Constituição respeitada

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após um julgamento marcado por protestos e ameaças, reforça a democracia e garante segurança jurídica do país ao proibir a antecipação da pena para os casos julgados em segunda instância. “Com esse resultado, a Constituição foi respeitada. O STF entendeu que o artigo 383 do Código de Processo Penal é harmonioso com a Carta Magna e, com isso, respeita o princípio da inocência e do devido processo legal”, avalia a jurista e advogada especializada em Direito Penal e Criminologia, Jacqueline Valles.

Jacqueline afirma que, mais que garantir os princípios democráticos, a decisão garantiu a dignidade da pessoa humana. “Venceu a norma mais suprema, que é a dignidade da pessoa humana, com todos os seus direitos respeitados”, salienta.

A jurista comenta que, desde 1988, a Constituição garantiu o direito das pessoas se defenderem de forma ampla e colocou a prisão como exceção, feita apenas após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso. “Não significa que, com esta decisão, todas as pessoas serão colocadas em liberdade. Cada caso será analisado em sua individualidade. Aquele reú que cometa algum ato desfavorável à instrução criminal e ao bom andamento do processo pode permanecer preso, sim, e recorrer em prisão”, explica Jacqueline.

A especialista em Criminologia lembra, também, que há vários casos previstos em lei em que o acusado por um crime pode ser preso antes do trânsito em julgado. “O réu não é obrigado a recorrer da decisão em primeira instância. Se o condenado em primeira instância não recorrer em 5 dias, já transitou em julgado e ele pode ser preso. Além disso, há mecanismos na lei para manter presas as pessoas se houver necessidade, como a prisão preventiva durante o andamento dos recursos em casos, por exemplo, em que o réu oferece riscos à sociedade, apresenta risco de fuga ou age para atrapalhar o processo”, reforça.

Com um jogador a menos, Fogão luta bravamente e perde no final

Foi suado, com emoção até o último minuto, mas o Flamengo arrancou uma vitória digna de líder do Campeonato Brasileiro. Com gol de Lincoln aos 43 minutos do segundo tempo, o time venceu o clássico contra o Botafogo por 1 a 0 nesta quinta-feira (7), no Nilton Santos, no Rio. Os donos da casa tiveram um jogador expulso aos 9 minutos da etapa final e pagaram um preço alto por segurar demais a bola.

Com o resultado, o Fla viu a liderança voltar para oito pontos, já que o vice-líder Palmeiras havia vencido o Vasco na última quarta: 74 a 66. O Bota, com 33 pontos, na 17ª posição, passou a figurar na zona de rebaixamento.

A face do fascismo covarde

Por Cléber Lourenço

Por muito tempo, desde que comecei minha empreitada pelo mundo do jornalismo, acreditei que poderia deixar de lado o ignóbil jornalista que hoje agrediu Glenn Greenwald. Infelizmente hoje ficou impossível não ter que abordar este que considero uma das mais asquerosas faces do “jornalismo” brasileiro.

Totalmente antipatriótico durante os governos petistas, Augusto Nunes fez plantão em sua militância desvairada do “quanto pior melhor”, um sadismo eloquente e presente apenas naqueles que não possuem um pingo de amor à pátria e seus compatriotas (não muito diferente do que vemos hoje com Jair Bolsonaro e sua família).

Desde que o portal The Intercept começou a desmoronar a falange golpista conhecida como lava jato, Nunes foi um ávido defensor da operação escorada em ilegalidades. Não por menos, atacou diversas vezes de forma vil Glenn, envolvendo sua família e seus filhos em briga política. Apenas com isso, já dava para rotular Nunes como um flagrante covarde, uma referência em covardia jornalística nos tempos atuais.

Peço licença para você, caro leitor, pois preciso ir mais além. Augusto Nunes é um velho covarde, canalha e sem caráter que diante de sua própria incapacidade de argumentação coesa apelou para a selvageria ao agredir o jornalista, vítima de suas canalhices.

Augusto Nunes é covarde. E provou isso ao vivo hoje.

Ninguém pode ter respeito por essa gente. Nem educação. Nem tratar como se fossem seres humanos respeitáveis. São canalhas, mentirosos, manipuladores e COVARDES.

É exatamente esse tipo de comportamento doentio e pueril que está a afundar o Brasil e os brasileiros – que agora são mais de 13 milhões de miseráveis! Não podemos permitir que essa gente tome o rumo e o controle da narrativa da sociedade.

Por outro lado, não se pode deixar de apontar para quem montou o palanque vergonhoso de hoje. Todo mundo sabia que isso ia acontecer. Augusto Nunes é um dissimulado. A Jovem Pan não tinha nada que ter colocado um ao lado do outro depois do Glenn ter ouvido tudo que já ouviu desse cara.

Não devemos nos esquecer que o programa em questão (Pânico) é um referencial em produção de conteúdo de baixíssima qualidade, um dos patrocinadores da bancarrota intelectual que este país vive. Não tenho dúvidas que Emílio (Surita) e sua trupe armaram todo o circo com extrema má fé para estimular a selvageria e a desinteligência, coisa que são mestres em fazer.

Esse é o Brasil que gente da mesma estirpe que Augusto Nunes plantou, e agora são as pessoas decentes e  honestas que precisam colher os amargos frutos da barbárie. Nunes em toda a sua carreira miserável precisou apelar para a violência física para que finalmente tivesse alguma relevância sólida no cenário nacional e é assim que será e deverá ser lembrado!

Como um sujeito irascível, COVARDE e ignóbil que de nada contribuiu positivamente ao país se não apenas de forma negativa com seus deméritos.

Não irei me surpreender se a Jovem Pan não fazer nada em relação ao episódio, não ficarei surpreso, pois ela também é outra patrocinadora da decadência e vergonha que não só este país como também o jornalismo brasileiro vive.

Espero que o Brasil tenha algum dia, dias melhores, com pessoas melhores e que aprenda que contra os intolerantes, toda intolerância é válida.

Augusto Nunes, você é um covarde.

Remo discute nomes antes de escolher novo técnico

Uma reunião realizada nesta quarta-feira (6) entre diretores do Remo e o executivo Carlos Kila serviu para discutir nomes de técnicos a serem analisados pelo clube, a fim de encontrar um novo comandante até o final deste mês. Alguns já foram sondados e outros são apenas cogitados.

O perfil desenhado para o novo comandante foi destacado pelo vice-presidente, Dirson Neto. “Treinador que proponha jogo, que seja enérgico, que tenha jogada ensaiada e que jogue de forma intensa os 90 minutos”, disse.

Um dos nomes mais especulados é o de Rogério Zimmermann (foto), que deixou o comando do Brasil de Pelotas (RS) em julho deste ano. Ele já trabalhou com Carlos Kila, novo executivo de futebol do Leão. Clemer, ex-goleiro do próprio Remo, é outro nome lembrado.

Solidariedade e respeito

O blog campeão presta toda solidariedade e apoio a @ggreenwald pela coragem, desassombro e trabalho sério. Glenn é um jornalista a ser aplaudido, que honra o ofício, ao contrário de seu covarde agressor, um verme que simboliza o sub-jornalismo de esgoto desde os tempos em que servia à fascista Veja.

Greenwald foi agredido covardemente hoje, ao participar do programa Pânico, na Jovem Pan, em S. Paulo. Augusto Nunes, que é um dos responsáveis pelo estilo jornalismo de esgoto da revista Veja e denunciado por plágio, partiu para a agressão ao ser chamado de covarde. Há semanas, Nunes proferiu calúnias contra Glenn e sua família.

Brasa brilha na noite da Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

No último amistoso de preparação do Papão para a decisão da Copa Verde, com a Curuzu cheia, em noite de portões abertos, brilhou o futebol rápido e ofensivo do Sport Belém. A lógica das coisas indicava que o cenário favorecia uma grande apresentação do time de Hélio dos Anjos, mas os oito mil torcedores presentes foram surpreendidos pela boa performance do modesto Brasa, que disputa a Segundinha de acesso ao Parazão 2020.

O Papão começou bem à vontade, tocando a bola sem muita pressa, como quem sabe que vai resolver as coisas a qualquer momento. Chegou duas vezes: Tiago Luís cobrando falta e de Bruno Collaço arrematando de fora da área para boa defesa do goleiro Ângelo. Perema saiu logo aos 2 minutos com dores na perna – foi substituído por Vítor Oliveira.

A mudança parece ter afetado a defesa e o Sport soube se aproveitar disso. Aos 13 minutos, em lance rápido iniciado pelo meia Bruninho a bola foi lançada na área e tocou no braço do zagueiro Micael. Pênalti. Pecel cobrou e abriu o placar.

Desafiado pelo visitante abusado, o PSC pressionou e chegou ao empate aos 18’. Depois de escanteio, Caíque Oliveira finalizou de calcanhar. Como a provar que não estava a passeio, o rubro-negro voltou a buscar o gol e chegou ao desempate logo aos 26’, com Railson batendo da entrada da área, num cochilo da dupla de zaga alviceleste.

Mesmo martelando com ataques sucessivos pela direita, com Elielton e Tony, o PSC esbarrou na organização defensiva do Brasa, que abafava os ataques e saía jogando em velocidade. Nicolas parecia muito preso à marcação e Vinícius Leite não avançava como de costume.

No meio-campo, Tiago Luís era o responsável pela criação, ajudado por Yure e Caíque. Além do gol, Caíque mostrava mais desenvoltura e saía constantemente para ajudar nas ações ofensivas.  

Como o jogo estava muito disputado e o Belém não arrefecia, Hélio dos Anjos manteve a formação inicial para o segundo período. Trocou apenas Tiago Luís por Leandro Lima, acrescentando mais participação do meio-campo no esforço para empatar o jogo.

A mudança deu certo. Em disputa de bola na entrada da área, Elielton foi tocado por um zagueiro e o árbitro Inácio José marcou a segunda penalidade máxima. Confiante, Caíque se apresentou para cobrar, retardou o chute e mandou no centro do gol, igualando tudo novamente.

Ocorre que o Sport não estava mesmo a fim de ser apenas coadjuvante. Na saída de bola, em contra-ataque fulminante, Edcleber saiu de seu campo com a bola dominada e mandou um chute certeiro da entrada da área, estabelecendo 3 a 2, aos 11’.

Com a torcida já impaciente, o PSC partiu com tudo em novo esforço de recuperação. Depois de muita tentativa e erro, uma jogada bem construída pelo lado esquerdo fez a bola chegar até o centro da área, onde Nicolas só fez desviar para as redes.

Nicolas ainda teve bola preciosa aos 35’, mas o goleiro Ângelo apareceu bem e espalmou para o lado. Do lado do Brasa, a chance sorriu para Baião, substituto de Pecel, que chutou forte rente ao travessão.

O placar não se alterou mais, porém Hélio dos Anjos ainda teve tempo para algumas observações. Collaço saiu para a entrada de Diego Matos e Tony foi substituído por Bruno. Caíque foi expulso por jogo violento e Yure foi substituído por Willyam.

No ataque, Elielton cedeu lugar para Marco Antonio e Nicolas foi substituído por Flávio. Jogadores vindos da base e que o técnico parece disposto a ter como opção para a final da CV.

O resultado não foi o esperado pelo torcedor, mas o jogo certamente serviu para que Hélio observasse pontos falhos na esstrutura do time. Chamou atenção a fragilidade na marcação à frente da defesa e problemas de recomposição pelo lado direito da defesa. São problemas que podem atrapalhar bastante diante de um adversário mais cascudo e afiado.

Velocidade do adversário expôs problemas do Papão

Como teste, o amistoso foi bem mais produtivo que o de domingo, quando o PSC derrotou a Tuna por 2 a 0. Na entrevista pós-jogo, Hélio dos Anjos foi simpático em relação ao Sport, dizendo que chegou a comentar no banco de reservas que o time de Zé Carlos Pereira jogava direitinho.

O Sport fez mais que isso. Expôs fragilidades óbvias na marcação, claramente prejudicada sem Uchoa e Wellington Reis, ainda lesionados. Yure vem jogando como aposta do treinador, mas não tem ainda a força de combate que os titulares apresentam.

Sobre ele e Caíque, os meias rubro-negros Bruninho e Edcleber trabalharam a bola sem maiores dificuldades, explorando toques em velocidade e aprofundamento de jogadas com Pecel.

É claro que a concentração exigida em jogos decisivos não é a mesma de um amistoso, mas chamou atenção o nervosismo visível de alguns jogadores – Vinícius Leite, principalmente – quando o jogo parecia se encaminhar para uma derrota.

Apesar do papel discreto de Vinícius, Bruno Collaço garantiu que as ações ofensivas pela esquerda funcionassem melhor do que as investidas pelo centro e pela direita. Situações que exigirão de Hélio a intensificação de treinamentos táticos nos sete dias que faltam para o primeiro jogo, em Cuiabá. Ainda há tempo para corrigir rumos.

Clássico pune o torcedor com 55% de bola parada

É um problema antigo, recorrente até, no futebol brasileiro dos últimos anos. Vasco x Palmeiras, grande clássico nacional, disputado ontem à noite, em São Januário, teve impressionantes 45% de bola rolando e absurdos 55% de paralisação, catimba, antijogo. Em resumo, muito falatório e reclamação de jogadores, com quase nada de futebol.

Para piorar as coisas, um árbitro fraco foi inteiramente dominado pela pressão dos dois lados e chegou ao cúmulo de quase não apontar para o centro do campo no segundo (e polêmico) gol do Palmeiras, marcado por Luís Adriano.

O VAR marcou presença em algumas situações desnecessárias e deixou rolar o lance capital, que determinou a vitória palmeirense. Imagem de TV mostra que Luís Adriano atinge o pé do zagueiro do Vasco muito antes de alcançar a bola no começo da jogada.   

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 07)