França embolsa R$ 152 milhões pelo título; Brasil, em 6º, fica com R$ 67 milhões

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A vitória da França por 4 a 2 sobre a Croácia na final da Copa do Mundo da Rússia garantiu o bicampeonato Mundial e o valor de US$ 38 milhões (R$ 146,3 milhões) à Federação Francesa de Futebol. A este valor, soma-se US$ 1,5 milhão (R$ 5,8 milhões), valor que cada seleção recebeu da Fifa apenas por participar da Copa da Rússia. Ou seja, a seleção francesa vai receber a quantia de US$ 39,5 milhões (R$ 152,1 milhões).

Vice-campeã, a Croácia receberá US$ 29,5 milhões (R$ 113,5 milhões), sendo US$ 28 milhões (R$ 107,8 milhões) pelo segundo lugar e US$ 1,5 milhão (R$ 5,8 milhões) pela participação. Os valores levam em consideração a cotação do dólar de sexta-feira (13/7), último dia útil.

Saiba quanto vai receber cada uma das 32 seleções:

França: US$ 39,5 milhões (R$ 152,1 milhões)

Croácia: US$ 29,5 milhões (R$ 113,5 milhões)

Bélgica: US$ 25,5 milhões (R$ 98,2 milhões)

Inglaterra: US$ 23,5 milhões (R$ 90,5 milhões)

Brasil, Rússia, Suécia e Uruguai, seleções eliminadas nas quartas de final: US$ 17,5 milhões (R$ 67,4 milhões)

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Argentina, Colômbia, Espanha, Dinamarca, Japão, México, Portugal e Suíça, seleções eliminadas nas oitavas de final: US$ 13,5 milhões (R$ 52 milhões)

Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Coreia do Sul, Coreia do Sul, Costa Rica, Egito, Irã, Islândia, Marrocos, Nigéria, Panamá, Peru, Polônia, Senegal, Sérvia e Tunísia, seleções eliminadas na fase de grupos: US$ 9,5 milhões (R$ 36,6 milhões). (Do UOL)

Casagrande, o campeão moral da Copa

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Por Breiller Pires, no El País

Mais uma vez, Walter Casagrande não se envergonhou de compartilhar a luta diária contra a dependência química. O comentarista da Globo fez um breve e emocionante relato no fim da transmissão que exaltou o bicampeonato da França. “Essa foi a Copa do Mundo mais importante da minha vida. Eu tinha a proposta de ir sóbrio, permanecer sóbrio e voltar pra casa sóbrio. E eu consegui.” A fala levou às lágrimas o companheiro de jornada e transmissões. Afinal, ninguém melhor que Galvão Bueno para reconhecer a valentia do enorme ser humano que existe por trás dos atributos de comentarista e ex-jogador.

Entrevistei Casagrande há sete anos, para a Placar. Algum tempo antes, ele havia se chateado com a revista, que publicou uma matéria revelando a batalha que travava com as drogas. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse falar com tanta lucidez e desprendimento sobre um drama que lhe rendeu várias feridas. Saí de seu apartamento dividido entre o choque e a admiração, ainda absorvido pelo teor de suas palavras em mais de duas horas de conversa: “Eu tinha um mecanismo de autodestruição. Queria acabar com a minha vida. Quando estava sozinho, me achava um bosta. Me afundei, quase morri.”

Casagrande tem plena consciência de que não está livre do vício nas drogas. É um enfrentamento constante, “para o resto da vida”, como ele costuma frisar nas palestras que ministra pelo país e sempre que aproveita oportunidades para contar sua história na televisão, a exemplo da série com médico Drauzio Varellaexibida pelo Fantástico. Muito além do comentarista que não demonstra papas na língua tampouco corporativismo ao criticar jogadores, o ídolo da torcida corintiana descobriu um novo propósito de vida: quebrar o tabu sobre a dependência química e mostrar que não há mal algum em reconhecer as próprias fraquezas, já que o autoconhecimento é a única forma de confrontá-las.

Em um torneio de gratas surpresas, como Bélgica e Croácia, e de seleções que souberam sair de cabeça erguida mesmo na derrota, Walter Casagrande deixa a Rússia como o campeão moral da Copa do Mundo. Sua conquista pessoal é tão tocante quanto o exemplo que deixa para aqueles que lutam diariamente contra “seus demônios”, tal qual ele descreve em sua biografia. E também um soco no estômago dos que, desprovidos de sobriedade e caráter, tentam desqualificá-lo sob o estigma de dependente químico. Que a grandeza de Casão, em franco e ininterrupto estágio de reconstrução, seja sempre maior que o desvario dos abutres.

Mais do que parcial

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Por Luiz Carlos Bresser-Pereira

A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se contra o pedido da defesa de Lula para considerar o juiz Sergio Moro suspeito e afastá-lo do processo do sítio de Atibaia. Para os advogados de Lula, Moro é parcial. Eu diria que é mais do que parcial, ele é “parte” em uma guerra sua e de sua “força tarefa” contra o ex-presidente. Um juiz é parcial quando se inclina por uma parte contra a outra. Não é esse o caso do juiz Moro. Ele e sua força-tarefa de procuradores federais iniciaram um processo originalmente admirável, a operação Lava Jato – admirável porque denunciou e prendeu um conjunto de bandidos evidentes.

Mas, para ter mais legitimidade justo às elites e à grande imprensa, que se opõem a Lula por razões ideológicas, e para não ser incomodado com os abusos de direito que logo começou a praticar contra os indiciados, adotou uma estratégia política – a de considerar Lula, “o chefe da grande quadrilha” que a operação denunciou. Não tinha nenhuma prova disto, mas fez essa afirmação nos press-releases da força-tarefa e no famoso e ridículo power point do procurador Dellagnol.

Ele e a força-tarefa esperavam que sua denúncia acabaria com Lula. Mas foi o contrário o que aconteceu. Ficou claro para um grande número de brasileiros que estamos diante de um processo de perseguição política que teve como coautores os três desembargadores do tribunal de Porto Alegre.

Um juiz que adota uma estratégia política como a que foi adotada na operação Lava Jato não é verdadeiramente um juiz – é uma parte em uma luta pessoal que se apoia no princípio de que os fins justificam os meios. Não vejo, porém, como é possível “moralizar o Brasil” agindo contra a ética da própria profissão e o Estado de direito.

A frase do dia

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“Meu coração é da seleção de 82, que perdeu a Copa. É guardiolista, e não mourinheiro. Está muitas vezes com os derrotados da vida, e não com os vencedores. Quando eu me lembrar de 2018, me lembrarei do futebol dos croatas, mais do que da seleção francesa. Coisas do coração. Valeu”.

Mário Magalhães, jornalista e escritor

França vence com frieza e estratégia

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POR GERSON NOGUEIRA

Sem abrir mão de seu poderoso contra-ataque, arma decisiva ao longo de toda a Copa, a França de Didier Deschamps passou alguns aperreios na final, foi dominada pela Croácia em boa parte da partida, mas triunfou pela objetividade no aproveitamento das chances surgidas. É o segundo título mundial do país que inaugurou os mundiais de futebol.

Poucas seleções foram tão precisas e certeiras nas ações ofensivas quanto a França. Desde a fase de grupos, o time já se diferenciava pela maneira letal como destroçava os sistemas defensivos mais desatentos.

Nos confrontos eliminatórios, frente a oponentes mais qualificados, agiu com mais pragmatismo ainda. Baseou sua força nas habilidades de Pogba e Kanté, se desdobravam na marcação e na recuperação de bola, e na categoria de Griezman para abrir espaços nas defesas inimigas, seja conduzindo a bola ou lançando seus companheiros mais avançados.

Para completar, a França teve Mbappé, veloz e driblador, fazendo o papel de demolidor de defesas pelo lado direito do ataque. Esse conjunto bem balanceado responde pela vantagem obtida na fase aguda do Mundial. Nem mesmo a presença de um poste como Giroud no ataque foi capaz de enfraquecer a afinada orquestra de contragolpes montada por Deschamps.

A França foi surpreendida pela pressão inicial imposta por Modric e seus companheiros. A Croácia cercou a área e quase abriu o placar. Só que, aos 17 minutos, Griezman cavou falta na intermediária e se encarregou da cobrança. A bola desviou em Mandzukic e enganou o goleiro Subasic.

Apesar disso, dez minutos depois, Perisic igualou o placar, fazendo um golaço em jogada que teve linha de passe na área francesa. O gol deu ao jogo seu período de maior equilíbrio (e justiça) até então. Com paciência e disciplina, a França resistia ao cerco croata e ia tocando bola no meio.

Penal assinalado pelo VAR, marcando presença histórica em final de Copa do Mundo, deu nova vantagem à França, que não mais permitiu a aproximação croata no marcador. Griezman, melhor do jogo, converteu a penalidade nascida de uma bola que resvalou no braço de Perisic.

Na etapa final, que teve de novo um começo forte da Croácia, chegando a ter 60% de posse de bola, a França voltou a se impor pelo contra-ataque. Mbappé quebrou a pressão croata aos 6’ com uma impressionante arrancada de 25 metros que só parou diante do goleiro Subasic.

Sem Kanté, substituído por N’Zonzi, a seleção francesa se fechava e esperava o instante de dar o bote. Aos 13’, Pogba lançou Mbappé, que foi à linha de fundo e tocou para Griezman, que recuou para o volante concluir o lance que havia começado. França 3 a 1.

A Croácia jogava mais, distribuía bem o jogo, mas era punida pela velocidade e técnica apurada do trio francês. Pelas leis imutáveis da objetividade, resultado merecido. A partir desse momento, com o peso do  cansaço acumulado após tantas batalhas, o quarto gol surgiu quase naturalmente: aos 19’, Mbappé finalizou outro contragolpe perfeito.

Ainda havia espaço para mais um gol croata e quem colaborou para isso foi o goleiro Lloris, que resolveu fazer uma graça e permitiu a Mandzukic tocar sutilmente para as redes. A Croácia não teve mais forças para coordenar jogadas, apesar da valente insistência.

O título fica nas mãos da seleção que batalhou por ele e que, mesmo sem maior brilho, soube escolher a estratégia vitoriosa.

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Modric, melhor da Copa, simboliza a indômita Croácia

Era mais ou menos previsível que o troféu de melhor da Copa iria para o pequeno Hobbit croata. Luka Modric foi de longe o jogador mais importante e cerebral do torneio, conduzindo seu time a uma inimaginável decisão de título. Vale lembrar que há pouco mais de um mês a equipe croata levou um baile do Brasil na fase de preparação para o Mundial.

Modric conquistou o troféu pelo que fez, mas também por representar brilhantemente a incrível esquadra que desafiou a descrença generalizada para se tornar vice-campeã do mundo. Escolha justíssima.

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Leão tropeça e entra na zona do desespero

O Remo cumpre nesta Série C todos os itens do manual do rebaixamento. Contratou muito mal, trocou de técnicos na competição e não consegue formatar um time minimamente competitivo para superar adversários sofríveis. O empate em 0 a 0 contra o Botafogo-PB, sábado à tarde, tornou a situação desesperadora para os azulinos. A tabela está afunilando. Restam quatro jogos, dos quais o Remo precisa vencer três para não cair.

Com Isac no comando do ataque, o time foi errático e atrapalhado nas tentativas de produzir manobras criativas no ataque. Facilitou o trabalho da zaga adversária com cruzamentos sem rumo durante quase todo o jogo.

Desta vez, o Remo só levou perigo em três momentos: um cabeceio de Isac, um chute de Rodriguinho e uma finalização de Nininho. Muito pouco para quem precisava sufocar o adversário e produzir situações de gol. Além da pouca inspiração dos homens de frente, o time sentiu muito a ausência de Everton, principal articulador da equipe.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 16)

CR7 desembarca em Turim para se apresentar à Juve

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Cristiano Ronaldo chegou esta tarde à cidade italiana de Turim, para iniciar uma nova etapa na carreira. A Juventus filmou a aterrissagem do jato privado de CR7, que viajou com o filho, a namorada, a mãe e o padrasto.

O craque português chegou acompanhado do filho mais velho, Cristiano Ronaldo Júnior, da namorada, Georgina Rodríguez, da mãe, Dolores Aveiro e de José Andrade, companheiro da mãe.

Num vídeo publicado pela Juventus na rede social Twitter, é possível ver o avião a pousar e Ronaldo saindo acompanhado pela família. À sua espera estava um carro da marca que patrocina a Juventus, no qual a família Aveiro deixou o aeroporto.

Ao entrar no carro, Cristiano Ronaldo posou para a primeira de muitas fotografias que certamente vai tirar nos próximos dias. Para esta segunda-feira está marcada a apresentação oficial, momento em que deverá vestir a nova camisa pela primeira vez.