Papão luta para fechar 1º turno fora da zona

PSC Artuzinho-Mario Quadros (4)

O jogo desta noite vale muito, tanto para o Paissandu quanto para o Sport. A partir das 21h50, os dois times tentam fechar o primeiro turno da Série B com um bom resultado. No caso do Papão, a vitória pode significar sair da zona do rebaixamento. Já o Sport, com 31 pontos ganhos, busca voltar ao G4. Depois do empate em 0 a 0 em Bragança Paulista, na última rodada, a equipe voltou a Belém confiante em se reabilitar na competição. O atacante Aleílson foi relacionado para o jogo, ao lado do lateral-esquerdo Max, mas dificilmente os reforços entrarão jogando. O técnico Arturzinho já admitiu que deverá manter a mesma escalação que começou o jogo contra o Bragantino. O provável time bicolor para hoje: Paulo Rafael; Pikachu, Fábio Sanches, Leonardo (Diego Bispo) e Gilton; Vânderson, Zé Antonio, Jailton e Eduardo Ramos; Marcelo Nicácio e Iarley.

No Sport, um sério desfalque: o atacante Marcos Aurélio, artilheiro do time na Série B, com 11 gols, está fora da partida por decisão do departamento médico. Aurélio foi um dos autores dos gols do empate em 2 a 2, diante do Boa Esporte, na rodada passada, na Ilha do Retiro. O atleta tem sido peça determinante para a campanha positiva, que mantém o Sport na quinta colocação, com 31 pontos em 18 jogos. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Jornalismo perde a pena afiada de Telmo Martino

O jornalista Telmo Martino morreu na madrugada desta terça-feira (3/9), aos 82 anos, no Hospital Samoc, no centro do Rio, de complicações decorrentes de uma pneumonia. Martino estava internado no hospital desde o dia 22 de agosto. O jornalista nasceu no Rio, no bairro de Botafogo, no dia 10 de janeiro de 1931. Estudou no Colégio Santo Inácio, onde foi colega de Paulo Francis, três meses mais velho. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu.

Em 1953, juntou-se como ator a um grupo amador de teatro, o Studio 53, de Carlos Alberto (irmão de Rosamaria) Murtinho, que, durante uma temporada, apresentou três peças de um ato, sempre às segundas-feiras, no Teatro de Bolso de Silveira Sampaio, na praça General Osório, em Ipanema.

Ali reencontrou Paulo Francis, que cuidava da bilheteria, e conheceu Ivan Lessa. Os três se tornaram grandes amigos. No futuro, seriam sempre citados juntos como modelos de um jornalismo crítico, culto e sofisticado. De 1955 a 1967, Telmo trabalhou como redator nos serviços de transmissão radiofônica para o Brasil da BBC, em Londres; depois, da Voz da América, em Washington; e, de novo, da BBC.

13246200Em 1958, quando foi lançada a revista “Senhor”, dirigida por Francis e a convite deste, colaborou esporadicamente com uma “Carta de Londres”, em que resenhava o movimento cultural britânico. Em 1967, de volta ao Rio, foi chamado por Francis a integrar a equipe da nova revista “Diners”, de que faziam parte jovens como Ruy Castro, Alfredo Grieco e Flavio Macedo Soares.

Com o fim da “Diners”, em 1969, Telmo foi para a “Ultima Hora” e, depois, para o “Correio da Manhã”, onde escrevia uma página de notas cáusticas e hilariantes, assinada por Daniel Más. Por causa dessas notas, que sacudiam a cidade, foi convidado em 1971 por Murilo Felisberto a transferir-se para o “Jornal da Tarde”, em São Paulo, e escrever uma coluna com seu próprio nome.

CELEBRIDADE PAULISTANA

Pelos 15 anos seguintes (com um breve intervalo no também breve “Jornal da República”), Telmo foi uma marca do “Jornal da Tarde”. Tornou-se uma celebridade paulistana, principalmente na área dos Jardins – e sua palavra de aprovação (ou não) passou a ser indispensável para a maioria dos atores, cantores, escritores e artistas plásticos de São Paulo. Contra ou a favor, era preciso ser citado por ele.

Washington Olivetto, Fausto Silva, Rita Lee, Glorinha Kalil, Costanza Pascolatto, Beatriz Segall e Osmar Santos eram dos poucos que ele elogiava constantemente. Muitos recebiam apelidos e definições que eram repetidos nos restaurantes e saraus. Os artistas, grã-finos ou apenas ricos o disputavam para festas e reuniões, mas Telmo foi também fisicamente agredido por pessoas que se julgavam ridicularizadas por ele no jornal.

Em fins dos anos 80, sofreu um AVC (acidente vascular-cerebral), que o abateu por algum tempo. Por coincidência ou não – os tempos e a imprensa eram outros -, sua coluna deixou de produzir o interesse que a tornara de leitura indispensável. Telmo alternou temporadas em São Paulo com voltas ao Rio e trabalhou em diversos veículos nas duas cidades. Manteve uma coluna semanal de televisão na Folha entre 1998 e 2000.

Seu último emprego foi no site “Babado” do portal Ig, onde escreveu uma coluna que não primou pela regularidade.

Fixando-se de vez no Rio a partir de 2000, Telmo afastou-se dos amigos, refugiou-se nos vários apartamentos em que morou (sempre de aluguel e no bairro do Flamengo) e deixou que a depressão se instalasse. Podia passar meses sem sair de casa, dormindo de dia e vendo TV de madrugada. Nos últimos tempos, tinha dificuldade de locomoção. Os poucos que ainda o procuravam notaram que sua memória já não era a mesma. A saúde declinou ainda mais e Telmo morreu na madrugada desta terça-feira. Nunca se casou e não deixou filhos. (Transcrito da Folha de SP)

Bafômetro para trio de arbitragem?

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As reclamações do Botafogo-PB contra a arbitragem da partida diante do Central, quando foi derrotado por 3 a 1 com dois gols anulados e um jogador expulso, ganhou um capítulo delicado e polêmico. Os jogadores paraibanos acusam o árbitro Célio Amorim, de Santa Catarina, de ingerir bebida alcoólica antes da partida. O goleiro Remerson e o meia Fábio Neves replicaram nas redes sociais uma foto onde aparece todo o trio de arbitragem (composto pelos auxiliares José Roberto Larroyde e Helton Nunes), sentado em um restaurante com uma garrafa de cerveja na mesa (foto acima).

Célio Amorim nega que tenha consumido a bebida antes da partida e afirma que a garrafa estava na mesa quando o trio sentou. A principal reclamação do Botafogo é que durante a partida o árbitro anulou dois gols que seriam legais e expulsou o zagueiro André Lima na derrota contra o Cental no primeiro jogo das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Caso a denúncia chegue aos tribunais, logo esse tipo de suspeita precisará ser esclarecido com o teste do bafômetro para trios de arbitragem. (Com informações do Yahoo!/Esporte Interativo)

Senado aprova o fim da reeleição dos cartolas

O Senado Federal acabou de aprovar proposta que vai de encontro aos interesses dos cartolas brasileiros. A matéria altera a Lei Pelé e fixa regras de reeleição e de duração dos mandatos dos dirigentes de entidades esportivas. O parecer favorável da relatora Lídice da Mata (PSB-BA) foi aprovado no final da manhã de hoje por unanimidade pelos senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e ficará na mesa diretora por cinco dias aguardando recursos.

É nesse momento, em geral, que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) costumam agir. De acordo com o secretário da CE, Júlio Linhares, vários projetos sobre o mesmo tema tramitaram naquela Casa, mas nunca chegaram a ser aprovados em caráter terminativo. “Foi histórico”, disse.

Desavisados sobre a tramitação do Projeto de Lei 253/12, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), os lobistas que trabalham em favor dos interesses nada republicanos das entidades esportivas no Congresso Nacional tomaram “bola nas costas”. Ironicamente, justo na semana em que a seleção canarinho está na capital federal para disputar o amistoso contra a Austrália, no próximo sábado, no Mané Garrincha.

Sob o comando do assessor legislativo da CBF, Vandenberg Machado, a bancada da bola deverá se articular o mais rápido possível para tentar reverter o placar desfavorável. Depois de atender o prazo de recursos no Senado, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados onde será analisada, primeiro, pela Comissão de Turismo e Desporto e em seguida pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. (Transcrito do Blog do Juca)

Titular da Seleção é terceiro goleiro de time inglês

Julio César, que o Felipão insiste em prestigiar na Seleção, aparece no site oficial do Queens Park Rangers como terceiro goleiro. Desde o fim da última temporada, o titular do gol do QPR é Rob Green. Contratado nesta temporada, Brian Murphy é o reserva. E olha que o QPR é algo assim como a Portuguesa lá da Inglaterra.

Um valentão chamado Charles Bronson

Por André Barcinski

Agradeço ao Blog do Chico pela lembrança: sexta-feira passada foi o 10º aniversário de morte de Charles Bronson. Quem nunca matou aula para ver “Desejo de Matar 3” não viveu. Nunca vou esquecer o Cine Vitória explodindo em aplausos quando Charlão arremessou um punk vagabundo do quinto andar e foi beijado pelos velhinhos do prédio. Vejam só o trailer dessa belezinha…

imagesBronson era o cara. Fez filmes ótimos e outros péssimos, sempre com a mesma expressão facial gélida, que alguns malas teimavam em chamar de “bovina”.

Seu nome verdadeiro era Charles Buchinsky. Filho de lituanos, nasceu numa região carvoeira da Pensilvânia. Tinha 14 irmãos. A família era paupérrima. Aos dez anos, Charles já trabalhava nas profundezas das minas de carvão, onde ficou até a maioridade, quando se alistou na Força Aérea e foi lutar no Pacífico. Voltou da Segunda Guerra com uma medalha no peito.

Nos anos 50, em meio à onda anticomunista liderada pelo senador McCarthy, o ator mudou o nome para Charles Bronson. Buchinsky era “russo demais”. Sua carreira no cinema durou de 1951 a 1999. Entre o fim dos 60 e o início dos 80, foi um dos astros mais populares do mundo e fez alguns de seus melhores filmes: “Era Uma Vez no Oeste”, “Desejo de Matar”, “Lutador de Rua”, “O Passageiro da Chuva” e “Telefone”.

Bronson trabalhou com diretores de primeira: George Cukor, Sergio Leone, John Sturges, Robert Aldrich, Roger Corman, André de Toth, Vincente Minelli, Samuel Fuller, Sydney Pollack, René Clément, Walter Hill, Terence Young, Richard Donner, Michael Winner e Don Siegel. Morreu aos 81 anos, em 30 de agosto de 2003.

Aqui vai, em ordem cronológica, meus 15 filmes prediletos estrelados por Charles Bronson. Tem alguns abacaxis no meio, que incluí por razões sentimentais e nostálgicas. Bronson fez parte da vida cinéfila de tanta gente, que muitos iam ao cinema só para vê-lo, sem se importar se o filme prestava. Eu era um deles.

Apache (Robert Aldrich, 1954) – Faroeste mediano, mas ver Burt Lancaster de índio não tem preço.

Machine Gun Kelly (Roger Corman, 1958) – Bronson faz o personagem-título, um gângster e ladrão de bancos que aterrorizou os Estados Unidos na época da Lei Seca, nesse excelente policial de Roger Corman.

Sete Homens e Um Destino (John Sturges, 1960) – Imagine uma defesa dessas: Charles Bronson, Yul Brinner, Steve McQueen e Robert Vaughn. Nem o Messi chegava perto. Faroeste clássico, adaptado de “Os Sete Samurais” de Akira Kurosawa.

Fugindo do Inferno (John Sturges, 1963) – Nazistas levam Steve McQueen, James Garner, James Coburn, Donald Pleasence, James Donald e Charles Bronson a um campo de prisioneiros barra pesada e os desafiam a escapar. Charlão e sua patota dão uma bela lição aos chucrutes.

This Property is Condemned (Sydney Pollack, 1966) – Filme raro, o segundo dirigido por Sydney Pollack. Francis Ford Coppola co-escreveu o roteiro, baseado numa peça de Tennessee Williams sobre um forasteiro (Robert Redford) que chega a uma pequena cidade do sul dos EUA e disputa a gata Natalie Wood com – adivinha? – Charles Bronson.

Os Doze Condenados (Robert Aldrich, 1967) – Esse filme faz “Mercenários” parecer “O Mágico de Oz”: um grupo de soldados e criminosos, incluindo Bronson, Lee Marvin, Ernest Borgnine, Jim Brown, Donald Sutherland, Robert Ryan, John Cassavetes (ele mesmo, o diretor), Telly Savallas e até o cantor Trini Lopez embarcam numa missão suicida: arrepiar um encontro de nazistas na França ocupada. Deve ter batido algum recorde mundial de testosterona num mesmo filme.

Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone, 1968) – Dizer o quê? Se você não viu Bronson tocando gaita e duelando com Henry Fonda, sua vida não está completa.

Passageiro da Chuva (René Clément, 1970) – Um thriller misterioso dirigido na França pelo grande Clément, de “O Sol por Testemunha”. Bronson faz um policial que investiga um estuprador e acaba envolvido com uma de suas vítimas, interpretada por Marlène Jobert. Um dos primeiros – de vários – filmes que Bronson fez com a então esposa, Jill Ireland.

Cittá Violenta (Sergio Solima, 1970) – Outro filmaço policial, dessa vez com Bronson no papel de um matador de aluguel que acaba caçado pelo patrão, o imortal e careca Telly Savallas.

O Segredo da Cosanostra / The Valachi Papers (Terence Young, 1972) – Vi esse filme numa madrugada na Band, há uns 25 anos, e nunca esqueci: Bronson faz um informante condenado à morte pela Máfia. Bom demais.

The Mechanic (Michael Winner, 1972) – Filme surpreendente, na linha do “cinema da paranóia” que marcou thrillers americanos da época, como “The Parallax View” e “Três Dias do Condor”. Bronson faz um matador de aluguel perseguido pela misteriosa corporação para a qual trabalha.

Desejo de Matar (Michael Winner, 1974) – Junto com o “Dirty Harry” de Clint Eastwood, a série “Desejo de Matar” – cinco filmes em 20 anos – foi um marco do cinema de direita e uma reação ao hippismo da época do Vietnã, com personagens isolados em um mundo violento e que decidem fazer justiça com as próprias mãos. O primeiro “Desejo de Matar” é muito bom. Pisque e você perderá um astro do cinema fazendo sua estréia – sem crédito – no filme e levando de presente um balaço do Charlão. Confira…

Lutador de Rua (Walter Hill, 1975) – Passa de vez em quando na TV e revejo TODAS as vezes. Bronson faz um desempregado que chega em New Orleans no meio da Grande Depressão e ganha a vida em lutas de rua. Seu agente é o sempre fantástico James Coburn. Estreia de Walter Hill na direção.

Telefone (Don Siegel, 1978) – Esse é outro daqueles filmes que é melhor nem começar a ver porque é impossível parar. Nos Estados Unidos, um homem misterioso telefona para algumas pessoas e declama um poema de Robert Frost. As pessoas imediatamente ficam hipnotizadas – na verdade, eram agentes da KGB inflitrados – e cometem atos de terrorismo. O homem que dá os telefonemas é Donald Pleasence. Bronson faz um militar russo que vai atrás do criminoso, é Charles Bronson. Para melhorar, Lee Remick faz uma sensual agente da CIA e a direção é de Don Siegel.

Caçada Mortal / Death Hunt (Peter H. Hunt, 1981) – Qualquer filme com Bronson, Lee Marvin, Carl Weathers (o Apollo Creed de “Rocky”) e a gostosura da Angie Dickinson já vale o ingresso. Mas esse é bom mesmo, um faroeste/policial sobre um fugitivo – Bronson, claro – perseguido pela Polícia Montada Canadense.

Dilma recebe Seleção e levanta a taça

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A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (2) em sua residência oficial de Brasília parte da delegação da seleção brasileira de futebol e levantou a taça da Copa das Confederações, conquistada pelo Brasil. A visita estava marcada para o fim de junho, logo depois do torneio, mas foi remarcado em meio aos contratempos decorrentes das manifestações daquele mês.

Em visita de cerca de uma hora, Dilma foi presenteada com duas camisas número 10 da Seleção – uma para ela e outra para seu neto, Gabriel. Ao levantar o troféu, ela comentou que era pesado, ao que o técnico Luiz Felipe Scolari respondeu: “A Copa do Mundo será ainda mais pesada”. A Seleção jogará no próximo 7 de setembro, às 16h15, amistoso contra a Austrália no estádio Nacional Mané Garrincha.