Ídolo remista sofre infarto e está hospitalizado

Ele defendeu a meta remista por 118 jogos, período suficiente para entrar definitivamente para a galeria dos grandes atletas do Clube do Remo. Dico integrou alguns dos melhores esquadrões do Leão e se tornou ídolo da nação azulina. Na manhã desta quinta-feira, 31, ele deu um susto imenso na torcida e nos amigos. Depois de sair de uma academia de ginástica, Dico sofreu um infarto agudo do miocárdio. Foi atendido a tempo e está hospitalizado.

Mesmo depois de ter se aposentado dos gramados, Dico mantém uma vida disciplinada, com direito a exercícios diários. Tem 70 anos e desfruta de boa saúde. Ele começou a se sentir mal ainda na academia, mas imaginou inicialmente que era algo relacionado com a alimentação.

Em casa, continuou a reclamar de dores abdominais e a esposa chamou a filha, Vanessa, que é neurocirurgiã, para observar seu estado de saúde. Ela recomendou que ele fosse levado a um hospital particular. No caminho, ainda dentro do carro, ele sofreu o infarto.

Capixaba de Colatina, no Espírito Santo, Frederico Schinit Neto foi contratado pelo Remo no início dos anos 70 e, apesar da estatura baixa para goleiros, logo se destacou e conquistou a titularidade. Marcou época no Evandro Almeida pela excepcional impulsão e agilidade no gol.

Participou da vitória histórica sobre o Flamengo de Zico, Junior e Geraldo Assobiador, por 2 a 1, em 1975, dentro do Maracanã, no Rio. Atualmente, dedica-se com sucesso a atividades empresariais em Belém.

O nocaute do UFC no Brasil

Por Cosme Rímoli

R$ 1,8 bilhão com o futebol.

R$ 593 milhões com a Fórmula 1.

R$ 700 milhões com as Olimpíadas.

O dinheiro vale para a tevê aberta e tevê fechada. Em 2020, o Grupo Globo continuará tendo retorno bilionário dos patrocinadores. Mas menor do que nos anos anteriores. E mais concessões, como narradores anunciando o nome das empresas.

Nas Olimpíadas de 2016, por exemplo, a Globo faturou R$ 1,5 bilhão. Ou seja, ganhará menos da metade com Tóquio. No futebol e no automobilismo, os valores acompanharam apenas a inflação.

Mas o que vale ser destacado é o total desinteresse sobre o UFC. A emissora carioca, que tomou o evento de MMA da Rede TV!, em 2011, não se interessa mais pelas lutas. Mas deixa para o nicho específico o canal a cabo Combate. O motivo do desinteresse foi os próprios lutadores.

Os ídolos nos quais a emissora apostou todas as suas fichas fracassaram, entraram em decadência muito rápido. Anderson Silva, além de perder o cinturão dos médios por brincar com um lutador muito inferior, Chris Weidmann, em 2013, foi pego duas vezes por doping.

Anderson era o garoto-propaganda do UFC na emissora carioca. Lutador predileto, sempre citado como fenômeno por Galvão Bueno. O principal narrador da emissora tentou até criar um bordão “os gladiadores do terceiro milênio”, ridicularizado pelos fãs de lutas. A badalação global em cima de Anderson foi cancelada.

Depois veio o fracasso de José Aldo. Ao ser facilmente nocauteado por Conor McGregor, em 13 segundos do primeiro round, ele trouxe prejuízo à Globo duas vezes. A primeira com a derrota que virou até rótulo de cerveja na Irlanda, ’13 seconds’ e perda do cinturão.

O segundo nocaute veio no filme “Mais Forte que o Mundo” feito pela Globo Filmes. Pronto pouco antes do brasileiro ser esmurrado pelo irlandês. Foi um golpe fortíssimo na bilheteria. Depois vieram as derrotas de Vitor Belfort, Cigano, Lyoto Machida, Mauricio Shogun, Fabrício Werdum.

Belfort, Lyoto e Werdum também foram pegos em exames antidoping. Outro ponto baixíssimo e inesquecível foram as quatro edições do Ultimate Fighter. Uma pior do que outra.

A emissora carioca só se preocupou em ganhar dinheiro com merchandising, expor produtos para os consumidores. A dublagem pavorosa lembrava seriados cômicos mexicanos. A edição caótica, sem o menor cuidado.

Foi um fracasso, jogado para as madrugadas de domingo para segunda-feira, até desaparecer. Atualmente não há um homem campeão, com o cinturão, nas oito categorias do UFC.

Amanda Nunes, dona dos cinturões dos pesos pena e galo, não desperta o interesse publicitário nacional. As melhores lutas respeitam o horário dos Estados Unidos. E acontecem entre duas e quatro da manhã, do sábado para o domingo. Cada vez mais inviáveis para o público brasileiro.

Diante desse cenário, o UFC se manterá longe das transmissões na Globo. Restrito a reportagens esporádicas, quando brasileiros estiverem decidindo ou perto dos títulos.


Nervoso, Gabigol discute com Arão e recebe recado de Jorge Jesus

Por Cosme Rímoli

A precipitação de César, que foi expulso infantilmente, e jogou fora a vitória do Flamengo, fazendo com que o time ficasse a ‘apenas’ oito pontos de distância do Palmeiras, empatando em 2 a 2 com o Goiás, foi o de menos.

Gabigol e Willian Arão se xingaram muito e foram contidos por companheiros para não trocarem socos e pontapés.

O motivo foi o atacante não aceitar ser cobrado pelo volante. O atacante que marcou mais um gol e chegou a 36 na temporada e 20 no

Brasileiro, repetiu o que aconteceu diante do CSA. Se mostrou egoísta, preferiu chutgar a gol em vários lances que tinha companheiros livres. Arão não gostou e reclamou ao final da partida.

Os gols desperdiçados custaram caro após o empate com o Goiás, equipe voluntariosa, mas muito pior tecnicamente que a carioca.

“Foi uma discussão de partida, somos Flamengo , queremos vencer sempre. Empatamos, foi um resultado entre aspas normal, porque estávamos com um a menos, acabamos tomando o gol. Poderíamos ter vencido. Briga vai acontecer sempre. Não é a primeira vez nem a última”, disfarçou Gabigol.

Na verdade, o atacante se mostra muito nervoso. A começar por não saber o seu futuro.

O Flamengo está disposto a comprá-lo da Inter, pagar perto de R$ 100 milhões. Mas o jogador quer voltar à Europa, onde fracassou. Gabigol não teve tempo de agradar Tite nos amistosos contra Senegal e Nigéria.

Além disso, há os boatos que poderia ter engravidado a irmã de Neymar. Para piorar, tomou o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Corinthians, domingo no Maracanã.

A cobrança está forte de todos os lados.

“Os grandes jogadores não são só os grandes jogadores tecnicamente e taticamente, também são os que têm o equilíbrio emocional acima do normal. Esse é um aspecto que o Gabigol tem que trabalhar”, disse, certeiro Jorge Jesus.

O Flamengo precisa dos seus gols no Brasileiro e na final da Libertadores.

É uma questão de consciência.,..

Uma boa opção de velocidade

POR GERSON NOGUEIRA 

Com o acerto sacramentado com o atacante Hygor Silva, pode-se dizer que o PSC terá força máxima nos jogos da decisão da Copa Verde contra o Cuiabá. Ele era o último jogador com situação pendente para se reintegrar à equipe, pois o zagueiro Vítor Oliveira já havia chegado a um acordo.

Hélio dos Anjos passa a dispor de quase todos os jogadores que integraram o elenco durante a disputa do Brasileiro da Série C e da Copa Verde. A única ausência é o volante Léo Baiano, autor de gols importantes no torneio regional, contra Manaus-AM e Remo.

Um jogador em particular deve ter importância acentuada nos jogos que decidirão a Copa Verde. Elielton, que vinha sendo preterido em função de um projeto de jogo mais centrado na força ofensiva, com Hygor como homem de referência, pode reaparecer no jogo de ida, dia 14, em Cuiabá.

Os treinos têm mostrado que o técnico encontrou no dianteiro velocista uma alternativa para se contrapor à rapidez dos jogadores de lado da equipe mato-grossense. Com Elielton aberto pelo lado direito e Vinícius Leite mais à esquerda, o PSC ganha a possibilidade de prender o Cuiabá em seu campo de defesa ou pelo menos diminuir os avanços de seus laterais.

Por vezes, técnicos são assolados pela mania de complicar o que é simples. Hélio tem mostrado que não segue esse tipo de cartilha. Procura utilizar os jogadores que rendem mais e mostram comprometimento com o esquema adotado. Elielton experimentou uma evolução tática sob o comando de Hélio, mas, aos poucos, foi perdendo espaço, sem que se soubesse exatamente o motivo.

Até no jogo decisivo contra o Náutico, no estádio dos Aflitos, na briga pelo acesso, quando se imaginava sua escalação ou entrada durante a partida, Elielton não foi aproveitado. As condições eram perfeitas para um jogador com suas características. De certo modo, o técnico fez apostas no jogo (Diego Rosa, por exemplo) que brigaram com o bom senso, embora as reclamações pelo erro de arbitragem tenham sufocado qualquer análise mais crítica.

Agora surge nova chance para que o treinador lance mão do arisco Elielton, com capacidade de ajudar a equipe tanto no trabalho de puxar contragolpes como de reforçar o bloqueio pelos lados. A conferir.  

Leão pode ter disputa entre novas lideranças

A sucessão remista, ao final do mandato do presidente Fábio Bentes, poderá ter novos pretendentes ao cargo máximo do clube. O atual mandatário já externou a vontade de não concorrer à reeleição. Pretende cumprir a promessa feita ainda em campanha, de ficar apenas por um mandato a fim de abrir democraticamente espaço para novas lideranças.

Esse desapego, raro entre nossos dirigentes – políticos, então, nem se fala – acaba por surpreender quem não acompanha de perto a trajetória de Bentes no Remo. Com ativa participação na vida do clube desde os tempos de simples torcedor, o dirigente admite que a responsabilidade de dirigir um clube tão importante implica em grandes sacrifícios de ordem pessoal.

Em nome da palavra empenhada e das cobranças familiares, Bentes mantém a intenção de não concorrer. A única possibilidade de uma mudança de planos seria por circunstâncias imperiosas, que pudessem ameaçar a estabilidade administrativa tão duramente conquistada pela atual gestão.

Lusa não consegue sair do inferno astral

A Tuna vive há seis anos no chamado limbo do futebol paraense. De clube formador por excelência, com grandes jogadores revelados ao longo de sua história, a Cruz de Malta perdeu o rumo nas últimas décadas, apequenando-se a ponto de perder espaço para clubes emergentes do interior.

A eliminação da Segundinha, com vexatória campanha sem vitórias, confirma os equívocos dos caminhos buscados para se reerguer. Fica cada vez mais óbvio que a Tuna precisará se reencontrar consigo mesma, valorizando suas crias, para poder voltar a ser realmente grande.  

Retranca de Carille sob ataque no Corinthians

Técnicos de primeira divisão ganham muito bem, têm direito a mordomias raras em outras profissões e raramente ficam desempregados por muito tempo. Há, obviamente, a parte ruim, que é o estresse permanente e as cobranças que devem consumir boas doses de paciência.

Fábio Carille, técnico do Corinthians, vive uma espécie de zona cinzenta no clube. De nome aclamado pela torcida, a partir de três títulos paulistas e um Brasileiro, ele entrou na mira dos torcedores mais furiosos. Passou a ser combatido pela sua qualidade mais festejada anteriormente: a capacidade de usar a retranca como arma estratégica.

É claro que Carille não deixou de ser um bom técnico repentinamente, nem mudou tanto. O que mudou de fato foi o ânimo do torcedor, que já não tolera o futebol recuado e medroso, até porque agora pode comparar com a maneira insinuante de times como Flamengo e Santos.

Ao mano, com carinho

A coluna de hoje é dedicada ao meu mano José Edvaldo, o Vavá, professor com atuação no Amapá. Tunante e vascaíno, como nosso pai, ele faz aniversário hoje, com direito a todas as bênçãos e felicidades.  

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 01)

Abraji repudia defesa de “novo AI-5” por Eduardo Bolsonaro

Em nota, a Abraji se manifestou ontem contra o posicionamento do deputado federal Eduardo Bolonaro em favor de um “novo AI-5”:

“A defesa de “um novo AI-5”, feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro, merece repúdio de todos os brasileiros comprometidos com a democracia, em especial dos que defendem a liberdade de imprensa e compreendem a sua importância.

Com o Ato Institucional número 5, em dezembro de 1968, a ditadura militar suspendeu garantias constitucionais, aprofundou a censura ao jornalismo e às artes, cassou opositores e sufocou a sociedade civil. O chamado “golpe dentro do golpe” deu ao presidente da República o poder de governar sem levar em conta limites previstos na Constituição. Ou seja, por uma década, os generais ocupantes do Palácio do Planalto ficaram acima de qualquer lei ou ordenamento juridico. O aparato repressivo do Estado foi usado contra a oposição. Cidadãos foram mortos e torturados.

Para exercer seu papel de fiscalizar o poder e denunciar abusos, jornalistas tiveram de driblar a censura e enfrentar ameaças de prisão e violência. O governo controlava à força o fluxo de informações. O desmonte desse sistema de arbítrio demorou anos, e só aconteceu graças às lutas e conquistas dos setores democráticos da sociedade.

Não é surpresa que da família Bolsonaro venham mais sinais de desprezo às instituições da  democracia. O presidente e seus filhos foram eleitos sem esconder sua admiração por torturadores. Sua relação com jornalistas é marcada por ataques e tentativas de intimidação, como já destacamos em diversas manifestações da Abraji.  

Apesar do discurso autoritário, era de se esperar que, no cargo e após jurar compromisso com a Constituição, os Bolsonaros agissem dentro dos parâmetros da democracia. Quanto mais o tempo passa, mais eles contrariam essas expectativas.

A sociedade e as instituições democráticas precisam defender a legalidade e as liberdades diante das crescentes ameaças de escalada autoritária. Não ao retrocesso”.

Diretoria da Abraji, 31 de outubro de 2019.