Acordo é encaminhado e Eduardo Ramos pode voltar a defender o Remo

c48a2aed-624d-4b32-8958-23400d0e02e5

O jogador Eduardo Ramos, que entrou em litígio com o Remo durante a disputado Campeonato Estadual, está muito próximo de ser reintegrado ao elenco. Conversas mantidas entre ele e dirigentes pavimentaram uma reconciliação, que já teria inclusive o aval do técnico Josué Teixeira, depois de um pedido de desculpas por parte do atleta. Ramos foi afastado do elenco após ato de indisciplina às vésperas da semifinal do Parazão, diante do Independente.

Há, no entanto, uma condição para que a paz seja selada. Segundo fontes do Evandro Almeida, Ramos só voltará a treinar com o elenco depois de retirar a ação judicial que interpôs contra o Remo na Justiça Trabalhista, com valor acima de R$ 3 milhões.

As conversas começaram há duas semanas, ainda antes da final do Parazão, mas foram intensificadas nos últimos dias, em face do interesse do jogador em voltar e do baixo rendimento do meio-campo azulino na Série C. Ramos disse ter sido sondado por uma equipe do Paraná, mas que não chegou a um acordo, até porque continua preso por contrato ao Leão, que não autorizou sua saída.

Ao mesmo tempo, a diretoria confirmou a contratação do atacante Pimentinha junto ao Sampaio Corrêa (MA). No Remo, Pimentinha reeditará a dupla que formou com Edgar no time maranhense.

proxy-1

Problemas com a cota e com estádio ameaçam Re-Pa em Manaus

O Re-Pa previsto para o dia 7 de junho, em Manaus, em caráter amistoso, corre o risco de não acontecer. Em primeiro lugar, há a questão dos compromissos dos dois clubes nas Séries B e C, o que levaria à escalação de times mistos.

O segundo problema diz respeito ao contrato assinado pelas diretorias de Remo e PSC, cujo valor da primeira cota (pouco mais de R$ 83 mil) ainda não foi depositado nas contas dos clubes. No total, os clubes receberão cada um R$ 250 mil, em três parcelas.

Para completar, surgiu hoje a informação de que a Arena da Amazônia, que foi construída para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, está com seus laudos vencidos.

Torcedores colorados organizam recepção para o Inter em Belém

O Consulado do Internacional em Belém, que reúne mais de 300 sócios-torcedores do Colorado, prepara uma grande recepção para o time, que joga contra o Paissandu, neste sábado, 27/05, no Mangueirão. O diretor regional do Consulado, Vanderlei Portes, ficou de reunir nesta segunda-feira à noite com representantes da torcida do Papão a fim de acertar detalhes que facilitem o acesso dos colorados e evitem problemas.
A ideia, segundo ele, é criar um ambiente de disputa sadia para que famílias de torcedores dos dois times, incluindo crianças, possam prestigiar o espetáculo em segurança. Haverá recepção festiva à delegação do Inter no desembarque em Val-de-Cans, na próxima quinta-feira, 25.

‘Vermelho Russo’ chega aos cinemas com proposta diferente

18601521_10155190203288930_1301038700_n

POR DANIEL FEIX, no ZH

Em 2009, as atrizes Maria Manoella e Martha Nowill foram a Moscou estudar o método de atuação do russo Constantin Stanislavski (1863 – 1938). A empreitada gerou um texto publicado na revista Piauí e, oito anos depois, um longa-metragem que recria seus passos equilibrando-se entre o registro documental e a reinvenção ficcional.

O filme tem direção do carioca Charly Braun, do bom Além da Estrada (2011), road movie rodado no Uruguai que igualmente buscava a potência das imagens que se conformam na fricção entre o real e sua representação. Mas Vermelho Russo é diferente. Além de envolver a memória, opera na fronteira entre o que as atrizes vivenciam em territórios duplamente inóspitos: a cidade fria, desconhecida, com seu idioma indecifrável, e o palco no qual ensaiam textos de Tchecov (1860 – 1904), como A Gaivota e Tio Vânia, sob o olhar de um exigente encenador (Vladimir Poglazov).

23250152

A sensação de deslocamento se abate sobre elas. Talvez fosse intenção de Braun que esse impacto se desse na convivência pessoal e, ao mesmo tempo, quando elas se caracterizassem como personagens do grande autor russo, brincando sobre essas transformações forçadas pelas quais passam. O jogo de cena se estabelece, porém, não com a riqueza que essa premissa sugere.

As relações que elas e o amigo Tatu (Esteban Feune de Colombi, protagonista de Além da Estrada) firmam com pessoas que conhecem por lá, como a porteira de seu prédio (Svetlana Murashova) e um ator local (Mihail Trojnik), são exploradas como alívios em meio ao seu drama. O estranhamento também tem graça, Braun parece ressaltar, à maneira de Sofia Coppola em Encontros e Desencontros (2003). Não só isso. A presença de Tatu, que com uma câmera na mão filma o cotidiano das duas, impondo outra camada a esse jogo cênico, indica que o que interessa, em Vermelho Russo, é menos o estranhamento em si e mais o retrato desse estranhamento.

Intercalando imagens do próprio filme com as dessa câmera de Tatu, Braun provoca o espectador a pensar sobre essa dualidade. O problema, aqui, são as diferenças entre as imagens dessas duas fontes, que não são tão marcantes a ponto de promover uma quebra brusca de registro nem tão sutis de modo que possam passar despercebidas.

A despeito da irregularidade do resultado, Braun e suas protagonistas – espécies de coautoras do projeto – encontraram o que talvez seja mais difícil neste momento de profusão dos dramas realizados com um pé na ficção e outro no documentário: autenticidade. Foi como, refletindo sobre a encenação, o trio conseguiu refletir sobre o próprio cinema.

VERMELHO RUSSO

De Charly Braun – Brasil, 2016, 90 min.

Em Belém, pode ser visto de quarta-feira (24) até sábado (27), no Cine Líbero Luxardo.

Leão confirma jogo contra o Cuiabá às 19h de domingo

A diretoria do Remo se reuniu na manhã desta segunda-feira (22) e decidiu manter o horário da partida contra o Cuiabá-MT às 19h do próximo domingo (28), como está previsto na tabela oficial do Brasileiro da Série C. Chegou a ser cogitada a troca de horário, para 10h, a pedido do canal que detém os direitos de transmissão, mas os dirigentes preferiram ouvir o parecer da comissão técnica, que desaconselhou jogar sob o sol da manhã.

“Este período do verão amazônico está muito forte em Belém e os jogadores (importados) ainda não estão habituados com o calor. Por isso mesmo decidimos manter o horário das 19h”, disse o diretor Marco Antônio Magnata. A diretoria definiu também o preço dos ingressos para o jogo em R$ 30,00 (arquibancada) e R$ 50,00 (cadeira). (Com informações da Rádio Clube e Bola)

A OAB e sua incoerência

POR JÂNIO SIQUEIRA, no Facebook

Nem abaixo nem acima de quem quer que seja em dignidade moral, e sem me atribuir qualquer santidade ética, entendo não ter que pedir licença a ninguém para discutir aqui a postura política da minha Instituição (OAB), nessa sua decisão de ontem, de formular pedido de Impeachment contra o Presidente TEMER.
E o que me chama a atenção, desde logo, nesta postura política da OAB FEDERAL é o fato de ela não ter tido a mesma indignação cívico-moral nos tristes fatos que levaram ao Impeachment da ex-Presidente DILMA ROUSSEF !!! Ela (a OAB), àquela altura, se manteve fria, arredia e distante daqueles fatos. Pergunta-se: por que foi omissa naquele momento histórico, e agora, tão apressadamente, com os fatos ainda nebulosos, se mostra tão aguerrida na defesa da moralidade pública ???
Com o destemor e a independência de pensamento e de opinião que deve ter todo advogado, penso livremente que a OAB, como Instituição, desprezou a coerência nestes dois momentos políticos distintos. E deixou sérias dúvidas na sua postura institucional nestes dois episódios: agora, nos fatos de hoje, envolvendo o Sr. MICHEL TEMER, revela-se patriótica e altiva; nos de ontem, envolvendo a Sra. DILMA ROUSSEF, revelou-se silente e com uma indiferença um tanto disfarçada !!! E assim, com tal dubiedade, renegou sua coerência histórica construída ao longo da sua existência. Pergunto: o que está por detrás disto ??? Por que duas atitudes diferentes e contraditórias diante de fatos semelhantes, de aparente improbidade moral e administrativa dos Mandatários da Nação ???
Sinceramente, meus Colegas de Classe, façamos também a nossa parte..!!! Acho que também é chegada a hora da OAB dar seu exemplo para a Nação e fazer seu ‘dever de casa’…!!! E, como Instituição livre, patrimônio da sociedade civil, que busca servir de exemplo de moralidade pública, deveria iniciar, com URGÊNCIA, uma ‘limpeza ética’, uma ‘faxina ética’ nos seus próprios quadros. Tornando público, por exemplo, Processos disciplinares que envolvam advogados que emporcalham suas mãos, apropriando-se do dinheiro particular de seus clientes !!! Este já seria um pequeno-grande exemplo para a mudança sadia das Instituições e para o surgimento de um NOVO BRASIL, que queremos e aspiramos com URGÊNCIA !!!

(*) Jânio Siqueira é advogado criminalista. 

Sinal de alerta ligado

unnamed (99)

POR GERSON NOGUEIRA

A opção de remontar radicalmente o time do Remo cobra um preço alto neste começo de Série C. Depois de um primeiro tempo de boa movimentação e tentativas agudas (com duas chances de gol), a equipe sucumbiu ao cansaço e aos muitos erros, deixando três pontos em Arapiraca, no sábado à tarde. A continuar nessa toada, candidata-se a ser (de novo) mero figurante na competição. Ocupa o 4º lugar, mas o time não passa confiabilidade.

O apenas esforçado ASA pouco arriscou inicialmente, respeitando o time azulino. Quando percebeu o cansaço e a desarrumação, botou pressão e achou facilidades pelos lados do campo. Insistiu com bolas cruzadas até que o gol saiu num lance curioso, que teve um quase milagre do goleiro Vinícius e a total inércia do sistema defensivo do Remo.

A derrota se consolidou porque o Remo não teve forças para manter a transição rápida que fazia no 1º tempo, quando o estreante Gerson apareceu bem no apoio ao ataque. Edgar e João Paulo tiveram oportunidades, mas o goleiro Carlão fez grandes defesas, evitando o gol.

Até a conhecida limitação criativa do meio-de-campo foi um pouco disfarçada pela velocidade com que o Remo conseguia sair de seu campo. Em várias situações ficou patente a fragilidade defensiva do ASA, condição que os remistas não souberam explorar nos 45 minutos finais.

Para piorar, o precário condicionamento físico de boa parte da equipe, principalmente dos novos jogadores, comprometeu a cobertura defensiva e limitou as iniciativas do ataque. Edgar, o melhor do time, foi esquecido no lado esquerdo, sem receber bolas para investir em jogadas rumo ao gol.

Com o Remo escalado no sistema 3-5-2, os volantes tinham papel decisivo na partida, mas na segunda etapa abusaram da burocracia, trocando (e errando) passes no meio, justamente o setor mais povoado pelo ASA. Mikael, peça nula, foi substituído por Rony, que nada acrescentou.

Quando Gabriel Lima entrou, substituindo a João Paulo, o ASA já havia chegado ao gol, em lance que confirmou a excelente atuação do goleiro Vinícius e desnudou em todas as cores a incrível lentidão da zaga remista. Em cruzamento de Everton, o goleiro se desdobrou defendendo um cabeceio e um chute à queima-roupa, mas não evitou o disparo de Leandro Kível, aos 12 minutos. Estava sozinho contra o ataque inimigo, pois os zagueiros do Remo não se mexeram para pelo menos atrapalhar a jogada.

Em desvantagem, o Remo buscou forças para reagir, mas em nenhum momento conseguiu dar o bote sobre a defesa do ASA. Gabriel correu, lutou, mas foi atrapalhado pelos erros de posicionamento e passe de Damião e na falta de entendimento com Nino Guerreiro e Rony. O melhor momento foi uma tentativa de Tsunami, mas a bola saiu sobre a trave.

Os manuais ensinam que, em situações de aperreio, o jeito é apelar para a bola alçada na área, o popular muricybol. Nem isso o Remo fez. Estranhamente, ficou cozinhando o galo em seu campo, sem arriscar chutes de fora da área e deixando de incomodar a defesa do ASA.

O mau resultado acende o sinal de alerta quanto às deficiências do time, já expostas na vitória sobre o Fortaleza. O fato mais desconcertante é que o time que disputou o Parazão, reconhecidamente limitado, conseguia ser superior ao amontoado de jogadores escalados neste começo de Série C.

A opção de desmontar o time e prestigiar os novatos até agora não se mostrou a mais acertada. Quase todos os contratados desembarcaram em Belém longe das condições ideais, sendo que alguns denotam sérias limitações técnicas – casos de Damião, João Paulo, Labarthe, Mikael e Danilinho (que não jogou em Arapiraca). Gerson, Nino Guerreiro e Bruno Costa, mesmo sem maior brilho, são as exceções até agora.

Em meio às dificuldades, Josué pode substituir os “importados” que não se encaixaram por Gabriel, Jayme, Léo Rosa e até Rodrigo, que apareceu bem na final do campeonato e que pode cuidar da armação até Flamel voltar – há previsão de que possa jogar domingo contra o Cuiabá. Insistir com os novatos à espera de entrosamento é um risco que o Remo não pode correr.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 22)

Depois de anos escondendo sujeiras debaixo do tapete, grande imprensa larga Aécio ferido na estrada

AecioNeves-1495133270-1495141849

POR JOÃO FILHO, no The Intercept_Brasil

Já não é mais possível segurar a blindagem de Aécio Neves (PSDB-MG) e sua família. Depois de passar anos ignorando gravíssimas denúncias de jornalistas mineiros contra ele e sua irmã, a grande imprensa passou a publicar as várias vezes em que o presidente do PSDB foi citado em delações premiadas. Ontem, em furo de Lauro Jardim de O Globo, o país conheceu o conteúdo de uma conversa gravada por um parceiro de crime do tucano, Joesley, o dono da Friboi, que assim agiu para tentar diminuir sua pena.

Aécio aparece no áudio pedindo R$2 milhões para bancar sua defesa na Operação Lava Jato. Em um dos diálogos, o empresário pergunta para o senador como será a entrega do dinheiro:

“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.”

Com a maior tranquilidade do mundo, o presidente do PSDB deu as coordenadas para a execução do crime:

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.”

Fred é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio e ex-diretor da Cemig nomeado pelo tucano. Foi também coordenador de sua campanha para presidente em 2014. Ele acaba de ser preso pela Polícia Federal.

Sempre muito próximo de seu amigo Aécio, Zezé Perrella (PMDB-MG) — dono do helicóptero flagrado transportando meia tonelada de pasta base de cocaína —  também aparece nas investigações como receptor dos R$2 milhões que Aécio pediu para a Friboi. O dinheiro não foi para advogados, mas para Perrella. Em uma das viagens para São Paulo para pegar as malas de grana da Friboi, o primo foi filmado pela Polícia Federal repassando-as para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar de Perrella, também preso hoje.

O uso do verbo “matar” pode ser força de expressão, mas diante das circunstâncias estranhas em que um denunciante de Aécio morreu, fica difícil não dar asas à imaginação. Depois de acusar Aécio de corrupção, ligação com tráfico de drogas e até assassinato de opositores, o policial civil Luca Arcanjo foi encontrado morto em sua casa enforcado por uma gravata — um caso que teve pouquíssima repercussão na imprensa, para não dizer nenhuma. A versão oficial é de suicídio e, como no caso do helicoca, nunca mais se falou no assunto.

Nas redes sociais, muitos se apressaram em apontar a imparcialidade da Globo por ter publicado o vazamento da delação da Friboi em primeira mão. Bom, já faz um tempo que Aécio foi largado ferido na estrada e não faria sentido agora perder um furo que, inevitavelmente, seria divulgado por algum concorrente. Precisamos lembrar, então, que são antigas e inúmeras as denúncias de jornalistas mineiros que nunca tiveram repercussão na Globo ou em qualquer outro veículo da grande mídia. Aécio foi por muito tempo o principal nome da oposição e, com toda essa blindagem, se sentia à vontade para discursar contra a corrupção do PT. Enquanto as denúncias eram omitidas, um ambiente tranquilo e favorável era construído para o mineiro.

Teve jornalista que ousou furar o bloqueio jornalístico e foi parar na cadeia sem que isso merecesse uma cobertura aprofundada. Depois de denunciar Aécio e seu grupo político no Diário de Minas, Marco Aurélio Carone ficou 9 meses preso, mas foi absolvido e solto 5 dias após o fim das eleições em que o tucano concorreu à presidência. Sem nenhuma manchete nos jornalões ou cobertura do Jornal Nacional, o jornalista foi à Comissão de Direitos Humanos da Câmara no fim do ano passado para confirmar as acusações pelas quais foi preso: financiamento de campanha via caixa dois com envolvimento de Andreia Neves (presa hoje pela Polícia Federal), esquema na mineração e exportação de nióbio, uso político da estatal Cemig, dentre outras.

Por que esse jornalista foi silenciado na imprensa? Por que sua prisão não revoltou colegas que hoje publicam basicamente as mesmas denúncias feitas por delatores? Essas sucessivas omissões contribuíram para a construção da candidatura de Aécio em 2014, oferecendo a ele o discurso do combate à corrupção.  Tanto é verdade que, mesmo após a derrota nas urnas, eleitores do tucano saíram às ruas para protestar contra os corruptos vestindo a camisa que estampava aquele famoso bordão da pós-verdade: “Não tenho culpa. Votei no Aécio.”

Não nos esqueçamos também de outro caso gravíssimo ocultado pela grande mídia: o outro primo de Aécio Neves que vendia habeas corpus para traficantes de drogas em conluio com um desembargador nomeado pelo próprio Aécio. O primo e o desembargador foram presos, Aécio não foi incomodado com o assunto, e a imprensa nunca questionou as digitais do tucano no caso. Quer dizer, o Fantástico fez uma longa reportagem, sim, mas sem citar o nome de Aécio.

Depois de anos escondendo a sujeirada da família Neves debaixo do tapete, não dá para a Globo e outras empresas de comunicação fazerem a egípcia e posarem de imparciais. Não estamos diante de um rascunho de e-mail ou um recibinho de pedágio, mas de um áudio que revela em detalhes a prática de um crime. Está tudo muito claro, não precisa nem de power point explicando. Se levarmos em conta o que aconteceu com Delcídio do Amaral (PT-MS), Aécio deve ser preso nos próximos dias. E se resolverem começar a ouvir os jornalistas mineiros, talvez nunca mais saia da cadeia.