Caso do massagista: STJD exclui Aparecidense

O Aparecidense foi eliminado da Série D devido à invasão do massagista na partida contra o Tupi. Em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o clube goiano foi excluído da competição por 3 votos a 1. Além da eliminação do clube, Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, pivô da confusão, foi suspenso por 24 partidas. A equipe goiana, que foi enquadrada no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, ainda tem três dias para entrar com um recurso e tentar reverter a decisão.

O caso começou durante o duelo entre os clubes pelas oitavas de final da Série D, que aconteceu no dia sete de setembro e terminou empatado por 2 a 2. O confronto ficou marcado pela invasão de campo do massagista do Aparecidense, Esquerdinha, que evitou um gol do time adversário. O massagista, de 42 anos, invadiu o gramado na partida e defendeu duas bolas dos atacantes do Tupi, de Minas Gerais. Os mineiros se classificariam para a próxima fase com o gol. O ato gerou revolta e Silva teve que correr para vestiário. O jogo ficou paralisado, mas foi finalizado e o resultado mantido. Ao final do jogo, o profissional já estava no vestiário e foi saudade pelos jogadores do time. (Do UOL) 

Brasileiro da Série C: Classificação Grupo A

PG J V E D GP GC SG
Fortaleza 27 16 8 3 5 33 17 16 56.3
Luverdense 27 15 8 3 4 23 15 8 60.0
Treze 26 16 8 2 6 20 26 -6 54.2
Brasiliense 26 16 7 5 4 15 15 0 54.2
Águia 25 16 7 4 5 22 19 3 52.1
Sampaio 24 15 7 3 5 28 15 13 53.3
Santa Cruz 24 15 7 3 5 24 17 7 53.3
CRB 24 15 7 3 5 15 10 5 53.3
Cuiabá 21 15 6 3 6 24 18 6 46.7
10º Baraúnas 13 16 4 1 11 13 34 -21 27.1
11º Rio Branco 3 15 1 0 14 6 37 -31 6.7

Técnico explica tropeço do Papão

“Eles tiveram supremacia absoluta nos primeiros 25 minutos e poderiam ter feito mais de um gol. Eu fiquei indignado com aquilo, porque faltou vontade. Depois melhoramos e dominamos o jogo no segundo tempo, mas nos faltou um finalizador. Tocamos a bola, porém, chutamos pouco ao gol”.

De Arturzinho, técnico do Paissandu, depois da derrota para o América-RN.

Muito além das aparências

Por Gerson Nogueira

Há quem não acredite em bruxas, embora admitindo que elas existam. No Paissandu atual, independentemente de bruxedos ou mandingas, é fato que as oscilações do time já despertam desconfianças quanto à origem. No aspecto físico, não é segredo que o elenco tem sérias deficiências de condicionamento desde as primeiras rodadas. Com a troca do preparador, imaginava-se que o problema seria sanado. Não foi.

Junte-se a isso a crônica dificuldade de manter bom rendimento em partidas fora de Belém. Desde a era Lecheva, passando por Givanildo Oliveira, Rogerinho Gameleira até chegar em Arturzinho, a coisa se mantém no mesmíssimo patamar. Os jogadores parecem adotar uma postura diferente quando estão longe das cobranças da torcida. Perdem a vibração e o entusiasmo, mesmo que a diretoria acene com o inacreditável pagamento de bichos até por empates.

A apatia que torna o time facilmente superável por adversários inferiores voltou a marcar presença na noite de sábado, quando o Papão encarou o América de Natal em Goianinha e repetiu os mesmos pecados de sempre.

Depois de um começo razoável, marcando bem e saindo com desenvoltura, o time foi caindo de produção com o passar do tempo, como se fosse vítima de uma espécie de indolência inexplicável. O América, visivelmente assustado no começo, passou a dominar as ações à medida que percebeu as hesitações do Paissandu.

Com jogadores mais rápidos e bem dispostos, criou várias situações perigosas, deixando claro que o gol era mera questão de tempo. E assim foi. O América abriu o placar aos 14 minutos num lance bobo, no qual a defensiva paraense pagou para assistir toda a jogada. O disparo final, rasteiro e fraco, foi aceito pelo goleiro e começava ali mais uma desdita do time de Arturzinho.

Impressiona o fato de que o Papão não parece reagir nem diante de um resultado adverso. É como se tudo estivesse bem e não houvesse pressa. Até jogadores que acabam de chegar, como Aleílson, parecem contagiados por esse espírito derrotista.

Veio o segundo tempo de um jogo aberto em que os donos da casa não mostravam consistência técnica suficiente para dominar a partida, mas dominavam sem problemas. Na verdade, o Paissandu se deixava dominar com facilidade. Eduardo Ramos jogou solto, livre de marcação, mas era como se estivesse com chuteiras de ferro, mal se deslocando pelo campo. Zé Antonio exagerava nas saídas e esquecia o papel que cabe a um volante, deixando a defesa em apuros.

E que não se culpe Paulo Rafael pelos gols. Alguns defensáveis, mas todos produtos de uma mesma raiz: a lerdeza do Paissandu como time. Não se pode afirmar jamais que um grupo de jogadores conspira contra um técnico, mas em alguns instantes essa impressão ficou estampada no encharcado campo do Nazarenão.

É público e notório que o elenco do Paissandu tem limitações. Alguns jogadores rendem mais do que outros e certas posições são preenchidas na base da improvisação. Mas vontade também é um item importante em qualquer competição. Do jeito como atuou em Goianinha, arrisco dizer que o Papão não venceria nem um time de peladeiros. Perder não é um resultado absurdo, mas a maneira como a derrota ocorreu desafia o bom senso.

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Águia perde cadeira no G4

Os pontos desperdiçados diante do Cuiabá começam a fazer falta nas contas do Águia para se classificar à próxima etapa da Série C. Sem forças para resistir à pressão imposta pelo Santa Cruz, ontem, no Recife, o Azulão marabaense perdeu o jogo (3 a 2) e o lugar no G4.

Caiu para a quinta posição, ainda um ponto atrás do quarto e do terceiro colocados, Brasiliense e Treze, respectivamente. Não é uma situação desesperadora, pois os primeiros colocados estão com 27 pontos, ainda na alça de mira do representante paraense.

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Um campeonato cada vez mais afunilado

Cruzeiro, invicto há sete rodadas, e o Botafogo concentram os olhares e as atenções gerais no Brasileiro. Ambos têm virtudes importantes, principalmente quanto à arrumação tática e à força de conjunto. A vantagem cruzeirense de quatro pontos, produto de um comportamento mais decidido em jogos fora de casa, pode ser encurtada pelo Alvinegro no jogo de seis pontos marcado para quarta.

Será a pré-decisão do campeonato, com as emoções próprias que um confronto desse porte acaba envolvendo. Os demais times, pelo menos por ora, são meros coadjuvantes na disputa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 16)