No Rio, mais de 100 mil exigem diretas já; Temer reafirma que não renuncia

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A assombrosa capacidade do presidente Michel Temer de não renunciar ao cargo, apesar das formidáveis pressões nesse sentido, desencadeou um novo surto de desgosto no país. No Rio de Janeiro, milhares de pessoas protestaram, neste domingo, contra o presidente na praia de Copacabana. Artistas de TV e cinema, juntamente com cantores conhecidos – como Caetano Veloso e Milton Nascimento -, juntaram-se aos gritos de “diretas já” e “fora Temer”. O mesmo já tinha acontecido nessa cidade e em outras 18 na semana passada.

As manifestações só agravam uma crise que começou com o rumor de que Temer tinha obstruído a justiça, mas que agora inclui uma acusação da Procuradoria Geral da República, enquanto o Supremo Tribunal Federal avalia acusá-lo igualmente por corrupção. A influente Ordem dos Advogados do Brasil também apresentou seu próprio pedido de impeachment contra Temer. É o décimo terceiro no total.

Se existe alguma coisa com a qual Temer está acostumado é a ter problemas e, no fundo, só está lidando com sua pior crise política da mesma forma com que presidiu o país nos últimos 12 meses: de costas para o povo a e minimizando a gravidade de escândalos judiciais que o rodeiam. (Com informações do El País)

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Liderança e marca

Com a vitória sobre o Internacional, sábado, o Paissandu virou líder da Série B e estabeleceu um feito expressivo em sua história recente. O clube nunca havia fechado uma rodada completa ocupando a liderança de um Campeonato Brasileiro de pontos corridos, de Série A ou B. Já são oito participações do Papão no atual formato de disputa.

Diretor da PF nega-se a dizer quem financiou filme sobre a Lava Jato

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Do Sul21

O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, negou ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acesso às informações sobre os financiadores do filme “PF – A Lei é Para Todos”. Pimenta solicitou, via Lei de Acesso à Informação, uma série de informações sobre o financiamento do filme e sobre possíveis ilegalidades na relação entre a Polícia Federal e a equipe de filmagem. Daiello admitiu ter conhecimento de quem são os financiadores, mas recusou passar ao parlamentar tal informação. “A Polícia Federal teve acesso à relação de financiadores do filme, mas não é possível o fornecimento de tal documentação”, afirmou o diretor-geral da instituição.

Segundo Paulo Pimenta, além de não revelar quem são os financiadores do filme, Daiello admitiu também que a Polícia Federal colaborou com a equipe de filmagens e reconheceu que não ocorreu nenhum encaminhamento formal prevendo essa colaboração. Já os produtores do filme, assinalou o parlamentar, garantiram que foi firmado um “acordo exclusivo de cooperação” com a PF. Para Pimenta, ao reconhecer a inexistência de um ato formal para essa colaboração, Daiello admitiu várias irregularidades.  “A falta de um ato formal, além de ser um escândalo, configura ato de improbidade administrativa. Como pode o diretor-geral da PF admitir que estabeleceu um contrato de ‘boca’ com a produção de um filme, em que seus financiadores são mantidos sob segredo para a população brasileira?”, questionou o deputado.

Além disso, acrescentou, ao negar as informações solicitadas via Lei de Acesso à Informação, o diretor-geral da PF acabou fornecendo também um conjunto de elementos que revelam ilegalidades, que serão levadas ao Ministério Público Federal, que já apura contra Leandro Daiello possível prática de improbidade administrativa, peculato, abuso de autoridade e prevaricação por conta da relação estabelecida entre a PF e os produtores do filme.

Em março deste ano, o delegado Igor Romário de Paula admitiu que a PF gravou, sem autorização da Justiça, imagens internas do apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a operação de condução coercitiva. Essas imagens foram repassadas depois aos produtores do filme e à revista Veja. Em visita à sede da Polícia Federal de Curitiba, o ator Ary Fontoura, que participa do filme, confirmou as suspeitas sobre a “colaboração” da Polícia Federal com a produção do filme: “Vim assistir às gravações que a PF fez da condução coercitiva do Lula”.

De acordo com a LAI, destacou ainda Pimenta, a recusa no fornecimento de informação constitui conduta ilícita que enseja responsabilidade do agente público ou militar. O deputado recebeu informações que levantam suspeitas de que a maior parte do filme teria sido financiada por grandes empresas da indústria da carne, que acabaram sendo beneficiadas por acordos de delação premiada.