Contra o PSC, Náutico deve bater recorde de público nos Aflitos

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O Náutico está próximo de bater seu recorde de público nos Aflitos na temporada 2019. Nesta terça (3), o clube divulgou a parcial de ingressos vendidos para o jogo deste domingo (8), contra o Paysandu, pelo duelo da volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro 2019. Já foram comercializados 9.900 bilhetes dos 17 mil que foram colocados à venda ao todo.

O maior público do Náutico nos Aflitos neste ano foi na partida de ida da final do Campeonato Pernambucano, contra o Sport. O estádio recebeu 14.211 no jogo que terminou com a vitória dos rubro-negros por 1×0.

O jogo de ida entre Náutico e Paysandu, no Mangueirão, terminou empatado em 0x0. Um novo resultado de igualdade levará a decisão para as penalidades. Quem vencer garante vaga na Série B do ano que vem. (Da Folha PE)

Fenaj realiza 38º Congresso pregando a luta em defesa do jornalismo e da democracia

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Vozes diversas e ao mesmo tempo uníssonas se reuniram para afirmar a importância do Jornalismo e o papel dos jornalistas em tempos de obscurantismo, desinformação e retrocessos, durante a abertura do 38° Congresso Nacional dos Jornalistas, ocorrida na quinta-feira, 22 de agosto, no Teatro São José, localizado em Fortaleza -CE. A escolha do equipamento simbolizou a resistência da cultura popular de uma região que também luta contra os desmontes ocasionados pela conjuntura atual.

Antes da solenidade, programada para iniciar com a composição da mesa de abertura, o grupo de tradições folclóricas Raízes Nordestinas, que possui 23 anos de existência, subiu ao palco do Teatro São José para dar as boas-vindas aos presentes naquele momento. A apresentação contou com interpretações da vida sertaneja, incluindo canções cearenses populares e muita dança. Vale lembrar que a data coincidiu exatamente com o Dia do Folclore (22/08). Na plateia, estavam operárias e operários da notícia de vários Estados, assim como personalidades locais. As presenças mais ilustres foram citadas uma a uma durante todo o evento.

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O discurso que deu início ao Congresso Nacional dos Jornalistas foi lido pelo jornalista Kennedy Saldanha. O texto lembrou e ressaltou conceitos e acontecimentos que seguem sendo debatidos pela categoria e sociedade no geral. O espectro neofascista que paira sobre o Brasil; o falso moralismo tão presente na disputa de narrativas; o perigoso anti-intelectualismo; o extermínio do povo negro; a morte de Marielle Franco; a prisão política de Lula; o desemprego generalizado; a desinformação disseminada; a crise do modelo de negócios do Jornalismo e suas consequências.

Logo após a leitura, a mesa de abertura foi composta pelos seguintes nomes: Maria José Braga, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); Rafael Mesquita, presidente do Sindicato dos Jornalistas no Ceará (Sindjorce); Chagas Vieira, assessor especial de comunicação do Governo do Estado do Ceará; Moacir Maia, coordenador de comunicação da Prefeitura de Fortaleza; Inácio Arruda, secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará; Gilvan Paiva, secretário da Cultura de Fortaleza; Antonio Oliveira, procurador do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE); Oswaldo Maneschy, representante da Associação Brasileira de Imprensa – ABI; e Luizianne Lins, deputada federal pelo Ceará.

BUSCANDO INSPIRAÇÃO

O jornalismo (e o jornalista) precisa buscar inspiração na comunicação popular e priorizar a produção de conteúdos diversos – notadamente os invisibilizados -, em vez de focar apenas em formatos. Longe de pretender ter uma saída pronta para a “crise do Jornalismo”, o jornalista Laércio Portela, editor da Marco Zero Conteúdo, instigou os presentes à Conferência de Abertura do 38º Congresso Nacional dos Jornalistas a reverem suas concepções e certezas sobre a atuação profissional. O evento, reunindo cerca de 200 participantes, aconteceu na noite de 22 de agosto, no histórico Teatro São José, em Fortaleza-CE.

“Talvez esteja na hora de começar a buscar inspiração fora do Jornalismo. Porque se é verdade que a gente está vivendo um mundo de autoritarismo, de violações de direitos humanos, com a política institucional tomada pelos conservadores e pela agenda da bancada BBB (boi-bala-Bíblia), existe um mundo em ebulição nas periferias das grandes capitais e das médias cidades brasileiras. Gente que está produzindo conteúdo de comunicação às vezes mais diverso e mais rico do que o que a gente faz”, afirmou Portela.

Para o jornalista pernambucano – que passou nove anos em redação tradicional, dez em assessoria de imprensa e há quatro anos vive a experiência de atuar em um coletivo de mídia independente -, existem outras formas de fazer Jornalismo, não apenas em redações tradicionais de empresas hegemônicas. “É preciso que a gente não olhe as redações de Jornalismo como os únicos locais de produção jornalística. Certamente, ali é onde menos se faz Jornalismo”, sentenciou. Citou o exemplo da Cooperativa de Jornalistas e Gráficos de Alagoas (Jorgraf) como possibilidade de organização da categoria.

Ex-jogadores criticam arrogância de Gabigol

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Os ex-jogadores Carlos Alberto e Ricardo Rocha fizeram críticas ao atacante Gabigol por conta de seu comportamento durante partidas recentes do Flamengo. Ambos, que hoje são comentaristas, disseram durante o programa “Jogo Sagrado”, do “FOX Sports”, que “quebrariam” o jogador, mas por lances distintos. Carlos Alberto comentou especificamente sobre o que considerou provocação do artilheiro a Felipe Melo, do Palmeiras, no último domingo, em partida pelo Campeonato Brasileiro. No lance em questão, Gabigol passou o pé seguidas vezes sobre a bola, com Felipe Melo parado na marcação em lance na linha de fundo. O Flamengo venceu por 3 a 0.

“Gabigol, o que você fez com o Felipe Melo não se faz. Me desculpa. Está criando um clima que daqui a pouco ele será cobrado. Quando se falta com respeito no futebol… isso eu tenho moral para falar. Eu tenho moral para falar. Se é comigo, eu quebrava ele”, afirmou Carlos Alberto, sendo interrompido pelo apresentador Benjamin Back, que afirmou que ele não quebraria o jogador do Flamengo.

Ricardo Rocha, por sua vez, lembrou um outro lance envolvendo Gabigol, no qual o atacante passa em frente ao banco do Botafogo fazendo gesto de “chororô” após marcar em um clássico de julho. “Eu estou falando do lance do Botafogo que ele passa no banco fazendo assim (chororô). É falta de respeito, o cara está lá de sangue quente… Se eu estou no jogo do Botafogo, eu quebro ele”, disse Apesar destas ressalvas, os comentaristas elogiaram o futebol de Gabigol. Carlos Alberto disse que o atacante precisa dar satisfações à torcida do Flamengo, e não a ele.

“Ele está de parabéns, jogando muito. Critiquei nos gols que perde, mas ele não tem que dar satisfação para mim. Se tiver que dar para mim, ele está morto. Tem que dar para a torcida, que são os mesmos que vão cobrar na fase ruim”, disse o comentarista. (Do UOL)

Jogando bem, Brasil vence Grécia e se classifica na Copa do Mundo de basquete

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Os brasileiros superaram os gregos por 79 a 78. Faltando cerca de 2 segundos para o final da partida, os gregos tinham um lance livre e poderiam empatar o placar, levando o jogo para a prorrogação, mas o erro garantiu a vitória para o Brasil. A seleção teve grande desempenho em quadra e saiu vitoriosa de um jogo tenso e emocionante. Foi a segunda vitória brasileira no torneio. O próximo jogo será na quinta-feira (5), às 5h (de Brasília), contra Montenegro.

A frase do dia

“Caros jornalistas brasileiros que participaram do Roda Viva, eu me formei em jornalismo, fui jornalista, vi o programa. Vocês envergonham a ideia mais livre e mais inteligente do que significa ser Jornalista”. 

Kleber Mendonça Filho, roteirista e diretor de cinema

Vuaden apita Náutico x PSC, domingo, nos Aflitos

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A CBF informou na manhã de hoje que o gaúcho Leandro Pedro Vuaden (Fifa) será o árbitro central do jogo Náutico x Paissandu, domingo, 18h, no estádio dos Aflitos, no Recife. A partida define uma vaga de acesso à Série B 2020. Vuaden apitou 23 partidas em 2019: 6 jogos na Série A, 6 jogos na Copa do Brasil, 1 jogo na Série B, 1 jogo no campeonato mineiro e 9 jogos no campeonato gaúcho. 

Vaza Jato: entrevistadores do Roda Viva discutem mais métodos do que conteúdo

O jornalista Maurício Stycer criticou o programa da TV Cultura com o fundador do The Intercept em seu blog no UOL. “A entrevista de Glenn Greenwald no ‘Roda Viva’ nesta segunda-feira (02) foi muito frustrante para quem tinha interesse em entender melhor o impacto e os desdobramentos do furo de reportagem do site The Intercept Brasil. O programa rumou em outra direção, mais técnica, sobre os bastidores da série que ficou conhecida como Vaza Jato”.

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Stycer desenvolve o raciocínio:

“Se a intenção era questionar aspectos técnicos e éticos do procedimento do site que revelou o caso, a TV Cultura poderia também ter convocado para a bancada profissionais mais especializados, dedicados a isto, como algum ombudsman, acadêmicos respeitados na área, observadores de mídia. Houve uma preocupação, clara, de não convidar jornalistas de veículos que estão atuando em parceria com o The Intercept. Tudo bem. Mas a opção por colegas de empresas que enxergam com ceticismo o conteúdo da Vaza Jato não produziu o efeito desejado. O ceticismo é saudável e necessário. Mas diante dos fatos já revelados até agora, ao longo de quase três meses, muitas das perguntas ultrapassaram o nível da curiosidade e soaram ingênuas e/ou desrespeitosas. Serviram mais para mostrar descontentamento de quem perguntava do que, de fato, interesse em esclarecer algum aspecto ainda não discutido do trabalho de Greenwald”.

O crítico de TV completa: “Não me lembro de o ‘Roda Viva’ ter promovido uma entrevista semelhante, no tom questionador desta segunda-feira, com outro autor de um grande furo para discutir como fez a sua reportagem. O corporativismo não permitiria”.

Para reconquistar a confiança

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POR GERSON NOGUEIRA

Com a missão de fazer a torcida esquecer o que aconteceu na Série C, o Remo enfrenta o Atlético-AC hoje, em Rio Branco, pela segunda fase da Copa Verde. A novidade é a estreia do técnico Eudes Pedro, contratado na semana passada para substituir Márcio Fernandes.

A torcida segue desconfiada com o time após a traumática desclassificação no Brasileiro. A insatisfação não se limitava ao trabalho de Márcio Fernandes. Há muita dúvida e questionamento quanto à produção dos jogadores.

Eudes chega e se inscreve no rol dos que precisarão mostrar serviço na Copa Verde. Competição que continua como um tabu para os azulinos, com direito a eliminações vexatórias em 2018 (Manaus) e 2017 (Santos-AP), irrompe agora como salvação para o fim da temporada.

Vencer o Atlético é uma obrigação natural. O time acreano terminou a Série C na lanterna e vem praticando um desmonte do elenco. A situação é tão crítica que o clube acaba de incorporar um ex-jogador para completar o grupo.

Diante disso, Eudes e o time têm que responder positivamente. A formatação ofensiva que o novo técnico esboçou nos treinos atende a essa necessidade, mas precisa ser confirmada na prática, com uma atuação que não deixe dúvidas sobre a superioridade técnica do Remo sobre o Atlético.

Após o Atlético, as dificuldades se ampliam. O desdobramento da Copa Verde aponta para o Remo uma semifinal com Bragantino ou PSC, com grandes possibilidades de novo confronto entre os tradicionais rivais.

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Série C sofre nas mãos de técnicos medrosos

Quem olha o placar geral da primeira rodada do mata-mata inicial da Série C fica intrigado com a anemia ofensiva que marcou os confrontos. Por ser o primeiro jogo, os técnicos talvez prefiram não se arriscar, adiando tudo para o embate final.

Isso é até compreensível do ponto de vista de quem jogou como visitante na rodada do fim de semana, mas parece temerário para quem foi mandante e terá agora que fazer o resultado em campo inimigo.

Foram três empates sem gols e um resultado pelo escore mínimo (Confiança 1×0 Ipiranga). Ontem à noite, Imperatriz e Juventude completaram a rodada sem balançar as redes.

Nem precisa muita reflexão para ver o quanto a Série C padece de pobreza técnica. Descobre-se, com base nesses quatro jogos, que a divisão sofre também de retranca crônica.

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Gangorra de técnicos afeta mais a velha guarda

A demissão de Felipão, anunciada ontem, confirma que os veteranos do ofício seguem perdendo espaço no Brasil. Há duas semanas, Mano Menezes foi dispensado pelo Cruzeiro. Meses antes, Abel Braga foi substituído no Flamengo por Jorge Jesus.

O jeito antigo de desenhar times e praticar o jogo começa a ser contestado com mais veemência, embora ainda tenha lá seu apelo para dirigentes igualmente ultrapassados.

O Palmeiras, um dos clubes mais ricos do continente, cansou das concepções conservadoras de Felipão. Com dinheiro para gastar, contratou uma legião de jogadores rodados, alguns nem chegaram a estrear (Ramires), outros foram liberados de maneira obscura (Ricardo Goulart).

Intriga apenas que o objeto de desejo do Palmeiras para o lugar de Felipão é Mano Menezes, espécie de cópia do campeão mundial de 2002. Pior, ainda, é ver que Mano saiu do Cruzeiro fustigado por ter obtido apenas uma vitória em 20 jogos.

Técnico tão teimoso como pouco dado a esquemas ofensivos, Mano deve ser anunciado hoje, sem que sua aquisição represente qualquer evolução em relação ao Palmeiras de Scolari.

Talvez a bonança financeira faça com que os dirigentes percam o medo de ser repetitivos e redundantes. Pior para o futebol.

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Direto do Twitter

“No Brasileirão, se os dirigentes não fossem tão frouxos e bundões, a grana da TV teria que ser rateada em valores iguais pelos 20 clubes que fazem o torneio. Quem tem mais torcida que faça a diferença com venda de camisas, ingressos, patrocínios etc”.

De Sérgio Soeiro, nobre desportista tricolor, alertando para a crescente ‘espanholização’ do futebol brasileiro

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 03)