Paixão além-fronteiras

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Em viagem de férias ao Chile, a amiga jornalista Syanne Neno visitou o lendário estádio Nacional de Santiago, palco de grandes jogos e de histórias trágicas dos tempos de ditadura militar de Pinochet. Com a cabeça na final desta noite em Belém, Syanne aproveitou para exibir orgulhosamente a bandeira do Papão em terras chilenas.

Campeão da Copa Verde receberá taça de pequiá

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Hoje, às 20h, acontece a final da Copa Verde 2017, entre Paissandu e Luverdense-MT, no estádio Jornalista Edgar Proença, em Belém do Pará. Pela primeira vez desde a sua criação, em 2014, o campeão e o vice levantarão troféus feitos de madeira nativa certificada FSC. Com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o FSC Brasil assinaram um Protocolo de Intenções com o objetivo de unir esforços para implementar ações e atividades sustentáveis relativas à CopaVerde e promover o manejo responsável das florestas nativas brasileiras.

Os troféus foram desenhados e produzidos pela Tora Brasil em pequiá, uma espécie existente em toda Amazônia, em matas de terra firme, e pode chegar a 45 metros de altura, com troncos de 180 centímetros de diâmetro.  A certificação florestal FSC é internacionalmente reconhecida e identifica, através de sua logomarca, produtos originados do bom manejo. A ação pretende contribuir para a valorização de produtos originados do manejo responsável das florestas e estimular o setor florestal, que tem um enorme potencial no Brasil.

Sobre o FSC – É uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, que promove o manejo florestal responsável ao redor do mundo desde 1994. Com sede na Alemanha, está presente em mais de 80 países. O FSC é o sistema de certificação florestal de maior credibilidade internacional e o único que incorpora, de forma igualitária, os interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos.

Os troféus serão entregues aos capitães de Paissandu e Luverdense pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. A partida que decide a quarta edição da CV começa às 20h, no estádio Jornalista Edgar Proença.

Abaixo, para efeito de comparação, o troféu que será dado ao campeão da Copa do Nordeste:

 

Ódio arcaico

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POR WILSON GOMES, no Facebook

Em 1978 e 1980 você odiava Lula porque ele era baderneiro, grevista e provocador da Ordem Constituída.

Em 1989 você odiava Lula porque era um sapo barbudo, comunista e vagabundo.

Em 1994 você odiava Lula porque era um torneiro mecânico achando que merecia ser presidente mais do que o professor da Sorbonne que com ele concorria.

Em 1998 você odiava Lula porque era um urubu agourento contra o Plano Real e o Brasil que dá certo.

Em 2002 você tinha medo de Lula porque ele “tinha mudado muito” e porque, com ele, a inflação iria voltar.

Em 2006 você odiava Lula porque era um analfabeto, apedeuta e cachaceiro que recebia um monte de títulos de doutorado honoris causae de Universidades cujo nome você nem sequer conseguia pronunciar.

Em 2010 você odiava Lula porque ele havia hipnotizado multidões de desdentados, nordestinos e habitantes de grotões (desculpe a redundância) ao ponto de conseguir eleger um poste para o seu lugar.

Em 2014 você odiava Lula porque ele era uma enganação, uma farsa, ainda aclamado e respeitado no Brasil e no mundo, enquanto você tinha certeza de que ele não valia nada.

Em 2017 você odeia o Lula porque ele é corrupto, chefe de quadrilha, além de baderneiro, comunista, analfabeto, enganador e falso.

Meu amigo, há mais de 40 anos o ódio que você professa a Lula se mantém idêntico. A única coisa que mudou, nesses anos todos, foram os argumentos que se usou para a autorização social do ódio. Bem sei que alguém poderá alegar que é mais jovem, que começou a odiar Lula mesmo apenas em 1998 ou em 2010, que um dia chegou até a gostar dele. Mas, meu amigo, se você entrou no vagão na 1ª estação ou na 8ª não faz a menor diferença em se tratando do mesmo trem. Você pode ser ser novo, mas este ódio que você professa é muito velho, vem de longe e vem dos mesmos.

O desprezo a Lula é uma velha e consolidada tradição de certos grupos brasileiros e, se você tiver o cuidado de examinar que gente é esta que cultiva com esmero ódio tão arraigado, talvez você não vá se sentir muito comportável com a companhia que lhe cerca. Não, não creio nem digo que Lula é um coitadinho perseguido, inocente, pela elite. O que digo é que o rancor contra Lula, nunca, nunquinha mesmo, precisou realmente de razão ou motivo: um bom pretexto sempre lhe foi o bastante. Meu amigo, eu acompanho há muito este ódio arcaico e sei bem qual é a fonte sombria de onde ele brota.

Papão entra com força máxima na decisão da Copa Verde

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Pela primeira vez na história o estádio Mangueirão sediará a final da Copa Verde. Atual campeão, o Paissandu decide a competição nesta terça-feira com o Luverdense, às 20h, horário de Brasília. Como o gol fora de casa é critério de desempate, o time mato-grossense tem a vantagem de poder perder por até um gol de diferença em Belém – o primeiro jogo terminou 3 a 1 para os cuiabanos. O campeão garante uma vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2018.

Nas duas finais que alcançou, em 2014 contra o Brasília e 2016 com o Gama, o Paissandu decidiu ambas fora de casa. A oportunidade de jogar diante da torcida pode ser decisiva na briga pelo bicampeonato. Para ser campeão direto o time precisa vencer por três gols de diferença, o que aconteceu quatro vezes nesta temporada. Se repetir o placar do primeiro jogo a decisão sairá das cobranças de pênalti.

Já o Luverdense vem de uma temporada ainda em branco. O time caiu na semifinal do Campeonato Mato-Grossense para o Cuiabá e busca o título da Copa Verde para afastar a desconfiança do torcedor. No último final de semana os cuiabanos caíram para o Juventude no Alfredo Jaconi por 2 a 1 na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro, enquanto o Paysandu bateu o Oeste por 2 a 0 em Belém, com gols de Bérgson e Fernando Gabriel.

Durante a semana Marcelo Chamusca trabalhou com algumas mudanças no time titular. O meia Diogo Oliveira e o atacante Bergson, poupados em Cuiabá, voltam ao time titular. Leandro Carvalho, que não tinha escalação garantida devido a uma contusão, foi liberado na manhã desta terça-feira e vai para o jogo.

O técnico Júnior Rocha não tem nenhuma baixa para o jogo. O meia Marcos Aurélio e o lateral direito Aderlan, que foram poupados contra o Juventude, voltam ao time titular no lugar de Alaor e Gabriel Passos, seus substitutos respectivamente. O zagueiro Neguete fica à disposição no banco de reservas, com Pierre e Dalton no time titular. No restante o grupo não deve ter grandes mudanças.

“Vamos respeitar eles, mas não significa que temos que ir retrancado lá. Queremos uma equipe novamente ofensiva e não vulnerável. O comprometimento dos atletas tem sido maravilhoso. O modelo de jogo vem dando certo”, disse o técnico Júnior Rocha. (Com informações de Ag. FI)

ESCALAÇÕES

Paissandu – Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Willian Simões; Augusto Recife (Wesley), Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho, Alfredo e Bergson. Técnico: Marcelo Chamusca

Luverdense-MT – Diogo Silva; Aderlan, Pierre, Dalton e Paulinho; Ricardo, Marcos Aurélio e Douglas Baggio; Rafael Silva, Raphael Macena e Erik. Técnico: Júnior Rocha

Árbitro – Rodrigo Batista Raposo (DF)

Governo livra Itaú de pagar R$ 25 bilhões em impostos

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O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu no último dia 10 de abril, por 5 votos a 3, que o Itaú não precisa pagar impostos no processo de fusão com o Unibanco. Isso significa uma derrota de R$ 25 bilhões para a Receita Federal.

O Ministério da Fazenda queria cobrar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital no processo de fusão. A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú e do Unibanco era o processo de maior valor que tramitava no Carf.

Ficou conhecido pelo fato de seu ex-relator, João Carlos Figueiredo Neto, ter sido preso por cobrar propina para proferir voto favorável ao banco. Ele não atua mais no conselho.

Vinculado à Receita Federal, o Carf julga recursos contra a cobrança de multas e tributos. Está com 19 cadeiras vagas segundo o último levantamento, divulgado no dia 17 de março. (Do Poder 360)

A caminho da glória

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POR GERSON NOGUEIRA

A vida de técnico de futebol é uma eterna montanha-russa. Apesar de valorizada financeiramente, é uma atividade de alto risco, pois depende essencialmente de resultados. Por vezes, o trabalho é até meritório, mas as peças não se encaixam e as vitórias rareiam. Além dessa característica singular, é ofício sob permanente julgamento de uma corte rigorosa, que se deixa levar por motivações quase sempre emocionais: a torcida.

Tome-se o caso de Marcelo Chamusca como exemplo. Depois de um período meio conturbado junto aos torcedores, ele está bem perto de repetir o feito de Dado Cavalcanti no ano passado: levantar duas taças no primeiro semestre. Contra o Luverdense, hoje à noite, o Papão pode se sagrar bicampeão da Copa Verde. Para isso, terá que mostrar capacidade de superação para descontar a vantagem do adversário no placar agregado.

Há cinco meses no comando técnico do Papão, Chamusca encontrou de início muitas dificuldades para montar um time competitivo, sofrendo com o fraco rendimento de alguns contratados e errando a mão em certas escolhas. Aos poucos, com a evolução natural quanto ao condicionamento físico, os resultados começaram a aparecer.

Enquanto o time penava para superar adversários limitados no Campeonato Estadual e na Copa Verde, Chamusca enfrentava questionamento cada vez mais forte. O conflito chegou a um ponto crítico na partida contra o Galvez, na Curuzu, válida pela primeira fase da CV.

Depois da má apresentação do time, que chegou a ser dominado e esteve a pique de ser eliminado pelo representante do Acre, os torcedores vaiaram e protestaram nas arquibancadas. Chamusca reagiu atribuindo a manifestação a grupos específicos, que queriam prejudicar seu trabalho.

Desde então, a relação entre técnico e torcida se tornou delicada, sujeita a solavancos e queixas. O comportamento tímido da equipe contra o Santos-AP no jogo de ida em São Luís, com baixa produção ofensiva, voltou a inquietar a Fiel. Na volta, em Belém, o time reagiu e se classificou.

O principal motivo das cobranças era a falta de confiabilidade do time, sempre sujeito a apagões e com escasso repertório ofensivo. A insistência com jogadores que não rendiam – como Sobralense, Wesley e Lombardi – também contribuíram para afetar a aceitação do trabalho de Chamusca.

A conquista do título estadual sobre o maior rival foi como um bálsamo. A vitória alcançada no último minuto do clássico eletrizou a torcida e fez com que a zanga se transformasse em aplauso.

Um claro sinal disso é que, três dias depois da vitória sobre o Remo, a queda frente ao Santos no Mangueirão foi assimilada com tranquilidade e  grandeza. Mesmo triste pela eliminação na Copa do Brasil, o torcedor aplaudiu o time agradecendo pelo bicampeonato paraense.

Chamusca tem indiscutíveis méritos na ascensão do Papão. Sofreu enquanto os jogadores não assimilavam o esquema proposto. As vitórias aconteceram quando a qualidade técnica começou a se manifestar. Bérgson, Perema, Rodrigo e Leandro Carvalho são exemplos dessa evolução.

Caso consiga pular o obstáculo representado pelo LEC hoje à noite, com o time mostrando organização e comprometimento, Chamusca estará inevitavelmente nos braços do povo bicolor, confirmando que no futebol uma linha tênue separa o inferno do céu.

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Carvalho pode ser a grande baixa na decisão

A dúvida sobre a presença de Leandro Carvalho na final só será desfeita momentos antes do jogo, mas uma coisa está bem clara: sem ele, o Papão terá um caminho mais complicado para romper o bloqueio defensivo do Luverdense. Titular absoluto e grande arma ofensiva, a ponto de ser cobiçado pelo técnico do Santos, Dorival Jr., o crescimento de Leandro na temporada coincide com a melhor fase do time. Um depende do outro.

Ele entrou aos poucos na equipe, mas seus dribles e arrancadas asseguraram a titularidade. Será uma pena se a lesão impedir que ele exiba essas qualidades no momento mais importante da festa.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 16)

Lobbies cobram alto por reformas: valor pode chegar a R$ 164 bilhões

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POR TALES FARIA, no Poder 360

O governo pagará caro pela aprovação das reformas no Congresso. Michel Temer tem 2 compromissos agendados nesta semana que podem custar R$ 110 bilhões aos cofres públicos.

FUNRURAL: R$ 10 BILHÕES

O presidente recebe nesta 2ª feira (15.mai) a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária). Deputados da bancada ruralista ameaçam votar contra a reforma da Previdência se não for aliviada a dívida do setor com o Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural). Trata-se da contribuição previdenciária dos fazendeiros. Com base em ações na Justiça, eles deixaram de recolher R$ 10 bilhões aos cofres públicos nos últimos anos.

MEDIDA PROVISÓRIA, PERDÃO DEFINITIVO

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o pagamento do Funrural seja feito. O resultado do encontro de Temer com a FPA deve ser a edição de uma medida provisória.

A ideia é reduzir a contribuição previdenciária do setor, dos atuais 2% sobre o faturamento para 1,5%. A diferença, acrescida de 0,3%, seria usada pelos devedores para quitar a dívida. Os ruralistas não querem pagar nem esses 0,3%.

ATÉ R$ 100 BILHÕES PARA PREFEITOS

Nesta 3ª (16.mai) o presidente participa da abertura da “20ª Marcha a Brasília”, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios. Temer deve anunciar a edição de uma medida provisória para atender uma das pautas do movimento: Refis municipal para 600 municípios renegociarem uma dívida de pelo menos R$ 100 bilhões com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

MAIS R$ 6 BILHÕES

Os prefeitos cobram também apoio do Planalto à derrubada de 1 veto assinado pelo próprio Michel Temer. Tratava-se do projeto que estabelecia a destinação para os municípios do ISS (Imposto Sobre Serviço) relativo a transações on-line com cartões de crédito, planos de saúde e financiamento de veículos. O texto foi aprovado pelo Congresso em dezembro de 2016. Temer vetou. Agora o veto será votado no Congresso e os prefeitos cobram apoio do próprio Temer para a derrubada.

REFORMAS CUSTAM 1  ANO DE DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA

Se forem atendidas as reivindicações dos prefeitos e dos ruralistas, o governo gastará R$ 116 bilhões. Mas tem também a renegociação da dívida dos Estados com o BNDES e o megarrefis, em tramitação no Congresso. Somam R$ 48 bilhões. Elevam para R$ 164 bilhões o que se pode chegar com a 1ª leva de concessões para aprovação das reformas. É de R$ 170 bilhões o déficit previdenciário anual no setor privado.

RENEGOCIAÇÃO COM BNDES

O Conselho Monetário Nacional retirou os entraves impostos à renegociação da dívida dos Estados com o BNDES. São R$ 25 bilhões. A presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, já acertou em março com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) os termos dos acordos que deve começar a fechar com os Estados.

MEGARREFIS: R$ 23 BILHÕES

É quanto a Receita Federal calcula que pode chegar a perda para o Tesouro se for aprovado pelo Congresso o projeto que convalida a medida provisória do Programa de Regularização Tributária. Na prática, a MP já era 1 Refis. O relator no Congresso, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), incluiu uma série de “jabutis”. O governo resiste. Nos bastidores, o deputado tem dito que cerca de 54 colegas estão dispostos a votar contra a reforma da Previdência se a nova versão não for aprovada.

MAIS CONCESSÕES: SEM CONTAR OUTROS R$ 460 BILHÕES

É o total da dívida dos Estados coberta pelo projeto chamado de “reestruturação financeira dos Estados”. Foi aprovado pela Câmara na semana passada e deve ser votado nesta semana no Senado. Trata das regras para os Estados refinanciarem suas dívidas com a União.

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