
Em despacho em que “suspende qualquer ordem que modifique “a decisão colegiada de prender Lula”, o desembargador João Gebran Neto anulou a ordem de soltura expedida hoje cedo pelo desembargador Rogério Favreto. No despacho, Gebran diz que “foi chamado” para dissolver o impasse e aprecia o teor da manifestação ilegal de Sérgio Moro.
Isso, é claro, vai ser objeto de recurso, permitindo questionar a legalidade da manifestação do juiz de Curitiba e sua ordem para que não se soltasse o ex-presidente quando a ordem de soltura era válida.
E, se julgada ilegal como parece ser evidente ser – até a Globonews admite! – decisão tomada sobre peça ilegal, ilegal é. Nunca um arreganho autoritário de Sérgio Moro ficou tão exposto e e indefensável.
Não há como defender sua interferência onde não devia meter-se e o absurdo de negar cumprimento a uma ordem superior, o que já havia ensaiado no caso da tornozeleira em José Dirceu. O episódio, apesar da frustração da liberdade, mesmo que por poucos dias ou até horas, não terminou e vai se desdobrar nos próximos dias. (Do Tijolaço)
Prevaleceu o óbvio.
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