Golaço de Hyuri. De novo…

hyuridenovo

Do blog Fogo Eterno

Mais do que três pontos, conseguimos na noite dessa quarta-feira vazar a defesa que menos gols tomou no campeonato  até agora, que impressiona pela marcação forte e asfixiante. Mais do que três pontos, ganhamos a partida nos minutos finais. Oswaldo resolveu duelar com a recente maldição dos acréscimos. Venceu o duelo. E com Lucas Zen em campo.

Mais do que três pontos, obtivemos a vitória graças a uma jogada primorosa, para ver e rever: Renan repõe a bola rapidamente, Edilson arranca, olha para o lado, dá passe de trivela e Hyuri, com a frieza e precisão de veterano, consegue encobrir Cássio. A bola, depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, beija mansamente as redes do Maracanã.

Mais uma vitória com mais um golaço.

Mais do que três pontos, estamos vencendo batalhas. Foi assim contra o Criciúma, foi agora contra o Corinthians: só queria lembrar que empatamos no Pacaembu e batemos no Maracanã o atual campeão mundial. Na mesma temporada, empatamos duas vezes e goleamos o atual campeão da Libertadores. Também vencemos duas vezes (uma delas na final do Carioca) o atual campeão brasileiro.Não é pouco.

Mais do que três pontos, estamos ganhando reforços dentro do nosso próprio elenco. Edilson, tão criticado inclusive aqui neste blog, encorpou ofensivamente. Ganhou confiança e apoia agora com desenvoltura. Foi dele o cruzamento para o golaço do Elias no domingo. Foi dele o passe de trivela para o gol do Hyuri nessa quarta.

Mais do que três pontos, estabelecemos um pacto de confiança entre a torcida que vai ao Maracanã (e poderia ir mais gente, claro) e os jogadores. Os torcedores cantam o tempo inteiro, não desistem, fazem valer o ingresso. E quem está em campo retribui com muita garra, muita gana, muita vontade de vencer.

Mais do que três pontos, procuramos o gol o tempo inteiro. Dominamos amplamente um adversário muito forte. Mas corremos riscos por não ter definido a partida mais cedo – e, agora para o returno, o Seedorf terá que buscar sua própria reinvenção, pois o rendimento já não é mais tão assombroso quanto como no início do campeonato.

Mais do que três pontos, temos que comemorar o brilho de Hyuri, Edilson, Milton Raphael, Octávio, todos extremamente importantes nas três últimas partidas. Provamos também que não dependemos totalmente do Jefferson: sem ele, ganhamos os três jogos – e Renan fez uma defesa dificílima e providencial no jogo da noite dessa quarta-feira. O Botafogo, tantas vezes avaliado como carta fora do baralho por ter apenas um time e não um elenco, teima em desmentir também essa tese.

Mais do que três pontos,  mostramos que estamos superando todas as dependências individuais para, em troca, exibir um grupo solidário, consistente e persistente, que batalha até o último minuto pelo que almeja – e vai até o limite físico, como fez Lodeiro, que jogou pelo Uruguay na terça e, 24 horas depois, estava correndo que nem um loco até sair com cãibras.

Mais do que comemorar três pontos, temos orgulho de torcer por esse time do Botafogo. Um time que vibra junto com a torcida, que se supera a cada adversidade, que escreve uma das páginas mais honradas da história recente alvinegra.

Por isso, todos que foram ao Maracanã ou assistiram pela tevê o jogo Botafogo 1 x 0 Corinthians, na noite de 11 de setembro de 2013, sabem que foram testemunhas de uma vitória muito especial, daquelas pra se guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração.

Uma noite de superação. Uma noite de emoção. Uma noite de comunhão.

Uma vitória que vale bem mais do que três pontos.

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