Brasileiro da Série B: Classificação geral

    PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 37 15 12 1 2 31 10 21 82.2
Chapecoense 32 13 10 2 1 30 12 18 82.1
Sport 27 15 9 0 6 28 24 4 60.0
Paraná 26 15 7 5 3 22 11 11 57.8
América-MG 25 14 7 4 3 27 20 7 59.5
Figueirense 23 15 7 2 6 29 25 4 51.1
Boa Esporte 23 15 6 5 4 15 17 -2 51.1
Bragantino 22 15 6 4 5 16 13 3 48.9
Avaí 22 15 6 4 5 21 20 1 48.9
10º Joinville 21 15 6 3 6 26 19 7 46.7
11º Icasa 19 15 6 1 8 19 29 -10 42.2
12º Oeste-SP 19 15 5 4 6 14 20 -6 42.2
13º Ceará 17 15 4 5 6 18 20 -2 37.8
14º Atlético-GO 16 15 5 1 9 10 20 -10 35.6
15º ASA 16 15 5 1 9 15 26 -11 35.6
16º São Caetano 16 15 4 4 7 18 19 -1 35.6
17º Guaratinguetá 15 15 4 3 8 18 24 -6 33.3
18º Paissandu 15 15 4 3 8 16 23 -7 33.3
19º América-RN 14 14 3 5 6 14 22 -8 33.3
20º ABC 8 15 1 5 9 10 23 -13 17.8

1964 – Um golpe contra o Brasil

O documentário “1964 – Um golpe contra o Brasil”, dirigido pelo jornalista Alípio Freire, foi disponibilizado pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e a TVT – Televisão dos Trabalhadores na internet, em duas versões: completa e dividida em 10 capítulos – para facilitar a utilização por professores e organizações interessadas em debater o golpe de Estado.

Aqui neste post está a versão completa. O filme, uma produção conjunta desta parceria, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, foi dirigido pelo jornalista Alípio Freire e vem tendo grande procura por organizações da sociedade civil, escolas de ensino médio, cursinhos pré-universitários e universidades.
O Núcleo de Preservação da Memória Política produziu 200 cópias do documentário, que foram disponibilizadas para organizações da sociedade interessadas em promover discussões acerca do golpe civil e militar de 1964. Essas instituições podem retirar a cópia no Núcleo (Av. Brigadeiro Luís Antonio, 2.344, conjunto 45, São Paulo (SP), tel. [11] 2306-4801, e-mail contato@nucleomemoria.org.br) ou solicitar que seja remetida via Correios. Nesse caso, será cobrada a taxa de envio.

Nada a favor, tudo contra

Por Juca Kfouri

O jogo foi na casa do rival, 45 dias depois da vitória consagradora sobre a Espanha e com a maior parte dos jogadores brasileiros com menos tempo de treinamento que os suíços, exatamente porque eles não disputaram o torneio no Brasil.

Mesmo assim, embora com visível falta de ritmo de jogo e de entrosamento naquilo que era automático em junho, a seleção jogou de igual para igual no primeiro tempo.

Não tão aguda como a adversária, com menos volume de jogo a não ser logo no princípio das hostilidades (e haja hostilidades mesmo!), mas mais criativa, a ponto de chegar três vezes em condição de abrir o placar em Basileia, com Hulk, neutralizado cara a cara pelo goleiro; com Paulinho, que cabeceou no travessão, e com Oscar.

Já Jefferson teve que fazer apenas uma grande defesa no fim dos 45 minutos iniciais porque invariavelmente a defesa brasileira impedia o derradeiro arremate suíço.

Luiz Gustavo e Paulinho estavam longe de formar a dupla de que já mostraram ser capazes, Neymar tentava, mas não conseguia nada, Fred nem pegar na bola pegava porque Oscar, que deveria armar, não armava.

Era possível esperar um segundo tempo parecido, com cara de 0 a 0, placar que a Suíça adora tanto quanto chocolate. Mas um brasileiro tinha de fazer um gol e a glória coube a Daniel Alves, numa surpreendente cabeçada na forquilha de sua própria meta, sem que nenhum suíço o pressionasse.

O gol contra foi uma infelicidade, é claro, mas a cabeçada em busca do escanteio era desnecessária.

Daí o time amarelo sentiu o golpe e passou a ser dominado pelo vermelho, que quase foi beneficiado por mais um gol contra, no que seria dos lances mais bizarros da história da seleção brasileira.

Não é que Dante recuou uma bola bandida para Jefferson que a deixou passar entre as pernas, só evitando o vexame por milagre? Felipão precisa mostrar ao zagueiro que nunca se deve recuar a bola para entre as traves, como os suíços cansaram de ensinar porque evitar acidentes é dever de todos. Por sinal, entre Dante e Gil, do Corinthians, também provado no futebol europeu, eu não teria dúvida. E você?

O que sei é que fazia tempo que não olhava com tanta atenção e interesse um amistoso da seleção, mérito do time na conquista da Copa das Confederações, razão pela qual também fazia tempo que uma derrota não me chateava tanto.

Vai ver que é porque o técnico brasileiro não rima com amistosos, mas com mata-matas.

Se for isso, tudo bem porque o time tem muito mais para mostrar e acho que ninguém mais duvida disso, descontado que, a partir do décimo minuto do segundo tempo, o jogo acabou, com a troca de meio time de cada lado.

Quando é para valer, a coisa é diferente. Otimista, eu?

Democracia entra em campo

Por Gerson Nogueira

O Remo comemora aniversário em ritmo de modernização. Não importa se no futebol o time segue apeado de competições oficiais. A reunião de associados e conselheiros, anteontem à noite, presenteou o clube com a confirmação de eleições diretas em novembro de 2014. É um pleito antigo, que chegou às ruas levado por torcedores mais engajados e que finalmente ganhou aprovação oficial no texto do novo estatuto.

Voto direto não é panaceia e não opera milagres, mas é a forma mais democrática de participação popular. Como clube de massa, o Remo precisava da representatividade de seus associados para que a gestão se torne mais ágil e transparente.

bol_qui_150813_15.psNo rastro do maior rival, que já elegeu uma diretoria pelo sufrágio direto, o Remo parte para um passo decisivo em sua história. O futuro da agremiação dependerá, a partir de agora, das intenções e projetos de seus associados, representantes da imensa e apaixonada torcida azulina.

Surpreende que um clube centenário tenha custado tanto tempo para aderir à prática institucional mais recomendada. Que os erros acumulados ao longo de gestões centralizadoras e pouco transparentes sejam combatidos verdadeiramente pelos novos dirigentes.

Parte do processo já havia sido vencida com as mudanças feitas na cúpula administrativa do clube depois do afastamento de Sérgio Cabeça. O vice Zeca Pirão mostrou-se afinado com os anseios da torcida e convocou para participar da diretoria quatro integrantes das forças de oposição. O gesto de desarmamento foi muito bem recebido pela comunidade azulina e já é visto como uma prévia do sistema de pleito direto.

Com a aprovação e vigência do estatuto reformulado, o Remo passa a ter maior participação dos associados, o que significa conviver com mais cobranças e fiscalização. Conselheiros também passarão a contribuir mais (R$ 90,00 mensais) e a ter que dar mais explicações. Diminuiu também o rol de exigências e limites para que sócios se candidatem a cargos. Sem dúvida, é um bom começo.

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Seleção reencontra o mau futebol

A desculpa das férias europeias pode servir para explicar o rendimento da Suíça. Do lado brasileiro, não. Argumentar que a apatia do time brasileiro deve-se à exaustão física é liberdade poética. Ouvi alguns comentários compreensivos a respeito da terrível atuação do Brasil no amistoso de ontem, mas é incabível fechar os olhos para tantos passes errados, falta de articulação criativa e timidez do ataque.

Bastou enfrentar um time mais aplicado e decidido a marcar sempre para que o Brasil apagasse a imagem positiva exibida na Copa das Confederações. Na verdade, nem de longe lembrou aquele time vibrante que bateu Uruguai, Itália e Espanha no torneio de junho. Lenta e estranhamente nervosa, a Seleção só foi agressiva (ríspida até) em divididas no meio-campo e no recurso de parar jogadas com faltas.

Na maior parte do tempo, parecia um grupo enfastiado, com jogadores visivelmente desinteressados da partida. No primeiro tempo, Neymar ainda se movimentou bem, criando algumas boas situações, que Hulk (duas vezes) e Oscar desperdiçaram. Paulinho ainda mandou uma bola na trave.

Mas, na etapa final, a letargia prevaleceu. E a derrota se desenhou cedo. Daniel Alves, que há muito tempo não demonstra entusiasmo pela Seleção, conseguiu se superar na mediocridade geral. Aos 2 minutos do segundo tempo, desviou de cabeça um cruzamento do ataque suíço, sem defesa para o goleiro Jefferson.

O escrete, que já tropeçava nas próprias pernas, passou a correr sem rumo na busca caótica pelo empate. Minutos depois, Dante devolveu mal a bola e quase permitiu o segundo gol dos donos da casa. Mais organizado e tranquilo, o time suíço não errava passes e atacava com disposição.

Acima de tudo, os suíços primaram pela objetividade. Ao contrário dos brasileiros, os suíços arriscavam sempre chutes de média e longa distância – foram 14 finalizações contra 6 do Brasil. Felipão precisa realinhar suas peças para que o espírito vencedor volte ao escrete.

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Escaramuças fora de hora

Depois de idas e vindas, confirmações e desmentidos, o meia Eduardo Ramos viajou a São Paulo para se integrar à delegação do Paissandu e reforçar o time contra o Palmeiras, no próximo sábado. Punido por questão disciplinar, o jogador chegou a ser dado como afastado do clube. O técnico Arturzinho, que vem cobrando comprometimento dos jogadores, foi convencido a aceitar o retorno de Ramos.

Ninguém pode afirmar se a delicada convivência vai se normalizar, mas é certo que o Paissandu não vive um momento na Série B que permita abrir mão do futebol de Ramos no meio-campo. Mesmo sem jogar o que já mostrou ser capaz, ainda é um jogador fundamental.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)

Notícias sobre a cena musical independente

Por André Barcinski

Anteontem, escrevi aqui no blog sobre o Fora do Eixo. No mesmo dia, li na “Folha” uma entrevista do grande Miranda, produtor musical e jornalista, em que ele elogiava a cena musical do Pará e descia a bordoada na MPB de Seu Jorge, Ana Carolina e Jorge Vercilo: “Virou MPB de barzinho.” (leia a íntegra aqui).

mirandaO produtor afirma que a cena paraense se sustenta e cita artistas como Lia Sophia, Aluê, Gang do Eletro e Dona Onete. Miranda não pode ser considerado um analista isento – é curador de eventos musicais no Pará e produziu o primeiro disco de Gaby Amarantos – mas viaja muito pelo país, conhece de perto as cenas musicais de diversos estados e sua opinião é relevante.

O que leva a uma questão que levantei ontem: existe cena musical independente no Brasil? Existem artistas que sobrevivem fora do circuito corporativo de festas de peão, rodeios, festivais patrocinados por cerveja ou por estatais?

Não vou a Belém há anos e conheço a cena local apenas por reportagens. Não sei se artistas paraenses conseguem sobreviver de sua música. Se a cena paraense se sustenta, como diz Miranda, então palmas para ela.

Já sobre as cenas de Rio e São Paulo, continuo achando que só existem na imaginação otimista de alguns. Falo de uma cena autossustentável, em que artistas vendam músicas e shows, tenham locais para tocar e um público que pague por isso.

Não estou dizendo que não existem artistas relevantes e que façam bons trabalhos. Claro que existem. A maioria dos artistas batalha e muito para divulgar sua música. O problema, a meu ver, é que se criou uma dependência tão grande dos artistas em relação a eventos bancados com verba pública, que ninguém consegue criar uma “cena” de verdade, que ande com as próprias pernas.

Esses dias, conversei com um amigo que toca numa banda de rock independente e faz o circuito de casas de show e baladas alternativas. Ele me dizia estar cansado de tocar às 3 da manhã para um público muito mais interessado em encher a cara e xavecar do que na música. Cachês decentes, só quando toca no SESC ou em algum centro cultural público. E o SESC, como sabemos, faz um trabalho ótimo, mas é bancado por um imposto compulsório, tem muito dinheiro, e pode cobrar ingressos muito baixos.

Patrulhamento a Nanda Costa revela caretice

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Por Tony Goes

306781-600x600-1Sou antigo o suficiente para me lembrar bem da polêmica provocada pelas fotos de Cláudia Ohana na “Playboy”, em 1985. A atriz posou literalmente “au naturel”, sem nenhum tipo de depilação nas partes íntimas. Foi um choque. Não estávamos acostumados a ver mulheres em, digamos, estado bruto. Aliás, não estávamos nem acostumados a ver nu frontal nas revistas: ele havia sido liberado pela censura poucos anos antes, embalado pelos ventos da abertura política.

Claudia foi chamada de “mata atlântica”, “floresta amazônica” e mais uma infinidade de apelidos ecológicos. O episódio colou em sua imagem até hoje. E ela, de certa forma, capitulou. Ao posar novamente para a “Playboy” em 2008, exibindo uma forma espetacular aos 45 anos de idade, Claudia estava depilada.

Celeuma parecida causou o ensaio de Vera Fischer na mesma revista, em 2000. Os pelos pubianos da atriz eram tão longos que desciam até a altura das coxas. E como esquecer de um escândalo equivalente, porém pela razão oposta? Estou falando da célebre foto de Adriane Galisteu em 1995, onde ela aparece raspando o púbis com uma lâmina de barbear.

Parece incrível que uma controvérsia semelhante aconteça tantos anos depois. Nanda Costa, capa da “Playboy” de agosto, chegou ao segundo lugar dos “trending topics” do Twitter por causa do visual fora de moda que exibe nas fotos tiradas em Cuba.

Nanda é adepta da chamada “virilha cavada”, que apenas retira o excesso de pelos e deixa o contorno da região íntima ligeiramente mais definido. Um tipo de depilação que, segundo especialistas, é o favorito das mulheres de meia-idade. As mais jovens aderiram em massa à “virilha íntima”, mais conhecida como “bigodinho de Hitler”. Foi com ele que Antonia Fontenelle apareceu na “Playboy” do mês passado. E foi ele que se popularizou nos Estados Unidos com o patriótico nome de “Brazilian Wax” (cera brasileira).

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O curioso é que o estilo adotado por Nanda Costa é muito mais “desmatado” que o de Claudia Ohana 28 anos atrás (que, aliás, não adotava estilo algum). Mais curioso ainda é perceber o quanto encaretamos ao longo desse tempo. Cair de pau numa mulher que está (só um pouco) fora do padrão vigente é de uma tacanhice sem par. Claro que a internet ajuda a amplificar a repercussão do caso. Uns quinze anos atrás, essa história talvez passasse batida.

Também deve ser porque estamos mesmo vivendo tempos mais moralistas. Nanda aparece nas fotos como uma mulher adulta, sexualizada, “para valer”. Não tem nada a ver com as raspadinhas, cujos púbis angelicais remetem a uma inocência que, obviamente, não está mais lá.

No frigir dos ovos, essa polêmica é boa tanto para Nanda como para a revista (que está sob nova direção e voltando a vender bem). Tomara que também sirva para sermos menos patrulhadores da genitália alheia. Chega de pentelhação.