Leãozinho levanta taça e ganha um herói

Copa Norte Sub20 decisao RemoXholanda-Mario Quadros (43)

O Remo derrotou o Holanda-AM por 2 a 1 e conquistou a I Copa Norte Sub-20 na manhã deste domingo, no estádio Jornalista Edgar Proença. Marcaram para o Leãozinho Jaime e Sílvio. Daniel descontou para os amazonenses. O jogo foi muito equilibrado no primeiro tempo e a vantagem azulina só se consolidou a partir da metade do segundo tempo. No final, o público de 5 mil torcedores presentes ao estádio comemorou muito a conquista, com destaque especial para Sílvio, autor do gol da vitória e herói da torcida. Residente em Barcarena, Sílvio viaja de ônibus toda manhã para treinar no estádio Evandro Almeida. 

“Acordo muito cedo todo dia e venho para o treino no Remo, onde saio por volta de uma hora da tarde, volto para minha casa, onde descanso e ainda estudo à noite, mas não me arrependo dessa vida corrida e fico feliz em dar alegria ao meu pai e a vários pais azulinos”, disse Sílvio. O jogador, que antes era panificador e filho de pescador, destaca a oportunidade de atuar na equipe azulina. “Fico muito feliz, pois o meu pai me incentiva e me dá força e graças a Deus. Consegui entrar, dar conta do recado e fazer o gol do título, que eu dedico o gol para ele e para a torcida azulina”. Silvio acredita que pode ser útil na equipe profissional na temporada de amistosos, visando o Campeonato Paraense. “O Charles Guerreiro é um grande treinador e espero ajudar a equipe principal do Remo na próxima temporada, para dar alegria à torcida”. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Remo sub20 Campeao copa Norte-Mario Quadros

Todos perdem

Por Marcos Coimbra

O sentimento do “ninguém me representa” se disseminou e não preserva nenhum quadro ou grupo político. O resultado mais relevante das últimas pesquisas de opinião é a forte piora da imagem do sistema político. Despencou a avaliação das instituições e dos atores políticos. Quem comemorou aquelas feitas logo após o início dos protestos e manifestações por acreditar que seus adversários é que pagariam, se enganou. Todos perderam.

Ainda em junho, os mais felizes eram os antilulopetistas. Depois de sofrer durante anos com pesquisas favoráveis ao governo, acharam ter chegado a hora da desforra. Quando começaram a ser divulgados números que revelavam a queda na popularidade de Dilma, soltaram foguetes. E quando ficou claro que, em consequência, ela perdia intenções de voto, pareceu que suas preces haviam sido atendidas. Foi até engraçado ouvir o que disseram os porta-vozes da oposição e ler o que escreveram os colunistas mais afoitos. Estavam esfuziantes.

Hoje o tom é menos comemorativo. Fora os comentaristas da ultradireita, até os patrões da indústria da comunicação mostram preocupação. As lideranças oposicionistas sérias não dão um pio. Seria um grave equívoco dizer “Benfeito!”, como se essa queda generalizada fosse o justo preço que “os políticos” estariam pagando por seus erros. Como se o Executivo, Legislativo e Judiciário merecessem ser mal avaliados. Como se a presidenta da República, os governadores, os prefeitos, os senadores, os deputados, os vereadores e os magistrados fossem todos (ou praticamente todos, o que dá no mesmo) incapazes, corruptos e mal-intencionados.

Erro igual seria acreditar que alguns são poupados. O sentimento do “Ninguém me representa!” não preserva quem quer que seja. Aqueles que não caíram hoje cairão amanhã, a menos que essa desconfiança difusa e despropositada seja corrigida. O paradoxo de situações como a que vivemos neste momento é que, para se defender, cada personagem do sistema político é levado a acusar os outros. Conhecedor de sua pequena credibilidade, tenta derrubar os demais. E acaba por contribuir para o descrédito geral.

No futuro, todos morrem.

Em recente pesquisa do instituto Vox Populi, perguntamos contra quem foram os protestos de junho. Para 72%, contra o governo Dilma Rousseff. Para 69%, contra o governador do estado do entrevistado (a pesquisa foi feita em todos, à exceção de Roraima). Para 58%, contra o prefeito de sua cidade (as entrevistas foram aplicadas em 179 municípios, a maioria de cidades médias e pequenas, onde não houve manifestações). Para 77%, contra os senadores e deputados. E 65% acreditam que o PT foi o alvo. Um pouco menos, 52%, afirmaram ser contra o PSDB.

Se incluíssemos aqueles que acham terem sido os protestos ao menos em parte contra esses alvos, chegamos perto de quase consensos. Ao se analisar o conjunto de pesquisas disponíveis, vê-se que esse clima de opinião afeta as percepções do presente e atinge as expectativas. Tudo ficou pior. Os cidadãos estão menos satisfeitos com o Brasil, menos confiantes de que estejamos na direção correta. Passaram a ver com mais pessimismo o futuro. Aumentou a proporção daqueles que não acreditam que sua vida vai melhorar.

Os candidatos “políticos” perderam. Só os que são (ou posam de) apolíticos cresceram do início de junho para cá. A avaliação positiva de Dilma, Aécio Neves e Eduardo Campos como candidatos diminuiu. Quem mais sofreu foi, naturalmente, a presidenta, pois era quem mais tinha por onde cair e é a figura emblemática do sistema político. Em sua companhia minguaram Aécio e Campos. Enquanto isso, Marina Silva e Joaquim Barbosa subiram. Ou seja, estão bem apenas as candidaturas da incerteza.

A isso chegamos depois de um ano de incessante bombardeio contra o governo e o sistema político. É difícil lembrar um período comparável, seja em termos da intensidade, seja da extensão do desgaste a que foram submetidos. A articulação entre as lideranças da oposição civil, dos partidos oposicionistas e da indústria de comunicação, com suas redes de tevê e rádio, seus veículos na internet, seus jornais e revistas, nunca havia sido tão ativa.

Seu alvo era o governo e a intenção de impedir a reeleição de Dilma. Julgavam-se capazes de precisão cirúrgica, de atingir apenas o inimigo. As pesquisas mostram que erraram. Terminaram por atingir muito mais que o lulopetismo.

No fim das contas, perdemos todos.

Bio de Luizinho das Arábias é lançada no Rio

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Foi lançada, no Rio de Janeiro, a biografia do ex-jogador Luizinho das Arábias, que defendeu Paissandu (1987/88) e Remo (1989), e morreu em Belém. A autoria é de Jackson Sala, escritor carioca que teve a ideia de homenagear o saudoso atacante. O lançamento do livro “Sai o Rei, entra Luizinho” aconteceu na última terça-feira (6) via internet. Na capa, o jogador aparece com a camisa do Botafogo, onde viveu um de seus melhores momentos na carreira. O prefácio é de Washington Rodrigues. Para obter notícias a respeito, basta clicar no link (Rio de Janeiro) http://www.cnt.com.br/ ?id_channel=8# . Luciano Corrêa, paraense (e bicolor) radicado no Rio, é quem dá a dica, pedindo que o livro seja divulgado junto aos torcedores de Papão e Leão, clubes que Luizinho defendeu com grande talento e profissionalismo. É só entrar no site www.jacksonsala.com.

Torcedor do Papão denuncia ação de cambistas

Transcrevo carta enviada por Ival Rabêlo Junior, denunciando a venda de ingressos oficiais a preços reduzidos por cambistas durante o jogo Paissandu x Joinville, na última sexta-feira:

“Prezados Gerson Nogueira, Guilherme Guerreiro e demais profissionais dessa maravilhosa emissora,

Bom dia
Ao cumprimentá-los, informo que eu e minha esposa nos tornamos sócios bicolores por acreditarmos na atual gestão do Paysandu, que apesar do momento difícil nas quatros linhas, vem promovendo grandes avanços no clube. Mas, o fato que narro a seguir nos preocupou no último jogo contra o Joinville.
Um colega ao chegar em cima da hora do jogo, viu cambistas oferecendo ingressos da cadeira a R$ 25,00 e R$ 30,00.  Ele duvidou porque o preço era R$ 60,00 e negociou com o cambista. Disse que compraria três ingressos, mas só pagaria se os dois filhos entrassem. Disse para os filhos irem na frente. Os ingressos passaram sem problemas na catraca, logo eram oficiais.
DenúnciaEle me contou a história quando entrou no estádio e pedi que ele me desse os ingressos para que eu pudesse fazer essa denúncia preservando o nome dele.
O que chama a atenção nos ingressos (ver anexo) é que vem a inscrição CADEIRA Cat. CREDENCIAL  Preço R$ 0,00.
Pergunto: 
Quem fornece esses ingressos para os cambistas?
Para onde vai esse dinheiro?
Em nome da moralização do nosso futebol peço a divulgação desse fato, embora saiba que problemas envolvendo cambistas não sejam novidades, mas diante de uma gestão que se propõe como séria, penso que vale a pena denunciar.
Coloco-me à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Atenciosamente,
.Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais (GERA/UFPA)
.Técnico em Assuntos Educacionais da Universidade da Amazônia (UNAMA)
.Especialista em Educação da Secretária de Estado de Educação (SEDUC)”