Ex-tenista acusa Nadal de doping

Banido do esporte há dois anos por conta de um envolvimento em um escândalo de apostas, o ex-tenista austríaco Daniel Köllerer decidiu disparar contra o espanhol Rafael Nadal. Ele disse ser impossível o atual campeão do Aberto dos Estados Unidos e Roland Garros ter vencido dez torneios na primeira temporada após a lesão que teve sem se favorecer de doping. “É impossível. Ele aliou rumores de lesão com uma proibição silenciosa. Tudo é manipulado no tênis, todos usam doping. Imagine se o Nadal é testado positivo, o quão negativo isso seria para o esporte”, disse o polêmico tenista, em entrevista a uma revista da Áustria.

E o problema de Köllerer parece ser com os espanhois. Na entrevista, o austríaco ainda fez comentários sobre David Ferrer, atual vice-campeão de Roland Garros. “Ele é ou era fumante. Quando joguei contra Ferrer uma vez, ele fumou 10 minutos antes da partida e mesmo assim correu mais do que eu até no terceiro set, quando eu já estava com a língua para fora”, acrescentou. Köllerer não teve uma carreira brilhante no tênis. Seu melhor posicionamento no ranking foi 55º e ele jamais passou da terceira rodada de um Grand Slam. (Do Lancenet!) 

Primeiro tempo arrasador

PSCXChapecoense serie B-Mario Quadros (21)

Por Gerson Nogueira

Parecia outro time, embora os jogadores fossem os mesmos de sempre. Com desembaraço e ousadia, o Paissandu começou insinuante, explorando as jogadas rápidas distribuídas por Eduardo Ramos. Em ritmo intenso, o time atacava e forçava erros da Chapecoense com a movimentação de todos os homens de meio-campo e ataque. Em seis minutos, saíram os dois gols, ambos com participação inspirada de Ramos.

Aos 4 minutos, em contra-ataque fulminante, Héliton foi lançado por Ramos e cruzou da esquerda para o cabeceio mortal de Pikachu. A torcida nem havia parado de festejar e já veio o segundo. Ramos cobrou falta e contou com a grandiosa colaboração do goleiro Juliano, que aceitou o chute e a bola terminou nas redes da Chapecoense.

bol_qua_250913_15.psA pegada forte do Paissandu no começo da partida surpreendeu a todos, principalmente aos defensores catarinenses, que pareciam espantados a cada nova investida. Alex Gaibu trabalhava como verdadeiro ala esquerdo, aproximando-se bastante do ataque. Quando se aventurava nos contragolpes, também levava perigo.

Nessa balada, antes dos 20 minutos, mais duas grandes oportunidades foram construídas, mas Nicácio e Zé Antonio não aproveitaram. Aos 21 minutos, novamente Ramos apareceu com destaque, batendo cruzado, rente à trave.

A não ser por duas escapadas de Soares, que criaram alguma dificuldade para Pablo e Fábio Sanches, os visitantes não exibiam futebol de vice-líder. O goleador Bruno Rangel ficou muito isolado entre os zagueiros. O motivo básico dessa timidez estava na intensa movimentação dos bicolores, que concentravam as ações laterais e não permitiam folga aos meio-campistas da Chapecoense.

Djalma fazia dupla com Pikachu pela direita. Gaibú e Héliton agiam pela esquerda. No meio, com liberdade para criar, Ramos pontificava, lançando e aproximando-se da zona de chute. A rigor, o jogo se passava quase todo no campo de defesa dos visitantes, pois Pikachu e Héliton não davam trégua, ajudando também a marcar a saída de bola.

A dinâmica de jogo funcionava tão bem que o volante Zé Antonio também surgia como opção no ataque, revezando-se com Ramos nas subidas. Algo tão automático que parecia longamente treinado. Esse milagre da transformação só pode ser atribuído aos talentos motivacionais de Benazzi, pois tempo não houve para que as inversões de posicionamento fossem assimiladas pelos jogadores.

Quando o jogo chegou aos 30 minutos a impressão era de que tudo estava consumado, tamanha a superioridade do Paissandu, demonstrada no placar e na distribuição em campo. As manobras só não resultavam em gol devido à precipitação de Nicácio, que destoava no miolo do ataque.

Depois do intervalo, a Chapecoense se reestruturou e passou a pressionar a zaga do Papão. Aos 5 minutos, Neném e Soares chutaram duas vezes para defesas seguras de Paulo Rafael. Em seguida, Fabiano quase aproveitou cochilo de Pablo e Sanches, mas a noite era mesmo alviceleste e esses pecadilhos não tiveram maior consequência.

Benazzi trocou Héliton por Aleílson para tentar frear o crescimento da Chapecoense, que havia tomado conta do meio, marcando Ramos de perto. A mudança surtiu efeito e logo de cara Aleilson lançou Nicácio, que mandou no travessão. A troca de passes e a insistência com as jogadas aéreas pelos catarinenses faziam o Paissandu se resguardar, sem repetir a postura avassaladora do primeiro tempo.

Augusto ainda foi expulso, mas Eduardo Ramos já havia saído e o Papão não tinha como explorar a vantagem numérica. Antes do fim, Bruno Rangel ainda teve tempo de diminuir, aproveitando falha de Bispo. Foi, a rigor, sua única chance clara na partida.

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Rendimento acima da média

Eduardo Ramos e Pablo foram os melhores. Cada um, à sua maneira, contribuiu decisivamente para o triunfo. Pablo foi o esteio da defesa, atuando com firmeza e segurança. Ramos deu ritmo ao Paissandu e jogou de cabeça erguida, envolvendo a zaga inimiga e fazendo a bola chegar aos atacantes. Deveu-se a ele, principalmente, a grande atuação do Paissandu nos primeiros 45 minutos. Quando cansou, na etapa final, o time todo sentiu o baque.

Outros jogadores também se sobressaíram, embora em nível ligeiramente abaixo. Gaibú, Pikachu e Djalma tiveram desassombro, respondendo pela intensidade com que o Papão se lançou ao jogo. Todos caíram de rendimento no final, mas a produção inicial quase impecável garantiu o resultado que interessava.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 25)