A frase do dia

“Eu não sei por quanto tempo irão segurar a que está pra estourar no colo da família que aparelhou de maneira abjeta o @planalto. Só sei que @jairbolsonaro já sabe o que está por vir. E as armas estão postas sobre o tabuleiro do xadrez político brasileiro. Falta pouco pro XM”.

Edu Goldenberg, advogado

Colégio adventista é acusado de aplicar prova com conteúdo homofóbico

Da CartaCapital

Uma prova de Língua Portuguesa aplicada pela Escola Adventista de Correios, em Belém, aos alunos do nono ano do Ensino Fundamental vem causando inquietação nas redes sociais. Entre as 50 questões do questionário, é possível encontrar as seguintes perguntas: “a pessoa nasce ou se torna homossexual?”, “a bíblia condena a relação homossexual?” “homossexualismo tem perdão?”, “como evitar o homossexualismo?”.

O conteúdo da avaliação foi publicado no Instagram por um maquiador, irmão de uma das estudantes do colégio, em tom de indignação. As perguntas, segundo o autor da publicação, deviam ser respondidas com base na leitura do livro “De bem com você”, de Sueli Nunes Ferreira, jornalista e pedagoga, e Marcos De Benedicto, pastor, jornalista e doutor em Teologia, é editor de livros.

O ebook é encontrado em plataformas digitais para compra seguido da seguinte descrição: “Este livro vai mexer com você. A proposta dos autores é mostrar como é bom viver de bem com Deus, os amigos, o sexo oposto e você mesmo.
Só para você ficar com água na boca, De Bem com Você debate as seguintes questões: Como é que se faz para arrumar um namorado? É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Como lidar com a solidão? E quando os pais se separam? A pessoa nasce ou se torna homossexual? Como vencer as tentações?”.

Ao publicar a prova em suas redes sociais, o maquiador se diz chocado. “Fico cada vez mais chocado como as escolas estão preocupadas em tentar passar esse conhecimento para essa nova geração. Fico muito feliz pela reação de alguns, como a de minha irmã, mas triste que ainda assim terão colegas seus que acreditarão no que é passado através de seu professor”, escreveu.

O assunto está entre os mais comentados do Twitter nesta terça-feira com mais de 20 mil publicações.

A escola publicou uma nota de esclarecimento em seu site. Leia na íntegra:

O Colégio Adventista de Correios esclarece alguns aspectos relacionados a uma notícia sobre uma atividade escolar:

1. As questões contidas no questionário tinham como objetivo colher as diversas opiniões e sentimentos sobre a temática em estudo e davam a cada estudante a oportunidade de expressar livremente sua opinião. Um livro serviu como auxílio na tarefa, o que ocorre em várias disciplinas.
2. A tarefa que o professor elegeu levou em conta o conhecimento prévio do aluno. E, com isso, procura proporcionar um debate qualificado a respeito do assunto. A ideia é a de formar um cidadão que respeita opiniões diversas, bem como seja capaz de pensar por si próprio sobre as temáticas apresentadas.
3. O Colégio afirma que, acima de tudo, respeita todos os indivíduos sem qualquer tipo de discriminação sexual, racial, religiosa, ou de outra natureza.
4. O Colégio, que é uma instituição confessional, é reconhecido pela confiança e credibilidade que transmite, especialmente por apresentar uma proposta educacional de alta qualidade, pautada em valores baseados na Bíblia e direcionada a promover o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, intelectuais, espirituais e sociais de cada aluno.
5. O Colégio está e sempre esteve à disposição para os que desejam esclarecer dúvidas a respeito de qualquer tipo de tarefa utilizada.

Brasil quebra jejum em estádio quase deserto

Por Cassio Zirpoli

O Brasil voltou a vencer. Após cinco jogos de jejum, na pior sequência em 18 anos, a Seleção goleou a Coreia do Sul por 3 x 0, com gols de Paquetá (de cabeça), Coutinho (em cobrança de falta, o primeiro deste tipo na canarinha em 5 anos!) e Danilo (chute de fora da área). Destaque também para o lateral-esquerdo Renan Lodi, com duas assistências. Dito isso, vamos ao outro ponto importante sobre este amistoso.

O jogo que encerrou a agenda da seleção principal em 2019 aconteceu com o estádio às moscas. À parte da divulgação oficial, exceção feita os jogos nos EUA, essa cena já havia sido vista. Mas não nesta gravidade. Até a publicação ainda não havia sido divulgado o borderô sobre o palco de 42.056 lugares. Pelo visual, dificilmente chegou a 10 mil – público que caberia, por exemplo, no Cornélio de Barros, em Salgueiro. O fato é que a negociação da agenda da Seleção levou a uma tabela ridícula após a Copa América, realizada no país. Foram seis amistosos no exterior, todos em campo neutro.

O time (mal?) treinado por Tite sequer jogou na casa do adversário, deixando claro que a marcação cabe mesmo à empresa responsável pelo “Brasil Global Tour”. É sempre bom lembrar que este contrato vai até 2022 – firmado entre a CBF e a empresa ISE, que integra o Grupo Dalla All Baraka, sediado no Oriente Médio (sem surpresa). Cada amistoso renderia cerca de US$ 1 milhão à confederação. E o padrão não muda. O jeito, então, é aguardar pelos jogos oficiais, com as Eliminatórias da Copa indo de março de 2020 até novembro de 2021, com 18 rodadas, sendo 9 em casa. Pelo regulamento, obrigatoriamente no Brasil. Ainda.

Escalação do Brasil
Alisson; Danilo, Marquinhos, Éder Militão e Renan Lodi (Emerson, 42/2T); Fabinho, Arthur (Douglas Luiz, 34/2T) e Lucas Paquetá (Firmino, 38/2T); Gabriel Jesus (Rodrygo, 42/2T), Richarlison e Philippe Coutinho. Técnico: Tite

Chance de zerar perdas

POR GERSON NOGUEIRA

Amanhã à noite, diante do Cuiabá, no segundo jogo da decisão da Copa Verde, o time do Papão tem a preciosa oportunidade de zerar perdas e compensar decepções de uma temporada de insucessos. Caso confirme a conquista encaminhada com a vitória da semana passada na capital mato-grossense, o time de Hélio dos Anjos permitirá ao torcedor fechar o ano levantando uma taça e comemorando um título.

É claro que o tricampeonato da Copa Verde não apaga por completo a irritação pelo vexatório desempenho no Campeonato Estadual, onde o time acabou em quarto lugar, atrás do Bragantino, que venceu a disputa da terceira colocação em plena Curuzu.

Da mesma forma, o eventual triunfo na CV não diminui também a frustração pela eliminação na Série C, mesmo considerando que o revés diante do Náutico não pode ser atribuído à atuação do time, mas à arbitragem que assinalou incorretamente um pênalti no período de acréscimos daquela partida.

Quanto à Copa do Brasil, nem há muito a lamentar, visto que a competição há muito tempo deixou de ser prioridade na agenda dos clubes que não participam da chamada elite futebolística do país. Vale apenas pela visibilidade e pelo aporte financeiro gerado pela participação – premiação de R$ 2,4 milhões mais a renda de um jogo contra um grande time.     

Tudo isso, porém, ficará de lado caso o invicto time alviceleste supere o Cuiabá e se estabeleça como o maior vencedor das seis edições da Copa Verde. Os méritos pela chegada à decisão são mais do óbvios.

A campanha foi mais ou menos tranquila até o cruzamento com o Bragantino, cujo grau de dificuldade foi proporcionalmente maior do que a sempre incruenta batalha com o Remo nas semifinais.

Ocorre que, nesta edição da CV, os jogos com o Tubarão aconteceram logo depois da traumática batalha dos Aflitos, que teve forte efeito no rendimento técnico (e emocional) do PSC no primeiro confronto. Terminou 1 a 1, mas as quatro expulsões registradas tornaram a segunda partida ainda mais complicada do que normalmente seria.  

Em Bragança, o duelo foi tão brigado que a vaga acabou decidida na cobrança de penalidades. Isso depois de um gol milagroso de Nicolas, sempre ele, a poucos minutos do final.

Por tudo isso, não resta a menor dúvida de que a equipe merece conquistar o tri da Copa Verde. Seria uma espécie de prêmio de consolação pela injusta saída de cena da Série C e a perda do acesso à Segunda Divisão.

Mangueirão abre as portas para a paixão rubro-negra

Na esteira do entusiasmo dos rubro-negros em todo o Brasil, a diretoria do Flamengo conseguiu junto ao governo do Estado a cessão do estádio Jornalista Edgar Proença para um encontro da galera rubro-negra de Belém em torno da transmissão da final da Taça Libertadores, na tarde do próximo sábado (23), entre Flamengo e River Plate.

A partida acontecerá na cidade de Lima, no Peru, e a iniciativa do Flamengo terá como organizadores em Belém representantes das torcidas Fla Fla de Belém, Nação Tucuruí e Flapebas. A expectativa é de que, pela primeira vez, um evento desse porte encha o estádio estadual.

Para ter acesso às dependências do Mangueirão, o torcedor flamenguista trocará o ingresso por 1 quilo de alimento não perecível. Tudo que for arrecadado será entregue a instituições sociais da capital paraense.

O próprio governador, rubro-negro de carteirinha, facilitou a liberação do estádio. “Vamos disponibilizar para esse evento, toda a estrutura do nosso estádio, e em troca vamos contribuir atendendo as comunidades carentes através das doações dos torcedores”, disse Helder, ontem.

Os portões serão abertos às 13h de sábado. Os ingressos estarão disponíveis para troca a partir de amanhã (20), nas sedes de Remo e PSC.

Tricolor cearense ultrapassa torcidas tradicionais

O Fortaleza pode não ter feito grande figura no Brasileiro deste ano. Corre risco mínimo de rebaixamento após a vitória (3 a 0) sobre o CSA na última rodada, mas vem se destacando por outra razão. Ameaça entrar gloriosamente para o seleto clube das maiores torcidas nacionais.

Contra o CSA colocou 33 mil pagantes na Arena Castelão e sustenta a impressionante média de 31.853 por partida, a terceira maior da competição, ficando à frente de São Paulo, quarto colocado, e do Palmeiras, quinto.

Para turbinar essa colocação, o Fortaleza está convocando a torcida para os jogos que lhe restam em casa, contra Santos e Bahia. Já há a pretensão legítima de superar a média do Corinthians e fechar o campeonato com a segunda maior torcida do Brasil.

Uma nova chance para Paquetá honrar a camisa 10

O amistoso de hoje diante da Coréia do Sul pode não estar despertando atenção de quase ninguém no Brasil, mas será acompanhado com vivo interesse pelos parentes de Paquetá, o camisa 10 da Seleção de Tite. Pela reação furibunda da irmã dele, Bianca, nas redes sociais, o jogador tem tudo para ser o mais nobre sucessor de Pelé com a camisa canarinho.

Depois de uma crítica de Rivaldo, melhor jogador brasileiro na conquista do pentacampeonato em 2002, a irmã de Paquetá encheu-se de ira e citou a má passagem de Rivaldo pelo Milan em 2003. Aparentemente, o próprio jogador usou a irmã para torpedear o ex-craque do Barcelona.

Devia ter contido a língua, pois Rivaldo foi certeiro ao observar que a legendária camisa 10 não pode sair no intervalo de um amistoso, “porque foi usada e honrada por Pelé, Rivelino, Zico, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho, Neymar”. Para chegar ao nível de Rivaldo, o mediano Paquetá vai precisar comer muito feijão e tomar muita garapa.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 19)

Bebianno revela que Moro, ainda juiz, reuniu com Guedes antes do resultado da eleição

O ex-ministro da Secretaria-Geral da República Gustavo Bebianno afirmou que o ex-juiz Sérgio Moro teve pelo menos cinco encontros com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, antes do resultado da eleição presidencial. A entrevista foi concedida ao jornalista Fabio Pannunzio. 

Bebianno contou que aliados tiveram um encontro na casa de Bolsonaro no dia do segundo turno. “Paulo Guedes me chama e diz ‘quero conversar com um você um negócio importante’. Ele me contou já tinha tido cinco ou seis conversas com Sérgio Moro e que Moro estaria disposto a abandonar a magistratura e aceitar o desafio como ministro da Justiça”, disse o ex-ministro.

Depois de aceitar o convite, Moro foi oficalizado como titular da Justiça e Segurança Pública, que demonstrou claramente a sua intenção de interferir na eleição ao liberar a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci há uma semana do primeiro turno do pleito presidencial. 

O ex-juiz vê seu desgaste cada vez maior desde junho, quando começaram a ser divulgadas pelo Intercept Brasil as irregularidades da Operação Lava Jato. Moro interferir no trabalho de procuradores, o que fere a equidistância entre quem julga e quem acusa. 

De acordo com uma das reportagens do Interpet, em parceira com a Veja, o ex-juiz pediu o acréscimo de informações na elaboração de uma denúncia contra Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro que tinha contratos com a Petrobrás para a construção de plataformas de petróleo.

Moro também sugeria a inversão da ordem das fases da Lava Jato e chegou a questionar a capacidade de uma procuradora em interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado sem provas para não disputar a eleição. Inclusive, uma das reportagens apontou que o procurador Deltan Dallagnol duvidava da existência de provas contra o ex-presidente no processo do triplex em Guarujá (SP).