Final paraense teve 31 mil pagantes e renda superior a R$ 1 milhão

O clássico decisivo do Campeonato Paraense teve público pagante de 31.465 espectadores no estádio Mangueirão, proporcionando renda de R$ 1.053.730,00. Não pagantes: 2.855. No total, 34.320 torcedores presentes ao estádio Jornalista Edgar Proença.

O Remo levou mais público, contabilizando 16.618 pagantes e 1.455 não pagantes. Total: 17.302. O Paissandu teve público pagante de 15.618, com 1.400 pagantes. Total: 17.018.

Remo x PSC – comentários on-line

Campeonato Paraense 2017 – Final

Remo x Paissandu – estádio Jornalista Edgar Proença, 16h

bol-dom-070517-02-07-05-2017-10-32-09

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra; Carlos Castilho e Gerson Nogueira comentam. Reportagens – Carlos Gaia, Francisco Urbano, Valdo Souza, Paulo Caxiado, Dinho Menezes, Hailton Silva e Carlos Estácio. Banco de Informações – Adilson Brasil e Fábio Scerni 

Apostas e riscos

unnamed

POR GERSON NOGUEIRA

Há muita coisa em jogo no Re-Pa deste domingo. Ganhar o título estadual é, desde sempre, uma questão de suma importância para remistas e bicolores. Neste começo de temporada, talvez valha um pouco mais para o Remo. A conquista contentaria a massa torcedora e daria fôlego ao projeto de reestruturação do clube, que sofreu forte baque financeiro com os insucessos na Copa do Brasil e Copa Verde.

Para o Papão, vale principalmente pela rivalidade e para garantir um salvo-conduto ao trabalho desenvolvido por Marcelo Chamusca. Depois da derrota para o Luverdense na última quinta-feira, a perda do Estadual dificilmente seria aceita pela torcida e assimilada pelos dirigentes.

Nos três clássicos anteriores, nenhuma vitória alviceleste. Foram dois empates e um triunfo azulino. A atuação do Papão nesses confrontos expôs cruamente as dificuldades para superar o esquadrão semicabano do Leão.

Seja pela entrega e comprometimento dos jogadores, seja pelo perfil marcadamente regional do elenco, o Remo de Josué Teixeira tem passado mais confiança ao torcedor nos embates com o maior rival, embora isto não signifique que a equipe de Chamusca seja inferior ou menos empenhada.

No primeiro duelo da decisão, domingo passado, o Leão teve vários problemas para a composição do time, principalmente no meio-campo, onde os garotos Jefferson e Lucas Victor foram escalados devido à ausência dos titulares Elizeu e Marquinhos.

Para hoje, Josué conta com praticamente todos os titulares, com exceção de Flamel, destaque do time na parte ofensiva e afastado (por contusão) há vários jogos. Com isso, apesar dos problemas na transição, a tendência é de que seja mantido o esquema de forte marcação no meio e de muita velocidade na frente. É o que Remo tem para mostrar.

Já o Papão valoriza tanto o embate de hoje que optou por poupar jogadores diante do LEC. Curiosamente, o desempenho de hoje vai dizer se Chamusca acertou ou errou na decisão de deixar Bergson, Alfredo, Wesley, Gilvan e Perema fora da primeira partida pela decisão da Copa Verde.

O fato é que o técnico bicolor chega ao clássico sob a pressão de apagar a má impressão e consciente de que um título tem o poder miraculoso de fazer o torcedor esquecer todo e qualquer dissabor. O lado irônico da história é que, com impecável histórico de resultados à frente do Papão, Chamusca conseguiu chegar a todas as decisões e é justamente essa condição que ameaça sua permanência na Curuzu.

Vá entender os humores do futebol e as paixões do torcedor.

Josué, ao contrário, não sofre pressão externa e está em lua-de-mel com a torcida. Ninguém discute que tirou de leite de pedra até aqui. Há ainda o entendimento tácito de que fez o Leão alcançar um patamar acima do esperado, além de ter apagado vários incêndios ao longo da campanha, envolvendo problemas com Edgar, Sérgio Dias, Eduardo Ramos. Perdendo ou ganhando, terá o reconhecimento do Fenômeno Azul e certamente vai permanecer no clube para a campanha na Série C. Coisas do Re-Pa.

————————————————————————————————-

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta o programa, com as participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Cobertura completa da decisão do campeonato e da festa dos vencedores. Começa às 21h, na RBATV.

————————————————————————————————

Perguntinha (im)pertinente

Já que a Federação Paraense de Furebol morde 10% da renda bruta dos jogos, não seria justo que também dividisse com os clubes o “mensalinho” repassado pela dona da pensão (CBF)?

Seria uma questão de mera reciprocidade.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 07)

Cuca volta ao Palmeiras e treinadores se mobilizam contra demissão de Baptista

cuca8

POR LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI

Cuca reassumiu o comando do Palmeiras, após cinco meses de sua saída. Volta para ocupar o lugar que era de Eduardo Baptista, demitido na quinta-feira. A queda de Baptista provocou a mobilização de importantes treinadores em repúdio à demissão de um jovem profissional que estava apenas há cinco meses no clube. Por meio do grupo que eles têm no Whatsapp, trocaram mensagens e combinaram de se manifestar contra a decisão do Palmeiras.

O tom dos protestos sugere que os técnicos estão preocupados em defender a classe, até então muito desunida e sem força nas instituições que comandam o futebol brasileiro. Até Felipão mandou seu recado lá da China.

“Um absurdo a demissão dele (Eduardo Baptista). Está na hora de os técnicos se manifestarem para acabarmos com este tipo de situação”, disse Felipão. O treinador já havia se manifestado aqui no Chuteira FC sua indignação como os técnicos são tratados no Brasil. Pediu união dos treinadores e defesa da classe.

A atitude de Felipão foi acompanhada por boa parte de comandantes de clubes da Série A. Abel Braga (Fluminense), Rogerio Ceni (São Paulo), Fabio Carille (Corinthians) e Zé Ricardo (Flamengo) se manifestaram nas coletivas de imprensa também em tom crítico à decisão do Palmeiras. E devem aparecer em mais declarações neste fim de semana. O repúdio não se deu apenas pela demissão em si de Baptista, mas também por intervenção direta de dirigentes no trabalho do treinador.

31754087634_24058aacac_o

Muitos desses treinadores foram informados de alguns acontecimentos nos bastidores do jogo que culminaram com a queda do técnico. A história que chegou até eles foi de que na última preleção de Baptista, antes do jogo contra o Jorge Wilstermann, quando ele anunciou que William seria titular e Borja (atacante contratado por R$ 35 milhões) ficaria no banco, o diretor executivo de futebol Alexandre Mattos teria ficado furioso, saiu cuspindo marimbondos da sala de preleção e teria se recusado a seguir no ônibus com a delegação do Palmeiras até o estádio do time boliviano. Essa atitude de Mattos também provocou ainda mais a revolta geral entre os treinadores.

Veja o que disseram alguns técnicos a respeito da demissão de Eduardo Baptista:

Abel Braga

“Quero quebrar o protocolo. Cada vez ficamos mais sem entender as coisas como treinador. Já não entendi a demissão do Marcelo Oliveira (Atlético-MG) no meio de duas finais. Agora vai começar o Brasileiro, todo time quer chegar na Libertadores. O Eduardo Baptista está em primeiro do seu grupo e é demitido. Qual o projeto?”, questionou Braga, treinador do Fluminense. “É um técnico jovem, como todos querem, um cara sério e ótimo treinador. É uma marca negativa do nosso sindicato, da nossa associação. Vamos falar de coisa boa, porque só se conta história triste sobre os treinadores”.

Felipão

“Um absurdo a demissão dele. Ele está na liderança do seu grupo na Libertadores e praticamente classificado. Tem só quatro meses de trabalho. É um técnico jovem e quando se aposta assim tem que dar respaldo e tempo para o crescimento do trabalho. A culpa não é só do técnico, tem que se observar outros fatores e setores do clube que determinam um momento irregular de uma equipe”, bateu Felipão. “No caso do Eduardo Baptista ainda teve uma parcela de responsabilidade de parte da imprensa que fez uma pressão para sua saída. Ele é uma vítima. Gostaria de estar aí para dar um abraço nele neste momento. Está na hora dos técnicos se manifestarem para acabarmos com este tipo de situação”, insistiu Felipão, direto da China.

Rogerio Ceni

“Leio muito pouco e não me sinto pressionado. Vejo muita gente que não entende de futebol dando opiniões. A tendência da imprensa é sempre apimentar. Lamento a saída do Eduardo porque acho que vinha fazendo um ótimo trabalho. Tinha 67% de aproveitamento. Caiu de maneira inesperada na semifinal para a Ponte Preta, mas tinha totais condições de levar o Palmeiras longe nas próximas competições. Honestamente não perderia meu tempo brigando com vocês (imprensa), não ganharia nada com isso. Mas veja o jogo com o Peñarol. Você vira perdendo de 2 a 0, vai para 3 a 2, acontece tudo que aconteceu. Você tem uma vitória épica e é normal que tenha um desabafo (de Eduardo Baptista). Aqui, antes de um treino, a reação seria completamente diferente”, critica o técnico do São Paulo.

Fabio Carille

“O que se passou lá dentro (do Palmeiras) só o presidente, o diretor e ele (Baptista) sabem. De qualquer forma não se levou em conta o trabalho e sim o resultado. Um resultado ruim num mata-mata (derrota para a Ponte Preta na semifinais do Paulistão) não pode levar à saída do profissional. No mata-mata, às vezes você não está num bom dia, as coisas não se encaixam, e você perde. Repito, é triste. Mas o que realmente aconteceu só eles lá dentro é que podem falar”, disse Carille ao ser questionado sobre a demissão de Baptista. 

(texto publicado no CHUTEIRA FC)  

Tribuna do torcedor

POR JOSÉ MARIA EIRÓ ALVES

O Paysandu é uma das melhores empresas para se trabalhar no futebol profissional do Séc. XXI no Brasil. Isso não é pouco… Bem administrado, o time de Suíço evoluiu nos gramados de modo nunca visto nos nos anos de ouro de 2000 a 2005 e depois caiu vertiginosamente, a ponto de conquistar apenas um ponto em uma série C. Nós últimas três administrações ganhou credibilidade financeira, passou a explorar positivamente o sócio torcedor e viu seu patrimônio físico ser incrementado com obras diversas e a aquisição e início da construção do CT; este, quando finalizado, elevará o Papão para um dos 30 melhores Clubes de Futebol do Brasil em termos de estrutura. Além disso, mantém salários em dia e oferece condições de trabalho para atletas e comissão técnica, com academia, apoio médico, fisioterápico, fisiológico, analistas de desempenho e diretores de futebol remunerados vindo de outros eixos, além de recepção de primeira que ajuda os familiares dos jogadores a uma boa adaptação em nossa Belém. E a contrapartida? Vemos alguns jogadores apáticos; outros de nível técnico sofrível e uma falta de vontade de vencer impressionante. Depois de quatro meses de trabalho da atual Comissão Técnica não há padrão de jogo e o que se vê é um TIME e não uma EQUIPE. É um time bastante limitado, que tem no Emerson, Bergson, Gilvan, Lombardi, Perema e Leandro Carvalho e Alfredo (diferenciado só o Goleiro) os maiores destaques. São campeões do sentimento de frustração os laterais, os meias, alguns volantes e atacantes. Caso ocorra uma boa vitória contra o Remo amanhã (não acredito numa performance competitiva desse TIME) nada mudará o futebol medíocre apresentado até agora, pois não houve uma sequência mínima de duas boas apresentações do Paysandu. Para o bem do Papão, espero que o time de Josué Teixeira vença amanhã para que a realidade não seja escamoteada. Se vier o título, não será comemorado. Estou de luto com o péssimo futebol apresentado e pela falta de cobrança aos jogadores que deveriam, pelo menos, honrar a história de um Clube Centenário e respeitar uma torcida que em cada canto desse enorme País acompanha o TIme. a) José Eiró

Bar do Fim do Mundo

À beira da extinção, informação e curtição sem perder o sinal do Wi-Fi.

Blog do Gerson Nogueira

futebol - jornalismo - rock - política - cinema - livros - ideias