27 comentários em “Capa do Bola, edição de sábado, 02

  1. Não seria o Rocildo o nosso Arubinha Papá Xibé ???? teria sua praga pegado em nosso Glorioso Paysandú o Campeão dos Campeões? Vejam se não parece, afinal ele é fanático por um time pequeno, tem as características do personagem, relembremos a história que foi contada neste mundo pelo Mário Filho

    “Ainda não foi contada direito a história do sapo de Arubinha. Pode ser, até, que Arubinha não tenha enterrado nenhum sapo em São Januário. O nome, porém, de qualquer história que se contar a respeito da praga dos doze anos, terá de ter o título de “O sapo de Arubinha”.

    Todo mundo sabe logo do que se trata. Arubinha, depois de um match, rogou uma praga: “Se há um Deus no céu, o Vasco tem de passar doze anos sem ser campeão”, Por que doze anos? 12 x O era o placar, Vasco 12, Andaraí 0. Arubinha, quando se ajoelhou, juntou as mãos e olhou para o céu, tudo escuro lá em cima, nenhuma estrela, e a chuva caindo sem parar, tinha o doze na cabeça. Se o Vasco tivesse marcado dez, seria dez, se tivesse marcado oito, seria oito. Só um escore pequeno, de 1 x 0, de dois, de 3 x 0, no máximo, livrariam o Vasco da praga do Arubinha.

    O ano estava acabando, era 30 de dezembro, uma quarta-feira, Começou a chover cedo. A chuva foi pela tarde adentro, continuou pela noite afora. Ninguém pensou em transferir o jogo Vasco x Andaraí. Jogo assim, sem importância — quem não sabia que o vasco ia vencer longe? —, não se transfere. O Andaraí alugou uns carros, saiu com o time da praça Sete, foi bater no Fluminense. Quando eram nove horas da noite, Haroldo Dias da Motta, o Íuzi apareceu em campo, de calças arregaçadas, pi-piu, pi-piu. O Iuzi não teve dúvidas. Quanto mais cedo os times entrassem em campo, melhor.

    Os jogadores do Andaraí vieram correndo, fizeram a volta do campo, levantaram burras para as arquibancadas vaias. E toca a esperar pelo Vasco. Haroldo Dias da Motta apitou com mais força, talvez os jogadores do Vasco não tivessem escutado.

    Pi-piu, pi-piu, e nada do Vasco, e o time do Andaraí apanhando chuva. Dava pena ver, no meio do campo cheio de poças d’água, o juiz, os bandeirinhas, os jogadores do Andaraí, todos de braços cruzados sobre o peito, encolhidos. Um torcedor de guarda-chuva aberto gritou, lá do alto da geral: “Está na hora, bota o bacalhau para fora!”. Haroldo Dias da Motta chamou o Vasco mais uma, mais duas vezes. A porta do vestiário do Vasco estava aberta. De lá, porém, não saiu nenhum jogador. “Seu juiz”, e o Dondom descruzou as mãos do peito, “a gente vai ficar apanhando chuva aqui toda a vida?”

    Haroldo Dias da Motta deu um pulo até o vestiário do Vasco. Pedro Novais andava de um lado para o outro, de quando em quando parava, olhava para Welfare. “E o time, mister?” Rubem Esposei respondeu: “Telefonei, o time saiu há bastante tempo, já devia estar aqui”. Pedro Novais viu Haroldo Dias da Motta, agarrou-se a ele: “Tenha um pouco de paciência, Haroldo. O time está chegando. É só mais um instantinho”. Haroldo Dias da Motta voltou para o meio-de-campo. “O time do Vasco não chegou ainda.” “E o que é que a gente vai fazer, seu juiz?”, perguntou o Dondom. “Isso é com vocês”, respondeu Haroldo Dias da Motta. “Vocês podem ir lá para dentro mudar de roupa e esperar. E podem também pedir que eu comece a contar os quinze minutos.”

    Se o Vasco não aparecesse em quinze minutos perderia os pontos, não haveria mais jogo. A tentação era forte, Dondom saiu correndo, o Laúza veio ao encontro dele: “Que é que há?” “O juiz quer saber se começa ou não começa a contar os quinze minutos.” O Vasco não tinha chegado ainda, talvez demorasse mais de quinze minutos para chegar, se demorasse, o Andaraí ganharia os dois pontinhos da tabela. “Espere um pouco que eu já volto”, disse o Laúza, Consulta daqui, consulta dali, uns achavam que se devia aproveitar, outros achavam que o Vasco não merecia uma coisa daquelas, Parecia que o Vasco tinha adivinhado. Rubem Esposei apareceu no vestiário do Andaraí com a novidade: uma porção de jogadores do Vasco estava no pronto-socorro, Houvera um desastre.

    Os carros tinham saído cedo de São Januário. Na esquina de Figueira de Melo com Francisco Eugênio, apareceu um caminhão da limpeza pública e pegou um dos carros cheio de jogadores do Vasco, e havia feridos graves, Oscarino fora para o raio X, estava com uma costela partida. Também Rey não podia jogar, nem Rey, nem Mamede, nem Cuco. “Os outros jogadores já partiram do pronto-socorro para aqui.” A hesitação de Laúza desapareceu: o Andaraí esperaria pelo time do Vasco. “O Andaraí sabe que vai perder” — o Laúza tornou-se loquaz —, “mas não faz questão de pontos. Faz questão é da amizade do Vasco.”

    O Arubinha meteu-se na conversa. “Eu só peço uma coisa: que o Vasco não abuse”. Abusar de que? Do escore. O Andaraí já ia perder, e ficava apanhando chuva, esperando pelo Vasco. “Se o Vasco vencer”, disse Rubem Esposei, “será por um escore pequeno.” Não era brincadeira, um desastre daqueles na hora do jogo. Os jogadores do Vasco iam entrar em campo abalados. Talvez não aguentassem, quem devia pedir por um pouco de consideração era o Vasco, não era o Andaraí. Eu só sei que não se falou mais em quinze minutos, no meio do campo os jogadores do Andaraí continuaram esperando e apanhando chuva.

    Finalmente o Vasco apareceu. Entrou em campo, pediu pressa a Haroldo Dias da Motta. Mal o jogo começou, o Vasco deu para fazer gols, Nem parecia que tinha havido desastre. Pelo contrário: 1 x 0, dois, três, quatro, 5 x 0, Acabou o primeiro tempo, o Andaraí com a esperança de que o Vasco, garantida a vitória, não quisesse mais saber de gols. 5 x O já era um escore grande, bastava. A chuva não parou de cair. Nem a chuva de cair, nem o Vasco de fazer gols. No segundo tempo marcou ainda mais do que no primeiro. Seis, sete, oito, nove, dez, onze, 12×0, um número bonito, de uma dúzia. Só aí o Vasco sossegou.

    Também, quando o jogo acabou, Arubinha ajoelhou-se, juntou as mãos, olhou para cima. Lá em cima estava o céu, devia estar Deus também. Arubinha não via o céu, não via Deus. Assim mesmo pediu, alto, bem alto, para que Deus escutasse: “Se há um Deus no céu, o Vasco tem de passar doze anos sem ser campeão”. Uns dizem que Arubinha não se contentou com isso. Que um dia foi a São Januário e enterrou um sapo no campo do Vasco. Aliás quem o levou para São Januário foi o próprio Vasco. O Vasco soubera da praga de Arubinha, ficou assustado, só o Arubinha podia desfazer a praga.

    Não desfez. Os anos começaram a passar e o Vasco nada de ser campeão. Era o sapo, não podia ser outra coisa. O Vasco mandou revolver o campo, procurou-se uma múmia de sapo por todo canto, não se encontrou sapo algum. Vascaínos meteram a mão no bolso para o Arubinha contar onde tinha enterrado o sapo. O Arubinha disse que não tinha enterrado sapo algum. Estava falando a verdade? Era o que não se sabia. Tudo indicava que ele tinha enterrado mesmo um sapo em São Januário. O Vasco organizava um escrete, gastava um dinheirão com o time, aliás timaço. Parecia que com praga, sapo e tudo, ia ser campeão e não era, não havia jeito de ser. E o pior era a dúvida. Se fosse a praga, o Vasco teria de esperar doze anos para ser campeão. Mas a praga começava a contar de 37, quando Arubinha rogara a praga, ou de 34, quando o Vasco fora campeão pela última vez?

    O Vasco até se esqueceu, e de propósito, do campeonato de 36, que ganhou fora da Liga Carioca, onde jogavam Fluminense, Flamengo e América. E a Federação Metropolitana, que tinha o Vasco, o Botafogo, o Bangu e o São Cristóvão, era a entidade oficial. Mas se fosse contar com o campeonato de 36, o da Federação Metropolitana, o Vasco teria de esperar mais, talvez só fosse campeão em 48. Por isso, todo vascaíno torceu para que a praga vigorasse a partir de 34. O Vasco só voltou a ser campeão em 45, onze anos depois.

    Há sempre um desconto nessas pragas. O Botafogo sofreu por ter dado no Mangueira de 24 x 0. Mas não teve que esperar 24 anos para ser campeão de novo: esperou apenas vinte anos. Quer dizer que, se tivesse dado de quatro, nada lhe teria acontecido.”

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  2. Acredito que sim, mas o Paysandu já não depende só dele, amigo JPablo… Precisará contar com algumas combinações de resultados e perca de pontos de alguns concorrentes, principalmente quando esses jogarem em casa…
    Papão, hoje, briga contra ABC, Oeste, América, Bragantino e Guaratinguetá, por 1 vaga… Vamos eliminar Atlético, SCaetano e ASA…

    Nos jogos, só em casa, somando a pontuação atual:

    Paysandu – 3 jgs em casa = 44 ptos

    ABC – 4jgs em casa = 47 ptos

    Oeste – 3 jgs em casa = 48 ptos

    América/RN – 2 jgs em casa= 45 ptos

    Bragantino – 3 jgs em casa = 48 ptos

    Guaratinguetá – 3 jgs em casa = 49 ptos

    Acredito, hoje, que Papão e América, brigarão por essa única vaga, fora do Z-4…

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    1. Amigo Cláudio e demais baluartes, penso que o América não é o principal concorrente do Papão na luta contra o rebaixamento. Sigo achando que os problemas são ABC, em maior escala, e Atlético-GO. Vamos aos fatos. O América-RN terá dois jogos em casa para resolver sua vida: contra América-MG e Oeste (última rodada) e terá um jogo mais ou menos tranquilo contra o S. Caetano, em SP, na penúltima rodada. Não esqueçamos que o S.Caetano a essa altura já estará rebaixado. O ABC é o obstáculo maior porque terá quatro jogos em casa, incluindo a garapa que é o ASA. E um de seus jogos fora é contra o América-MG, que já não tem chances de subir. O Atlético-GO pode ter cavado sua cova na derrota de ontem em casa, para o Ceará. Terá muitos jogos fora e terá que fazer milagres – embora, ao contrário do Papão, costume vencer como visitante. Há um último detalhe preocupante nisso tudo: na última rodada, que deve definir as posições finais para rebaixamento, só Paissandu e ABC jogam fora (o Papão contra o Sport brigando pra subir). Os demais adversários diretos – América-RN e Atlético – jogam em casa. Isso pode fazer muita diferença.

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  3. Também penso da mesma forma Gerson, acho que o ABC-RN é o maior obstáculo, pois não acredito que o Dragão goiano se dê bem como visitante e ele terá pela frente o Bragantino, América-MG e Oeste e em casa, recebe as visitas do Sport-PE e na 38ª o Guaratinguetá.
    O ABC-RN tem hoje o derbi, e espero que perca, em seguida tem, Icasa-CE, ASA-AL e Avaí-SC, creio que contra o Icasa-CE que é muito indigesto como visitante e contra o Avaí-SC que briga pelo acesso deverá perder pontos preciosos em casa!
    Para o Paysandú é obrigação vencer todos os jogos que restam como mandante e tentar beliscar algum pontinho contra o ICASA-CE, de quem somos fregueses, diga-se de passagem, e o Sport-PE que se jogar classificado para série A pode ser um adversário menos perigoso!
    Mas tá difícil, é a “Missão Impossível” que o Paysandú terá de fazer para sobreviver.
    Eu acredito que permaneceremos na série B, mais pelo insucesso dos adversários do que pelos nossos méritos!

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  4. Amigos, Gerson e Miguel, me baseei, mais pelos jogos em casa…
    ABC tem 4 jogos em casa e, se perder para o América e vencer o outros 3, o América chegará a 48 ptos e o ABC, aos 44 ptos, mas o ABC, tem o América-MG e Figueirense, fora, que a essa altura já poderão estar sem chances de classificação…

    América terá fora; ABC,Chapecoense, Avaí, São Caetano… se perder esses próximos 2 jogos, que serão fora, contra ABC e Chapecoense e o Papão vencer os 2, em casa, joga o Mecão para a zona e se livra dela, colocando 2 ptos de vantagem sobre ele (41 x 39)… Penso ser o caminho mais fácil…

    Vamos aguardar…

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  5. Verdade, amigo Heleno, mas acabei me equivocando nas contas do América, já que o jogo com o ABC, faz parte, ainda, dessa rodada… Mas é assim:
    Paysandu tem 35 ptos e 9 vits – Faz 2 jogos em casa a partir da px rodada
    América/RN tem 39 ptos e 10 vits – Faz o jogo contra o ABC, hoje e Chapecoense, fora de casa e América-MG em casa:

    Se o Papão vencer as 2, chega a 41 ptos, com 11 vits, e o América perdendo as 2 fora e e vencendo o América/MG em casa, chegará a 42 ptos, com 11 vits.. Ou seja, Papão ficará a 1 pto e com o mesmo nº de vits do América, para os 2 últimos jogos.. Ainda é o caminho mais fácil para o Papão…

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  6. Como Gerson, penso que o problema seja o ABC. Deste modo, poderia pensar que o melhor resultado hoje seria o empate no clássico potiguar. Mas desta maneira, o ABC colocaria um ponto na frente do PSC. Daí que fica até difícil de dizer qual o melhor resultado. O ABC vai enfrentar algumas pedreiras pela frente em casa no casa Icasa e Avai (ambos lut para subir). O PSC também irá pegar duas pedreiras (oeste e Palmeiras).

    Enfim, parece-me que as coisas serão definidas na ultima rodada novamente. Brincando com o novamente, novamente o Sport será o voto de minerva (mo saso o jogo). Espero qie dwssa vez as coisas favoreçam ao maior clube do norte.

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  7. O maior problema do Paysandu foi:

    1×1 América RN em Paragominas
    1×1 ASA em Paragominas
    2×2 São Caetano na Curuzú
    0x2 América MG na Curuzú
    1×2 Icasa na Curuzú
    0x0 Atlético GO na Curuzú
    0x0 Boa Esporte na Curuzú
    0x2 Avaí na Curuzú.

    Enquanto conquistamos apenas 6 pontos fora de nossos domínios, quando exercemos o mando cedemos 19 pontos aos nossos adversários. Se tivéssemos cedido pelos menos a metade, ou seja, entre 9 e 10 pontos, hoje estaríamos possivelmente com 44 ou 45 pontos e praticamente garantidos no certame do próximo ano. Se sempre fomos tímidos e até risíveis fora de Belém, antes éramos um time caseiro, difícil de ser batido e que conquistava entre 85% e 90% dos pontos que disputávamos em casa. Continuamos tímidos fora de nossas fronteiras, mas agora também indolentes ante nossa torcida. Nosso aproveitamento de apenas 60% dos pontos disputados em Belém fala por si.

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    1. Você tem razão, amigo Daniel. O empate faria com que dois concorrentes perdessem 2 pontos. Com a vitória do América, ele praticamente sai do grupo dos ameaçados.

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  8. Como parece ter melhorado o time do Diabo Potiguar hein Gerson?Depois daquela peia que eles nos aplicaram lá em Goianinha, a equipe parece que tomou rumo. Será que está acontecendo com eles o mesmo que aconteceu com o Atlético PR depois que eliminou o bicolor paraense da Copa do Brasil? Hum hum…

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  9. O resultado de vitoria do América também indica outra coisa Gerson e amigos (que pode ser bo. Para o Papão). O ABC, que vinha embalado, parece-me que voltou a ser o velho e bom ABC do inicio do campeonato. Alguém me corrija se estiver errado. Esta é a terceira derrota consecutiva do ABC. Independente disso a situação do Papao é dificílima.

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  10. Bem, foi empate. Um resultado relativamente bom. Olhando a tabela e os cruzamentos acredito que o Paissandu foge totalmente do rebaixamento se ganhar as três em casa e uma fora. Acredito também que o Paissandu pode fugir, no entanto com muita dificuldade, com 3 vitorias em casa e um empate fora (dependendo das proximas rodadas isto pode se consumar em termos de pontos para fugir do rebaixamento). Tá dificil povo. Confesso que ainda tenho esperanças, mas quando vejo o Papão optar por se defender como ontem, ao inves de atacar, fico em duvidas da capacidade do time conseguir as três vitórias e o empate (vitória para garantir a permanência) fora.

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  11. Daniel. O maior problema não foram esses resultados. E sim contra quem foram esses resultados. Se o Papão tivesse vencido o America, o Atlético, o Asa e São Caetano, e empatados contra outros times (os ee cima). Esses times teriam um ponto a menos cada. Ou seja, America estaria com 39, Atlético com 34 e São Caetano com 30. Ate mesmo o ponto de corte estaria para baixo. Não vou nem citar o Asa, ja que está rebaixado.

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  12. Celira, se o ABC tivesse perdido seria sua 4º derrota seguida. Perdeu surpreendentemente para o Guaratinguetá em casa (2×4), para o Oeste no interior bandeirante (2×1) e para o Papão aqui (1×0). Tomara que estejam indo ladeira abaixo, pois o 3º gol contra o América RN foi achado, o Diabo era melhor e poderia ter matado o jogo em 2×4. Como clássico é clássico… No frigir dos ovos, excelente resultado para o Papão.

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