Em ritmo de treino

11 de maio de 2017 at 2:22 5 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA

Enquanto o placar esteve em branco, permaneceu no ar a esperança de uma surpresa alviceleste, capaz de reverter o placar desvantajoso de 2 a 0 em favor do Santos. Uma hipótese remota, mas não impossível. Mas, depois que saiu o primeiro gol, a partida tornou-se praticamente um amistoso para a equipe paulista. Foi visível a contenção dos visitantes, preocupados em se poupar para os futuros compromissos na Série A e na Libertadores.

O Papão, ainda curtindo a ressaca da conquista do bicampeonato estadual, entrou propondo um jogo de cautela, baseado na marcação forte, precavendo-se quanto ao risco de uma goleada em casa. Marcelo Chamusca botou três volantes – Recife, Rodrigo Andrade e Wesley – e cuidou para que seus laterais não subissem para o apoio.

Ao Santos não interessava impor correria. Ricardo Oliveira deu alguns piques nos primeiros 20 minutos, caindo depois num estado de inércia que sua presença praticamente só foi notada quando deixou o campo para a entrada de Caíque no 2 tempo.

O fato é que a face mais agressiva do Peixe se revelava quando as jogadas eram iniciadas por Lucas Lima, partindo de seu campo e incluindo o habilidoso Bruno Henrique nas tentativas de envolver a zaga paraense.

Não por acaso, ambos participariam do primeiro gol. Bruno estufou as redes, aos 26 minutos, concluindo em alta velocidade um passe de Vítor Bueno e coroando uma jogada que nasceu de um magistral lançamento de Lucas Lima para o lado direito do ataque santista, apanhando a zaga bicolor completamente aberta.

Antes de sofrer o gol, o Papão esteve perto de fazer o seu. Talvez não tenha marcado por falta de confiança. Primeiro com Diogo Oliveira, depois com Wesley. Ambos finalizaram de dentro da área, mas sem força e direção.

Com a vantagem ampliada, o Santos cadenciava a saída, mas exagerava na lentidão e nos passes curtos. Era quase como um treino de luxo. Lucas Lima, Renato, Vítor Ferraz e Vítor Bueno eram os mais participativos. As triangulações confundiam a marcação, mas sem forçar. Assim, relaxado e tranquilo, deixou o tempo escoar até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Papão voltou com gás renovado e bem mais empenhado em atacar. Pressionou com vontade logo no começo e, aos 4 minutos, em bela escapada, Rodrigo Andrade cruzou para a entrada da área e Diogo Oliveira pegou de primeira. Tiro forte e colocado, sem defesa.

O empate empolgou a torcida (13 mil presentes ao Mangueirão) e entusiasmou o time, mas o Santos não se perturbou. Leandro Donizete substituiu a Renato, ajudando a fechar a entrada da área.

Apenas dez minutos depois, veio o desempate. Em arrancada pela linha de fundo, Vítor Bueno cruzou rasteiro para Bruno Henrique completar para o gol. Emerson ainda tocou na bola.

Depois disso, surgiram pelo menos três ou quatro chances claras de gol para o Peixe, que falhava no arremate final. Até que, aos 33’, a bola foi cruzada no segundo pau, a zaga ficou olhando e Kayke concluiu.

Capanema, que substituiu Recife, ainda teve tempo de dar um tapa em Lucas Lima, mas o árbitro fingiu não ver. Will, no finalzinho, teve a chance de marcar um golaço, mas o chute errou o alvo por alguns centímetros.

O jogo foi bom, com quatro gols e boa atuação de Bruno Henrique, Rodrigo Andrade e Lucas Lima, mas podia ter sido melhor se o Peixe tivesse mais disposição e o Papão jogasse com menos receio.

—————————————————————————————————

Um Leão repaginado para domingo

O Remo que a torcida vai ver domingo contra o Fortaleza é bem diferente daquele do Parazão. Pelos últimos treinos, somente Henrique e Edgar permanecem entre os titulares. Tsunami e Gabriel Lima podem  ganhar chances na estreia da Série C.

Josué Teixeira sinaliza que planeja formatar um time sólido na marcação e intenso do meio pra frente, mas mudanças no atacado podem comprometer o entrosamento.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 11)

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Rock na madrugada – Teenage Fanclub, What You Do To Me Atlético Nacional derruba Chapecoense

5 Comentários Add your own

  • 1. Luis Felipe  |  11 de maio de 2017 às 9:25

    Leitura de jogo perfeita.
    Santos andava em campo. Depois que fez o primeiro gol não disputava as divididas com o mesmo ímpeto do PSC (por isso perdia quase todas).
    Santos tmb não se esmerou nos contra ataques, podia acelerar, mas geralmente dava toques laterais. Foi burocrático após abrir o placar.
    Lucas Lima era um dos poucos que estava querendo jogo. Camisa 10 parecia querer mais gols, mesmo nos últimos minutos do segundo tempo, quando a fatura estava fechada.

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  • 2. Frederico Teron  |  11 de maio de 2017 às 9:47

    A decisão da Copa Verde deve ser o foco. Maior esforço e desgaste ontem certamente pouco compensaria. Já Sábado tem a estreia na série B. A eliminação ocorreu no jogo de ida no segundo gol aos 45 da etapa final. Por outro lado, o que vem sendo mostrado em campo preocupa para o andamento da série B que é duríssima para alcançar a subida a A. Vamos como calma e esperançoso de melhores dias.

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  • 3. celira  |  11 de maio de 2017 às 10:23

    Foi um bom amistoso para todos.

    O PSC mostrou algumas coisas:

    1) Diogo Oliveira está crescendo e pode ser de serventia na série B (desde que jogue na posição dele).

    2) Gilvan e Perema formam uma dupla de zaga forte e tecnicamente boa.

    3) Rodrigo Andrade e Wesley (este cresceu bastante) são bons jogadores, mas nao podem jogar de primeiro volante.

    4) As laterais continuam mal. Ainda que Ayrton tenha ido bem ontem.

    5) PSC precisa de atacante. Leandro Carvalho é um bom reserva e ainda tem que ganhar físico e técnico para ser titular absoluto (ele pode crescer se tiver esmero).

    6) Chamusca Ainda deve, mas, nos grandes jogos monta o time de forma interessante (menos no RexPa).

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  • 4. miguelangelo1967  |  11 de maio de 2017 às 11:01

    A finalização continua sendo o defeito mais evidente do Paysandu.
    Leandro Carvalho ainda é apenas um projeto de jogador mal acabado, afoito, fominha errando sempre nos arremates. Lembra muito a minha juventude quando joga futebol como se participasse de touradas. Kkkkkk

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  • 5. Raime  |  11 de maio de 2017 às 11:17

    Ayrton pelo amor de deus, 2 gols por sua omissão!

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