Montevidéu, a Seleção fica de pé quebrado. Contra a Celeste, Furlan e Abreu cansaram de perder gols, evitados pelo goleiro brasileiro. No final, a goleada de 4 a 0 deu a falsa impressão de uma atuação sem falhas.
Ontem, na África do Sul, o placar foi apertado, obtido no aperreio de um pênalti no último minuto, mas 4 a 3 também poderia ter sido o escore do jogo contra os uruguaios. Basta rever os lances daquela partida. A verdade é que, graças à excelente forma do goleiro da Inter de Milão, o Brasil de Dunga tem se safado de vários tropeços.
Sobre o jogo, alguns aspectos merecem atenção. Primeiro, a posse de bola da Seleção novamente foi maior, principalmente porque Elano se encarregou de fazer a distribuição, praticamente sem erros. Acontece que o futebol exige algo mais: o toque de gênio, a jogada inspirada. Na meiúca brasileira somente Kaká hoje tem condições de fazer isso. O lance do gol foi inspirado, mas Kaká pouco colaborou com a armação. Robinho, outro talento nacional, parecia ausente de tudo, pensando longe.
Os gols nacionais resultaram, pelo menos dois deles, de ensaios de treino. O de Juan, que também marcou assim contra o Uruguai, seguiu esse figurino. Não diminui os méritos do treinador, mas expõe a necessidade de povoar o meio-campo com gente mais inspirada ou interessada em participar efetivamente do jogo.
Os três gols do Egito foram os primeiros sofridos num mesmo jogo pela firme defesa brasileira. A última vez em que isso aconteceu foi contra a Argentina, em Buenos Aires, em junho de 2005. Antes da era Dunga.
 
 
A nota oficial da Funtelpa, emitida ontem à tarde, deixou mal a direção do Paissandu. No jogo de domingo, o presidente reclamou da transmissão para Belém. Um equívoco grave: todos os clubes assinaram contrato com a TV Cultura cedendo direitos de exibição dos jogos, para Belém e cidades do interior, tanto no Parazão quanto na Série C. E até 2014.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 16)

Paul e Yoko

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Paul McCartney lado a lado com Yoko Ono, em registro fotográfico desta segunda-feira em Londres, durante um evento do natureba Macca, visando reduzir o consumo de carne bovina no mundo. Yoko era sua antiga desafeta, cuja presença nas filmagens de Let it Be (levada por John Lennon) causava visível desconforto no compositor e nos demais músicos da banda. Os tempos passaram, mágoas aplacadas e os dois já convivem bem, defendendo as mesmas causas.

A tribuna do torcedor

Fui ao Mangueirão ontem (domingo) e não gostei do que vi, o Paissandu na minha opinião ainda não é o time que a torcida espera e confia para subir. Os comandados do teimoso Edson Gaúcho (insistência com Alex Sandro no meio) não conseguiram em momento algum tomar conta do jogo, achei o time acreano bem mais perigoso e rápido nas ações de ataque. O time alvi-azul mostra mais uma vez não possuir um padrão tático, jogadores bons o time tem. Só precisam de alguém que entenda do negócio!

No primeiro tempo, o treinador viu a situação ficar preta após o gol do Rio Branco e mexeu no time, louvável atitude, porém mexeu errado, tirou Lê que não vinha comprometendo e deixou em campo Alex Sandro (o pior de todos em campo), que não conseguia acertar um passe, e para piorar colocou o afoito Torrô, que passou a maior parte do tempo perdido.  

Após o gol de empate de Zeziel esperava que tudo mudasse, me enganei e o ritmo do jogo não mudou devido à inoperância do meio campo que fez com que o Paissandu desperdiçasse alguns contra-ataques, Velber não jogou o sabe, apesar de alguns dribles bonitos e passes na medida. Além dos problemas no meio, os laterais Aldivan e Paulo de Tarcio (não sabe jogar de lateral) não produziram nada.

No segundo tempo, os 20 primeiros minutos foram de alternâncias entre ataques, com destaque para Zé Carlos que deixou sua marca duas vezes e ainda voltava pra ajudar na zaga, após aumentar a diferença o Paysandu cedeu muito espaço e quase o time do Acre empata, teve pelo menos umas três ou quatro chances de marcar, e ainda deu bola na trave, depois da expulsão do Ley o time tocou a bola esperando o tempo passar deixando o jogo chato e perigoso.

Gaúcho escala mal, mexe errado e quando trocou o homem certo (Alex) poderia ter ido pra cima porque estava com um a mais, mais preferiu colocar Rossini que não parou em pé e quase nada produziu, somente ajudou a povoar o meio campo.

Outra decepção foi o piauiense do apito: inverteu faltas, não marcou algumas, deixou o jogo correr com o carrinho da maca em campo, repórter da beira de campo até entrou para dar a bola pro Rafael. Enfim, foram muitas lambanças do árbitro do Piauí.

Para não ficar somente criticando, na zaga Luciano e Roni se desdobraram para tentar segurar o ataque acreano, na cabeça-da-área Mael carregou o piano nas costas e Zeziel tanto combate quanto ataca com eficiência. Além destes, Rafael mostra que está melhorando e praticou pelo menos umas três defesas milagrosas e Zé Carlos prova que não devia ter sido esquecido na final do paraense. É bem mais técnico e consciente que Zé, Balão e Reinaldo.

Espero que contra o Águia a postura seja outra, pois é um adversário perigoso e destemido. Se o Jucemar já estiver regularizado, acho que o “Sargentão” da Curuzu não deve pensar duas vezes. Meu time seria: Rafael, Jucemar, Roni, Luciano e Aldivan; Mael, Dadá (ou Paulo de Tárcio), Zeziel e Vélber; Balão (ou Zé Augusto) e Zé Carlos.  

Luciano Gomes

Esqueceram de mim

Hernán Rengifo, atacante da seleção peruana, foi esquecido no hotel de Medellín em que a equipe se concentrou para o jogo com a Colômbia, pelas eliminatórias da Copa de 2010, e que o Peru perdeu por 1 a 0, na última quarta-feira. Enquanto comissão técnica, jogadores e membros da federação peruana futebol chegavam a Lima após a derrota para os colombianos, Rengifo ainda estava dormindo no hotel. A informação é do jornal local “El Bocón”, que entrevistou o próprio jogador, que reconheceu ter sido esquecido.

Após a derrota da última quarta, a seleção peruana retornou ao hotel e voltaria a Lima na manhã seguinte, em um avião da Força Aérea peruana. No entanto, o voo acabou antecipado de última hora. Rengifo dividia o quarto com um jogador do Once Caldas da Colômbia, que não tomaria o avião, e não foi avisado. Ele só deixou o local à tarde. Para complicar ainda mais a situação do jogador peruano, os encarregados de coordenar a viagem estavam com seu passaporte, o que impediria seu retorno ao país. Um dirigente da federação teve de voltar a Medellín com o documento para que o jogador pudesse voltar à Lima.

O Peru é o lanterna das eliminatórias, com sete pontos, e não tem mais chances de classificar para a Copa de 2010.

Fla dispensa três

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A chapuletada de 5 a 0 sofrida pelo Flamengo em Curitiba já teve consequências no elenco. O técnico Cuca foi preservado, mas sobrou para Josiel (foto), Jônatas e Alex Cruz, dispensados nesta segunda-feira. Ao mesmo tempo, o clube luta para ficar com Ibson, que é jogador do Porto, de Portugal. E há o interesse em contratar o atacante Perea. O Grêmio estaria disposto a ceder o jogador em troca do perdão de uma dívida de R$ 7 milhões que tem com o Flamengo. A verdade é que as derrotas para o Sport e o Coritiba começam a fazer a diretoria cair na real. O Flamengo tem um time apenas mediano, que, com alguma sorte, pode vir a brigar por uma vaga na Libertadores.

Egípcios na bronca

A Federação Egípcia de Futebol vai fazer um protesto formal à Fifa depois da derrota por 4 a 3 para o Brasil. Os africanos reclamam que o árbitro inglês Howard Webb teve ajuda ilegal para marcar o pênalti que deu origem ao quarto gol brasileiro. Depois de cobrança de falta na área, aos 43 minutos do segundo tempo, Lúcio chutou e o defensor Elmohamadi tirou a bola em cima da linha, com o braço. O árbitro marcou escanteio, mas depois voltou atrás, expulsou o egípcio e apontou a marca penal. Aos 45, Kaká cobrou e desempatou a partida.

Segundo os egípcios, a mudança de decisão aconteceu depois de um aviso do quatro árbitro, o australiano Matthew Breeze, que teria visto o replay do lance em um monitor de TV. O uso de imagens é proibido pela Fifa. O técnico Hassan Shehata também falou sobre o caso e tratou a situação de forma irônica. “Até onde sabemos, não existe uma regra que permita o uso de replay. Não estamos contestando a decisão do árbitro, mas a maneira como ela foi tomada. Ou talvez as regras tenham mudado e ninguém nos avisou”, disse.

É o típico caso em que o sujeito tem e não tem razão. Pelas regras do jogo, o Egito está certíssimo, pois o uso de imagens para interpretar lances de jogo (como ocorre em outros esportes) não tem autorização da Fifa. Por outro lado, no aspecto moral, é vergonhoso alguém querer levar na malandragem um lance típico de mão na bola.

Itália bate EUA de virada

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Apesar do sufoco menor que o do Brasil, a Itália não teve vida mansa diante dos Estados Unidos. Teve mais problemas do que o esperado, mas ganhou por 3 a 1 em sua estreia na Copa das Confederações, na cidade de Pretória, África do Sul. O grande destaque da partida foi o atacante Giuseppe Rossi, que atua no Villarreal, da Espanha. Ele entrou no segundo tempo e fez dois gols. O detalhe é que Rossi nasceu nos EUA e só na adolescência foi morar e jogar futebol na Itália, terra natal de seu pai. Até hoje, o atacante fala melhor o inglês do que a língua italiana.

Desabafo de torcedor

Bom dia, prezado Gerson Nogueira, veja se é possível descobrir quem é o “inteligente” que manda fechar o acesso do setor B para o setor A na parte superior das arquibancadas em jogos de 1 só torcida. Isso aconteceu no jogo do Paysandu contra Sampaio e Rio Branco. Mas pra que facilitar a vida do torcedor? E não me venham com história de segurança, pois sou oficial da reserva dos Bombeiros /AC.

Ricardo Camarão