Coxinhas x Esquerdetes

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POR RONALDO PEREZ, no Facebook

Juro pra vocês, meus amigos, do fundo do coração:

respeito mais os coxinhas que apoiam Sérgio Moro do que os esquerdetes que são feitos do mesmo barro que Laura Carvalho, Luciana Genro e Gregório Duvivié.

É que em pelo menos num aspecto os coxinhas são melhores que os esquerdetes: na capacidade de entender a realidade, de ler o mundo.

Os coxinhas entenderam a história recente do Brasil melhor que os esquerdetes.

Explico.

Os coxinhas têm motivos de sobra pra odiarem Lula, pra quererem vê-lo morto. Os coxinhas entenderam perfeitamente o que aconteceu no Brasil nos últimos anos.

Os coxinhas olham para Lula e enxergam o que ele realmente é: um nordestino lenhado, fudido, sem ensino superior, que ousou ser Presidente na República fundada pelos bacharéis.

Os coxinhas sabem, perfeitamente, que foi no governo de Lula que o bolsa família foi instituído. Os coxinhas sabem que o bolsa família inflacionou o preço da diarista.

Óbvio, né?

Se em casa, de boas, sem fazer nada, a companheira já tem o mínimo pra comer, ela só vai sair pra limpar a privada da madame por um preço justo.

Tá mais que certa!

Os coxinhas não são burros, ah não são mesmo.

Os coxinhas entenderam que com Lula o Brasil mudou.

Vocês lembram daquele filme da Jéssica?

Então, lá pelas tantas, a Madame paulista olha pra filha da empregada e diz:

“Nossa, você quer fazer arquitetura? Esse país mudou mesmo.”

Os coxinhas sabem, meus amigos, sabem que o Brasil mudou, e mudou muito.

Os coxinhas sabem que foi no governo de Lula que o sistema de cotas se consolidou nas universidades brasileiras.

Os coxinhas sabem como está mais difícil conseguir aquela vaguinha na medicina, ou no direito.

Os coxinhas viram o filho do porteiro entrando pra universidade.

Sim, meus amigos, é muito difícil reconhecer, mas os coxinhas sabem perfeitamente o que estão fazendo.

Já os esquerdetes, ah os esquerdetes, esses são os piores.

Qual é a envergadura política de um Gregório Duvivié para dizer que Lula não transformou a realidade brasileira?

Ele precisou de cotas pra estudar na PUC? O AP do papai dele lá na Gávea foi financiado no Minha Casa Minha Vida?

E Luciana Genro? De onde vem a autoridade política dela? O que ela representa? Já governou o que?

E Laura Carvalho, vem de onde? Quais cargos já ocupou?

Ela já foi Ministra da Fazenda? Já comandou o Banco Central?

Laura Carvalho já sentou numa mesa pra negociar com a FENABAN?

Googlem aí, amigos, e vejam o que é a FENABAN.

Vejam o tamanho do problema que os governos petistas enfrentaram.

Diferente dos coxinhas, meus amigos, os esquerdetes não sabem de nada, de nadica.

Os esquerdetes nunca fizeram nada. Não têm compromisso com legados.

Os esquerdetes não entenderam porra nenhuma.

Os esquerdetes são incapazes de perceberem a realidade tal como ela é.

Os esquerdetes acham que a realidade se curva ao discurso, se curva ao desejo.

Quando Duvivié diz que a esquerda precisa superar Lula, ele sugere que algum outro candido progressita irá conseguir tocar no eleitor que mora lá no interior do Piauí.

Duvivíé acha que as esquerdas devem produzir uma outra liderança, provavelmente um culturete leite com pera, nascido e criado no sul do Brasil.

Quem sabe até mesmo um carioca, um frequentador lá da Praça São Salvador.

Um poeta independente, vestindo camisa com estampa de florzinha. Desses tipos fluidz, desconstruídos, que um dia gostam de ppks e no outro namoram pelo bumbum.

Isso, um cara desse tipo, que escreve “queridxs”, ou “amig@s”.

Já pensaram, meus amigos, o material da campanha circulando lá no sertão do Ceará?

“Brasileirxs, vamos construir juntos um país melhor!”.

O sertanejo semialfabetizado olhando pra esse X encravado no meio da palavra e pensando “que porra é essa? Deu defeito no computador?”.

Já pensaram o sertanejo com esse santinho na mão?

Um santinho cheio dos empoderamentos, dos “gaslighting” e dos “mansplaining”.

Já pensaram um culturete como candidado à Presidência da República propondo discussão sobre nome social? Prometendo construção de banheiro pra travesti?

Já pensaram essas pautas postas como agenda eleitoral em um país que periga voltar para o mapa da fome?

Quem sabe Duvivié esteja pensando nele mesmo, no seu próprio nome.

Já pensaram, Duvivié como candidato? Falando pras massas?

Luciano Hulk está fazendo escola!

Os esquerdetes não se enxergam, não entenderam como as coisas funcionam por aqui.

Lula levou vinte anos pra conquistar a confiança da nossa gente: nosso povo não votou em Lula em 1989, não votou em 1994, não votou em 1998 e não votou em 2002.

Nosso povo somente começou a votar em Lula em 2006, quando viu a promessa virar realidade, a utopia virar pão e farinha na mesa.

Somente em 2006 aconteceu uma clara divisão classista na contagem final dos votos: os mais fudidos com Lula, o resto com o outro.

O povo não gosta de utopia, não tem tempo pra utopia. O povo quer presença, quer materialidade, quer comida na mesa, quer casa pra morar.

O povo quer consumir.

E tá certíssimo!

Os playboys de esquerda não conseguem entender o óbvio: o povo brasileiro está convencido de que somente Lula é capaz de liderar um governo que permita uma “vidinha digna” para os mais pobres.

Esse é o termo: vidinha digna.

Nosso povo só quer uma vidinha digna.

O nosso povo não gosta da esquerda, não gosta de revolução, não gosta nem de greve.

Nosso povo gosta do Lula.

Por isso, Lula ainda vive.

Por isso, depois do maior massacre midiático da história desse país, Lula pode entrar no tribunal, falar grosso com o juiz e sair andando, abraçado pelo povo.

Lula cagou na cabeça de Sérgio Moro.

Os coxinhas sabem disso.

Os esquerdetes não sabem.

Os coxinhas são mais inteligentes que os esquerdetes.

Atrasada, CBF trabalha por mais público no Brasileiro, mas investe pouco

POR RODRIGO MATTOS, em seu blog

Ao organizar um seminário para evolução do futebol do país, a CBF trouxe conhecimento para o país e expôs o atraso em relação aos europeus na organização do Brasileiro, seja da confederação seja dos clubes. Há um projeto em curso para melhoria do campeonato, mas este conta com investimento baixo para o tamanho da competição. A confederação, no entanto, espera uma retomada do crescimento do público do Nacional em 2017 – houve queda em 2016.

Durante os seminários, os diretores da UEFA Catalina Navarro e do Middlesbrough, Mark Ellis, expuseram como se deu a organização do futebol europeu nos últimos 25 anos. Estádios mais modernos e com serviços ao espectador, operações de jogo planejadas com metodologia e antecedência e erradicação da violência foram medidas adotadas na Liga dos Campeões e Premier League.

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Além do sucesso comercial, as duas competições atingiram médias de público acima de 40 mil. O Brasileiro da Série A ficou em torno de 15 mil em 2016. Levantamento da UEFA aponta a liga brasileira como o 36º campeonato em média de público entre todos os esportivos o mundo, atrás de toda elite europeia e até da Segunda Divisão na Inglaterra.

Diretor de competições da CBF, Manoel Flores reconhece o atraso na organização, mas pede tempo para avançar.  “Eles (europeus) começaram em 1992. Começamos em 2014. Temos pressa e vamos chegar lá”. Ele conta com seu projeto de criar procedimentos padrões no Brasileiro, dentro e fora de campo.

Mas, em 2016, a CBF registrou um investimento de R$ 3,8 milhões no Brasileiro da Série A, um campeonato que gera mais de R$ 1 bilhão em receita de televisão. “Indiretamente é muito mais (o investimento). Temos a operação completa da Série A. Não é complexa como a deles”, defendeu-se Flores.

Ele afirmou que, se for questão de investimento, a CBF põe dinheiro. Mas até agora a entidade resiste à implantação do árbitro de vídeo por causa dos custos envolvidos. A UEFA tem equipes permanentes em estádios de clubes para planejar os dias de jogos, a da CBF é reduzida e hoje só trata de questões do campo.

Em seu projeto, a CBF prioriza a melhoria do campo de jogo. Primeiro, tirou pessoas do campo para limpá-los e criou um visual do Brasileiro. Agora, trabalha na qualidade do gramado.  “Eles (europeus) estão em um nível muito avançado. Estamos focados no campo de jogo que é gramado perfeito. Como chega? No máximo até o ano que vem. A gente vai ser muito mais incisivo no ano que vem”, contou Flores.

A parte de estrutura – estádios, finanças e parte esportiva do clube – será analisada pelo sistema de licenciamento da CBF. Sua base já foi divulgada, mas ainda faltam regras específicas para cada item. “Critérios de infraestrutura vão ser detalhados. A princípio, vai valer para 2018.” Teoricamente, poderia rebaixar times, mas dependerá do rigor da CBF.

Essas medidas devem impactar na média de público do Brasileiro aos poucos, segundo Flores. De acordo com ele, a média vem crescendo ano a ano. Na verdade, ela caiu em 2016 com a ausência do Maracanã e ficou em torno de 15 mil contra 17 mil de 2015. De fato, os clubes do Rio não puderam usar seu principal estádio.

“De 2010 a 2015, não falo do ano passado por que não teve Maracanã, de 2010 a 2015 o gráfico é crescente. Estava em 10, 11 mil e saltou para 17 mil. Era uma consequência do trabalho sendo feito pelos clubes também de tratar bem”, analisou Flores. Seu recorte a partir de 2010 ignora que, em 2009, o Brasileiro teve média acima de 17 mil e melhor do que a de 2015. Isso deve-se também ao título do Flamengo.

“Vamos ver como se porta esse ano (o público). Pela pesquisa que fizemos, a questão de segurança sim, o nível de serviço, a atratividade do jogo. A CBF está fazendo isso. E está fazendo o que pode ser feito. Demora um tempo mais largo. Tudo isso é identificado. A média de público é a medida correta do sucesso”, contou. E exaltou os horários diferentes de jogos que, de fato, tiveram boa aceitação do público principalmente o de 11 horas da manhã de domingo.

O diretor da CBF diz ter pressa para evolução do Brasileiro, e promete que não vai se esperar 25 anos como ocorreu na Liga dos Campeões para chegar ao nível de excelência. Resta saber quanto a confederação está disposta a usar de seus cofres visto que investe menos de 1% de sua renda total no Nacional, e não resiste em liberar para que os clubes se organizem em liga. Há de se fazer uma ressalva de que esse investimento também tem que vir dos clubes que podem melhorar serviços ao público, times e segurança.

Um líder altivo, sem medo de encarar seus algozes

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Que outro líder político mundial teria a força e a altivez de Lula em sair pelas ruas de Curitiba, nos braços do povo, a caminho do tribunal para enfrentar seus algozes? 

Na noite desta quarta-feira 10, até o Jornal Nacional, da Globo, que há dois anos lidera uma “guerra santa” contra o maior líder popular da história do País e que arruinou a economia brasileira sem conseguir destruir o ex-presidente, se viu forçada a abrir espaço para as contundentes alegações finais de Lula, depois de um depoimento de mais de cinco horas ao juiz Sergio Moro.

Em sua fala, Lula deixou uma mensagem importante: “Espero que o povo brasileiro não perca a confiança na Justiça”. E disse ainda que, pelas perguntas feitas pelos procuradores da Lava Jato, a denúncia não deveria nem ter sido aceita pelo juiz (assista aqui a íntegra da sua fala).

Depois do depoimento, Lula ainda teve forças para cair nos braços do povo, em Curitiba, onde fez um discurso para cerca de 50 mil pessoas e disse “não ter tamanho para tamanha solidariedade”. Com lágrimas nos olhos, agradeceu a presença de jovens e disse esperar merecer a confiança não apenas deles, mas também de seus filhos e netos (leia mais aqui).

Líder em todas as pesquisas sobre sucessão presidencial, Lula mostrou estar pronto para, mais uma vez, disputar o voto e a confiança do povo brasileiro. No dia em que a extrema direita esperava destruir e até prender Lula, ele saiu vitorioso.

E não foi por pontos.

(Transcrito do Brasil247)

Em ritmo de treino

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POR GERSON NOGUEIRA

Enquanto o placar esteve em branco, permaneceu no ar a esperança de uma surpresa alviceleste, capaz de reverter o placar desvantajoso de 2 a 0 em favor do Santos. Uma hipótese remota, mas não impossível. Mas, depois que saiu o primeiro gol, a partida tornou-se praticamente um amistoso para a equipe paulista. Foi visível a contenção dos visitantes, preocupados em se poupar para os futuros compromissos na Série A e na Libertadores.

O Papão, ainda curtindo a ressaca da conquista do bicampeonato estadual, entrou propondo um jogo de cautela, baseado na marcação forte, precavendo-se quanto ao risco de uma goleada em casa. Marcelo Chamusca botou três volantes – Recife, Rodrigo Andrade e Wesley – e cuidou para que seus laterais não subissem para o apoio.

Ao Santos não interessava impor correria. Ricardo Oliveira deu alguns piques nos primeiros 20 minutos, caindo depois num estado de inércia que sua presença praticamente só foi notada quando deixou o campo para a entrada de Caíque no 2 tempo.

O fato é que a face mais agressiva do Peixe se revelava quando as jogadas eram iniciadas por Lucas Lima, partindo de seu campo e incluindo o habilidoso Bruno Henrique nas tentativas de envolver a zaga paraense.

Não por acaso, ambos participariam do primeiro gol. Bruno estufou as redes, aos 26 minutos, concluindo em alta velocidade um passe de Vítor Bueno e coroando uma jogada que nasceu de um magistral lançamento de Lucas Lima para o lado direito do ataque santista, apanhando a zaga bicolor completamente aberta.

Antes de sofrer o gol, o Papão esteve perto de fazer o seu. Talvez não tenha marcado por falta de confiança. Primeiro com Diogo Oliveira, depois com Wesley. Ambos finalizaram de dentro da área, mas sem força e direção.

Com a vantagem ampliada, o Santos cadenciava a saída, mas exagerava na lentidão e nos passes curtos. Era quase como um treino de luxo. Lucas Lima, Renato, Vítor Ferraz e Vítor Bueno eram os mais participativos. As triangulações confundiam a marcação, mas sem forçar. Assim, relaxado e tranquilo, deixou o tempo escoar até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Papão voltou com gás renovado e bem mais empenhado em atacar. Pressionou com vontade logo no começo e, aos 4 minutos, em bela escapada, Rodrigo Andrade cruzou para a entrada da área e Diogo Oliveira pegou de primeira. Tiro forte e colocado, sem defesa.

O empate empolgou a torcida (13 mil presentes ao Mangueirão) e entusiasmou o time, mas o Santos não se perturbou. Leandro Donizete substituiu a Renato, ajudando a fechar a entrada da área.

Apenas dez minutos depois, veio o desempate. Em arrancada pela linha de fundo, Vítor Bueno cruzou rasteiro para Bruno Henrique completar para o gol. Emerson ainda tocou na bola.

Depois disso, surgiram pelo menos três ou quatro chances claras de gol para o Peixe, que falhava no arremate final. Até que, aos 33’, a bola foi cruzada no segundo pau, a zaga ficou olhando e Kayke concluiu.

Capanema, que substituiu Recife, ainda teve tempo de dar um tapa em Lucas Lima, mas o árbitro fingiu não ver. Will, no finalzinho, teve a chance de marcar um golaço, mas o chute errou o alvo por alguns centímetros.

O jogo foi bom, com quatro gols e boa atuação de Bruno Henrique, Rodrigo Andrade e Lucas Lima, mas podia ter sido melhor se o Peixe tivesse mais disposição e o Papão jogasse com menos receio.

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Um Leão repaginado para domingo

O Remo que a torcida vai ver domingo contra o Fortaleza é bem diferente daquele do Parazão. Pelos últimos treinos, somente Henrique e Edgar permanecem entre os titulares. Tsunami e Gabriel Lima podem  ganhar chances na estreia da Série C.

Josué Teixeira sinaliza que planeja formatar um time sólido na marcação e intenso do meio pra frente, mas mudanças no atacado podem comprometer o entrosamento.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 11)