STJD tira seis pontos do Jacaré

O que mais os dirigentes temiam, acabou acontecendo. O STJD puniu o clube nesta quinta-feira com a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro da Série D por utilizar jogador irregular na partida contra o Náutico-RR, no dia 14 de julho. O confronto valeu pela 4ª rodada do grupo A1 e foi vencido pelo PFC por 1 a 0. Além da perda de pontos, o vice-campeão paraense pagará multa de R$ 500, 00. A punição foi decidida por unanimidade em julgamento realizado na Quinta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O atleta irregular foi Antônio Alison Alves de Oliveira, o Lourinho, que figurou no banco de reservas na partida. Seu nome só apareceu no Boletim de Informativo Diário (BID) da CBF no dia 18 de julho, configurando que estava em condição irregular na data do jogo. 

O Paragominas foi julgado com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que define a irregularidade em “incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida”. A pena prevê “perda do dobro do número de pontos previstos no regulamento da competição para o caso de vitória e multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais)”. O Jacaré, que mandou ao julgamento uma defesa por escrito, caiu da primeira para a quarta (penúltima) colocação do grupo A1, com 4 pontos. O resultado ainda não é definitivo e cabe recurso ao pleno do STJD.

A perda de pontos vem se juntar a um rosário de crise no clube, cujo elenco está com salários atrasados há três meses, o que já provocou três paralisações. O novo prazo para que a diretoria efetuasse parte dos vencimentos em atraso terminou na quarta-feira. O próximo compromisso do representante paraense na Série D será domingo, às 17h30, contra o Nacional-AM no estádio Arena Verde, em Paragominas. 

Futsal agita a Semana Estudantil Baionense

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Por Marcos Pina
Na ultima semana do badalado mês de Julho na cidade de Baião, do dia 17 ao dia 27 de julho, ocorreu a XXVIII semana estudantil Baionense. O evento é o maior incentivo a prática de esportes da região e teve várias modalidades, entre elas se destacam, futsal e vôlei. Como tradicionalmente, o Futsal masculino monopolizou a atenção dos espectadores com a quadra Higino Ramos lotada em quase todos os jogos.
As finais do vôlei e do futsal masculino aconteceram na noite do sábado dia 27 com cerca de 2500 espectadores e muita emoção. No vôlei o Cumbucão sagrou-se campeão com uma vitória emocionante diante do Corinthians em um confronto que durou 5 sets disputadíssimos. No futsal feminino a equipe do VSF ganhou o rival Flachopp por 4×1.
DSCF0843No jogo mais esperado da noite, o maior vencedor da história da Semana, o Corinthians do bairro Cidade Nova, enfrentou o time de maior torcida da cidade, o time do São Francisco do bairro de mesmo nome e que não jogava a fase principal desde 2010. A partida teve muita emoção e deixou os apaixonados pelo esporte muito satisfeitos com o que viram das duas equipes, Ró(ex-Remo) e Marçal(ex-independente) comandavam o Corinthians, mas a equipe rubro negra não ficava atrás e tinha em seu plantel jogadores locais com muita rodagem e que inclusive já ganharam premiações em campeonatos da região, como é o caso de Jardel e Telyr. O jogo terminou 2 x 2 no tempo normal com Miúdo e Jardel marcando para o São Francisco e Arly marcando duas vezes para o Corinthians. Na prorrogação, Arly apareceu mais uma vez após marcar o gol do título faltando 2 minutos para o fim do segundo tempo. Arly foi eleito o melhor jogador da final, o jogador Pororoca do Corinthians foi eleito o melhor jogador de toda a competição. Esse foi o sexto título do Corinthians em 12 anos de fundação. 
Vale ressaltar que o diferencial desse ano foi a participação de jogadores conhecidos do futebol profissional paraense e o surgimento de novos talentos em diversas equipes que podem em breve se destacar nas equipes profissionais do Estado, com destaque para o atleta José da equipe Bairro Novo e para a equipe VSF(Vasco, São Paulo e Flamengo) que teve 100% de seu time formado por jogadores com idade entre 15 e 20 anos.
Nas demais modalidades, a equipe do Japão abocanhou vários troféus e medalhas ficando com a maioria das premiações. A premiação aconteceu na praça João Câncio junto ao Festival de Verão que agitou as férias baionense com shows para todos os gostos musicais com bandas locais e de outras cidades no chamado ‘Palco Jovem’. Quem visitou Baião nessas férias não se arrepende e com certeza voltará.

Uma declaração de amor ao Rio

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Por Rica Perrone

E então eu parei o carro, puxei o freio de mão e pensei: “Cheguei em casa”. Faz 1 ano. Desembarquei com esposa, cachorro e umas malas. A mudança veio no dia seguinte.  Levei 33 anos imaginando “como seria”, e agora tenho 1 pra contar “como foi”.

O Rio de Janeiro é a minha Paris. Eu não sonho com a tal de torre, nem me importo com o Louvre e nem acho do cacete tomar café naquela tal de Champs-Élysées. Eu acho charmoso ir a praia de Copacabana, tomar cerveja de chinelo no Leblon e ir a um samba numa grande escola.

Sou paulista, nunca tive rivalidade bairrista em casa. Nunca me ensinaram a odiar o estado vizinho, ao contrário, sempre me foi dada a idéia de que estando no Brasil, estou em casa. Ouvi mil mentiras e outras mil verdades sobre o Rio enquanto morei em São Paulo. Todas justas no final das contas.

Carioca exagera tudo, pra baixo e pra cima. Se elogiar a praia, ele exalta dizendo que é “a melhor praia do mundo”. Se falar que é perigoso, ele não nega. Diz que é “perigoso pra caralho”. Trata sua cidade como filho. Só ele pode falar mal.

Cariocas não marcam encontro. Simplesmente se encontram. A confirmação de um convite aqui não quer dizer nada. Você sugere “Vamos?”, eles dizem “Vamo!”. O que não implica em ter aceitado a sugestão. Hora marcada no Rio é “por volta de”. Domingo é domingo. E relaxa, irmão. Pra que a pressa?

Em 5 minutos são amigos de infância, no segundo encontro te abraçam e já te colocam apelidos. Não te levam pra casa. Te convidam pra rua. É curioso. Mas é que a “rua” aqui é tão linda que se trancar em casa é desperdício.

Cariocas andam de chinelo e não se julgam por isso.  São livres, desprovidos de qualquer senso de sofisticação. Ao contrário, parecem se sentir mal num ambiente formal e de algum requinte.

“Porra” é um termo que abre toda e qualquer frase na cidade. Ainda vou a uma Igreja conferir, mas desconfio que até missa comece com “Porra, Pai nosso que estais…”.

Cariocas são pouco competitivos. Eu acho isso maravilhoso, afinal, venho da terra mais competitiva do país. E confesso: competir o tempo todo cansa. Acho graça quando eles defendem o clube rival pelo mero orgulho de dizer que “o futebol do Rio” vai bem. Eles nem notam, mas as vezes se protegem.

Eles amam essa porra. É impressionante. Carioca é o povo mais brasileiro que há, mas que é tão orgulhoso do que é que nem parece brasileiro. Tem um sorriso gostoso, um ar arrogante de quem “se garante”. Papudos, malandros, invocados. Faaaaalam pra cacete. E sabem que estão exagerando.

Eles acham que sabem  o que é frio. Imagine, fazem fondue com 20 graus! A Barra é longe. Buzios, logo ali! Niterói é um pedaço do Rio que eles não contam pra turista. Só eles aproveitam.

Nilópolis é longe. Bangu também. Madureira é um bairro gostoso. O Leblon, vale os 22 mil por metro quadrado sugeridos pelos corretores. Aliás, corretores no Rio são bem irritantes. Carioca, num geral, acha que está te fazendo um favor mesmo se estiver trabalhando. É tudo absolutamente pessoal, informal. Se ele gostar de você, te atende bem. Se não, não. Tá com pressa? Vai se irritar. Eles não tem pressa pra nada.

Sabe aquela garota gostosa que sabe que é gostosa? Cariocas sabem onde moram. O bairrismo deles é único.  Nem separatista, nem coitadinho. Apenas orgulhoso.  Ao invés de odiar um estado vizinho, o sacaneiam e se matam de rir de quem se ofende. Cariocas tem vocação pra ser feliz.

São tradicionais, não gostam que o mundo evolua. Um novo prédio no lugar daquele casarão antigo não é visto como progresso, mas sim com saudades. São folgados. Juram ser o povo mais sortudo do mundo. E quem vai dizer que não?

No Rio você vira até mais religioso.  Aquele Cristo te olha  todo santo dia, de braços abertos. Não dá! Você começa a gostar do cara…

E aí vem a sexta-feira e o dom de mudar o ambiente sem mexer em nada.  O Rio que trabalha vira uma cidade de férias. As roupas somem, aparecem os sorrisos a toa, o sol, o futebol, o samba, o Rio.

Já ouvi um cara me dizer um dia que o “Rio é uma mentira bem contada pela mídia”.  Ele era paulista, odiava o Rio, jamais tinha vindo até aqui. E é um cara esperto. Se você não gosta do Rio de Janeiro, fique longe dele. É a única maneira de manter sua opinião.

Em quase toda grande cidade que vou noto uma força extrema para fazer o turista se sentir em casa. Um italiano em São Paulo está na Itália dependendo de onde for. Um japones, idem. Um argentino vai a restaurantes e ambientes argentinos em qualquer grande cidade. No Rio de Janeiro ninguém te dá o que você já tem.  Aqui, ou você vira “carioca”, ou vai perder muito tempo procurando um pedaço da sua terra por aqui.

Não é verdade que são preconceituosos. É preciso entender que o carioca não se diz carioca por nascer aqui. Carioca é um perfil. Renato, o gaúcho, é um dos caras mais cariocas do mundo. Tem todo um ritual, um jeitinho de se aproximar. Chame o garçom pelo nome, os colegas de “irmão”. Sorria, abrace quando encontrar. Aceite o convite, mesmo que você não vá.

Faça planos para amanhã, esqueça-os 10 minutos depois. Faça amigos, o máximo de amigos que conseguir. Quanto mais amigos, mais cerveja, mais risadas, mais churrascos, mais carioca você fica. E quanto mais carioca você é, mais você ama o Rio. Como eles.

Gosto deles. Gosto de olhar pra frente e não ver onde acaba.  Gosto de sol, de abraço, de rir muito alto e de não me achar um merda por estar sem grana. Gosto de como eles se viram. Gosto da simplicidade e da informalidade que os aproxima do amadorismo.

A vida não tem que ser profissional. Tem que ser gostosa. E de gostosa, convenhamos, o Rio tá cheio.

Ops! Desculpa, amor! Escapou.

abs, merrrrmão!

Puta texto sobre a cidade mais brasileira que existe.

A frase do dia

“Neymar é um jogador destinado a fazer a diferença e com certeza tem potencial para melhorar nossa equipe. Mas ele tem que chegar para somar. Todos sabem do nível individual de jogadores como Neymar e Messi. Mas aqui a equipe é mais importante. O indivíduo é secundário”.

De Xavi, meio-campista do Barcelona, a respeito da chegada do craque brasileiro ao Camp Nou.

Papão continua à procura de técnico

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Depois de descartar Arturzinho e Jorginho, em função das altas pedidas, a diretoria do Paissandu busca agora fechar com Sérgio Soares, que é um técnico radicado no interior paulista. Outro nome citado na Curuzu é o de Estevam Soares. PC Gusmão está fora dos planos. A pressa em contratar o novo comandante diminuiu com o triunfo sobre o Figueirense, que credencia o interino Rogerinho Gameleira junto ao torcedor. Já há dirigente que defende sua permanência, embora o presidente Vandick Lima seja contra. Por outro lado, uma nova vitória, sábado, diante do Avaí (fora de casa), pode garantir Gameleira no cargo. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

A indignação dos médicos

Por Glauco Lima

Vai entender esses médicos da passeata!!! só as vagas que não forem preenchidas por brasileiros serão ofertadas para estrangeiros. Não é?? Ou seja, os gringos só vão pros cafundós onde médico brasileiro não quer ir no Brasil. E se esses estrangeiros vierem, não vão ter os diplomas validados. Ou seja, não vão ameaçar os postos de trabalho dos médicos, nem o mercado profissional, seus salários e honorários, já que não podem ser contratados por empresas de saúde, hospitais, clínicas, nem podem abrir consultório. Se os médicos estrangeiros vierem pra cá, vão trabalhar pro governo, cuidando de pobres nas periferias das grandes cidades ou de miseráveis nos esquecidos rincões do Norte e do Nordeste do Brasil. Ou seja, para os médicos cultos, ricos, éticos, anti-corrupção ( nunca deram preço com Nota Fiscal e sem Nota Fiscal), vai ser até bom o Programa Mais Médicos.

Coleguinhas de trampo

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Nos corredores da octogenária Rádio Clube do Pará, duas figuras fundamentais da emissora campeã: Igor de Oliveira, o Iguinho do Papai ou Amigão do Amigão, fera do controle de áudio, ao lado de Paulo Bad Boy Fernando, que dispensa apresentações, pela verve e língua afiadíssima. Dois grandes camaradas de trabalho.

A evolução do futebol brasileiro

Por Tostão

Nos últimos dez a 15 anos, enquanto evoluía o futebol coletivo na Europa, predominava no Brasil o jogo tumultuado, o excesso de faltas, de jogadas aéreas, de chutões e de lançamentos longos, com a esperança de a bola cair nos pés do companheiro, mesmo marcado. É a chamada segunda bola, que os técnicos tanto gostam.

Esse período de péssimo futebol, um horror, foi, paradoxalmente, o da supervalorização dos técnicos. Todas as análises passaram a ser feitas a partir da conduta dos treinadores. Os “professores” davam aulas de “futebol moderno” e recebiam muitos aplausos.
Felizmente, nos últimos dois anos, o futebol, aos poucos, tem melhorado, coletivamente. A seleção, na Copa das Confederações, e a maioria das equipes tem jogado mais com a bola no chão, com mais troca de passes, triangulações, apesar do mau momento atual dos times paulistas. As partidas estão menos tumultuadas.

Os volantes, em vez de ficarem muito atrás, só para proteger os zagueiros e fazer a cobertura dos laterais, passaram a atuar no meio-campo. No lugar de laterais, que corriam pelas pontas, só para cruzar as bolas, há hoje atacantes mais habilidosos pelos lados, que voltam para marcar ao lado dos volantes. Formam duplas com os laterais, na defesa e no ataque.

Antes, os times só marcavam por pressão no fim das partidas, no desespero. Agora, fazem isso com mais frequência. As equipes estão mais compactas, com menos espaço entre os setores. A confusa marcação individual, que os técnicos tanto gostavam, tem sido abandonada.

O Inter joga diferente, com três no meio-campo (um volante mais recuado e um de cada lado, que marca e avança) e mais três adiantados (um meia ofensivo e dois atacantes). O São Paulo fez o mesmo contra o Corinthians. Lúcio saiu quando a defesa ficou mais protegida. Antes, com Paulo Autuori, o time tinha dois meias ofensivos (Jadson e Ganso), que só voltavam para receber a bola. Não dá para marcar com apenas dois jogadores no meio.

Com a melhora do futebol coletivo e mais troca de passes, surgirão, brevemente, mais jogadores de talento, especialmente no meio-campo. Individualmente, o nível continua baixo. Veteranos são destaques. Quando o Botafogo trouxe Seedorf, achava que não brilharia, baseado nos dois últimos anos no Milan. Seedorf está exuberante, como nos melhores momentos da carreira.

O Corinthians, inicialmente com Mano Menezes, desde a Série B, e, depois, com Tite, foi o precursor dessa evolução coletiva. Técnicos novos e alguns mais antigos foram atrás. Uma das razões da queda de eficiência do Corinthians foi que os outros times passaram a jogar da mesma forma. O mais difícil é melhorar, fora de campo, e diminuir a promíscua troca de favores, praga do futebol e da sociedade.