Seleção de “Amigos do Juari” em pose especial, na manhã deste sábado, antes de jogo beneficente entre veteranos para ajudar o ex-meia de Tuna e Remo, que passa por dificuldades e problemas de saúde. De pé: Beto, Aguinaldo, Marajó Melul, Marcelo, Nei Sorvetão, Malhado, Ailton, Vandick e Guilherme. Agachados: William, Marquinho Belém, Ferro, Junior Amorim, Juari, Nildo Pereira, Maracanã e Vélber. A partida foi realizada no estádio Francisco Vasques, da Tuna, e arrecadou donativos para o ex-atleta. (Marquinho Belém via Facebook)
Mês: agosto 2013
Para se distanciar da zona
Por Gerson Nogueira
Poucas vezes nesta Série B vi o torcedor do Paissandu tão confiante em vencer fora de casa como hoje. Indiscutivelmente, essa confiança decorre da presença de Rogerinho no comando técnico. Inexperiente, recém-promovido a auxiliar técnico, o ex-volante era a aposta mais improvável para conduzir o Papão num momento de turbulência.
Mas, credenciado por duas vitórias (contra Paraná e Figueirense) convincentes na Série B, o interino começa a criar uma aura vencedora, capaz de fazer o torcedor esquecer a necessidade de contratação imediata de um técnico mais rodado.
Sua invencibilidade será posta à prova contra um Avaí que navega na mesma faixa do Paissandu, inclusive quanto ao posicionamento na tabela de classificação. E daí deriva o maior perigo, pois o alviceleste catarinense também venceu na rodada passada e empolgou a torcida.
São times de massa que buscam escapar das últimas posições na tabela. A diferença é que o Avaí jogará em casa, empurrado por seu torcedor. De sua parte, o Paissandu segue com a crônica dificuldade de vencer como visitante. No último giro fora de casa, colecionou três derrotas, sendo duas válidas pela Segundona.
Sem Careca e Bispo, que estão suspensos, o Paissandu vai se ressentir principalmente da ausência de Ricardo Capanema, seu melhor volante. Sem ele, a defesa fica sempre mais vulnerável. Um problema que Lecheva e Givanildo não conseguiram resolver. Rogerinho terá que se virar com jogadores que pecam pela inconstância, casos de Esdras, Zé Antonio, Vânderson.
A defesa se recompõe com Raul e Fábio Sanches. A esperança de um comportamento mais consistente nos contra-ataques está nas laterais. Pikachu e Janílson fizeram contra o Figueirense suas melhores partidas no campeonato, contribuindo decisivamente para a vitória. Marcelo Nicácio, artilheiro da equipe no torneio, entra novamente como titular do ataque, ao lado de Iarley.
Cabe observar que a partida ganhou um condimento especial depois que o empate entre América-RN e Boa Esporte, ontem à noite, empurrou o Avaí para a zona do rebaixamento e deixou o Paissandu em 16º lugar. O tal jogo de seis pontos se transforma também em duelo de desesperados.
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Rogerinho depende de nova vitória
Embora a diretoria já não tenha a mesma pressa de antes para contratar um novo técnico, o presidente Vandick Lima admitiu ontem que cinco nomes são analisados. Arturzinho, Pintado, PC Gusmão, Guilherme Macúglia e Péricles Chamusca. Destes, Arturzinho e Macúglia têm a pedida salarial mais compatível com a realidade do clube. PC, Chamusca e Pintado são considerados caros. Segundo pessoas ligadas a Vandick, no momento Macúglia é o mais cotado.
A escolha, porém, pode mudar em caso de uma nova vitória sob o comando de Rogerinho. Apoiado pela torcida, o auxiliar ganha força no clube e se tornaria praticamente intocável caso triunfe fora de casa.
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Azulinos fazem mobilização inédita
A forte mobilização da torcida do Remo em torno da estreia do time na Copa Norte Sub-20 confirma o acerto da promoção criada pela diretoria, transformando o jogo em parte de um evento maior, que vai oferecer música e outras atrações neste sábado à noite, no Baenão.
São inúmeros os exemplos de clubes que conseguiram preservar a paixão de seus torcedores mesmo em momentos de crise. O Remo, que não conquista campeonatos há seis temporadas e permanece sem divisão, é o mais novo exemplo de como o sentimento incondicional da torcida pode ser capitalizado positivamente.
Diante desse interesse na Copa Norte, cresce também a responsabilidade do time azulino, que estreia hoje contra o Baré e já desponta como um dos favoritos ao título. Ao mesmo tempo, a diretoria se prepara para explorar um possível recorde de público para competições de futebol amador.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 03)
Capa do Bola, edição de sábado, 03
Rock na madrugada – Elvis Presley, Little Sister
Capa do DIÁRIO, edição de sábado, 03
Palmeiras vence e mantém a liderança
Humor é fundamental
Neto pede demissão e Band readmite Beting
Texto de Neto em seu blog, justificando o pedido de demissão que fez no ar à Rádio Bandeirantes, condicionando sua permanência à readmissão de Mauro Beting, que havia sido afastado da emissora.
“Desde os 16 anos de idade me acostumei com a pressão dos estádios de futebol. Era um troço louco já que vim de uma família pobre do interior de São Paulo. Mas meu pai, policial honesto dos ‘bão’, sempre me ensinou os princípios da vida. Me ensinou a ser um cara honrado mesmo que minha falta de cultura intelectual depusesse contra mim. A verdade é que o tempo e as experiências profissionais trataram de mostrar outras coisas importantes. Como, por exemplo, o valor da amizade e de reconhecer o que é certo e errado.
Quando soube da demissão do comentarista Mauro Beting (foto) na Rádio Bandeirantes fiquei extremamente chateado. Afinal é um cara competente e comprometido com a emissora. Assim como eu também sou. Entretanto teve muita gente preconceituosa, como existe muito no meio, criticando o fato da direção escolher ele, um jornalista diplomado, e não eu, um ex-jogador. Não vou entrar muito nessa polêmica porque acho babaquice. De gente babaca mesmo! Até porque sempre conquistei meu espaço com humildade e sem precisar atropelar ninguém. Soube esperar a minha hora.
Resolvi pedir demissão ao vivo durante o programa ‘Os Donos da Bola’ da TV Band em troca da recontratação do Mauro. Os mesmos diretores da Rádio aceitaram. Fiz isso não para criar conflito. Longe disso. Tomei essa atitude porque achei sim a mais correta. Devido aos meus compromissos profissionais, até com a própria Band, tenho convicção que o Mauro pode produzir mais para o grupo (já fazia isso). Sem contar que acho ele bom demais!
Sei que existe muita gente que não me suporta. Meu jeito de ser, meio polêmico e caipirão, é complicado mesmo. Mas ao menos é honesto. Autêntico com o que meu pai me ensinou lá atrás. Portanto estou mais uma vez com a consciência tranquila.
Ahhhh….como seria melhor se o meio do jornalismo esportivo fosse mais corporativista para o bem. Se neguinho reclamasse menos dos outros e ajudasse mais.
Seja feliz grande Mauro Beting… seja feliz Rádio Bandeirantes…. seja feliz Rede Bandeirantes.
Eu continuo muito feliz e grato por tudo! E bola pra frente, claro!!!!”
Feitiço contra feiticeiros no STF
Por Paulo Moreira Leite
Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo de rever seus votos no julgamento do mensalão.
Às vésperas da retomada do julgamento da Ação Penal 470, quando o STF irá examinar os recursos dos 25 condenados, o ambiente no tribunal é descrito da seguinte forma por Felipe Recondo e Debora Bergamasco, repórteres do Estado de S. Paulo, com transito entre os ministros: “(…) há ministros que se mostram ‘arrependidos de seus votos’ por admitirem que algumas falhas apontadas pelos advogados de defesa fazem sentido. O problema (…) é que esses mesmos ministros não veem nenhuma brecha para um recuo neste momento. O dilema entre os que acham que foram duros demais nas sentenças é encontrar um meio termo entre rever parte do voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
Na festa de Neymar, Barça humilha Peixe
Cuba minimiza críticas e disponibiliza médicos
Desde que o governo Dilma Rousseff anunciou, em 9 de julho deste ano, que pretende trazer médicos estrangeiros para atender à população, dezenas de organizações foram contrárias à medida, parte do programa Mais Médicos. O protesto mais contundente era dirigido aos cubanos, relacionados com o que foi chamado de uma possível “revolução comunista em 2014”. Com as críticas da classe médica, o governo brasileiro adotou cautela sobre o programa, uma das principais bandeiras do ministro Alexandre Padilha, e estuda fazer contratos individuais. Representantes de Havana no Foro de São Paulo, no entanto, dizem que os profissionais do país “seguem à disposição”.
“A oposição à presença dos nossos médicos é um fenômeno que não aconteceu apenas no Brasil, mas em outros países da América Latina. Isso se deve a múltiplos fatores, mas, em especial, ao medo de que os cubanos substituirão os profissionais locais e às acusações da direita de que a gente dissemine nossa posição política”, argumentou a Opera Mundi Jorge Antonio Arias, vice-chefe do Departamento de Relações Internacionais do PCC (Partido Comunista de Cuba). “Vamos para onde nos pedem, o que significa, em geral, chegar a locais em que outros médicos não vão. Dar cuidados de saúde aos que não têm. Nosso pessoal se dedica apenas a cumprir suas funções, com total respeito e sem interferir em processos políticos internos”, complementa Arias.
De acordo com o governo cubano, a falta de experiência não pode ser um argumento contra os médicos do país. Desde a Revolução de 1959, mais de 120 mil voluntários participaram de missões em países africanos, sendo a maioria deles médicos e professores. Esses cubanos ajudaram principalmente no tratamento da malária, doença amplamente difundida no continente, e na aplicação da vacina contra meningite. (De Opera Mundi)



