Presidenta lidera pesquisas com folga

1236438_304475156357815_1175466046_nA presidenta Dilma Rousseff lidera com folga todas as simulações feitas pelo Vox Populi para as eleições de 2014, divulgadas hoje (6) pela revista Carta Capital. No cenário que se mostra como mais provável atualmente, a petista tem 38% das intenções de voto, o dobro de Marina Silva (Rede), com 19%, seguida pelo senador Aécio Neves (PSDB), que chega a 13%, e pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 4%. Neste quadro, votos brancos e nulos chegariam a 15%, e não souberam responder outros 11%. Se computados apenas os votos válidos, Dilma venceria no primeiro turno.

A base de comparação com levantamentos anteriores ficou prejudicada porque foram realizados antes de junho. Para o Vox Populi, a referência mais fiel são as pesquisas do Datafolha e do Ibope promovidas já após a onda de protestos. Em relação a elas, Dilma tem se recuperado, ao passo que os adversários perdem força.

Quando se tira Aécio Neves da disputa, chega-se à conclusão de que o ex-governador de São Paulo, José Serra, ainda é o nome do PSDB que obtém o melhor desempenho inicial. Ele alcança 18%, e fica empatado com Marina Silva no segundo lugar. Já Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), teria 11% em um outro cenário, no qual empataria com o senador tucano de Minas Gerais, seis pontos atrás de Marina e com 25 pontos a menos que Dilma.

Com Serra fora do PSDB, a presidenta alcança 36% das intenções de voto, seguida por Marina, com 16%, e pelo ex-governador, com 15%. Aécio ficaria novamente com 11%, e Eduardo Campos teria 3%. Quando se trata da pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, 47% afirmam ainda não saber em quem votar. Dilma tem 17% das intenções, seguida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, com 12%. Aécio Neves e José Serra alcançam 3% cada, seguidos por Marina Silva, com 2%. (Da Rede Brasil Atual)

Pimenta Neves e o poder da mídia

sandragomide (1)Numa decisão que gerou forte agito nas redes sociais, a Vara de Execuções Criminais de Taubaté, no interior paulista, concedeu nesta quarta-feira (4) o cumprimento de pena de regime semiaberto para o jornalista Antonio Pimenta Neves, de 76 anos, condenado pelo assassinato de Sandra Gomide. A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani argumentou que o réu, que foi condenado por homicídio doloso, tem direito ao benefício por ter cumprido um sexto da pena e manter bom comportamento carcerário. Pimenta Neves já foi considerado um dos homens mais influentes da mídia tupiniquim. Quando do assassinato, em agosto de 2000, ele era diretor de redação do Estadão.
Pimenta Neves foi condenado em 2006 a 19 anos de prisão. Ele assassinou a ex-namorada Sandra Gomide, ex-editora de economia do mesmo Estadão, com dois tiros pelas costas em um haras em Ibiúna (SP). Ele inclusive confessou a autoria do crime quatro dias após o ocorrido. Dois anos após a condenação, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso da defesa e reduziu a pena para 15 anos de reclusão. Ele cumpria pena na Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo, desde maio de 2011, quando saiu a decisão definitiva após 11 anos do bárbaro homicídio. Segundo matéria do sítio do jornal O Globo, a Promotoria de Justiça de Taubaté ainda avalia se recorrerá da decisão.
O advogado de defesa da família de Sandra Gomide, Sergei Cobra, lamentou a sentença, mas disse que é difícil contestá-la. “Para esse tipo de decisão, não encontro elementos para contraditá-la. Ele foi beneficiado pela legislação, que retroage em favor do réu”, argumentou. Já o irmão da jornalista assassinada, Nilton Gomide, manifestou sua revolta com a proteção dos poderosos. “Do começo ao fim, a Justiça nunca foi feita. Ele levou 11 anos para ser preso e agora vai sair. É muito fácil ser criminoso no Brasil… A Justiça tem essas lacunas horrorosas, que soltam assassinos, dignas do século passado”, desabafou. (Por Altamiro Borges) 

Lateral diz que Barcelona não pagou tratamento

Da revista Placar

Recém-contratado pelo Monaco, da França, o lateral esquerdo Eric Abidal não escondeu sua admiração pelo Barcelona quando deixou a equipe catalã, no último mercado de transferências. Nesta sexta-feira (6), entretanto, mostrou que também guarda certas mágoas do time catalão. Em entrevista ao jornal L’Équipe, o francês revelou que seu futuro na equipe blaugrana poderia ter sido diferente caso Pep Guardiola fosse mantido no comando, e que não recebeu salários enquanto tratava do câncer no fígado que o tirou dos gramados por cerca de um ano.

“O discurso do Barça na minha última entrevista coletiva é difícil de compreender. Não foi por dinheiro. A prova é que, nos meses que eu estive doente, o clube não me pagou”, disse o jogador de 33 anos, fazendo referência às declarações dadas pelos dirigentes do Barcelona durante a sua entrevista coletiva de despedida do clube espanhol. Na ocasião, foi afirmado que Abidal se transferiu para o Monaco por “uma escolha de carreira”, eximindo o clube da Catalunha de responsabilidade pela opção do atleta.

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Após saber da acusação do francês, a diretoria do Barça imediatamente se pronunciou e, em entrevista ao diário As, negou que tenha deixado de pagar os vencimentos do jogador no período em que ele se tratava do tumor. “Abidal recebeu tudo aquilo que estava estipulado. O Barcelona sempre pagou o salário dele, embora uma parte tenha ido para o seguro médico contratado, mas era uma parte muito pequena”, declarou uma fonte ligada à alta cúpula catalã.

Além de disparar contra a suposta inadimplência do clube de Camp Nou, Abidal também contou que provavelmente não sairia do Barcelona caso o técnico Pep Guardiola ainda estivesse no comando da equipe. “Se Guardiola permanecesse no Barça, eu poderia ter continuado. É uma pessoa que me admira muito e com quem eu mantenho contato. É um grande treinador”, encerrou, admitindo que não teve as chances que esperava com Tito Villanova e Jordi Roura, ex-treinadores azul-grená.

Onde Joaquim Barbosa fracassou

Por Paulo Nogueira (do blog Diário do Centro do Mundo)

E eis que o caso do Mensalão chega a seu clímax. De todos os personagens da trama, o mais extraordinário é, por razões óbvias, Joaquim Barbosa. Com seu jeito bruto e tosco, com suas palavras duras e inclementes contra os réus, ele rapidamente se converteu num heroi do 1% — o diminuto grupo de privilegiados que tem sua voz nas grandes empresas de mídia.

O maior esforço das empresas de mídia, em relação a JB, foi tentar convencer as pessoas de que elas genuinamente admiravam o “menino pobre que mudou o Brasil”. Ou, numa expressão, o “homem justo”.

Não foram bem sucedidas nisso: a sensação que ficou, com o correr dos dias, é que aquela admiração é fingida. Joaquim Barbosa foi e é conveniente para o 1%, mas as informações que foram surgindo sobre ele tornam difícil qualquer tipo de admiração que não seja simulada.

jb-600x375Fora da fantasia do “homem justo”, não é fácil admirá-lo na vida real. JB não tem notório saber, não se expressa com charme e clareza, não escreveu livros ou artigos dignos de nota. Também não é fácil admirar um alpinista profissional que é capaz de abordar – aborrecer, na verdade — alguém num aeroporto para tentar cavar uma promoção.

E nem parece digno de aplausos quem, numa entrevista, cita um episódio ocorrido há quase quarenta anos – a reprovação no Itamaraty — com a raiva desagradável que temos de alguma coisa ocorrida há dias.

O 1% triunfou no uso de Joaquim Barbosa para que defendesse seus interesses no julgamento do mensalão. Ele se revelou excepcionalmente suscetível à adulação da mídia. Ninguém parece ter acreditado tanto na admiração da mídia por JB quanto o próprio JB.

O fracasso do 1% foi na tentativa de fazer de JB um “heroi do povo”, alguém capaz de conquistar a presidência da república nas urnas e zelar pela manutenção de seus privilégios com o uniforme de “menino pobre”.

Este fracasso se deu, em grande parte, por força da internet. Nos sites independentes, as informações sobre o real Joaquim Barbosa permitiram compor um perfil bem diferente daquele difundido pelas companhias jornalísticas.

A relação promíscua com a mídia (notadamente com a Globo, que deu emprego a seu filho não por filantropia, naturalmente), o apartamento comprado em Miami com o uso de uma pequena trapaça para evitar impostos – coisas assim acabaram desconstruindo o perfil montado por jornais e revistas, ao se tornarem públicas pela internet.

Nas pesquisas presidenciais, seu nome aparece com números acachapantemente baixos e decepcionantes para quem tem sido tão promovido.

Se Joaquim Barbosa estivesse nos corações e nas mentes dos chamados 99%, ele estaria brilhando nas pesquisas. Seria um contendor poderoso para 2014, na pele do “homem que acabou com a corrupção”.

Mas não.

Por mais que a mídia tenha se esforçado para fazer de JB um “heroi do povo”, ele já é amplamente reconhecido como um representante daquele grupo predador que fez do Brasil um recordista mundial em desigualdade – o 1%.

Começo de um novo tempo?

Por Gerson Nogueira

GERSON_06-09-2013Aos que escrevem perguntando sobre o Remo sub-20 que encarou o Vitória pela Copa do Brasil, digo apenas que é um bom grupo de jogadores, alguns dos quais podem ser muito úteis no time de profissionais. Contra os baianos, mais importante que o empate (e o equilíbrio técnico) foi a confirmação de uma realidade auspiciosa para o clube.

Mesmo com todas as velhas e conhecidas dificuldades, a começar pela ausência de orçamento específico e inexistência de estrutura, o Remo dispõe hoje de um grupo valioso de jovens atletas, quase todos em condições de serem aproveitados no time principal.

Constitui um verdadeiro milagre, quase produto do acaso, que essas revelações tenham florescido em ambiente tão pouco favorável. Nem a falta de condições básicas de suporte à formação dos garotos foi capaz de impedir que surgissem talentos.

Alex Ruan, Gabriel, Ian, Igor, Nadson, Rodrigo, Guilherme, Edcléber, William, Sílvio, Rodrigão e Jaime. Quase todos jogaram anteontem, ratificando a boa impressão deixada na Copa Norte.

Óbvio está que o técnico Charles Guerreiro, presente ao jogo, não vai poder lançar mão de todos, sob o risco de queimar a garotada, mas é inegável que passa a ter um excelente manancial para composição do elenco para 2014. Antes de ir buscar jogadores veteranos em outros Estados, o Remo tem a chance única de rechear seu time com moleques saídos da base.

Diante do bem armado Vitória, time formado há três anos, o Remo não decepcionou. Pelo contrário até. Foi agressivo desde a escalação, atacando o tempo todo, às vezes de maneira até afobada. Perdeu muitas chances de gol, pecou pela inexperiência (principalmente Edcléber e William), mas agradou pelas insistentes jogadas em tabelinha no ataque.

Times que têm boa qualidade técnica apreciam a troca de passes como forma de envolver o adversário. O Vitória joga assim, tocando a bola em velocidade. O Remo, dirigido por Walter Lima, segue o mesmo manual. Mesmo nas saídas pelo meio-campo o time valorizava o passe, evitando chutões. Nem sempre acertou, mas, quando o passe encaixou, construiu suas melhores oportunidades e chegou ao gol de empate.

Observo cobranças até exageradas em relação à nova diretoria do Remo, a começar pela garantia de que vai investir seriamente nas divisões de base. Claro que os gestores devem se comprometer com isso, mas o momento é de reconhecer o bom trabalho de valorização da garotada, algo que há muito tempo não se via no futebol paraense.

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Ideia para organizar fiscalização

A propósito da fiscalização de bilheterias no Mangueirão, alvo de críticas e até certa desinteligência entre os dirigentes do Remo, o torcedor Pablo Gouveia tem sugestão que pode vir a solucionar o problema em programações futuras. “O clube devia convocar a torcida para ficar nas catracas dos jogos, através de um pré-cadastramento de voluntários. Usariam colete numerado para identificar quem eventualmente agir de má fé. Após os trabalhos, os que se dispuseram a colaborar com o Remo entregariam os coletes e entrariam no jogo de graça (nada mais justo)”.

Com isso, o clube economizaria nos custos do evento e combateria os velhos esquemas existentes nos estádios de Belém. Ao mesmo tempo, prossegue Gouveia, seria designado um diretor para ficar responsável pela fiscalização da venda, assim evitando desvios de ingressos para cambistas.

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Um jogo ideal para Aleílson

Apesar do cansaço que a maratona de pinga-pinga aéreo impôs ao grupo, o Paissandu tem boas chances de celebrar hoje sua primeira vitória fora de casa na Série B. O ASA está melhor posicionado na classificação, mas tem um time limitado, com defesa cambaleante, ideal para manobras de atacantes velozes – como Aleílson. Arturzinho, porém, deve manter de início a dupla Nicácio-Iarley.

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Adeus ao amigo Edilson

Um grande amigo partiu ontem. Além de brilhante jurista e excepcional figura humana, Edilson Dantas foi um apaixonado desportista, no sentido mais generoso do termo. Foi um dos fundadores da primeira torcida organizada do Remo, a Sangue Azul, que tinha também José Miranda e Alencar (Lapinha) como diretores. Isso por volta dos anos 70, quando essas torcidas se organizavam apenas para torcer e fazer festa.

Trabalhamos juntos na RBATV, entre 1993 e 1996, quando aceitou meu convite para comandar um quadro sobre dicas jurídicas no “Barra Pesada”. Acompanhei à distância sua luta contra o câncer. No final do ano passado ganhei um presente especial, entregue por sua filha Patrícia. Enviou-me “O Jornalista e o Assassino” (de Janet Malcolm), certeira reflexão sobre a ética jornalística. Ao telefonar para agradecer pelo livro, estava (sem saber) me despedindo do amigo. Deixa saudades e muitos seguidores.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 06)

O passado é uma parada…

CorridaGarcons1970m

“Há alguns anos havia pelas ruas de Belém – e aí parece que seria em setembro, mas não tenho certeza – a Corrida dos Garçons. Era na av. Presidente Vargas, sempre na manhã de um domingo. Os garçons corriam com uma bandeja na mão, levando uma garrafa de rum Montilla, uma garrafa de Pepsi-Cola e os respectivos copos. O vencedor era quem chegasse em primeiro lugar, obviamente com o conteúdo da bandeja inteiramente preservado. A brincadeira era muito interessante, organizada pelo Sindicato dos Garçons, que ficava ali pela Campina. Tenho cá uma foto daqueles tempos, em frente ao Sindicato, no final da corrida e ainda vemos alguns com o número de corredor. É de 1970, mas ficou sem a data certa, só o ano. A foto foi malandramente feita pelo colega fotógrafo que me acompanhava na cobertura (não lembro quem terá sido), pois estou no centro, com cara de esbaforido, lenço na mão, enxugando o suor… eu havia acompanhado a corrida, por incrível que isso hoje possa parecer… Mas, honestamente, após revelada e copiada, ele deu-ma e hoje, 43 anos depois, é divulgada…” (transcrito do blog Pelas Ruas de Belém, do amigo Fernando Jares Martins)