Convertendo o Fenômeno

O volante Roberto Brum, do Santos, comemora o fato de, finalmente, ter conseguido encontrar Ronaldo, do Corinthians, para contar o sonho que teve com o Fenômeno. Desde o início do ano, Brum fala sobre esse sonho, mas vinha se recusando a contá-lo, pois queria revelá-lo, em primeira mão, ao craque corintiano. O santista conseguiu isso durante o segundo jogo da final do Paulistão, no Pacaembu.

Durante a partida, houve um momento de paralisação para que uma bola murcha fosse trocada. Então, Brum chegou perto de Ronaldo. Primeiro, o santista quis saber se o Fenômeno havia recebido um CD de pagode gospel que ele havia lhe enviado. No primeiro jogo entre Peixe e Timão no ano, na fase de classificação do estadual, Brum, que ficou no banco, pediu para Lucio Flavio entregar a Ronaldo um disco do grupo Pra God.

No papo com o craque dentro do campo, já na final, o santista quis saber se Ronaldo estava gostando das músicas. Em seguida, contou-lhe o sonho, por meio do qual, teria recebido de Deus a missão de converter o camisa 9.

– Ele disse que estava ouvindo o CD e deu um sorriso, aquele sorrisinho bonito do Ronaldo. No sonho, eu ia no Corinthians com a missão de falar sobre o amor de Deus para ele. Quando eu cheguei lá, encontrei o Ronaldo dançando o samba do CD que queria dar para ele. Um pagode de louvor do grupo Pra God. Quando eu vi isso, fiquei feliz, pois soube naquele momento que Deus já havia tocado o coração dele – comenta Brum.

Pagode gospel? Por God.

Esse Roberto Brum sempre foi mala, falastrão e metido a engraçado. Duvido que vá converter o Fenômeno a essa altura do pagode.

Tribuna do torcedor

Com relação à sua coluna de hoje sobre os pegadores de pênaltis, devo concordar que alguns goleiros têm um faro e maior frieza que outros, todavia segundo um estudo da universidade de Coimbra, Portugal, todo pênalti bem batido a um metro quadrado entre a trave lateral e a superior, ou seja, na área da forquilha, onde a coruja dorme, não tem goleiro bom.

Por outro lado, mesmo que o pênalti não seja batido naquela área indicada, mas com razoável força e em qualquer lugar, até em cima do goleiro, não tem goleiro que faça milagre. O problema é que ninguém quer assumir em dizer que o artilheiro tal bateu muito mal o pênalti, cheio de frescuras, com paradinhas, poses, colocado, com pouca força etc., e por aí vai. Fica mais fácil endeusar o goleiro.

Vide os pênaltis defendidos pelo “são” Marcos. Qual dos que ele pegou foi bem batido? Claro que ele é um bom goleiro, assusta os pernas-de-pau dos batedores e aí é fácil pegar! Será que ele pegaria aquele que o Ronaldo bateu contra o Santos? Raramente um batedor que bate com força e à meia-altura perde um pênalti. Este estilo quase sempre é usado pelos zagueiros que são intimados a bater penais, não é? E veja que poucos perdem!

Luís Leite de Souza – hoje aqui em São Paulo

Autuori e a Seleção

Do excelente blog de Cosme Rímoli:

Segunda-feira se apresenta em Porto Alegre a maior ameaça a Dunga.

Ele chega no Grêmio sem foco de resistência algum como treinador da Seleção Brasileira.

Deu o único título brasileiro ao Botafogo em 1995.

E ganhou o Rio de Janeiro.

Venceu a Libertadores com o Cruzeiro em 1997.

E ganhou Minas Gerais.

Fez do São Paulo campeão da Libertadores e Mundial em 2005.

E ganhou São Paulo.

Essa é a análise do presidente Ricardo Teixeira.

Ele adora o jeito tranquilo, sóbrio do treinador.

O destino o ajuda também a se a única sombra real ao cargo de Dunga.

Apesar de desempregado, Luiz Felipe Scolari tem péssima relação com Teixeira.

E não há vontade de nenhum dos lados de trabalharem juntos.

Carlos Alberto Parreira abandonou a Seleção Brasileira.

A Seleção Brasileira abandonou Carlos Alberto Parreira.

Muricy Ramalho está longe de viver um grande momento no São Paulo.

A eliminação precoce do Paulista e a fase atual do clube do Morumbi não o credencia.

Vanderlei Luxemburgo está desgastado, queimado.

Ainda por conta da CPI do Futebol.

O desempenho do Palmeiras também não estimula ninguém a fazer passeata para que assuma a Seleção.

O time que este treinador que chega do Catar vai encontrar o Grêmio arrumado.

Grandes jogadores, muito dinheiro e o apoio total da diretoria.

E assume o time nas quartas-de-final da Libertadores.

Com o apoio total e irrestrito de Marcelo Rospide.

E salários de R$ 300 mil até o final de 2010.

Será apresentado no Olímpico como a ‘oitava maravilha do mundo’.

O caminho está aberto para Paulo Autuori.

Para onde quiser ir.

Basta manter o foco.

Se Dunga tropeçar…

Ele estará leve, livre e pronto…

Diego na Juve

O meia Diego confirmou que já chegou a um acordo com a Juventus e que aguarda apenas a liberação do Werder Bremen para efetivar sua transferência do time alemão para o italiano. Na semana passada, o pai e procurador do jogador, Djair da Cunha, já havia revelado o acerto com o clube de Turim.

“Já está tudo certo com a Juventus. Se os clubes se acertarem, eu poderei confirmar que jogarei lá na próxima temporada. Mas ainda não assinei nenhum papel com a logomarca da Juventus”, disse o meia em entrevista publicada nesta quarta ao jornal alemão “Syke”.

Maiores detalhes na edição de hoje do Bola.

Diploma de jornalista em pauta

O diploma de jornalista e os juízes do STF

Oswaldo Coimbra (*)

(*) Jornalista profissional e pós-doutor em Jornalismo pela ECA/USP

O Supremo Tribunal Federal pode extinguir a exigência de diploma para o exercício do Jornalismo, anunciou o site Congresso em Foco, em outubro do ano passado, no título de uma matéria assinada por Renata Camargo. A veiculação daquela informação merece crédito porque o site, no ar desde 2004, faz uma cobertura independente e analítica dos principais fatos políticos da Capital Federal e já obteve o reconhecimento de sua seriedade por parte dos próprios jornalistas, quando recebeu o Prêmio Vladimir Herzog, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

A previsão do site se apoiava nas manifestações contrárias àquela exigência de seis dos onze ministros do STF que julgam não ser necessário a quem queira ser jornalista obter uma formação específica. Renata Camargo, porém, teve o cuidado de registrar em seu texto que os seis ministros poderão rever a posição antecipada sobre este assunto. Mas, obviamente, em contrapartida, entre os outros cinco ministros, que ainda não se manifestaram, poderá haver quem também acompanhe aquele ponto de vista expresso hoje pela maioria dos seus colegas.

Se a previsão do site se confirmar, o exercício do Jornalismo no Brasil ficará afetado, pelo menos por algum tempo, pela decisão com a qual o STF poderá anular os efeitos do Decreto Lei 972, criado pelos militares que controlavam a vida do país em 1969, quando aquela exigência foi imposta. Mas, como lembrou a jornalista em sua matéria, os poderes legislativo e executivo – através da Presidência da República e do Congresso Nacional – já deram mostras de que estão dispostos a criar novas regulamentações para o Jornalismo. Isto significa que, a médio prazo, esta questão dificilmente se esgotará com a decisão do STF.

Na discussão da exigência de diploma para os jornalistas no STF chama a atenção o fato de que os magistrados terão de se firmar uma posição – como, aliás, já começara a fazê-lo, conforme demonstram suas manifestações – sobre a escorregadia questão da formação de quem escreve profissionalmente – uma questão sobre a qual parece impossível adotar-se uma posição segura e definitiva, mesmo entre as pessoas que se ocupam exclusivamente dela: os educadores. Com isto surge a primeira pergunta inquietante, dentro desta discussão: como os membros de um tribunal de justiça poderão saber se a formação de um jornalista tem (ou não tem) uma natureza específica e por isto exige (ou não exige) diploma universitário?

Há no exercício do Jornalismo aspectos que parecem demandar uma formação meramente técnica fornecida até por um curso de segundo grau profissionalizante.

No entanto, mesmo estes aspectos – como muitos outros dentro desta profissão – remetem ao campo muito complexo do domínio da linguagem verbal. Algo aparentemente simples como a preparação de um título para alguma matéria jamais será realizado com a precisão e o rigor indispensáveis ao Jornalismo, se o jornalista não dispuser de recursos de expressão verbal suficientes para encontrar em seu vocabulário exatamente as palavras de que necessitará. E alguém poderá enxergar uma falta de caráter específico num ofício cuja prática exige, somente num de seus aspectos, o domínio de amplos recursos de expressão verbal?

Esta pergunta é a segunda pergunta inquietante, num instante no qual a Justiça brasileira vai se pronunciar de forma definitiva sobre este assunto. Há outras perguntas com a mesma natureza. Por exemplo: a formação intelectual de um jovem destinado à criação de textos para jornais, dentro de áreas especializadas, como as de Economia, Política, Saúde etc, pode prescindir de uma formação intelectual universitária?

Há uma generalizada insatisfação com a formação fornecida pelos cursos de Comunicação Social. Mas isto significa que um jovem destinado a escrever sobre Música, sobre Esportes ou sobre os graves problemas urbanos do Brasil, nada tem a aprender numa Faculdade de Música, de Educação Física ou de Urbanismo?

O melhor goleiro no Brasil

Aliás, como o assunto mais comentado desde quarta-feira tem sido o retorno triunfal de “São” Marcos, proponho uma pesquisa informal aos amigos internautas: quem é o melhor goleiro em atividade no Brasil hoje? Os que defendem clubes estrangeiros, como Júlio César (Inter), não entram na enquete. Mas não basta votar, tem que justificar o voto.

O medo e a solidão do goleiro

Há quem discorde, e é natural que seja assim, afinal estamos falando de futebol, onde todos praticamente têm opinião formada sobre qualquer tema. Refiro-me ao assunto obrigatório das últimas horas: “São” Marcos e sua indiscutível vocação para defender penalidades máximas.

Há até um filme do diretor alemão Wim Wenders que versa justamente sobre o medo do goleiro diante do pênalti. Certos goleiros parecem imunes a esse medo. Mais que isso: demonstram adorar aquele momento fatal, de maior dramaticidade no futebol.

Mais que o medo, há a solidão. Nada mais solitário do que um goleiro na missão de evitar o desastre. O futebol, essencialmente coletivo, nessas horas se transforma no jogo de um homem só.

Depois da sensacional performance contra o Sport, o goleiro palmeirense, campeão mundial de 2002, confirmou ser o melhor do Brasil em pênaltis. Alguns amigos e colegas advogam a tese de que todo grande arqueiro é, por natureza, um bom pegador de pênaltis. Não é bem verdade.

Os realmente diferenciados nesse departamento destacam-se pela destreza e frieza nas cobranças. E pela incrível capacidade de se antecipar, em fração de segundos, à decisão do cobrador. Além de muito treinamento específico, são atletas longilíneos, com reflexos especialmente apurados para os chamados tiros curtos, quase à queima-roupa.

O curioso é que alguns astros da posição fracassam nesse quesito. Rogério Ceni, inegavelmente um goleiro acima da média, pelo menos de clube, nunca foi brilhante em penais. Júlio César, um dos melhores do mundo atualmente, também não.

No outro extremo, despontam arqueiros que são feras no fundamento, que nasceram talhados para isso. De cara, além de Marcos, vêm logo à memória os nomes de Taffarel, Dida e do argentino Goicochea. E hoje, no Brasil, há o rubro-negro Bruno, quase perfeito quando a questão é pênalti.

O Pará também teve dois exímios defensores de pênaltis nos últimos anos. Ronaldo (ex-Paissandu), que praticamente ganhou sozinho dois títulos estaduais para o Paissandu, em cobrança de penalidades. O outro é Adriano, que andou salvando o Remo em várias ocasiões.

 

 

Persiste, porém, uma velha maldição a perseguir os especialistas em penais. Por um estranho mecanismo de compensação, quase todos erram muito em lances normais de jogo. Ronaldo, por exemplo, era questionado na Curuzu pela quantidade de gols sofridos em cobranças de falta. O próprio Marcos, mesmo no jogo da consagração contra o Sport, hesitou no lance do gol pernambucano, falhando no cruzamento que veio em sua direção.

O folclórico Goicochea era considerado frangueiro pela imprensa portenha. Bruno, do Flamengo, também é espalhafatoso em lances normais e costuma tomar frangos com preocupante frequência. 

E aí ficamos com velha máxima de Juan Alvarez, uruguaio que treinou o Paissandu durante a década de 60: talvez mais importante do que defender as bolas difíceis é não deixar que as fáceis entrem.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 14/05)

E o Grêmio está chegando

E o Grêmio, hein…

Chegando pelas beiradas, derrotando mais um desses timecos sul-americanos e avançando na Libertadores. Bateu o San Martín, por 2 a 0.

Na próxima fase, vai pegar outra garapa, o Caracas venezuelano.

Que ninguém se iluda: com Paulo Autuori no comando e esses dois argentinos no ataque, o Grêmio é cotadíssimo para disputar o título da competição.

Rock na madrugada – Ozzy e Iommi, Paranoid

Ozzy Osbourne e Tony Iommi, relembrando a grande fase do Black Sabath durante show nos jardins de Buckingham, com Phil Collins na batera.

Nunca gostei de metal, mas Iommi é craque e o riff de guitarra de Paranoid é a maior prova disso.

A festa do Troféu Camisa 13

Gandur Zaire Filho foi o grande anfitrião da noite de ontem, recepcionando os melhores do esporte paraense na festa do Troféu Camisa 13.

O Paissandu, como campeão estadual, levou a maioria das estatuetas, com 9 entre os 11 do time titular. Teve ainda o melhor técnico (Edson Gaúcho), o melhor preparador físico e o craque da competição, Vélber.

O S. Raimundo teve o artilheiro da competição, Hélcio, também eleito melhor atacante na premiação da RBA.

Do Remo, somente o lateral-direito Levy foi escolhido.

Ednaldo ganhou o troféu de revelação do Parazão.

A campeoníssima Marina Soares, do karatê tradicional, ganhou como destaque amadorista.

 

É importante observar que a escolha tem natureza essencialmente popular e democrática. O torcedor recorta o cupom publicado no caderno Bola e vota quantas vezes quiser.

Esse sistema acaba gerando, naturalmente, alguns resultados surpreendentes, como a ausência do meia-atacante Michel, do S. Raimundo, maior destaque individual do campeonato.

Outro “injustiçado” foi o meia Zeziel, do Paissandu, responsável por quatro gols nos dois jogos decisivos e um dos mais regulares da equipe campeã.

Corinthians em vantagem

No jogo do Pacaembu, o Corinthians foi superior no primeiro tempo e conseguiu seu gol numa bola esticada para Dentinho.

No tempo final, Parreira até adiantou o Fluminense (timidamente, é claro), mas não foi suficiente para empatar.

Com a vitória, o Corinthians ganha boa vantagem para seguir em frente.