Uma voz favorável a Rogério

Por Sérgio Xavier, da Placar

Repercutiram e ainda seguem repercutindo muito as declarações dadas pelo técnico Ney Franco. O ex-treinador do São Paulo soltou os cachorros no capitão e goleiro do time. Disse que Rogério Ceni é o dono do vestiário e prejudicou demais o seu trabalho no clube.

Há basicamente duas formas de liderança: a liderança concedida e a liderança conquistada. Ney Franco se tornou o líder do futebol porque foi empossado treinador do time. Liderança oficial, legítima. Já Rogério Ceni virou líder no Morumbi e no CT por anos de serviços prestados ao São Paulo. Nem estamos falando aqui de suas defesas e dos mais de 100 gols marcados. A conversa aqui é outra. Rogério se tornou um comandante pelo seu comprometimento com os objetivos do clube. Ele sempre foi obsessivo por vitórias e títulos. Inteligente, analisa adversários, sugere contratações, observa variações táticas. Pretensioso, metido? Sim, Rogério não é humilde e e não se omite. Fala o que pensa. A questão é que ele pensa bem, vê futebol melhor do que a esmagadora maioria dos jogadores e técnicos. Na imprensa, então, dá um baile. Ele estraga o trabalho dos comentaristas quando inventa de falar na saída do campo. Geralmente, conta uma verdade que os profissionais da palavra não souberam traduzir das cabines…

Esperto, Rogério aprendeu que não se ganha sozinho no futebol. Ao contrário do que o torcedor imagina, seus colegas gostam dele. Porque o capitão briga pelas premiações dos companheiros, recebe bem quem chega, orienta os mais jovens e está sempre focado em vitórias. E, bem sabemos, bicho só pinga no bolso de jogador quando há vitórias.

Personalidade forte, Rogério bate de frente com quem o desafia. Ney Franco morreu para o goleiro no dia que o desautorizou a opinar no time. Desde então, o São Paulo entrou em parafuso. O líder nato versus o líder do crachá. O clube demorou tempo demais para fazer a sua escolha. É um problema em qualquer organização quando a melhor cabeça não está no principal cargo de direção. Na década passada, o São Paulo entendeu bem como aproveitar a liderança positiva de Rogério Ceni e dominou o futebol brasileiro. Só que o tempo passou, a diretoria se perdeu, as relações se deterioraram e Rogério fisicamente desmoronou. Um novo São Paulo ainda precisa ser planejado e reconstruído.

Blindagem da mídia ao propinoduto tucano

Por Patrícia Benvenuti, de Brasil de Fato

alckmin_serra_Daniel-Guimarães_Governo-SPO governo tucano de São Paulo fica cada vez mais enredado no caso de cartel das licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Documentos apresentados pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) comprovariam o pagamento de propinas a autoridades envolvidas no esquema que lesou os cofres públicos paulistas em pelo menos R$ 425 milhões. As denúncias de cartel são investigadas pela Operação Linha Cruzada, realizada pelo Cade em conjunto com a Polícia Federal. As suspeitas apontam para o envolvimento de 13 empresas na formação de cartel em seis licitações para aquisição de trens, manutenção e construção de linhas ferroviárias e de Metrô em São Paulo e no Distrito Federal.

As fraudes, ocorridas entre 1998 e 2007, começaram a ser reveladas pela Siemens em julho, depois de um acordo de delação premiada para garantir imunidade para a companhia e seus executivos. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o Cade analisa diários da Siemens que contêm registros sobre as reuniões entre representantes da transnacional alemã e o governo de São Paulo. De acordo com os documentos, o cartel, apelidado de a “grande solução”, era o desfecho preferido pela Secretaria de Transportes por garantir “tranquilidade na concorrência”.

O cartel em São Paulo teria sido formado em 2000, no governo de Mário Covas (PSDB), para a construção da linha 5 do Metrô, e continuado durante as gestões de Geraldo Alckmin (2001-2006) e também no primeiro ano do governo de José Serra (2007). A ideia era formar um consórcio único para vencer licitações e depois subcontratar as empresas perdedoras, o que acabou acontecendo.

istoe-300x198Apesar da magnitude, o esquema de corrupção começou a ser noticiado de forma tímida na imprensa corporativa. Em sua edição de 14 de julho, a Folha de S.Paulo trouxe o assunto em uma manchete e repercutiu as denúncias no dia seguinte. O jornal só deu visibilidade ao caso novamente em 2 de agosto, com uma matéria sobre os diários da Siemens. Seu concorrente, o Estado de S.Paulo, não aproveitou o hiato da Folha para dar repercussão ao caso – publicou apenas matérias curtas e sem destaque.

Quem deu fôlego às denúncias foi a revista IstoÉ, que apresentou duas reportagens de capa sobre a formação do cartel. As outras semanais não se interessaram muito. Com exceção da Carta Capital, que abordou a denúncia em suas páginas, Veja e Época trataram do caso em poucas linhas – nenhuma das duas cita nomes de autoridades envolvidas. Nos canais de TV, o silêncio é ainda maior. As emissoras repercutiram pouco o caso. O Jornal Nacional, da TV Globo, só trouxe o assunto à tona em 2 de agosto, depois de as denúncias terem sido abordadas em jornais, revistas e, principalmente, nas redes sociais.

Blindagem

A postura dos meios de comunicação corporativos, porém, não surpreende os especialistas. Para o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Laurindo Leal Filho, a cobertura atual da mídia se assemelha ao que ocorreu durante as denúncias sobre o chamado “Mensalão Mineiro”, envolvendo lideranças do PSDB naquele estado. “A cobertura é bastante diferenciada quando é em relação ao PSDB. Há uma preocupação em não expor o partido, seus dirigentes e os governantes ligados ao partido envolvidos no caso”, afirma. Cobertura oposta ao que ocorreu quando o alvo das denúncias eram lideranças do PT. O professor lembra que em 2005, durante a CPI do Mensalão, o assunto foi destaque nos noticiários durante meses. A atenção foi tanta que as notícias pipocavam até mesmo fora dos telejornais, durante a grade normal de programações da TV Globo.

Outra peculiaridade é a ênfase no nome das empresas. Em outros casos de corrupção, explica Filho, é comum que os nomes das companhias sejam preservados, deixando o peso sobre os “corrompidos”. Agora, porém, os governos do PSDB são citados – quando o são – de forma discreta nas matérias. “Isso prova mais uma vez que essa mídia tem um lado bastante definido. E quando esse lado está sob algum tipo de ataque, ela faz todo o possível para minimizar o fato”, analisa.

O presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, critica a “blindagem” dos veículos em relação às denúncias de corrupção. Para ele, o caso ilustra a seletividade da imprensa, que trabalha as informações de acordo com seus interesses. “O que não interessa para a mídia ela esconde e omite. O que interessa ela dá destaque, realça, dá manchete, faz várias matérias. O que a gente está vendo nesse caso é a confirmação da tese do professor Perseu Abramo”, afirma, referindo-se aos estudos do jornalista Perseu Abramo (1929-1996) sobre a mídia. Em seu livro Padrões de Manipulação na Grande Imprensa, Abramo defendeu que a manipulação não consiste em apresentar inverdades, e sim em criar realidades distorcidas a respeitos dos fatos.

A própria nomenclatura escolhida para os “mensalões”, de acordo com Altamiro Borges, é um exemplo do tratamento diferenciado. “O caso do chamado Mensalão envolvendo o [José] Dirceu e o [José] Genoino é o Mensalão do PT; o Mensalão envolvendo Eduardo Azeredo e Aécio Neves em Minas não é o Mensalão Tucano, é o Mensalão Mineiro”, observa. Se a cobertura como um todo gera críticas, as mais fortes vão para os canais de televisão. “É uma obrigação, principalmente nas concessões públicas, o respeito mínimo à diversidade e à pluralidade informativas, mas isso não existe na mídia brasileira”, dispara o presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Rogério Ceni e os limites de um ídolo

1ae9

Por Cosme Rímoli

“Eu não vi tudo direito, mas vi algumas coisas. Eu não tenho muito para falar do Ney Franco, para ser honesto. Nem o momento acho que cabe muito. Mas para vocês (jornalistas) não ficarem sem nada… É que se eu tivesse toda a influência no São Paulo que ele acha que eu tenho. Ele estava no olho da rua há muito tempo. Eu não esperaria, se eu tivesse o poder de decisão. Então, eu sou apenas um funcionário do clube, eu não decido, eu não mando. Mas se eu tivesse condições de ter a influência que ele acha que eu tenho ele já estaria longe há muito tempo. Não tenho mais nada para falar do Ney, faz parte do passado.”

Essa foi a resposta de Rogério Ceni aos ataques de Ney Franco. O capitão do São Paulo usou o fuso horário a seu favor. Analisou com calma as acusações do treinador. Principalmente a de que minou as contratações de Ganso e Lúcio. Ceni é inteligente demais.

Na derrota contra o Kashima Atlers, ele agiu normalmente com o meia. Não se comportou como se tivesse de mostrar algo a mais. Não. Fez questão de se comportar como se nada tivesse acontecido.

Vibrou demais no gol que o meia marcou. Conselheiros acreditam nas primeiras informações chegadas do Japão. Os dois já conversaram. Assim como com a diretoria. Teria até mandado recado a Lúcio, desmentido as acusações.

O São Paulo vai insistir que tudo não passou de ressentimento de Ney Franco. E proibirá seus demais jogadores de tocarem no assunto. Mas pelo menos, Rogério foi absolutamente sincero. Demonstrou o quanto odiou trabalhar com o treinador. E que não considerava o seu trabalho competente. Fez questão de destacar que o demitiria há muito tempo.

1cbfNão há lembrança de declaração tão rancorosa no futebol brasileiro. Nenhum capitão de time falou claramente. Ceni disse que o lugar de Ney Franco é ‘o olho da rua’.

Uma postura completamente diferente de Marcos. Também tinha todo esse respeito no Palmeiras. E teve problemas sérios com treinadores. Como com Vanderlei Luxemburgo que o mandou parar de falar publicamente. Continuou dando suas declarações polêmicas para tentar ajudar o clube. Não precisou atacar ninguém. Muito menos deixou seu ego aflorar.

Ceni faz isso com autonomia fora do comum. Porque sabe contar com o respaldo da diretoria, de Juvenal. E da oposição. Para tudo o que fizer…

Rogério Ceni na época das eleições do São Paulo não esconde. Joga com uma camisa amarela que pode ser vista a quilômetros de distância. O motivo? Porque Juvenal Juvêncio sempre disputou a presidência pela chapa amarela. A postura agressiva do goleiro com Ney Franco serve de aviso a Paulo Autuori. Se um dia não concordar com os métodos de trabalho dele, pode fazer a mesma coisa.

Rogério Ceni é o maior ídolo da história do São Paulo. Ganhou todos os maiores títulos. Nenhum goleiro fez mais gols do que ele na história do futebol mundial. Mas ele já perdeu a noção da função de um jogador. Não se vê mais como um simples atleta. Aos 40 anos, não tem mais paciência e nem a obediência de um mero atleta.

Sabe que o que representa para o São Paulo. E não vai admitir que ninguém o desafie publicamente. Quanto mais o critique, o acuse. Ao falar que Ney Franco deveria estar ‘no olho da rua’ há muito tempo, manda um recado. Deixa claro que os comandantes do São Paulo foram também incompetentes.

Juvenal Juvêncio, João Paulo Lopes, demoraram para acordar. Inteligente e rancoroso, dá um tapa de luva de pelica em Adalberto Baptista. Ceni sabe que era o diretor, seu outro inimigo, quem segurava Ney Franco. O recado de incompetência foi para Adalberto. Mas atingiu Juvenal e João Paulo de Jesus Lopes.

Com Rogério Ceni é assim. Para atingir seus objetivos, ele não pensa duas vezes. Nas consequências. Se pensasse, agiria de maneira diferente. Preservaria o clube que tanto ama. Preservaria o clube que tanto ama. Não percebe que com essa discussão pública só expõe o São Paulo ao ridículo. É o triste resultado de quem se acha mais do que o clube. E definitivamente, ele é o maior ídolo que já pisou no Morumbi.

Só que fundamental é o São Paulo.

Deveria segurar o ego e usar sua inteligência. Sua briga com Ney Franco envergonha. E mostra que deixou de ser apenas um jogador há muito tempo. Tem um poder inaceitável. Faz questão de mostrar isso publicamente, mesmo negando. Na prática, terá pouco mais de três meses de carreira. Uma trajetória belíssima nos gramados. Mas que tornou triste, deprimente, perto do seu final.

Vaidade tem limite.

Limite é uma palavra desconhecida no vocabulário de Rogério Ceni…

Quatro décadas de um disco marcante

Por André Barcinski

Um disco marcante do pop-rock brasileiro está fazendo 40 anos: “Secos e Molhados”, o primeiro LP da banda que lançou Ney Matogrosso. Foi em agosto de 1973 que o LP chegou às lojas, com uma capa mórbida, em que a cabeça de quatro hippies, pintados como personagens do kabuki, o antigo teatro japonês, repousavam numa mesa.

Na verdade, o sucesso dos Secos e Molhados se deve a uma conjunção de fatores. Em primeiro lugar, o disco era sensacional, com uma mistura rara de rock, psicodelia, MPB, música folclórica portuguesa e violões “folk”. Mas o LP bem que poderia ter passado batido pelo público, não fosse a enorme sorte de ter atraído a atenção dos produtores do “Fantástico”, que estreava naquela mesma semana. O programa da Globo colocou uma imagem do Secos e Molhados em sua abertura, o que garantiu enorme visibilidade ao grupo.

secosemolhados-1016x1024A gravadora Continental não acreditava no disco e só topou lançá-lo porque o jornalista Moracy do Val, que havia visto um show do Secos e Molhados e ficara empolgado, insistiu muito.

Inicialmente, a Continental produziu apenas 1500 cópias do disco. No fim do ano, “Secos e Molhados” vendia tanto que a gravadora precisou derreter outros discos encalhados para suprir a demanda de vinil (a crise do petróleo dificultava a importação de matéria-prima). O disco foi um choque, assim como as apresentações ao vivo, com a presença cênica libidinosa e desafiadora de Ney Matogrosso.

Nem os próprios integrantes do grupo acreditaram no sucesso que obtiveram. “Foi uma explosão totalmente imprevista, até para nós”, me disse Gerson Conrad. “Claro que o disco era muito bom, com uma forte carga poética, músicas muito boas e a voz incrível do Ney, mas ninguém poderia prever que venderia tanto.”

É uma pena que a carreira do Secos e Molhados – pelo menos da formação original, com Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad – tenha sido tão breve, encurtada por brigas pessoais. O grupo lançaria só mais um LP com os três músicos, em 1974.

Sobre a polêmica do imóvel do Barbosa

Por Cristiana Castro

Politiqueiros, né? Acho que isso é com a gente… Mas tudo bem, vou fingir que não prestei atenção nessa parte porque Joca já está todo enrolado. Mas com relação a compra ter sido efetuada dentro da lei, cabe lembrar que de acordo com a novíssima legislação Barbosina a coisa pra “mulher de Cesar” apertou bastante mas, para o marido da mulher de Cesar, o bagulho ficou sério. Como o pessoal pergunta pelo FB, e se fosse o Lewandowski? Ou mesmo GM ou MAM? E, se fosse um juiz de primeira instância ou um advogado que acorda as 11h? Se fosse um político ou um politiqueiro?

Sabe, JB, parece que o pessoal resolveu “cercar o frango” e a Globo não vai poder ajudar muito porque está bem mais enrolada do que V. Excia. Esse moralismo, aí, não está ajudando. Dizer que quem não deve não teme e que pessoas honestas não devem ser o foco etc… só reforça a ideia de que somos ou honestos ou desonestos. Somos um pouco das duas coisas, todos nós, de acordo com nossos interesses e, portanto, os que insistem em posar de paladinos da ética acabam sempre mais esculhambados que os normais ou mesmo os completamente desarvorados e que não estão nem aí para porra nenhuma. Veja, V. Excia, quem é mais sacaneado pela sociedade, o Demóstenes Torres ou o Cachoeira? O Demóstenes, e por que? Porque queria posar de vestal, enquanto o outro era só um homem como outro qualquer. Vai daí que o pessoal diz: pô, Demóstenes é um mau caráter mas, e o Cachoeira? Ah, o Cachoeira é o Cachoeira, sempre foi assim.

O mesmo acontece,  por exemplo, em relação a JB e GM. GM, se fizer uma merda, o pessoal já dá de barato, dá risada e diz, ah, de novo? Ninguém merece, só podia ser… Mas, JB não pode vacilar e não pode vacilar porque seu passatempo predileto é apontar as falhas dos outros e, como todo mundo tem falhas, JB só faz juntar um exército de desafetos, prontos a atacar no primeiro vacilo que, obviamente, vai dar porque é normal, como todo mundo. Qualquer ministro do STF, poderia ter dado esse vacilo; uns porque nunca foram muito afeitos a moralismos toscos e outros porque não gozam atacando quem está no erro.

Todo mundo aqui na rede viu uma infinidade de postagens, falando de filhas de ministros, mulheres de ministros… Teve um tal de Guzzo (acho que é isso, da Veja ), esculhambando TODOS, puxando todos os HC’s concedidos e a repercussão foi pífia. E, por que? Porque ninguém está nem aí para isso? Não, porque todo mundo sabe que é uma maneira nojenta de pressionar os ministros a condenarem réus de qualquer forma porque, MORALMENTE, pegaria bem. Ocorre que o ÚNICO que embarca nessa canoa é o JB e por isso a enxurrada de denúncias contra ele e seus familiares acabam tendo consequências que as outras não têm. Em português bem claro, JB é perseguido porque persegue os outros e parece ter prazer nisso.

Ministro Joaquim Barbosa tem que ser mais politico e menos midiático. Vai por mim, ministro. Midiáticos por aqui são ALVO, cola nela e vai apodrecer; já os políticos contam com “militância” o que significa BLINDAGEM, entendeu ou quer que eu desenhe? Militância moralista é tão hipócrita quanto a liderança a que ela está submetida e some no primeiro vacilo do sujeito. Cadê a “base eleitoral” que garantia a V. Excia os tais 12% de intenção de votos, agora? A parada é dura, Ministro, vida de político é complicada e a de ministro do STF parece que também está ficando, portanto,segura na mão da militância e vai porque só com o Merval Pereira V. Excia vai pro saco em 3, 2,1

A regra é a seguinte: lideranças sacodem a árvore e militantes juntam as folhas. Ninguém comanda sem soldado. Se liga, Joaquim Barbosa, V. Excia, só pode fazer um julgamento político porque seu cargo é político, mas não vale bagunçar porque a regra aí é entregar encomenda política forjando decisão técnica. Se V. Excia. não pode fazer isso e não tem humildade para aprender com os outros então é hora de vazar para Miami e deixar a Corte seguir seu caminho.

Fica chateado, não, ministro Joaquim Barbosa. Caso V. Excia fosse mensaleiro, estava era Fux nas mãos do Presidente, relator, promotor, inspetor, detetive, carcereiro, vidente, astrólogo e médium do STF. E,ministro, só para não perder a viagem, politiqueiro é a véia, nós somos militantes, valeu?

Sem poder de reação

PSCXAMERICA mineiro-Mario Quadros (16)

Por Gerson Nogueira

No final da partida, a torcida do Paissandu perdeu as últimas reservas de paciência e passou a cobrar mais raça do time. Reivindicação das mais justas diante da apatia que alguns jogadores demonstraram em campo. Acima de tudo, porém, falta bola e talento ao time.

Que o América-MG é um time tecnicamente superior, inclusive quanto ao porte físico dos jogadores, ninguém tinha dúvidas. O que não se esperava é que o Paissandu se apequenasse ainda mais, mesmo dentro de casa. Medroso, o time saía de seu campo com parcimônia, como se não quisesse incomodar.

Com essa postura covarde, perdendo todas as divididas, o Paissandu foi facilmente dominado ao longo de todo o primeiro tempo. Com erros primários de posicionamento e falhando na transição, um cochilo já nos acréscimos propiciou ao América o primeiro gol.

Depois de jogada rápida pelo lado direito do ataque, a bola foi cruzada e foi encontrar o zagueiro Vítor Hugo inteiramente livre no segundo pau. Só teve o trabalho de cumprimentar para as redes. O gol abalou ainda mais o já frágil estado emocional dos atletas, que voltaram mais desanimados no segundo tempo.

O América nem demonstrava muito interesse em atacar, mas, diante das facilidades e lentidão do Paissandu, acabou pressionando desde os primeiros minutos. Jogadores como Eduardo Ramos, Pikachu, Diego Barbosa e Esdras não acertavam e o time afundava ainda mais.

PSCXAMERICA mineiro-Mario Quadros (12)Em busca de uma reação, Arturzinho substituiu Ramos por João Neto, Esdras por Gaibu e Héliton por Tallys. Em vão. A situação não se alterou. O América tinha total controle das ações e chegou ao segundo gol quase que naturalmente, aos 31 minutos. Leandro recebeu livre, teve tempo para se equilibrar e bateu forte da entrada da área.

Até o final da partida, o Paissandu não demonstrou forças para sequer diminuir a diferença. Nos vestiários, o técnico avaliou que há alguma qualidade no time do Paissandu e até conseguiu enxergar pontos positivos na trágica atuação de ontem à noite. Em meio aos gritos de ira do torcedor, o técnico garantiu que há meios de reverter a situação do time.

Apesar da pressão terrível pela condição de vice-lanterna, o time terá que se superar para encarar o Joinville na sexta-feira. Antes disso, uma nova barca do adeus deve zarpar da Curuzu, a fim de que novos reforços cheguem. Arturzinho pediu paciência (pelo menos três jogos) para que possa arrumar a casa. Não vai ser fácil. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

————————————————————————–

Franco x Ceni x Ganso

É raro de ver algo assim no futebol, principalmente no Brasil, terra de conchavos e conciliábulos. Pouquíssimas vezes um técnico demitido abriu o verbo para criticar um jogador com a contundência de Ney Franco em entrevista ao jornal O Globo. Agastado ainda com as circunstâncias de seu afastamento, Franco responsabilizou o goleiro Rogério Ceni, capitão e ídolo do São Paulo, por sua queda.

Afirmou que Ceni se intromete onde não deve e que se envolve até em questões políticas internas. Considerou que o goleiro exerce uma liderança negativa, fritando jogadores contratados sem seu endosso. O técnico citou Paulo Henrique Ganso e Lúcio como alvos de Ceni. Observou que o meia paraense teria sido sabotado em sua chegada ao clube.

Justiça seja feita: Franco foi apenas o primeiro a externar publicamente essas opiniões. À boca pequena, jogadores e profissionais da imprensa há muito tempo descrevem essa mesma situação no Morumbi. Ceni exerce mesmo um poder paralelo em relação a treinadores e atletas.

————————————————————————–

Sem Clube, não há futebol…

Pesquisas do Ibope têm revelado a cada ano um quadro de amplo domínio do DIÁRIO e das emissoras do grupo RBA. Os índices da Rádio Clube, amparados no êxito da cobertura esportiva, indicam superioridade crescente. Quando parecia quase impossível crescer mais, eis que a campeoníssima PRC-5 crava marcas incontestáveis.

Alguns programas, como o de Paulo ‘Bad Boy’ Fernando, superam a barreira dos 90 pontos de audiência. O de José Lessa alcança incríveis 98 pontos no horário. São números que referendam o trabalho da equipe chefiada por Guilherme Guerreiro e, por outro lado, redobram a responsabilidade da emissora líder.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 07) 

Jogo do Papão teve apenas 2.500 pagantes

PSCXAMERICA mineiro-Mario Quadros (4)

A chuva e a má campanha do Paissandu na competição afugentaram a já desconfiada torcida alviceleste da partida realizada na noite desta terça-feira, no estádio da Curuzu. O público foi o pior do Papão em Belém até agora: 2.532 pagantes. A renda foi de R$ 63.420,00. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Brasileiro da Série B: Classificação geral

Times PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 31 13 10 1 2 28 9 19 79.5
Chapecoense 29 12 9 2 1 29 12 17 80.6
Sport 24 13 8 0 5 25 21 4 61.5
Paraná 23 13 6 5 2 18 8 10 59.0
Figueirense 22 13 7 1 5 27 21 6 56.4
América-MG 22 12 6 4 2 25 17 8 61.1
Joinville 21 13 6 3 4 25 16 9 53.8
Boa Esporte 20 13 5 5 3 13 14 -1 51.3
Ceará 17 13 4 5 4 17 17 0 43.6
10º Icasa 16 13 5 1 7 17 27 -10 41.0
11º Bragantino 16 13 4 4 5 13 13 0 41.0
12º Avaí 16 13 4 4 5 16 19 -3 41.0
13º Oeste 16 13 4 4 5 13 18 -5 41.0
14º Guaratinguetá 14 13 4 2 7 17 22 -5 35.9
15º Atlético-GO 13 13 4 1 8 9 19 -10 33.3
16º ASA 13 13 4 1 8 13 24 -11 33.3
17º São Caetano 13 13 3 4 6 15 16 -1 33.3
18º América-RN 13 13 3 4 6 14 22 -8 33.3
19º Paysandu 12 13 3 3 7 14 21 -7 30.8
20º ABC 7 13 1 4 8 9 21 -12 17.9