Archive for 1 de maio de 2017

Rock na madrugada – Mott the Hoople, All The Young Dudes

1 de maio de 2017 at 23:48 Deixe um comentário

Só no Brasil mesmo pra fazer greve em dia útil

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POR GREGÓRIO DUVIVIER, na Folha de SP

Tem certas coisas que só existem no Brasil mesmo. Sexta-feira vimos surgir um novo fenômeno bem brasileiro: a greve em pleno dia de trabalho. Greve, como todos sabem, é algo que se faz no feriado, pra não atrapalhar ninguém. O marido da Ana Hickmann calcula que perdeu R$ 25 mil. Vocês já viram a sala da casa dele? Aquilo precisa de 15 pessoas pra limpar. Deve tá uma nojeira.
Claro que o trabalhador pode protestar. Mas primeiro tem que pensar na sociedade. Tem que escolher um dia bom. Feriado serve pra isso: você pode ir à praia, ao sítio ou fazer greve. Vai do gosto de cada um.
Jesus, por exemplo, poderia ter nascido em qualquer dia. Mas nasceu no Natal. Por quê? Porque era feriado. Ele sabia que quando nascesse ia parar tudo, daí ele escolheu uma data em que já tá tudo parado, pra não atrapalhar o marido da Ana Hickmann. E ainda nasceu uma semana antes do Réveillon, numa época que todo o mundo já tá mais tranquilo, dá pra emendar as duas datas, ir pra Bahia. E vamos combinar que ele morreu numa época ótima, também. Mas isso a gente deve aos romanos. Os romanos sabiam tudo de calendário. Podiam ter matado Jesus em qualquer época, mas escolheram a Páscoa, pra não atrapalhar o trânsito nem a vida de ninguém.
D. Pedro foi outro que arrasou: declarou a independência num feriado, o Sete de Setembro, pra não atrapalhar a vida de ninguém. Tem dia melhor pra declarar a independência que o Dia da Independência? Matou dois coelhos com um feriado só.
O problema é que o pessoal quer fazer baderna. Desse jeito ninguém consegue nada. O que falta nesse povo é gentileza. Quer alguma coisa? Pede com jeitinho. E para de falar mal da pessoa pra quem você tá pedindo. É indelicado.
Na última pesquisa só 4% de vocês disseram que o governo do Temer era bom ou ótimo. Se vocês ficarem falando mal do presidente, por que é que ele iria ajudar vocês? Tem que respeitar pra ser respeitado.
Uma ideia pra vocês: os sindicalistas, como todos sabem, estão entre os homens mais ricos do país (ver “Forbes”). Por que não fazem uma vaquinha pra mandar flores pro presidente? Um patinete pro Michelzinho? Uma limpeza espiritual no Alvorada? Tem que pensar no outro. Não deve tá fácil pro Temer, nem os fantasmas deixam ele trabalhar. Tem um pessoal ótimo que faz esse trabalho de limpeza, chama Ghostbusters. Um pouquinho mais de gentileza, por favor.

Hehehe…

1 de maio de 2017 at 21:12 1 comentário

Pantera e Galo empatam em Santarém

São Raimundo e Independente empataram em 1 a 1 na tarde desta segunda-feira, no estádio Barbalhão, em Santarém. O jogo abriu a disputa pelo terceiro lugar no Campeonato Paraense, posição que dará direito a uma vaga na Série D 2018. Monga abriu o placar para o Galo Elétrico e Erick Foca empatou ainda no primeiro tempo. O Barbalhão recebeu um público pagante de 850 pagantes, com renda final de R$ 13.362,00. A segunda partida será realizada na sexta-feira, em Tucuruí.

1 de maio de 2017 at 18:58 3 comentários

Bola na Torre – domingo, 30.04

1 de maio de 2017 at 18:38 Deixe um comentário

Leão confirma mais três reforços

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O Remo confirmou nesta segunda-feira mais três reforços para o elenco que disputará o Brasileiro da Série C. São o lateral direito Daniel Damião. o atacante Nino Guerreiro e o meia Kaio Wilker (foto acima). Os atletas foram avalizados pela comissão técnica e se incluem no teto orçamentário do clube.

Daniel Damião é natural do Rio, tem 28 anos e já defendeu Bangu, Guarani e Sampaio Corrêa. Kaio Wilker tem 24 anos, nasceu em Goiás e passou pelo Ypiranga, Mogi Mirim e Tupi de Juiz de Fora. Nino Guerreiro é natural da Bahia, tem 33 anos e teve passagens por Crac-GO, Juazeirense e Cuiabá.

Do trio, Daniel já foi integrado ao grupo e já participa normalmente dos treinos. Kaio e Nino já estão em Belém, mas ainda serão submetidos a exames médicos.

1 de maio de 2017 at 17:31 7 comentários

Neste ano eu não morro

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POR HENRIQUE ARAÚJO – O Povo-CE

Belchior eram seis: Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Desde o nome, então, o cantor e compositor apresenta-se sob a multiplicidade das máscaras, estilhaçado em identidades, todas igualmente verdadeiras: músico, pai, marido, cearense, amigo. E Belchior, que, a exemplo dos fenômenos que temos dificuldade de compreender, resultava da junção alucinada de tudo isso.

Não era apenas o homem que se refugiou na saudade, saindo em escapada quando se via atocaiado por uma dificuldade, existencial ou financeira. Não era só o vivente que arribava, à mercê da natureza. Nem somente o gênio de “A palo seco” e “Como nossos pais”. Tampouco era um falsário cujas contas, quase sempre no vermelho, punham-no em desatino constante, obrigando-o a peregrinar, numa manobra de sumiço quase teatral, aparecendo aqui e ali para confirmar que vivia.

Belchior eram seis, pelo menos. Talvez mais. E cada um deles deixará saudade, uma palavra-síntese na sua obra musical. Vocábulo que faz as vezes ora de nostalgia, ora de coragem, numa gangorra de significados que, à primeira vista, são imiscíveis. Mas Belchior era isto mesmo: um grito apanhado no ar. Nele vivíamos a pertença – ouvi-lo é estar no Ceará, onde quer que se esteja – e o sentimento de desenraizamento – a falta de seu corpo era como o vazio que deixa o que se vai prematuramente. E Belchior foi.

O cantor tinha sobretudo saudade. Do passado e do que ainda viria. É essa falta que os fãs cearenses têm de elaborar a partir de agora. O lugar sem nome do canto torto feito faca, uma imagem poética que traduz à perfeição as muitas duplicidades que habitavam o seu cancioneiro: palavra de dois gumes, voz cortante, corpo-embarcação, sugerindo que se está sempre em rota, não importam as direções que se anunciem. Sem querer, falando de si, Belchior resumiu a capital cearense: uma terra de gente em fuga, tangida e chegada por precisão.

Hoje é domingo, dia em que muitos bares fecham em Fortaleza. Não deveriam. Por dever de ofício, deveriam abrir e receber Belchior. Porque serão muitos batendo à porta, todos latinos, todos sem dinheiro no banco e vindos do Interior. Expediente normal nos balcões, cerveja coalhando as mesas, música solta e encontro de amigos. É assim que se cultiva uma saudade. É assim que podemos voltar a imaginar Belchior como nosso dom Sebastião, o rei português extraviado na batalha, de quem nunca se saberá, exceto que se perdeu e nunca mais se encontrou.

Assim foi Belchior. E por isso os bares têm obrigação de suspender a folga e receber com generosidade quem pedir uma bebida e uma música e perguntar: quando ele voltará? Talvez o garçom responda: não voltará. E será duro ouvir que a saudade não passa.

Mas gosto de pensar que Belchior não voltará porque não foi embora. Sempre esteve ali, na Praia de Iracema, nas ruas do Centro, na boemia da Gentilândia, em cada cearense que levanta voo sem destino certo e encara uma roda viva. Está na música, na maresia e nos palcos, como esteve ontem, homenageado por uma banda formada por baianos e mineiros tocando em frente à Ponte Velha, na comunidade do Poço da Draga, ao lado de um esqueleto de projeto que, mal nasceu, já é ruína. Tudo, como ele, muito cearense.

Belchior eram muitos no mesmo corpo. Não à toa, no Carnaval festejamos num bloco que explicita essa condição: “Os Belchior”, conjugando singular e plural num mesmo nome. São muitas saudades e agonias. Escutá-lo é se surpreender numa reza íntima que todo cearense aprende desde cedo: ano passado eu morri, mas neste ano eu não morro. Não morreremos. Mas vai doer a falta.

1 de maio de 2017 at 16:01 Deixe um comentário

O triunfo do atraso (by Laerte)

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Por Laerte Coutinho, na Folha de S. Paulo.

1 de maio de 2017 at 15:32 1 comentário

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