Em ritmo de treino

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POR GERSON NOGUEIRA

Enquanto o placar esteve em branco, permaneceu no ar a esperança de uma surpresa alviceleste, capaz de reverter o placar desvantajoso de 2 a 0 em favor do Santos. Uma hipótese remota, mas não impossível. Mas, depois que saiu o primeiro gol, a partida tornou-se praticamente um amistoso para a equipe paulista. Foi visível a contenção dos visitantes, preocupados em se poupar para os futuros compromissos na Série A e na Libertadores.

O Papão, ainda curtindo a ressaca da conquista do bicampeonato estadual, entrou propondo um jogo de cautela, baseado na marcação forte, precavendo-se quanto ao risco de uma goleada em casa. Marcelo Chamusca botou três volantes – Recife, Rodrigo Andrade e Wesley – e cuidou para que seus laterais não subissem para o apoio.

Ao Santos não interessava impor correria. Ricardo Oliveira deu alguns piques nos primeiros 20 minutos, caindo depois num estado de inércia que sua presença praticamente só foi notada quando deixou o campo para a entrada de Caíque no 2 tempo.

O fato é que a face mais agressiva do Peixe se revelava quando as jogadas eram iniciadas por Lucas Lima, partindo de seu campo e incluindo o habilidoso Bruno Henrique nas tentativas de envolver a zaga paraense.

Não por acaso, ambos participariam do primeiro gol. Bruno estufou as redes, aos 26 minutos, concluindo em alta velocidade um passe de Vítor Bueno e coroando uma jogada que nasceu de um magistral lançamento de Lucas Lima para o lado direito do ataque santista, apanhando a zaga bicolor completamente aberta.

Antes de sofrer o gol, o Papão esteve perto de fazer o seu. Talvez não tenha marcado por falta de confiança. Primeiro com Diogo Oliveira, depois com Wesley. Ambos finalizaram de dentro da área, mas sem força e direção.

Com a vantagem ampliada, o Santos cadenciava a saída, mas exagerava na lentidão e nos passes curtos. Era quase como um treino de luxo. Lucas Lima, Renato, Vítor Ferraz e Vítor Bueno eram os mais participativos. As triangulações confundiam a marcação, mas sem forçar. Assim, relaxado e tranquilo, deixou o tempo escoar até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Papão voltou com gás renovado e bem mais empenhado em atacar. Pressionou com vontade logo no começo e, aos 4 minutos, em bela escapada, Rodrigo Andrade cruzou para a entrada da área e Diogo Oliveira pegou de primeira. Tiro forte e colocado, sem defesa.

O empate empolgou a torcida (13 mil presentes ao Mangueirão) e entusiasmou o time, mas o Santos não se perturbou. Leandro Donizete substituiu a Renato, ajudando a fechar a entrada da área.

Apenas dez minutos depois, veio o desempate. Em arrancada pela linha de fundo, Vítor Bueno cruzou rasteiro para Bruno Henrique completar para o gol. Emerson ainda tocou na bola.

Depois disso, surgiram pelo menos três ou quatro chances claras de gol para o Peixe, que falhava no arremate final. Até que, aos 33’, a bola foi cruzada no segundo pau, a zaga ficou olhando e Kayke concluiu.

Capanema, que substituiu Recife, ainda teve tempo de dar um tapa em Lucas Lima, mas o árbitro fingiu não ver. Will, no finalzinho, teve a chance de marcar um golaço, mas o chute errou o alvo por alguns centímetros.

O jogo foi bom, com quatro gols e boa atuação de Bruno Henrique, Rodrigo Andrade e Lucas Lima, mas podia ter sido melhor se o Peixe tivesse mais disposição e o Papão jogasse com menos receio.

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Um Leão repaginado para domingo

O Remo que a torcida vai ver domingo contra o Fortaleza é bem diferente daquele do Parazão. Pelos últimos treinos, somente Henrique e Edgar permanecem entre os titulares. Tsunami e Gabriel Lima podem  ganhar chances na estreia da Série C.

Josué Teixeira sinaliza que planeja formatar um time sólido na marcação e intenso do meio pra frente, mas mudanças no atacado podem comprometer o entrosamento.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 11)

Corte de Haia vai analisar caso de tortura e morte de Vlado Herzog

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Corte Interamericana de Direitos Humanos informou no sábado, 6, que analisará durante seu próximo período de sessões, entre os dias 15 e 26 deste mês maio, o caso sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura brasileira.

A audiência para avaliar a “situação de impunidade em que se encontram a detenção arbitrária, tortura e morte” de Herzog, ocorridas em 25 de outubro de 1975, está marcada para o dia 24, informou a Corte Interamericana em comunicado.

Diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo na época, Herzog compareceu espontaneamente, no dia 24 de outubro de 1975, ao Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) para interrogatório sobre suposta ligação com o Partido Comunista Brasileiro.

Acabou torturado e assassinado, mas o inquérito militar realizado concluiu que Herzog tinha cometido suicídio dentro de sua cela. (Da Agência EFE

A piada do dia

Juiz Moro baixou os olhos ao dirigir-se a Lula e perguntou: “Temos provas de suas contas na Suíça, de seu apartamento na Europa e de seus depósitos em paraísos fiscais. Não adianta negar!!”
E finalizou: “Só queremos saber porque usou esses codinomes: José Serra, Fernando Henrique, Aécio Neves e Eduardo Cunha”…

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PSC x Santos – comentários on-line

Copa do Brasil 2017 – Oitavas de final, jogo de volta

Paissandu x Santos – estádio Jornalista Edgar Proença, 21h45

radio-clube-_-ibope-_-sabado-e-domingo-_-tabloide

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra; Rui Guimarães comenta. Reportagens – Dinho Menezes, Giuseppe Tommaso, Francisco Urbano e Carlos Estácio. Banco de Informações – Fábio Scerni 

Bancada conservadora rejeita ônibus com ar-condicionado em Belém

Enquanto o juiz tucano persegue Lula, vereadores de rabo preso com empresários rejeitam o projeto de ônibus com ar-condicionado em Belém.

Chega-se à óbvia conclusão de que os senhores edis acham que o povaréu não tem direito a nenhum conforto no transporte coletivo.

Ô raça!!