Aleílson se apresenta na Curuzu

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O atacante Aleílson (foto) se apresentou oficialmente ao Paissandu nesta sexta-feira à tarde. O jogador compareceu ao estádio da Curuzu e se submeteu aos exames médicos de praxe. Logo em seguida, o artilheiro do Parazão 2013 foi apresentado como o novo reforço do clube para a Série B. Outro que já se incorporou ao elenco foi o goleiro Mateus, oriundo do Grêmio (RS), e que chegou a Belém nesta sexta. (Com informações da Ascom-PSC) 

Chance de Gol aponta probabilidades na Série B

Pos Time Pts J V E D GP GC     Probab. de
acesso
Probab. de
rebaixamento
1 Palmeiras 40 17 13 1 3 34 13     99.7 % quase 0 %
2 Chapecoense 39 17 12 3 2 35 15     99.4 % quase 0 %
3 Sport 30 17 10 0 7 31 27     36.7 % quase 0 %
4 Joinville 30 18 9 3 6 31 19   51.5 % quase 0 %
5 Paraná 30 17 8 6 3 25 13 75.3 % quase 0 %
6 Boa 29 17 8 5 4 17 17   2.2 % 1.1 %
7 América MG 27 18 7 6 5 29 26   4.5 % 0.6 %
8 Figueirense 26 18 8 2 8 35 31   14.7 % 0.07 %
9 Avaí 26 17 7 5 5 25 23 11.4 % 0.2 %
10 ICASA 25 17 8 1 8 25 31   0.4 % 7.1 %
11 Bragantino 25 17 7 4 6 18 17   3.1 % 1.0 %
12 ASA 22 18 7 1 10 23 29   0.05 % 19.0 %
13 Ceará 21 17 5 6 6 21 21   0.8 % 4.1 %
14 Oeste 19 17 5 4 8 14 25     quase 0 % 49.0 %
15 Guaratinguetá 18 17 5 3 9 20 27     0.02 % 37.2 %
16 Atlético GO 17 17 5 2 10 13 24     0.2 % 9.9 %
17 São Caetano 16 17 4 4 9 18 21     0.01 % 40.0 %
18 Paissandu 15 17 4 3 10 19 28     quase 0 % 44.4 %
19 América RN 15 17 3 6 8 17 27     quase 0 % 92.0 %
20 ABC 11 17 2 5 10 13 29     quase 0 % 94.4 %

Zagueiro corintiano aperta Marin

Por Guilherme Costa e Rodrigo Mattos, do UOL

Em um evento marcado pela adulação ostensiva, o presidente da CBF, José Maria Marin, encontrou no zagueiro Paulo André um grande opositor. O jogador do Corinthians questionou duramente o dirigente nesta sexta-feira, cobrou mudanças na gestão dos clubes brasileiros e colocou o mandatário da entidade esportiva em visível desconforto. Na resposta, até a exportação de atletas virou argumento para defender a gestão da instituição nacional. Em alguns momentos, o ex-jogador Raí reforçou a ofensiva do corintiano por esclarecimentos.

Marin participou nesta sexta-feira do Fórum Nacional do Esporte, evento organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais). Ele foi apresentado sob elogios, e o tom de bajulação ficou ainda mais intenso quando o presidente da CBF passou a palavra a Ricardo Trade, diretor de operações do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014. Depois, o presidente da CBF fez um pequeno debate com Paulo André e Raí. O tom do evento mudou radicalmente a partir desse momento, sobretudo por causa das intervenções do zagueiro.

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Quando Paulo André foi convidado a fazer a primeira pergunta do debate, Marin havia acabado de enaltecer a campanha da seleção brasileira na Copa das Confederações. “Ganhamos, mas o nosso futebol vive uma crise existencial. Isso ficou claro nas viagens de dois times para o exterior recentemente. Nós não vemos nenhuma ação da CBF ou dos clubes nesse sentido, mas é nítida a distância. Queria saber quais são os planos do país para se aproximar de novo do futebol que é praticado lá fora”, questionou o defensor.

“Você tem de entender que o Brasil tem uma grandeza territorial que cria um cenário diferente. Se você pegar um avião e for para o Amazonas, vai viajar quatro horas e ainda vai falar português. Na Europa, com o mesmo tempo de voo você passa por vários países e idiomas. Por isso, por exemplo, não podemos ajustar o calendário”, teorizou Marin. “Quanto ao futebol nacional, tivemos uma vitória categórica da seleção sobre a atual campeã do mundo. Temos hoje em dia a Série B quase tão boa quanto a Série A, e estamos investindo muito na Série D. Só temos uma dificuldade maior por causa da questão territorial”, completou o dirigente.

Marin ainda usou a exportação de atletas como argumento para defender o atual momento do futebol brasileiro: “Muita gente aqui não vai saber onde o Hulk jogou. O outro rapaz do Atlético não jogou nem meio tempo na seleção e foi negociado. Isso prova que o futebol brasileiro é bem conceituado”.

Nesse momento, Paulo André interveio e respondeu: “O futebol brasileiro é bem conceituado porque é pentacampeão mundial, mas todos nós sabemos que há uma necessidade de evoluir. Subsidiar a Série D do Campeonato Brasileiro em vez de capacitar os clubes que fazem o futebol nacional?”.

Paulo André ainda usou uma história pessoal para fundamentar a argumentação. “Eu joguei a sexta divisão do Campeonato Paulista pelo Águas de Lindoia e ganhava R$ 180 por mês. O futebol brasileiro precisa evoluir para uma gestão de século 21”, cobrou o defensor.

“Subsidiar a Série D gera empregos e oportunidades. Temos as comissões técnicas de todas as equipes, por exemplo. Também investimos nas seleções de base, e temos um técnico que já foi jogador. Ele teve conquistas”, afirmou Marin em alusão ao treinador Alexandre Gallo.

Depois do bate-boca com Paulo André, Marin foi questionado por Raí. Menos incisivo do que o zagueiro, o ex-jogador perguntou sobre a relação da CBF e do COL com patrocinadores da Copa do Mundo de 2014, a transparência na gestão do evento e a responsabilidade de clubes e CBF na formação de garotos.

Raí sugeriu que a CBF procurasse entidades sociais e desenvolvesse um regulamento básico para categorias de base no futebol. Marin disse que a instituição esportiva não pode interferir na gestão dos clubes, e então começou a citar jogadores revelados no futebol nacional.

“Mas não é uma questão técnica, presidente. É uma questão de responsabilidade sobre o garoto. Os meninos das categorias de base moram nos clubes, mas não existe nenhuma regra básica para lidar com eles”, contestou Raí.

Quando debateu com os atletas, Marin tergiversou o quanto pôde. O presidente da CBF evitou qualquer postura enfática – por exemplo, ele não admitiu brigar pela sugestão proposta por Raí.

A frase do dia

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” Poderia ter algo menos teatral, carnavalesca, palhaça. A falta de ritmo quando fazem a dancinha é uma coisa lamentável. Não sabem nem rebolar. Uma coisa mais máscula seria um soco no ar, a cambalhota. O gol deveria ser um orgasmo, uma explosão. O cara não teria nem controle. Ele faz o gol, e depois vai fazer aquela teatrinho ridículo”. 

De Ruy Castro, jornalista e escritor. 

Jornalista paraense escreve livro sobre FHC

Por Luiz Carlos Azenha

Foi o acreano Narciso Mendes, hoje com 67 anos de idade, quem usou um gravador emprestado pelo repórter Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, para comprovar que deputados federais de seu estado venderam os votos na aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997. A revelação é feita no livro O Príncipe da Privataria, de Palmério Dória, que chega às livrarias hoje.

Em Brasília não era segredo o papel desempenhado por Narciso, à época deputado federal pelo Partido Progressista, de Paulo Maluf. Porém, pela primeira vez ele assume oficialmente o que fez.

Trecho do livro:

A compra dos votos para a reeleição, frisa Narciso, “se dava às escâncaras”. Seria “muita ingenuidade”, diz ele, considerar inverossímil que, no episódio da troca de cheques pré-datados por dinheiro vivo, os deputados saíssem carregando R$ 200 mil em sacolas. Afinal, em notas de R$ 100,00 seriam duas mil notas, ou o dobro se fossem notas de R$ 50,00. Duzentos pacotes de mil reais: volume considerável. “Tinha de ser em sacolas!”, diverte-se ele.

O que Narciso diz é que cheques foram antecipados e, posteriormente — depois da aprovação da emenda — trocados por dinheiro. Dois deputados renunciaram antes de serem cassados pela Câmara, ao admitirem envolvimento na tramoia: Ronivon Santiago e João Maia. Outros três, igualmente da bancada acreana, também foram citados como tendo vendido o voto.

Na época, o PSDB atribuiu a manobra a interesses paroquiais, de governadores que também seriam beneficiados pela aprovação da emenda. Porém, o livro coloca a operação no colo de Sérgio Motta, então ministro das Comunicações e principal articulador de FHC junto ao Congresso Nacional.

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Narciso (foto acima), hoje empresário no Acre, é dono do jornal O Rio Branco e de uma retransmissora do SBT. Ele sustenta que se opôs à emenda que garantiu a reeleição a FHC por questões ideológicas. Não concordava que pudesse beneficiar quem a promovia.

Reproduzindo um trecho de A Arte da Política, livro de FHC, afirma: “Aqui diz Fernando Henrique Cardoso: Sérgio Motta indignou-se, queria logo uma CPI na ingenuidade de imaginar que, naquela circunstância, da CPI resultasse outra coisa diferente do que culpar o governo”.

Comenta:

“Nem Sérgio Motta queria CPI, nem Fernando Henrique queria CPI, nem Luís Eduardo Magalhães [líder do governo] queria CPI, ninguém queria, porque sabiam que, estabelecida a CPI, o processo de impeachment ou no mínimo de anulação da emenda da reeleição teria vingado, pois seria comprovada a compra de votos”.

Mas, quantos votos foram comprados para que FHC pudesse se reeleger?

Nos cálculos do senador Pedro Simon, citado no livro, 150. A 200 mil reais por cabeça, por baixo, R$ 300 milhões!

Narciso acha que foram mais. Nega que, como foi acusado por escrito por FHC, tenha tentado tumultuar a tramitação da emenda.

“Como é que um desgramado, do baixo clero, do Acre, tinha poderes para tumultuar a emenda da reeleição?”, afirma Narciso.

Também rebate a ideia de que o governador do Acre à época, Orleir Cameli, assim como outros dirigentes de estados do Norte, tivessem tomado a iniciativa de promover a emenda, como sugere FHC em seu livro. Uma mentira, diz Narciso, pois no Acre, por exemplo, Orleir Cameli não se candidatou à reeleição. Ademais, acrescenta, não foi “o pessoal do Norte” quem inventou a reeleição, muito menos a compra de votos. “Foi uma criação do  senhor Sérgio Motta e do senhor Fernando Henrique Cardoso”, reitera.

*****

O livro O Príncipe da Privataria é, na verdade, um balanço do entorno do homem que “vendeu o Brasil”. Uma denúncia menos na linha de Amaury Ribeiro Jr. e mais na de Aloysio Biondi e seu O Brasil Privatizado. Um escândalo sobre o qual o Brasil pouco refletiu, já que a mídia corporativa se refere àquele como um período de ouro do país. É importante frisar que os principais grupos de mídia tiraram proveito direto dos negócios envolvidos na privatização.

Na Nota do Editor que abre o livro, Luiz Fernando Emediato pergunta: “onde estava, no reinado dos tucanos, o ministério público, o procurador geral da República, os Joaquim Barbosa daquele tempo? O chamado “mensalão” — tenha existido ou não — parece coisa de amadores diante do profissionalismo de empresários, burocratas e políticos daquele tempo. Nenhuma CPI. Nenhuma investigação que chegasse ao fim. Nenhuma denúncia capaz de levar a um processo e a uma condenação!”

Palmério Dória avança a tese de que Glauber Rocha, na década de 70, foi visionário ao dizer:

No Brasil, o gancho do Pentágono é o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que funciona em São Paulo.

Fernando Henrique Cardoso é apenas um neocapitalista, um kennedyano, um entreguista.

Como a Central de Inteligência dos Estados Unidos deu dinheiro à Fundação Ford e esta ao Cebrap — na casa, especula Palmério, do milhão de dólares –, “o Cebrap recebeu dinheiro da CIA”. Teria sido este o início da “inspiração” que levou FHC a adotar a agenda do consenso de Washington, que resultou na queima de R$ 100 bilhões em patrimônio público dos brasileiros.

Impunidade incentiva baderna

Por Gerson Nogueira

A cada nova arruaça ou evento marqueteiro das tais organizadas volta à tona a questão transcendental: até quando a Polícia vai continuar a dar ao problema o tratamento parcimonioso e tímido de hoje? Assiste-se a um espetáculo patético, encenação de protesto, por gente que se fantasia de torcedor exclusivamente para provocar tumultos e as forças de segurança acompanham tudo como se fosse uma reles brincadeira.

GERSON_30-08-2013Providências já deveriam ter sido adotadas há anos, quando o Pará ainda não estava entre os seis Estados com mais ocorrências violentas em estádios de futebol. Antes que os baderneiros arrombassem a porta e se instalassem. Antes que os verdadeiros torcedores comecem a fugir, aterrorizados com a presença das turbas nas arquibancadas e no entorno das praças esportivas em dias de jogos.

Como tudo que é ruim pode ficar pior, a moda agora é escolher um dia de semana qualquer, quando trabalhadores normalmente estão ocupados, para que atos de hostilidade a técnicos e jogadores de futebol sejam promovidos. Foi o que ocorreu na quarta-feira à tarde, na Curuzu. Na falta de coisa melhor, o barulho visou tumultuar o ambiente e atrair o foco dos meios de comunicação.

“Se não ganhar, vai morrer!”, berravam os baderneiros, ameaçadoramente, para os jogadores e a comissão técnica sitiados no centro do campo. Não sei pelos outros, mas, se estivesse trabalhando e algum descerebrado aparecesse gritando ameaças, chamaria a polícia ou tomaria minhas próprias providências de defesa.

O mais patético é o descompasso entre intenção e gesto. Com um atraso constrangedor em relação à realidade, já que o Paissandu vai mal na Série B desde as primeiras rodadas, os tais torcedores organizados (nenhum vestindo a camisa oficial do clube) arrombaram os portões do estádio para intimidar profissionais que se dedicavam a treinar para o próximo jogo.

Quem acompanha meus escritos, comentários e pitacos nas mais diversas plataformas conhece meu ponto de vista sobre essas manifestações esdrúxulas, que não representam os reais sentimentos do torcedor.

Que ninguém se iluda: os aficionados do Papão que se interessam pelo futuro da agremiação querem mais é que Arturzinho tenha tranquilidade para orientar seus atletas. Parar treino para proferir ameaças é como apagar incêndio com gasolina. Quem faz isso não pode ser levado a sério. Torcedor tem o direito de protestar na arquibancada em dia de jogo, desde que pague ingresso. Invadir treino é abuso e desrespeito.

Nenhum profissional, do futebol ou de outra atividade, reage bem a esse tipo de atitude hostil. Nenhum time passa a vencer por milagre depois que um grupo de desocupados tenta impor falsa valentia à base de gritos e impropérios. O Paissandu só voltará a vencer quando for melhor em campo. E os fanfarrões só irão baixar o facho quando a Polícia cumprir o seu papel.

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Tribunal ameaça endurecer

Por coincidência, a procuradoria do STJD pediu ontem que Corinthians e Vasco sejam penalizados pela briga nas arquibancadas do Mané Garrincha, domingo passado. A pena deve ser a realização de jogos com portões fechados, contrariando o previsto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A legislação atual recomenda, nessas situações, a mudança do mando de campo para estádios distantes pelo menos 100 quilômetros das sedes dos clubes, mas com torcida presente.

O STJD avalia que esse tipo de punição tornou-se inócuo e até estimulador de mais violência, pois os clubes passam a não temer a punição. Devido ao conflito envolvendo corintianos e vascaínos, os clubes podem perder o mando de até 10 jogos.

Como justificativa para o retorno ao sistema de portões fechados, a Procuradoria se ampara no regulamento da Fifa e na decisão da Conmenbol de punir o Corinthians dessa maneira no episódio da morte do jovem boliviano Kevin Espada, de 14 anos.

Caso não resulte em pizza, a iniciativa do STJD pode vir a render frutos, inibindo a ação desenfreada dos vândalos nos estádios. A conferir.

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Convocação ao Fenômeno Azul

Os azulinos seguem surpreendendo nas ações de marketing para atrair novos sócios e estimular inadimplentes a regularizarem pendências com o clube. Em vídeo que circula desde ontem na internet, o goleiro Fabiano e os ídolos Mesquita e Agnaldo de Jesus conclamam os remistas a se juntarem ao esforço para reconstruir o clube. Um apelo simples, mas certeiro, à paixão da nação azulina.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 30)

É o preço do ingresso, estúpido!

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Por André Barcinski

Quando o futebol brasileiro passa por um processo preocupante de elitização, com aumentos nos preços dos ingressos e o afastamento do torcedor com menor poder aquisitivo, um exemplo recente mostra que a solução pode ser o inverso: baixar o preço e faturar mais. Uma reportagem da “Folha” (leia aqui), publicada ontem, mostra como a arrecadação do São Paulo cresceu depois que o clube decidiu reduzir o preço dos ingressos para atrair de volta o torcedor ao Morumbi.

Claro que a decisão do clube foi de desespero: o time está na zona do rebaixamento e precisava, mais que nunca, do apoio do torcedor. Mas deu certo. Todos os outros clubes do país deveriam seguir o exemplo. Seria uma paulada nessa onda de “vipização” e embranquecimento das arquibancadas.

E esse fenômeno não se dá apenas no futebol. Cinemas, teatros e shows também têm buscado, nos últimos anos, clientes de “maior qualidade” (uso o termo entre aspas, claro, porque não acredito nessa bobagem).

Lembro que, por volta de 2000, houve um show do grupo juvenil Hanson no Via Funchal, em São Paulo. Foi a primeira vez que ouvi falar em “Área Vip”. A casa separou um espaço em frente ao palco e cobrou ingressos absurdamente altos. Foi o primeiro setor a esgotar. Desde então, quase todos os shows no Brasil têm áreas “exclusivas” e ingressos com mordomias. E o cliente adora.

Com a farra do dinheiro público e das concessões de estádios para a Copa do Mundo, essa “Onda Vip” está chegando ao futebol. A justificativa que mais ouço por aí é uma que carrega um preconceito enorme: “Ah, os estádios estão novinhos, não é mais pra aquele torcedor mal educado…” Como se o povão não merecesse bons estádios e não soubesse se comportar neles.

Espero que os clubes aprendam que elitizar o futebol e cobrar ingressos altos pode ser bom para um ou dois jogos, mas vai matar os times a longo prazo. Esse público que só quer saber de mostrar cartaz pro Galvão e tirar fotos pro Instagram vai sumir assim que arranjar algo melhor para fazer.