Águia surpreende e derrota Sampaio em S. Luís

Diante de mais de 20 mil pagantes no estádio Castelão, em São Luís, o Águia surpreendeu o Sampaio Corrêa e venceu por 1 a 0 pela Série C do Brasileiro. Logo aos 5 minutos, Kenon recebeu na área e bateu na saída do goleiro Rodrigo Ramos. O Águia se manteve bem até os 15 minutos, tendo outras chances para aplicar. O Sampaio buscava reagir, mas esbarrava na boa marcação do time paraense. Um grande susto na partida foi a dividida do lateral Ceará com a zaga do Sampaio. O jogador desmaiou e teve que ser levado a um hospital, onde foi atendido.

Na etapa final, o jogo continuou equilibrado,  mas o Sampaio não teve inspiração para furar o bloqueio armado pelo Águia. O resultado colocou o Águia novamente perto do G4. O próximo compromisso será na quarta-feira (4) contra o Rio Branco-AC, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

Sampaio Corrêa – Rodrigo Ramos; Toti (Thalles), Mimica, Robinho (Jaílton) e Deca; Jonas, Douglas Silva (André Beleza), Eloir e Bruninho; Pimentinha e Tiago Cavalcanti. Técnico: Flávio Araújo

Águia – Jair; Ceará (Daniel), Menezes, Charles e Anderson Luis; Mael, Marcel, Charles e Diego Palhinha (Neno); Kenon e Júnior Timbó. Técnico: João Galvão.

Um ponto muito positivo

Por Gerson Nogueira

GERSON_02-09-2013O Paissandu ainda não havia sentido o gostinho de ganhar um ponto fora de casa. Daí a compreensiva satisfação de jogadores, técnico e até do presidente depois do jogo com o Bragantino, sábado. Em situação normal, não haveria motivo para tanta alegria, pois o Papão segue na vice-lanterna da Série B.

A questão é que o pontinho conquistado em Bragança Paulista quebrou uma sequência de derrotas – Oeste, Palmeiras e Icasa – e revelou um time mais focado e comprometido com a organização tática. Tanto no primeiro quanto no segundo tempo, o Paissandu foi superior ao adversário, usando arma simples e certeira: o toque de bola e a aproximação entre os setores.

O bom comportamento do time foi um alento e sinaliza para a uma evolução. O técnico Arturzinho viu a consolidação de um esquema de jogo. Entendo que isso ainda não existe com clareza, mas é evidente que a equipe se comportou bem no aspecto coletivo. Defendia-se bem, com proteção permanente dos dois volantes (Zé Antonio e Vânderson).

A coisa funcionou tão bem que, em vários momentos, Vânderson chegou a posicionar-se como terceiro zagueiro, cobrindo as subidas de Pikachu. Zé Antonio ficou mais à frente, oferecendo o primeiro combate aos meias Giovane e Gustavo.

Um atestado do bom comportamento da marcação foi que o Bragantino só conseguiu se aproximar da área em lances pelas extremas, quase sempre pelo lado direito do ataque, explorando as costas de Pikachu.

Os dois lances de maior perigo do time paulista, com Giovane e Gustavo, se desenharam por ali. Pelo meio, os armadores e atacantes não conseguiam furar o bloqueio dos volantes e dos zagueiros, com destaque para Fábio Sanches, atento e rápido nas antecipações.

A vitória não veio porque os meias Eduardo Ramos e Jailton não tinham conexão com o ataque. Até criaram boas situações, principalmente Jailton, mas Nicácio teve uma tarde para esquecer e Iarley não é homem de encarar o combate direto na área inimiga.

Decorreu desse descompasso a pouca agressividade do Papão na maior parte do jogo, embora tivesse posse da bola e domínio territorial. Ficou patente a extrema carência que o time tem de um finalizador. Nicácio e Iarley praticamente não visitaram a área do Bragantino.

Só quem se aventurou por ali foi o estreante Gilton, que quase marcou nos instantes finais do jogo, aparecendo junto à pequena área para um chute cruzado, que passou perto da trave.

Outra deficiência que Arturzinho precisa sanar é a da falta de confiança dos jogadores para disparos de média e longa distância. No primeiro tempo, Eduardo Ramos, Zé Antonio e Jailton arriscaram chutes de longe, mas no período final o time abandonou esse fundamento básico.

Os pontos individuais mais positivos do jogo foram as atuações de Paulo Rafael, Fábio Sanches e Gilton. O lateral-esquerdo mostrou segurança e conhecimento da posição. Sanches foi preciso como comandante da zaga e Paulo Rafael exibiu qualidade nas saídas de gol, justamente o ponto fraco do antigo titular, Marcelo.

Um novo caminho parece estar se abrindo e o empate deve ser saudado como resultante do esforço coletivo, embora a situação continue a inspirar cuidados.

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Leão lança parceria

O Remo lança amanhã, às 19h, na sede social, a parceria com o programa “Por um futebol melhor”, da Ambev. Na ocasião, haverá a apresentação da maquete eletrônica do novo Baenão e abertura da venda de cadeiras cativas e camarotes no estádio.

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Direto do blog

“Nicácio totalmente fora de forma, por que? Como deve ser a vida dele fora do clube? Preocupa, pois o salário e a badalação que a diretoria fez para trazê-lo foi muito grande e a contrapartida está muito longe de ser satisfatória. Com aqueles dois gols feitos contra o S. Caetano passou a impressão de que seria o grande centroavante que estávamos precisando, porém, caiu de produção. O Careca não está rendendo nem jogando. Algo tem que ser revisto no time para que o segundo turno não seja de calculadora na mão e secando os adversários. Por outro lado, duvido muito que o Arturzinho dê toda esta chance ao local Aleílson, pelas palavras deste treinador, arrogante, diga-se de passagem, menino novo não tem vez com ele!”.

De Miguel Ângelo Carvalho, intrigado com a quantidade de problemas existentes na Curuzu.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 02)