Bolsonaro quer apagar imagem de misógino com mensagens de apoio de mulheres

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A reportagem de Talita Fernandes na Folha informa que, numa tentativa de rebater as acusações de misoginia, o capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi aconselhado a difundir mensagens de apoio feminino à sua campanha ao Palácio do Planalto.

De acordo com a Folha de S.Paulo, nos últimos dias, ele e seus filhos publicaram ou replicaram vídeos em que mulheres aparecem afirmando que votarão em Bolsonaro.

“Sou mulher, sou mãe e sou Bolsonaro. Ele tem projetos para nos defender da pedofilia, da pornografia e da ideologia de gênero”, diz uma mulher que se identifica apenas como Gih, e diz ser de Passos, em Minas Gerais, afirma o jornal.

Histórias do mundo da bola

Um dos jogos mais emocionantes da história dos mundiais: Alemanha x Itália nas semifinais da Copa do Mundo de 1970. O placar final foi de 4 a 3 para os italianos, após um confronto épico e que só foi decidido na prorrogação.

O passado é uma parada

A dupla Lennon & McCartney, já consagrada com a beatlemania, participou com backing vocal adicional para a canção “We Love You” (“Nós amamos você”) dos Rolling Stones, gravada nesta data há exatos 51 anos (no dia 19 de julho de 1967), no Olympic Studios, em Londres. A composição foi escrita por Mick Jagger & Keith Richardes como um agradecimento aos fãs por estarem ao lado deles na esteira de recentes apreensões de drogas. O riff de piano pertence a Nicky Hopkins.

Amigos dos Stones, Lennon e McCartney já vinham colaborando com eles desde a canção “I Wanna Be Your Man”, feita especialmente para a banda.

“Querem me calar”

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Por Luiz Inácio Lula da Silva

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

Ex-presidente da República (2003-2010)

(Artigo publicado hoje (19/07) no jornal Folha de S. Paulo)

A frase do dia

“Para se ter ideia do tamanho do fenômeno Lula no Nordeste: em Pernambuco, os três principais candidatos ao governo do Estado declaram apoio a Lula. Ser contra o ex-presidente líquida qualquer pretensão de chegar ao Palácio das Princesas”.

Por Carlos Eduardo Alves, no Facebook

Site de Sidney Rezende lança equipe esportiva da Rádio SRzd em São Paulo

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A partir de 19 de julho, o público ganhará mais uma opção de web rádio. Com programação voltada à quadra música-informação-futebol-carnaval, a Rádio SRzd se prepara para lançar a sua versão voltada para a praça São Paulo. Para isso, o jornalista-empreendedor Sidney Rezende não tem poupado esforços e investimentos. Criador do site que está há 12 anos no ar, ele apresenta seu mais novo produto com contratações. Quatro experientes comunicadores, com passagens por emissoras paulistas, farão parte da equipe.

Pensando em construir a história de sucesso da equipe esportiva da Rádio SRzd no Rio de Janeiro, a versão paulistana da web rádio mantida pelo site SRzd.com estreará com time completo: narrador, apresentador, comentarista e repórter. O novo veículo digital contará com Marcelo Gomes (ex-CBN), Paulo Massini (ex-CBN), Maurício Capela (ex-Rede TV) e Douglas Araújo (ex-Rádio Capital). Além deles, o projeto voltado ao público de São Paulo terá Raul Machado, que já é o editor do SRzd na maior cidade do país.

Idealizador do site e da web rádio, Sidney Rezende avisa que, ao decorrer dos meses, a Rádio SRzd São Paulo apresentará novidades exclusivas na programação. “O objetivo é reproduzir em São Paulo, onde nossa audiência é gigantesca, a mesma trajetória bem sucedida no Rio. O grande diferencial do SRzd é a isenção jornalística e ética. Por isso, é crescente a alta consideração dos leitores ao conteúdo produzido e oferecido 24 horas por dia. Nossa equipe está preparada. Aos poucos, as novidades para o público que ama São Paulo aparecerão em nossas páginas”.

Assim como a versão carioca, a Rádio SRzd São Paulo ficará disponível no portal homônimo – com o público podendo optar por qualquer uma das duas emissoras online. Em termos de conteúdo, o projeto paulista chega com olhar especial para o futebol. Os quatro times grandes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) terão jogos transmitidos. O novo veículo também promete realizar entrevistas diretamente dos estádios. Competições como Campeonato Brasileiro e Taça Libertadores ganharão espaço. Na parte de hard news, haverá espaço para boletins jornalísticos. (Do Comunique-se)

Copa da Rússia: 455 lances foram revistos pelo VAR

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A Fifa fez balanço positivo nesta quarta-feira da utilização do sistema de auxílio por vídeo aos árbitros (VAR) durante a realização da Copa do Mundo da Rússia, que foi encerrada há três dias, com vitória da França sobre a Croácia por 4 a 2. “Nos comprometemos que esse seria o melhor Mundial da história, e assim foi. Os árbitros constituem uma parte crucial desta conquista, já que as atuações deles foram da mais alta qualidade”, diz comunicado emitido pelo suíço Gianni Infantino, presidente da entidade.

O texto apontou que nos 64 jogos da competição, 455 incidentes foram checados pelos auxiliares de vídeo (7,1 por partida) e foram feitas 20 revisões pelo VAR, inclusive, no primeiro gol dos franceses na decisão. “Nos agrada constatar a aceitação generalizada por parte de jogadores, técnicos e torcedores, assim como da imprensa”, aponta a nota assinada por Infantino.

Supervisor do projeto de implantação do VAR, o croata Zvonimir Boban, secretário-geral adjunto da Fifa, se disse orgulhoso do trabalho realizado, dando parabéns também ao presidente da Comissão de Árbitros da entidade, Pierluigi Collina, e o diretor de Arbitragem, Massimo Busacca. “Como afirmou o presidente da Fifa o VAR não está mudando o futebol, mas sim, o deixa mais justo. Este foi nosso objetivo inicial, quando iniciamos o projeto com a International Board”, garantiu o ex-jogador. (Do UOL)