Cuiabá x PSC terá VAR e transmissão da TV Brasil/Cultura

Emissora pública exibe para todo o país jogo de ida pela decisão do título na Arena Pantanal. A TV Brasil mostra as emoções da primeira partida entre Cuiabá (MT) e Paysandu (PA) pela decisão da Copa Verde nesta quinta-feira, dia 14 de novembro, às 21h, direto da Arena Pantanal, em Cuiabá, no Mato Grosso.

A transmissão do primeiro jogo da final para todo o país acontece por meio de uma parceria entre a TV Brasil e a TV Cultura do Pará. O árbitro André Luiz de Freitas Castro (GO) apita o duelo que, assim como o jogo de volta, terá o recurso do árbitro de vídeo, o VAR.

Nas semifinais, após perder para o Goiás por 1 a 0 fora de casa, o Cuiabá venceu o adversário por 2 a 1 e levou a decisão para os pênaltis em que garantiu a classificação para a final ao superar o Esmeraldino por 4 a 3.

Enquanto aguarda a disputa pelo título da Copa Verde, o Cuiabá briga por melhor posição na Série B do Campeonato Brasileiro.

Bicampeão da Copa Verde, o Paysandu busca a terceira taça da competição. A equipe paraense se classificou para a decisão após eliminar o Remo nas semifinais. Depois de empate em 0 a 0 no primeiro confronto, o Papão ganhou do rival por 3 a 1 na segunda partida.

O jogo de volta entre Paysandu (PA) x Cuiabá (MT) que define o título da Copa Verde será transmitido pela TV Brasil na próxima quarta-feira, dia 20 de novembro, às 21h, direto do Mangueirão, em Belém, no Pará.

Pesquisa de instituto americano desmente fraude em eleição boliviana

Estudo feito pelo Center for Economic and Policy Research (CEPR), com sede em Washington, refutou a acusação da Organização dos Estados Americanos (OEA) de que houve fraude nas eleições da Bolívia que reelegeram o presidente Evo Morales. 

No último domingo, 10, Evo Morales foi vítima de um golpe de estado com atuação das Forças Armadas, de grupos militares e paramilitares e de líderes políticos de extrema-direita. Evo chegou nesta terça-feira, 132, ao México, onde recebu asilo político. 

De acordo com o levatamento do CEPR, no momento em que a contagem foi interrompia, marcando 83,85% das urnas apuradas, Morales já possuía grande vantagem com relação a seu opositor, Carlos Mesa. Além disso, uma projeção com os votos que ainda precisavam ser apurados, e constatou que o resultado era idêntico à porcentagem que o presidente eleito conquistou quando as urnas retornaram a contagem.

“As conclusões  desta projeção estatística são consistentes com os resultados oficiais  da contagem eleitoral na Bolívia (que mostra a vitória de Morales com  uma margem de 10,5 pontos percentuais)”, relata a pesquisa, que também conclui que os resultados da contagem oficial seguiram uma tendência  similar aos da contagem rápida.

A noite de Diego Souza

Por Paulo Vinícius Coelho

Ainda não há confirmação de que o pagamento prometido até terça-feira caiu e o Botafogo da honra, do jogo com fibra contra o Flamengo, venceu o Avaí. Não parece nada, mas é muito vencer o lanterna e alcançar a 14ª posição. Porque com o CSA seis pontos abaixo do Cruzeiro  parece haver só uma vaga para o descenso, que Botafogo, Ceará, Fluminense e Cruzeiro tentam evitar.

Depois de um primeiro insosso vencido pelo Botafogo por 1 x 0, Diego Souza entrou no lugar de Alex Santana. A torcida queria a substituição de Léo Valencia, mas Alex Santana voltou há cinco dias de lesão.

Diego Souza jogou, armou, lançou Lucas Campos que sofreu pênalti, cobrou e fez seu gol 106 na história do Brasileirão.  Nos pontos corridos, empatou com Paulo Baier e está atrás apenas de Fred.

Na história do Brasileirão, recordista ainda é Roberto  Dinamite, com 190. Os feito a de Diego Souza não são pequenos.

O gol o coloca na galeria dos maiores goleadores. Também abre o caminho para o Botafogo sair da luta contra o rebaixamento.

Cadê as pesquisas sobre Bolsonaro?

Por Marcos Coimbra, na CartaCapital

Alguém se lembra de quantas pesquisas nacionais de opinião foram publicadas em outubro? E nos últimos três meses? E do início do ano para cá?

Com alguma boa vontade, chegamos a um número próximo a dez pesquisas tecnicamente defensáveis desde janeiro, léguas abaixo do padrão internacional e aquém daquilo que o tamanho e a complexidade do país justificariam.

Nos Estados Unidos, apenas em outubro, foram publicadas 85 pesquisas de âmbito nacional a respeito de Donald Trump. Se excluirmos os resultados de tracking polls, restam 41 pesquisas convencionais, como aquelas que fazemos no Brasil. Os principais veículos de comunicação encomendaram oito, em uma média de duas por semana. Sete universidades promoveram as suas, assim como fundações privadas e consultorias. Empresas tradicionais de pesquisa realizaram várias.

São tantas pesquisas que os analistas americanos quase só raciocinam com os chamados “agregadores de pesquisas”, sistemas que calculam, de maneira até sofisticada, o resultado de conjuntos de levantamentos. Hoje passam de meia dúzia, o que criou um mercado novo: desenvolver metodologias para agregar agregadores.

Longe da exuberância dos EUA, em outubro, no Reino Unido, foram seis pesquisas nacionais, considerando apenas as convencionais. Na França, oito. Na Espanha, 25 (há eleição por lá na semana que vem). Neste ano, saindo dos países europeus maiores, foram publicadas, por exemplo, 16 pesquisas na Lituânia e dez na Letônia. Na América Latina, a mídia mexicana divulgou, ao longo de 2019, os resultados de 48 pesquisas, de tracking ou não. Em todos os lugares, qualquer uma delas foi considerada suficientemente correta para ser integrada em um agregador respeitável.

O Brasil destoa do resto do mundo. Aqui, as pesquisas são infrequentes e limitadas, a maioria patrocinada por empresas e entidades empresariais, com evidente interesse na promoção de suas agendas. Fora dos períodos eleitorais, a mídia nacional e parte dos veículos regionais trabalham com um único instituto, tratado como se fosse uma espécie de oráculo, em um modelo inteiramente anacrônico. As pesquisas de opinião, algo intrínseco às democracias contemporâneas, são tão infrequentes no Brasil quanto em lugares onde as preferências da maioria não contam.

A razão é simples e decorre do caráter epidérmico da democracia brasileira: pesquisar a opinião dos cidadãos tem como premissa a ideia de que a opinião deles é importante e é preciso conhecê-la. Quando, ao contrário, o que elas pensam é irrelevante, por que perder tempo as consultando?

A elite brasileira costuma achar que é democrata, mas não gosta de povo e não respeita sua opinião. O que ela quer é apenas um sistema político que lhe permita olhar-se no espelho e não se ver como um ou uma gorila. Nada além de um verniz de civilização.

Não falamos, é claro, daqueles que não estão nem aí para se assumir demofóbicos. São tão comuns entre nós quanto a jabuticaba e infectam o aparelho estatal, em especial as Forças Armadas e o sistema de Justiça. Quem não é capaz de citar um general, juiz, promotor ou ministro do Supremo que se acha intérprete da vontade nacional e acredita haver recebido a missão de guiar a coletividade?

A ojeriza ao povo não se limita aos abertamente autoritários. No Brasil, a regra, entre as “pessoas de bem”, os “estudados” e “modernos”, na classe média e entre os ricos, é gostar do povo, desde que este fique em seu lugar, não tenha a veleidade de ser igual, não aspire ao poder e não meta o bedelho onde não foi chamado.

A sociopatia brasileira típica é a mania de superioridade dos que têm em relação aos que nada ou muito pouco têm, fruto de uma cultura que trata as diferenças entre os indivíduos como decorrência de algum desígnio divino. Falta pouco para que nos vejamos como castas. Cada um no seu lugar.

(…) O silêncio das pesquisas é bom para aqueles que estão satisfeitos com Bolsonaro e o status quo. O que não se compreende é a falta de iniciativa de quem não o aprova. Não é somente por meio de manifestações de rua que se mostra a opinião da maioria, até porque é irrealista esperar que os cidadãos se mantenham em estado de mobilização permanente. Dispomos de menos pesquisas do que o desejável, que exponham com clareza a distância que existe entre o verdadeiro Brasil e a contrafação bolsonarista.

Quem tem, tem medo

Um dos principais alvos da CPI das Fake News, Carlos Bolsonaro, o 02, articulador da presença do pai e do governo nas redes sociais, apagou na manhã desta terça-feira (12) todas as suas contas nas redes sociais. Não houve explicação oficial até agora. O perfil @CarlosBolsonaro não existe mais no Twitter, nem no Instagram e no Facebook. 

Licenciado de seu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carluxo, como Carlos é conhecido, vinha se dedicando à atividade de digital influencer nas redes sociais, criando diversos problemas para o pai, Jair Bolsonaro. Ainda não se sabe se o filho do presidente da República excluiu as contas ou se elas foram suspensas por algum motivo.

Carlos Bolsonaro é um usuário intenso de redes sociais. No ano passado, durante as eleições presidenciais, ele comandou as contas do seu pai, que conseguiu uma votação expressiva no primeiro turno sem tempo de televisão.

Após as eleições, Carlos continuou com acesso às redes do pai, provocando controversas em alguns momentos. Entre elas a publicação de uma mensagem a favor da prisão em segunda instância, na época em que o Supremo Tribunal Federal (STF) estava julgando o tema.

Além das redes do pai, o vereador carioca também tem contas nessas plataformas e as utiliza com frequência. No Twitter, o 02 já discutiu com parlamentares do PSL, atacou o vice-presidente, general Hamilton Mourão, ajudou a derrubar um ministro e criticou a velocidade das mudanças em um regime democrático.

O passado é uma parada

Time do Paissandu, campeão paraense de basquete no começo dos anos 80. Em pé: Heleno Fonseca, técnico; Vicente Charrete, massagista; Paulo Rolla, diretor (camisa listrada). Atletas, em pé: Nelson Berg, George Farah, Ewaldo Silveira-Popó, Beto Gaúcho, Nelson Maués, Marçal, Jorge Ohana (Bilú) e Rui Sales. Agachados: Ricardo Barbosa, Sérgio Solano, Paulo Magalhães (falecido), Paulo Seráfico e Jorge Seráfico.

Confiança é arma para final

POR GERSON NOGUEIRA

Depois do último treinamento do PSC, no sábado, o zagueiro e capitão Micael deu um depoimento interessante sobre as dificuldades esperadas para o confronto com o Cuiabá na decisão da Copa Verde 2019. Sobre a falta de ritmo competitivo, observou que a situação pode se tornar uma vantagem, visto que o time paraense chega à final mais descansado que o adversário, entregue a uma incrível maratona de oito jogos em 24 dias – média de uma partida a cada três dias.

Outro ponto importante é que o Papão treina há mais de um mês exclusivamente para fazer dois jogos. Essa concentração a um objetivo específico pode resultar em rendimento mais produtivo, na comparação direta com a caminhada do Cuiabá, que se divide entre a Copa Verde e a briga pelo acesso na Série B.

É natural que os bicolores se mostrem atentos à excelente fase vivida pelo Cuiabá na Segundona, mas não é sensato exagerar na dose de preocupação. A diferença técnica entre as Séries B e C não é lá muito expressiva. Aliás, o equilíbrio que prevalece hoje nas três divisões principais ficou patente na vitória do próprio Cuiabá sobre o Goiás, que faz campanha bastante elogiada na Primeira Divisão.

Sem a sequência de jogos que lhe permitiria atuar com mais força no primeiro jogo da final, na próxima quinta-feira (14), o PSC pode, a levar em conta as palavras de Micael, fazer um jogo estratégico em Cuiabá explorando as subidas do adversário.

Para levar a melhor no primeiro embate, o PSC terá que executar um esquema reativo, com a participação de alas e atacantes de lado. Saber aproveitar os corredores laterais é fundamental a qualquer time que sofre pressão. Ao mesmo tempo, é preciso ter cuidados com peças individuais do Cuiabá, como Felipe Marques, que tem feito gols em quase todas as partidas.

A defesa tem sido principal setor do PSC na era Hélio dos Anjos, garantindo a invencibilidade de 23 jogos – 16 empates e sete vitórias. Micael, ao lado de Perema ou Vítor Oliveira, é peça de destaque na formatação da zaga.

Suspenso pelo STJD – juntamente com o presidente Ricardo Gluck Paul e o técnico Hélio dos Anjos –, ainda em função do jogo com o Náutico nos Aflitos, o capitão deve atuar em Cuiabá por força de medida cautelar.

Fusão com Copa do Nordeste pode salvar a Copa Verde

Instituída em 2014, a Copa Verde até hoje não se consolidou economicamente e é vista pelos clubes muito mais como opção de preencher calendário. A cada temporada surgem especulações sobre sua extinção. Talvez por isso, não tenha conquistado visibilidade e importância.

O desprestígio é tão óbvio que a CBF nem se dá ao trabalho de incluir a competição na sua grade de torneios para o próximo ano. Depois, quando instada a respeito, faz chegar aos clubes interessados a informação de que o torneio está previsto – “mesmo fora de pauta” – para 2020.

No fundo, não há garantia real de que o torneio será mantido nos próximos anos. Há o risco permanente de cancelamento, pois falta patrocínio, sustentação financeira e os jogos são em grande parte deficitários.

Pela força das torcidas, a dupla Re-Pa tem bancado a sobrevivência da competição – que nesta temporada ganhou a presença de times goianos. A rivalidade turbina o interesse do torcedor, embora, na prática, a maioria dos jogos seja pouco atraente, com participantes de baixa qualidade.  

A ideia de fortalecimento do futebol regional passa hoje por uma mobilização da dupla Re-Pa no sentido de fundir a Copa Verde com a Copa do Nordeste, torneio regional formatado por uma liga de clubes, o que lhe garante independência em relação à CBF e liberdade para buscar parceiros.

Os entendimentos estão adiantados, com vivo interesse dos clubes nordestinos, atentos à força popular de Remo e PSC. É justamente esse patrimônio que pode permitir que a esvaziada Copa Verde conquiste vida nova se for absorvida pela similar do Nordeste. As reuniões avançam, embora os dirigentes locais evitem antecipar detalhes.

Racismo se alastra no futebol, turbinado pela cultura do ódio

A batalha entre torcedores depois do clássico Cruzeiro e Atlético-MG, no Mineirão, assustou pela violência exibida nas imagens que correram o mundo. Os clubes devem ser punidos pelo STJD, com multas que podem chegar a R$ 100 mil. Há a possibilidade de perda do mando de campo de uma a dez partidas, embora tal sanção seja pouco provável. 

“Olha a sua cor. Sua mãe está na zona”. Mais do que a pancadaria nas arquibancadas, o episódio do Mineirão chocou pela atitude racista de um torcedor atleticano ao se dirigir a Fábio Coutinho, um dos fiscais de segurança do estádio. Além do insulto, o torcedor ainda cuspiu em Fábio. Os vídeos postados nas redes sociais permitem identificar o agressor.  

A lei manda que o clube seja enquadrado no artigo 243-G do CBJD. O texto é claro: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. 

O Galo pode ser multado em até R$ 100 mil e corre o risco até de perder pontos. Segundo a legislação, os torcedores identificados pela prática discriminatória “ficam proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias”.

O problema é que atitudes racistas, abordadas na coluna de ontem, avançam pelo mundo. O futebol europeu tem sido pródigo em incidentes de insultos a jogadores negros, incluindo brasileiros, como Taison e Dentinho, na Ucrânia. A ausência de punição rigorosa estimula a repetição em série desse tipo de comportamento abusivo e inaceitável.

Sinal da passividade como a grave questão é tratada pelos clubes brasileiros, a direção do Atlético-MG se limitou a divulgar uma curta nota nas redes sociais: “As diversas imagens que circulam em redes sociais são lamentáveis e devem ser objeto de rigorosa apuração”.

Até quando?

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 12)

Dicas para lidar com fake news

Os bolsonaristas planejam espalhar mentiras em todo o Brasil contra o Lula, as famosas fake news que elegeram o Bozo. A principal finalidade é a provocação, gerar o descrédito da campanha Lula Livre e perturbar a ordem.
Vocês que são brasileiros do bem, não filmem os eventos, não repassem o que receberem, não encaminhem para ninguém. Apaguem a propaganda dos bolsomonions, force-os a fazerem propaganda para si mesmos.

Deixem que fiquem na bolha.
Quebrem a rede de difusão do mal.
NÃO DISCUTAM. NÃO CRIEM ECO. IGNORE-OS NA REDE. NÃO FAÇA COMENTÁRIOS.
As redes sociais só funcionarão como uma mídia de divulgação para eles se assim o permitirmos.
Trate-os como se não existissem. Eles só ganham força se tiverem contrapontos, discussões, divulgação e encaminhamento de mensagens. Não caia na armadilha de disseminar o ódio e quebre a corrente.
Os bolsominions nunca tiveram compromisso nenhum com a verdade.
NÃO DÊ ECO!
Eles cairão por si só!
Ignore-os!
Repassem essa mensagem em todas as suas redes sociais.