Skank anuncia pausa sem previsão de volta

Skank confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que dará uma “pausa” no fim de 2020. O vocalista e guitarrista Samuel Rosa foi além e disse que se trata de uma “parada sem previsão de volta”.

Por meio de nota, a banda afirma que “em meio a uma série de ondas aparentemente perfeitas, os músicos resolveram fazer uma pausa e irem para a praia testarem-se fora da única formação que conheceram desde que se juntaram para fazer um som em 1991”.

Não houve desentendimentos entre os integrantes, que tocam juntos desde o início dos anos 90. “”Não teve briga nem nada que pesasse para uma decisão figadal. Somente um desejo por experimentação, por correr riscos e buscar outras formas de realização sem ser como Skank”, diz o texto.

Samuel Rosa, por sua vez, apontou a “parada sem previsão de volta” à “Folha de S. paulo”. A turnê atual, que celebra os 30 anos da banda com foco nas músicas dos três primeiros álbuns, foi classificada como “turnê de despedida”. “Ainda tenho pretensão de voltar a tocar com o Skank. Vislumbro isso lá na frente. Só que de uma outra forma, em outra circunstância, em algum projeto pontual”, disse.

O músico declarou que precisa surpreender fora do Skank. “Quero me testar em outro ambiente musical, com outros parceiros. Cara, são 30 anos tocando com as mesmas pessoas! Já fiz de tudo lá. Está na hora de brincar um pouco, sabe?”, afirmou.

Rosa destacou que o Skank “já não oferece mais riscos” e soa “cômodo”. “Nesse sentido, várias bandas já morreram, mas nem sabem disso e continuam existindo. Muita gente acha que longevidade é sinônimo de sucesso, mas às vezes é simplesmente uma falta de assunto”, disse.

A reportagem da “Folha de S. Paulo” citou os nomes de bandas como Capital Inicial e Jota Quest, também longevos e sempre com hits, como bandas que podem estar acomodadas. Samuel Rosa concordou. “Eu poderia ser linchado pelo outros integrantes, mas se o Dinho [Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial] e o Rogério [Flausino, vocalista do Jota Quest] estivessem na minha frente, eu sugeriria também para eles um voo solitário”, afirmou.

Samuel Rosa comentou que pensava em parar com o Skank em outros momentos. Porém, algumas situações inerentes ao sucesso faziam com que a banda continuasse.

“São bandas que, assim como o Skank, já têm o jogo ganho. Você tem lá a sua turnezinha. Aí você faz um show que não é tão bom de bilheteria, mas o próximo dá sold out [ingressos esgotados], e assim você vai mantendo. […] Não lembro de um ostracismo da banda. Mas sempre que eu começava a achar que tinha caído no esgotamento de vez, vinha um Planeta Atlântida [festival de música do Rio Grande do Sul] te chamando para o casting. Surgia um show com sold out em Belo Horizonte. Parece que se eu não falar ‘chega!’, o Skank não vai acabar nunca”, afirmou ele, que disse que seguirá carreira solo em 2021.

Flamengo goleia Corinthians e derruba técnico

Fábio Carille não suportou a derrota para o Flamengo por 4 a 1 hoje (3), no Maracanã, e foi demitido comando técnico do Corinthians. Com contrato até o fim do ano que vem, o treinador deixa o clube em meio a uma crise – são oito jogos sem vencer na temporada.

“[Ele] Não é o mais o treinador, tivemos de tomar essa demissão por alguns fatos que ocorreram. Toda conversa para demissão é triste, mas tivemos de tomar a decisão”, disse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, acompanhado do diretor Duílio Monteiro Alves.

Papão vence a Tuna em amistoso de preparação

Com gols de Tiago Luís e Elielton, o Paissandu derrotou a Tuna por 2 a 0 na manhã deste domingo, na Curuzu, em amistoso de preparação para a decisão da Copa Verde. A partida marcou o retorno dos bicolores aos gramados depois da semifinal contra o Remo.

Em ritmo cadenciado, o time do PSC não encontrou dificuldades para se impor e superar a frágil marcação tunante. Foi o primeiro amistoso preparatório para os confrontos com o Cuiabá pela final da CV. Um outro jogo deve ser agendado para o próximo fim de semana.

Os jogos decisivos da Copa Verde acontecem nos dias 14 (em Cuiabá) e 20 (Belém, Mangueirão) de novembro. A CBF confirmou na sexta-feira que os jogos terão o uso do VAR. (Fotos: Jorge Luiz/Ascom PSC)

Romário defende Renato Gaúcho na Seleção

Apesar de estar longe dos gramados há onze anos e completando quase dez de vida política, Romário não deixou de acompanhar e torcer pela seleção brasileira. Em entrevista ao LANCE!, o “Baixinho”, sempre muito sincero, fez duras críticas à CBF. Ao analisar o momento da Seleção, o eterno camisa 11 deixou claro sua insatisfação e citou Renato Gaúcho como principal nome ao cargo.

“A seleção brasileira teve um momento de praticar um bom futebol e foi o que aconteceu nos últimos quatro jogos da Copa América. Eu, particularmente, fui contrário e continuo sendo contra o Tite como treinador. Não que ele seja um técnico sem competência, ou mal treinador, mas acho que ele já teve a oportunidade dele numa Copa do Mundo e não abraçou. Então, pra mim, é a vez de dar a chance a outro. E digo pra vocês, se eu fosse presidente da CBF daria a vaga para o Renato Gaúcho”, revelou Romário.

“Coringa” e o grau zero da revolução

Por Slavoj Žižek (*) – blog da Boitempo

Os críticos não souberam muito bem como categorizar o novo filme do Coringa: seria ele uma mera peça de entretenimento (como toda a série de filmes do Batman), um estudo aprofundado da gênese da violência patológica, ou um ensaio de crítica social? Partindo de uma perspectiva mais radical de esquerda, o cineasta Michael Moore leu Coringa como uma “peça muito oportuna de crítica social e uma ilustração perfeita das consequências dos atuais males sociais da América”: afinal, ao investigar a transformação de Arthur Fleck em Coringa, o filme traz à tona o papel dos banqueiros, o colapso da saúde pública e o abismo entre os ricos e os pobres. Contudo, para Moore, Coringa não apenas retrata essa América, como também levanta uma “questão desconcertante”: e se um dia os despossuídos decidirem revidar?

Antes mesmo do filme ter sido lançado, a mídia já alertava o público de que ele poderia incitar a violência. O próprio FBI especificamente advertiu que Coringa poderia inspirar atentados por parte de clowncels, um subgrupo de Incels obcecados por palhaços como o Pennywise, de It, e o próprio personagem do Coringa, da DC Comics. Até agora, contudo, não houve nenhum relatos de violência inspirada pelo filme. Ainda para Moore, mais do que sentir-se incitado à violência, ao final da sessão, você, o espectador “agradecerá esse filme por tê-lo conectado a um novo desejo – não o de fugir à saída mais próxima para salvar a própria pele, mas, ao contrário, o de se erguer e lutar, e focar sua atenção no poder de não-violência que você carrega em suas mãos todos os dias.”

Mas será que o filme realmente funciona assim? O “novo desejo” que Moore menciona decerto não é o desejo do próprio Coringa – ao final do filme, o protagonista se encontra inepto, e suas irrupções violentas não passam de explosões impotentes de raiva, exteriorizações de sua impotência básica. É preciso ainda uma mudança adicional de postura subjetiva para que se passe das explosões do Coringa e se torne capaz de “se erguer e lutar e focar sua atenção no poder de não violência que você carrega em suas mãos todos os dias”. Quando você se torna consciente desse poder, pode renunciar à violência corporal brutal. E o paradoxo é que você se torna verdadeiramente violento (no sentido de apresentar uma ameaça ao sistema existente) somente quando renuncia a violência física. Isso não significa que o ato do Coringa constitui um beco sem saída a ser evitado – a lição de Coringa é que nós precisamos atravessar esse grau zero a fim de nos despirmos das ilusões que inerentes à ordem existente.

Entre outras coisas, nossa imersão no mundo sombrio de Coringa nos cura das ilusões e simplificações do politicamente correto. Nesse universo, não se pode levar a sério a ideia de que o consenso mútuo a uma relação sexual a torna verdadeiramente consensual. O “discurso do consenso” é em si uma enorme farsa. Trata-se de uma tentativa ingênua de aplicar uma linguagem arrumadinha, inteligível e igualitária de justiça social à esfera sombria, desconfortante, implacavelmente cruel e traumática da sexualidade. As pessoas não sabem o que querem, são perturbadas por aquilo que desejam e desejam coisas que elas odeiam: odeiam seus pais mas querem fodê-los, odeiam suas mães mas querem fodê-las, e assim por diante. Pode-se facilmente imaginar o Coringa reagindo com uma risada excêntrica à alegação de que “foi consensual, então não há problemas” – foi assim que sua mãe arruinou sua vida…

Esse grau zero constitui a versão contemporânea daquela que certa vez foi denominada a posição proletária, a experiência daqueles que não têm nada a perder. Para citar nosso protagonista: “Eu não tenho mais nada a perder. Nada mais pode me ferir. Minha vida não passa de uma comédia.” É aqui que a ideia de que Trump seria uma espécie de Coringa no poder ao encontra seu limite evidente. Trump definitivamente não atravessou esse grau zero. Ele pode até ser um palhaço obsceno à sua maneira, mas certamente não é uma figura como o Coringa – chega a ser um insulto ao Coringa compará-lo a Trump.

O modo de agir de Trump é certamente obsceno, mas ele meramente traz à tona a obscenidade que constitui o obverso da própria lei. Não há absolutamente nada de suicida dele se gabar sobre como não respeita as regras do jogo: isso simplesmente reforça a narrativa dele como o presidente valentão que, em sua missão de alavancar os EUA no exterior, é constantemente importunado por elites corruptas; faz parte da lógica de legitimação segundo a qual suas transgressões seriam necessárias porque somente um sujeito disposto a quebrar as regras é capaz de esmagar o poder do pântano de Washington. Ler essa estratégia bem-planejada e bastante racional em termos de uma pulsão de morte é mais um exemplo de como de fato são os próprios liberais de esquerda que se encontram numa missão suicida, ao alimentarem a narrativa de que eles estariam lançados numa encheção de saco burocrático-jurídica enquanto o presidente estaria fazendo um bom trabalho para o país.

No filme Batman: o cavaleiro das trevas (2008), de Christopher Nolan, o Coringa é a única figura da verdade. Ele deixa claro a finalidade de seus ataques terroristas a Gotham City: eles cessarão assim que o Batman tirar sua máscara e revelar sua verdadeira identidade. Mas então quem é esse Coringa que quer revelar a verdade por baixo da máscara, convencido de que essa revelação provocará a destruição da ordem social? Ele não é um homem sem máscara, pelo contrário: trata-se de um sujeito plenamente identificado com sua máscara, um homem que é sua máscara – não há nada atrás da fachada, não há um “sujeito ordinário” por baixo de sua máscara. É por isso que o Coringa não possui história pregressa e carece de motivação precisa: pra cada um ele conta uma história diferente sobre a origem de suas cicatrizes, debochando da ideia de que precisaria haver algum trauma profundamente arraigado que justificaria suas motivações. Pode parecer que o novo filme do Coringa visa precisamente fornecer uma espécie de gênese social do personagem, retratando os eventos traumáticos que o tornaram a figura que ele é. O problema é que milhares de jovens garotos que cresceram em famílias arruinadas e foram vítimas de bullying sofreram o mesmo destino, mas apenas um deles “sintetizou” essas circunstâncias na forma da figura singular do Coringa. Em um dos primeiros romances sobre Hannibal Lecter, a alegação de que a monstruosidade de Hannibal seria o resultado de circunstâncias infelizes é prontamente rejeitada: “Nada aconteceu com ele. Ele aconteceu.”

O Coringa torna-se o Coringa no exato momento do filme em que ele diz: “Você sabe o que realmente me faz rir? Eu costumava pensar que minha vida era uma tragédia. Mas agora me dei conta de ela é uma porra de uma comédia.” Por conta desse ato, o Coringa pode não ser moral, mas ele é definitivamente ético. É importante notar o exato momento em que Arthur diz isso: quando, debruçado sobre o lado do leito de sua mãe no hospital, ele pega seu travesseiro e o usa para sufoca-la até a morte. O que, então, essa sua mãe representa? “Ela sempre me diz para sorrir e apresentar um rosto feliz. Ela fala que eu fui colocado aqui para espalhar alegria e risadas.” Ora, não é essa a representação mais pura do que é o superego materno? Não é à toa que ela o chama de Feliz, e não de Arthur.

Ao transformar-se no Coringa, Arthur se livra das garras de sua mãe (matando-a) ao mesmo tempo em que se identifica plenamente com o seu comando de rir. Sua propensão a irrupções compulsivas e incontroláveis de riso é paradoxal: ela é muito literalmente uma manifestação de extimidade (para usar o neologismo de Lacan que funde as palavras intimidade e exterioridade). Arthur insiste que ela forma o núcleo mesmo de sua subjetividade: “Lembra que você costumava me dizer que minha risada era uma condição, de que havia algo de errado comigo? Não é. Esse é o meu verdadeiro eu.” Mas, precisamente como tal, ela é externa a ele e à sua personalidade, passando a ser experimentada como um objeto parcial autonomizado que ele não consegue controlar e com o qual ele acaba se identificando plenamente. O paradoxo aqui é que na configuração edípica tradicional é o nome-do-pai que permite que um indivíduo escape das garras do desejo materno; com o Coringa, a função paterna está completamente fora do horizonte, de forma que o sujeito só pode superar a mãe através de uma sobre-identificação com seu comando superegóico.

No final do filme, vemos o Coringa como um novo líder tribal, mas desprovido de qualquer programa político, uma pura explosão de negatividade. Em seu diálogo com o apresentador de televisão Murray Franklin, Arthur insiste duas vezes que sua performance não é política. Referindo-se a sua maquiagem de palhaço, Murray o pergunta no camarim: “Qual é a desse rosto? Quer dizer, você é parte dos protestos?” A resposta de Arthur: “Não, eu não acredito em nada daquilo. Eu não acredito em nada. Só pensei que seria bom para o minha performance.” E, de novo, na frente das câmeras: “Eu não sou político. Só estou tentando fazer com que as pessoas riam.” Não há esquerda militante no universo do filme, trata-se apenas de um mundo achatado de violência globalizada e corrupção. Os eventos de caridade são retratados pelo que são: se a Madre Teresa estivesse lá ela certamente participaria no evento beneficente organizado por Thomas Wayne, um passatempo humanitário dos ricos privilegiados. Contudo, é difícil imaginar uma crítica mais estúpida de Coringa do que a queixa de que ele não retrata uma alternativa positiva à revolta do Coringa. Só imagine um filme feito nessa linha: uma história edificante sobre como os pobres, desempregados, desprovidos de qualquer rede de apoio de saúde pública, vítimas de gangues de rua e brutalidade policial etc., organizam greves e protestos não-violentos a fim de mobilizar a opinião pública – uma nova versão, não-racial, de Martin Luther King Jr… Seria um filme extremamente enfadonho, desprovido dos excessos alucinados do Coringa que tornam o filme tão atraente para o público.

Aqui chegamos ao xis da questão. Como parece evidente a um esquerdista que tais greves e protestos não-violentos constituem a única maneira de proceder (isto é, exercer uma pressão eficiente sobre aqueles que estão no poder), será que estamos diante de uma simples lacuna entre lógica política e eficiência narrativa? Isto é, numa formulação mais grosseira: será que apesar de politicamente constituirem um impasse, narrativamente as irrupções brutais como as do Coringa dão uma história interessante? Ou será que não haveria também uma necessidade política imanente na postura autodestrutiva encarnada pelo Coringa? Minha hipótese é de que é preciso atravessar o grau zero autodestrutivo representado pelo Coringa – não literalmente, mas é preciso que ela seja experimentada ao menos como uma ameaça, uma possibilidade. Só assim é possível romper com as coordenadas do sistema existente e vislumbrar algo realmente novo.

Em sua interpretação da derrocada do Comunismo no Leste Europeu, Habermas se provou ser o fukuyamaista de esquerda por excelência, silenciosamente aceitando que o horizonte liberal-democrático existente seria o melhor possível, e que, embora devamos buscar torná-lo mais justo etc., não devemos desafiar suas premissas básicas. É por isso que ele acatou justamente aquilo que muitos esquerdistas viam como a grande falha dos protestos anticomunistas no Leste Europeu: o fato de que eles não eram motivados por quaisquer novas visões de futuro pós-comunista. Para Habermas, as revoluções no centro e leste europeus não passavam daquilo que ele denominava revoluções “retificadoras” ou “recuperadoras”: o objetivo delas era fazer com que as sociedades do centro e leste europeus atingissem aquilo que as do oeste europeu já possuíam, isto é, reintegrar a normalidade da Europa Ocidental. No entanto, a onda de protestos em curso em diferentes partes do mundo tende a questionar esse próprio quadro – e é por isso que figuras tipo “coringa” as acompanham. Quando um movimento questiona os elementos fundamentais da ordem existente, seus fundamentos normativos básicos, é quase impossível que se tenha apenas protestos pacíficos desprovidos de excessos violentos.

A elegância de Coringa reside em como a passagem crucial do impulso autodestrutivo a um “novo desejo” por um projeto político emancipatório se encontra ausente da trama. Assim, nós, os espectadores, somos convocados a preencher essa lacuna.

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Leia também, na coluna de Slavoj Žižek no Blog da Boitempo, “De Hong Kong ao Chile?“, sobre as manifestações que vem tomando as ruas em diversas cidades da América do Sul, e “A Amazônia está em chamas“, sobre a urgência e as armadilhas ideológicas da questão ecológica hoje. Em entrevista exclusiva ao Blog da Boitempo, feita logo após a eleição de Bolsonaro, o filósofo esloveno reflete que uma novidade potencialmente interessante do Brasil é que aqui o populismo de direita que está no poder não abriu mão da imposição da austeridade. Leia aqui.

(*) Filósofo e psicanalista

A ordem que Bolsonaro deu a Queiroz

Por Lauro Jardim

Em janeiro, um mês depois de o caso Fabrício Queiroz/Flavio Bolsonaro espoucar, Jair Bolsonaro mandou um emissário de confiança dar a seguinte instrução ao ex-faz tudo da família: que Queiroz jogasse o aparelho de celular fora e comprasse uma nova linha. E assim foi feito.

(Atualização, às 11h08. Paulo Klein, advogado de Fabrício Queiroz enviou a seguinte nota: “A defesa de Fabrício Queiroz nega que ele tenha recebido qualquer pedido do Presidente ou de qualquer outra pessoa para descartar seu telefone. Fabrício Queiroz reafirma que após o início da investigação jamais teve contato com qualquer dos integrantes da família ou pessoas a eles relacionadas, ressaltando mais uma vez que jamais cometeu qualquer crime, conduta imoral ou ilícita.”)