O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará, Carlos Bordalo, denunciou na manhã deste sábado o ataque ocorrido, durante a madrugada, no acampamento Hugo Chavez, no município de Marabá, sudeste paraense, onde vivem cerca de 450 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Segundo relatos de testemunhas, o acampamento foi atacado durante a madrugada de sábado (28). Pistoleiros teriam ateado fogo ao redor do terreno, incendiando veículos e fazendo disparos com armas de fogo. Muitas pessoas fugiram, em pânico, e algumas continuam desaparecidas. Ainda não sabemos se existem pessoas feridas. Foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá.

Em julho do ano passado, representantes da Comissão de Direitos Humanos da AL visitaram o acampamento Hugo Chavez, acompanhados de diretores da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Seção Pará) e funcionários da Defensoria Pública do Estado, para apurar a ocorrência de um atentado.
Na época, o acampamento tinha sido alvejado por disparos de armas de fogo e parte do terreno foi incendiada. Durante a diligência, os trabalhadores rurais nos mostraram os cartuchos dos disparos, que não haviam sido recolhidos pela Deca, e também as marcas de tiros na entrada do acampamento.
“Exigimos, portanto, que o Estado e a rede de garantia de direitos tomem todas as providências para investigar este novo atentado, que colocou em risco a vida de trabalhadores rurais, além de crianças, mulheres e idosos que estão no Hugo Chávez. É preciso garantir a integridade dos acampados e suas famílias. Não podemos mais tolerar que o Pará continue sendo triste cenário de violência e mortes no campo”, declarou Bordalo.
Mais um registro de violência contra os pobres do campo no Pará… Triste.
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