Rancho escolhe samba para homenagear Papão

Na noite da última sexta-feira (20), o Rancho Não Posso Me Amofiná, tradicional escola de samba do bairro do Jurunas, realizou a última etapa da escolha do samba que irá ser defendido pela escola no carnaval de 2014, cujo enredo é o centenário do Paissandu. No concurso, foram apresentado os 10 sambas eliminados nas fases classificatórias e os quatro sambas que ficaram para a grande final, onde o samba – composto por Paulinho Oliveira, Dominguinhos do Estácio, Gustavo Clarão e Thiaguinho Lobato – foi o escolhido para o carnaval do próximo ano. O enredo é “Da paixão secular a ícone bicolor, um marco a celebrar. Em uníssono uma história a perpetuar”. (Com informações de Fernando Torres) 

Para sair do fundo do poço

Por Gerson Nogueira

GERSON_21-09-2013Depois de duas rodadas infelizes, o Paissandu volta a jogar em casa com chances de tentar mais uma vez iniciar uma sequência vitoriosa. Ao ser apresentado ontem, o técnico Vagner Benazzi foi preciso no diagnóstico da situação: o time oscila muito, vai lá no alto e desce em seguida, o que impede acumulação de pontos para se estabelecer no bloco intermediário da Série B.

Uma série de três vitórias seria suficiente para alavancar a equipe para o meio da tábua de classificação, em condições mais ou menos seguras quanto à permanência na Segunda Divisão. Segurança que só pode ser comemorada quando há uma diferença de pelo menos seis pontos em relação ao 17º colocado.

Frequentador assíduo da zona do rebaixamento, o Paissandu passou a ter contra si a firme disposição que os adversários têm quando enfrentam uma equipe mal posicionada. Passa a ser obrigatório vencer o vice-lanterna. Qualquer time entra em situação de superioridade emocional. Até mesmo alguns que não têm qualidade técnica para mostrar.

É mais ou menos o caso do Atlético-GO, que também vive de altos e baixos no campeonato, tanto que está somente um ponto à frente do Papão, embora seja o 16º colocado. No primeiro turno, venceu por 1 a 0 (gol do atacante Anselmo), mas o resultado foi injusto com o Paissandu, que merecia pelo menos o empate no Serra Dourada.

Ao assumir o comando, Benazzi pôs o dedo na ferida e lembrou até as declarações de seu antecessor Arturzinho, para quem o maior problema do Paissandu era de cunho emocional. De estilo mais contido, o novo técnico é também um cultor do futebol de forte marcação e defesas fechadíssimas.

No Papão atual, que ainda busca uma identidade, tão grave quanto à instabilidade defensiva é a inoperância do ataque. Sem falar em reforços, Benazzi deu a entender que vai acompanhar o jogo de hoje atento às necessidades do elenco.

Misto de psicólogo e estrategista, como todo e qualquer treinador, Benazzi tem a oportunidade de salvar pela segunda vez o Paissandu da degola. Em 2004, foi ele o técnico-bombeiro que estancou a queda livre da equipe e conseguiu a permanência na Série A.

O desafio é mais ou menos do mesmo porte, mas a dificuldade está no fato de que o Paissandu padece hoje das consequências de um planejamento de pé quebrado, principalmente quanto a contratações. Depois de trazer cerca de três dezenas de atletas desde que a competição começou, a diretoria segue na incansável cruzada pelos jogadores certos. Mais três candidatos desembarcaram junto com Benazzi, que avalizou as escolhas.

Nada indica, porém, que o técnico vá encerrar a temporada de contratações. Pelo contrário. É quase certo que o Papão vá às compras novamente em busca de um homem-gol, visto que Marcelo Nicácio e Careca vivem no departamento médico e Aleílson até agora não rendeu o esperado.

Como uma das leis imutáveis do futebol reza que todo boleiro adora mostrar serviço diante de treinador recém-chegado, é provável que até as estrelas do Papão resolvam jogar bem, depois de duas rodadas sem dar as caras.

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Nicácio e Sanches reforçam o time

Sem Eduardo Ramos, que cumpre mais uma suspensão pelo terceiro cartão amarelo, Rogerinho decidiu pelo retorno de Fábio Sanches à defesa e a efetivação de Pablo, que se destacou diante do Ceará. Leonardo está lesionado e talvez fique fora até a próxima rodada.

Com a volta de Marcelo Nicácio, o Papão poderá ter pela primeira vez aquele que seria o ataque ideal do time, com a presença de Aleílson como o homem de velocidade e jogando pelos lados, como gostam de definir os técnicos. No meio-de-campo, para suprir a ausência de Ramos, é provável que Alex Gaibu tenha finalmente uma oportunidade.

Caso Benazzi encontre tempo para avaliar o elenco, é quase certo que garotos como Gleycinho, Romário, Lineker e Billy ganhem chance de mostrar serviço – e o Paissandu tenha a oportunidade de explorar algumas de suas crias, como fez com Paulo Rafael, Pikachu e Pablo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 21)