Brasil volta a subir no ranking da Fifa

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Da Folha de SP

Depois de garantir classificação à Copa 2014, a Argentina subiu duas posições no ranking Fifa e agora é vice-líder, com 1.263 pontos. A Espanha é a líder, com 1.514 pontos. Além da ascensão da Argentina, o top 10 do ranking sofreu outras alterações. A Alemanha caiu para o terceiro lugar, com 1.261 pontos. Já a Itália agora é a quarta colocada, com 1.199 pontos. Com a ascensão de Argentina e Itália, a Colômbia caiu para a quinta colocação. A seleção, que está próxima do Mundial, tem 1.180 pontos.

O Uruguai, que ocupa a quinta colocação nas eliminatórias sul-americanas, subiu cinco posições e agora ocupa a o sétimo lugar, com 1.126. Logo atrás está a seleção brasileira, que pulou da nona para a oitava colocação, com 1.067. Vice-campeã mundial e já classificada para a Copa-2014, a Holanda perdeu quatro posições e está em 9º, com 1.058 pontos. O ranking da Fifa desfavorece quem tem o calendário vazio de partidas oficiais, caso do Brasil, afastado das eliminatórias por ser o país-sede da Copa de 2014.

A pontuação de uma partida é definida por quatro fatores: o resultado (vitória, empate ou derrota), a relevância (amistoso, torneio continental, Mundial), a posição do adversário no ranking da Fifa e a confederação a que o rival é filiado (europeus e sul-americanos têm peso maior). A lista leva em consideração os resultados dos quatro últimos anos e prevê uma gradativa redução anual no valor de cada partida.

CONFIRA AS DEZ PRIMEIRAS SELEÇÕES NO RANKING DA FIFA
1. Espanha – 1.514 pontos
2. Argentina – 1.263
3. Alemanha 1.261 pontos
4. Itália – 1.199 pontos
5. Colômbia – 1.180 pontos
6. Bélgica – 1.159
7. Uruguai – 1.126
8. Brasil – 1.067 pontos
9. Holanda – 1.058 pontos
10. Croácia – 1.051 pontos

E o Corinthians (veja só) reclama de perseguição…

titeUma bomba promete abalar o futebol nacional. O Corinthians, se sentindo prejudicado e abandonado nas últimas partidas, ameaça abandonar o Brasileirão. O motivo é a falta de privilégios recebidos pelo clube, principalmente diante do Inter e do Náutico. Contra os gaúchos, apenas um gol do adversário foi anulado e nenhum pênalti foi marcado para o Timão; contra os pernambucanos, nenhuma penalidade foi assinalada e pior: nada de expulsão inventada para abrir o jogo truncado.

O presidente Mario Gobbi conversou com o Olé do Brasil e explicou o motivo da sua indignação: “São 5 jogos sem pênaltis, dois jogos sem vitória, justamente porque os árbitros nos abandonaram. Precisamos de atitudes assertivas da CBF. Ou escalam Sandro Meira Ricci, Paulo César de Oliveira e Péricles Bassols nas próximas partidas, ou o Corinthians abandonará o Brasileirão”, ameaçou.

O técnico Tite também entrou na briga. Segundo o gaúcho, a CBF não está cumprindo o combinado: “Combinabilidade é combinabilidade, o apito amigo faz parte da história do Corinthians e contamos com isso. Mudar as regras no meio do jogo não é justo. Até o tira teima amigo nos tiraram. O elenco sentiu o golpe e a chateabilidade tomou conta de todos”, disse.

Em nota, a CBF afirmou que está se dedicando para conseguir conquistar mais um título para o Timão, pediu paciência aos torcedores e lembrou de tudo que já foi feito pelo time. Resta saber até quando o Corinthians vai suportar jogar com o mesmo número de jogadores que o adversário. (Olé do Brasil) 

Um pequeno grande gênio do cinema

imagesTive a sorte de ver na manhã de ontem no canal Spice (SKY) esclarecedora entrevista com o mago Roger Corman, o rei dos filmes B do cinema americano, nunca suficientemente aclamado pela genialidade de transformar argumentos rastaqueras em grandes filmes. Para quem não conhece, Corman segue em plena atividade, produzindo e dirigindo quatro filmes por ano, alguns filmados em menos de duas semanas. Todos fiéis à velha fórmula: belas ideias e roteiros baratos. Descobriu astros como Jack Nicholson, De Niro, Peter Fonda, Dennis Hopper e de sua generosidade criativa se beneficiaram craques como Coppola, Scorsese, Jonathan Demme e tantos outros. Satisfazer seu público foi sempre a única preocupação de Corman, que transitou por todos os gêneros de filme – terror/terrir, policial, suspense, bangue-bangue, comédia e drama (A Casa de Usher, A Corrida da Morte, Piranha etc.). Um craque no alvorecer de seus 87 anos.

Galeria do rock

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Jefferson Airplane, banda californiana fundada em 1966 por Grace Slick em São Francisco (EUA). Além de Slick, cantora e musa, o grupo era formado por Marty Balin, Paul Kantner, Jorma Kaukonen, Jack Cassidy e Spender Dryden.

Golaço de Hyuri. De novo…

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Do blog Fogo Eterno

Mais do que três pontos, conseguimos na noite dessa quarta-feira vazar a defesa que menos gols tomou no campeonato  até agora, que impressiona pela marcação forte e asfixiante. Mais do que três pontos, ganhamos a partida nos minutos finais. Oswaldo resolveu duelar com a recente maldição dos acréscimos. Venceu o duelo. E com Lucas Zen em campo.

Mais do que três pontos, obtivemos a vitória graças a uma jogada primorosa, para ver e rever: Renan repõe a bola rapidamente, Edilson arranca, olha para o lado, dá passe de trivela e Hyuri, com a frieza e precisão de veterano, consegue encobrir Cássio. A bola, depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, beija mansamente as redes do Maracanã.

Mais uma vitória com mais um golaço.

Mais do que três pontos, estamos vencendo batalhas. Foi assim contra o Criciúma, foi agora contra o Corinthians: só queria lembrar que empatamos no Pacaembu e batemos no Maracanã o atual campeão mundial. Na mesma temporada, empatamos duas vezes e goleamos o atual campeão da Libertadores. Também vencemos duas vezes (uma delas na final do Carioca) o atual campeão brasileiro.Não é pouco.

Mais do que três pontos, estamos ganhando reforços dentro do nosso próprio elenco. Edilson, tão criticado inclusive aqui neste blog, encorpou ofensivamente. Ganhou confiança e apoia agora com desenvoltura. Foi dele o cruzamento para o golaço do Elias no domingo. Foi dele o passe de trivela para o gol do Hyuri nessa quarta.

Mais do que três pontos, estabelecemos um pacto de confiança entre a torcida que vai ao Maracanã (e poderia ir mais gente, claro) e os jogadores. Os torcedores cantam o tempo inteiro, não desistem, fazem valer o ingresso. E quem está em campo retribui com muita garra, muita gana, muita vontade de vencer.

Mais do que três pontos, procuramos o gol o tempo inteiro. Dominamos amplamente um adversário muito forte. Mas corremos riscos por não ter definido a partida mais cedo – e, agora para o returno, o Seedorf terá que buscar sua própria reinvenção, pois o rendimento já não é mais tão assombroso quanto como no início do campeonato.

Mais do que três pontos, temos que comemorar o brilho de Hyuri, Edilson, Milton Raphael, Octávio, todos extremamente importantes nas três últimas partidas. Provamos também que não dependemos totalmente do Jefferson: sem ele, ganhamos os três jogos – e Renan fez uma defesa dificílima e providencial no jogo da noite dessa quarta-feira. O Botafogo, tantas vezes avaliado como carta fora do baralho por ter apenas um time e não um elenco, teima em desmentir também essa tese.

Mais do que três pontos,  mostramos que estamos superando todas as dependências individuais para, em troca, exibir um grupo solidário, consistente e persistente, que batalha até o último minuto pelo que almeja – e vai até o limite físico, como fez Lodeiro, que jogou pelo Uruguay na terça e, 24 horas depois, estava correndo que nem um loco até sair com cãibras.

Mais do que comemorar três pontos, temos orgulho de torcer por esse time do Botafogo. Um time que vibra junto com a torcida, que se supera a cada adversidade, que escreve uma das páginas mais honradas da história recente alvinegra.

Por isso, todos que foram ao Maracanã ou assistiram pela tevê o jogo Botafogo 1 x 0 Corinthians, na noite de 11 de setembro de 2013, sabem que foram testemunhas de uma vitória muito especial, daquelas pra se guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração.

Uma noite de superação. Uma noite de emoção. Uma noite de comunhão.

Uma vitória que vale bem mais do que três pontos.

“Erramos. A população ficou contra a gente”

Por Cláudia Collucci (da Folha de SP)

“Erramos. Não soubemos fazer o diagnóstico da situação. A população ficou contra a gente”. Ouvi a frase acima de um médico após debate sobre mercado de trabalho médico, promovido na noite de ontem pelo núcleo da GVSaúde, da Fundação Getúlio Vargas.

Antes disso, outros médicos, inclusive um dos palestrantes, Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, já havia manifestado sua insatisfação sobre a maneira como as entidades médicas conduziram o debate sobre o programa Mais Médicos até agora.

Ele lembrou que foi perdido tempo demais na defesa de que o país não precisava de mais médicos ou de mais escolas médicas, quando agora existe uma unanimidade de que não só o Brasil como o resto do mundo vive uma escassez de médicos.

Outros médicos avaliaram como “um grande equívoco” os protestos contra os cubanos, considerada a cereja do bolo da antipatia médica perante a população.

Em debate na USP na semana passada, Paulo Saldiva, professor de patologia da USP, resumiu a insatisfação numa frase. “Tive vergonha da minha categoria”, comentou, quando se referiu às vaias recebidas pelos cubanos ao chegarem ao Brasil.

Drauzio Varella, na sua coluna do último sábado, também já tinha ido na mesma linha: “O que ganhamos com essas reações equivocadas? A antipatia da população e a acusação de defendermos interesses corporativistas.”

Embora essa não seja a opinião oficial das entidades de classe que os representam, esses médicos estão certos em relação a que lado a população está agora. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem, apontou que 73,9% dos brasileiros se declararam favoráveis à importação dos profissionais formados no exterior. Em julho, esse percentual era de 49,7%.

O número de entrevistados que disse ser contra o programa caiu de 47,4% em julho para 23,8% em setembro.

Talvez os médicos tirem uma lição disso tudo: a necessidade de se colocarem na pele de quem vive nos rincões sem assistência médica. Essa população não quer saber se a União está se esquivando de investir os 10% em saúde ou de que os estrangeiros teriam que passar por exames de revalidação do diploma antes de começarem a atuar no país. Ela só quer um médico por perto.

Essa resposta imediata as entidades médicas não deram. O governo federal, com mais erros do que acertos, deu.

Que a medida do governo Dilma é eleitoreira, tomada às pressas como resposta às manifestações das ruas, ninguém duvida disso. Tampouco há dúvidas sobre a insustentabilidade do programa a médio e longo prazo.

Sem mais recursos para a saúde, sem uma gestão eficiente do SUS, sem equipes multidisciplinares e sem um plano consistente para reter os médicos em regiões longínquas, há pouquíssimas chances de alguma coisa dar certo. Outros países como Canadá e Inglaterra já fizeram essa lição e deveríamos ter aprendido alguma coisa com eles.

Mas o ministro Alexandre Padilha, apontado pelo ex-presidente Lula como candidato ao governo de São Paulo nas eleições do próximo ano, não se lembra disso quando busca nesses países álibis para justificar a importação de médicos. E já colhe os frutos da iniciativa, com o aumento da aprovação popular. E agora, doutores?