Arturzinho é o novo técnico do Paissandu

20130804_170248destaqueA diretoria do Paissandu anunciou na tarde deste domingo Arturzinho como o novo técnico do clube, substituindo a Givanildo Oliveira, demitido há uma semana. Com passagens por times como o Bahia, o Vitória, o Fluminense e o América de Natal, Arturzinho é lembrado pelos acessos que conquistou, entre os quais o Joinvile, de Santa Catarina, campeão brasileiro de 2011 na série C. Como jogador, foi ídolo no Bangu e defendeu vários clubes, inclusive o Paissandu no final dos anos 80.

Surra no orgulho nacional

Por Gerson Nogueira

bol_dom_040813_23.psNão sei o que doeu mais, se a impiedosa sova de 8 a 0 ou se o ar de discreta pena dos catalães pelo estropiado Santos à saída do gramado do Camp Nou depois do amistoso de estreia de Neymar, sexta-feira à tarde. Apesar de não valer rigorosamente nada, a queda de agora foi mais cruel que aquela, de 2011, no Mundial Interclubes.

Fiquei a matutar sobre o que faz um torcedor quando seu time leva uma peia desse porte. E, de repente, constatei que não apenas os santistas ficaram envergonhados com o placar imposto pelo Barcelona. A goleada não golpeia somente o Santos, fere todo o futebol brasileiro.

Sempre vai haver quem minimize essas chineladas em amistosos. De fato, em termos práticos, não se perdeu nada. Mas, no aspecto moral e da respeitabilidade que a hierarquia do futebol exige, pegou muito mal. Perdeu-se muito. Perdemos todos.

É preciso entender que o Barça de Messi não massacrou o São Cristovão ou o ABC de Natal. Surrou, com requintes de crueldade, o grande Santos. Não é um clube qualquer – apresentou Pelé ao mundo e revelou uma coleção de craques, sendo Neymar apenas o último deles.

Com 11 minutos, 2 a 0. No fim do primeiro tempo, 4 a 0. O intervalo exibiu jogadores santistas cabisbaixos na saída para os vestiários. Do lado espanhol, aquele ar de enfado dos seres supostamente superiores.

Pode ter sido um mero placar de jogo-treino, mas o Barcelona está em pré-temporada e o Santos já se encontra em atividade normal, em plena disputa do Campeonato Brasileiro. Um descompasso abissal entre os times e suas maneiras distintas de jogar.

A dispersão e os erros de passe do esquadrão peixeiro foram duramente punidos pela eficiência das triangulações do adversário. A objetividade de Messi, Iniesta e Xavi contrastavam, terrivelmente, com a lentidão dos ex-colegas de Neymar. Um vexame monumental, daqueles que jamais se apagam na memória do tempo.

Daqui a 3 mil anos haverá alguém lembrando que o Santos foi massacrado pelo Barcelona. A história nem sempre detalha e contextualiza os eventos. No fim, importa e prevalece o placar sinistro, como maldição eterna.

Quando o mesmo Santos foi humilhado na final do Mundial Interclubes, o futebol brasileiro parou para fazer um balanço. O resultado foi positivo e se refletiu um ano depois com o triunfo do Corinthians sobre o Chelsea e, dois anos depois, na Copa das Confederações. As lições foram assimiladas e o Brasil parecia ter reencontrado o prumo.

Agora, depois que Santos e São Paulo amargam derrotas para equipes em fase de treinamento, novos questionamentos se impõem. A insegurança está de volta. O que se passa com um futebol que conseguiu, na Seleção, igualar o ritmo alucinante da até então imbatível Espanha?

É fato que os clubes não exibem a disciplina tática e o nível de concentração que o time de Felipão exibiu na Copa das Confederações. Acima de tudo, há uma brutal carência de craques. Persiste um deserto de ideias inovadoras nos sistemas que os técnicos empregam. Tudo isso junto ajuda a explicar a chocante inferioridade brasileira diante do Barcelona.

Para reagir, em médio prazo, será preciso revolucionar métodos de treinamento, estruturas de preparação e desenhos táticos. Será necessário reeducar técnicos. E formar jogadores que dominem os fundamentos. Desde a base, como faz há tempos o melhor time do mundo.

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Futebol não sabe quanto vale

O processo de elitização do futebol brasileiro, exposto nos preços praticados nas novas arenas, parece cada vez mais irreversível, mas parece longe de um formato definitivo. As diferenças nos preços dos ingressos – de R$ 28,00 a R$ 300,00, em média – indicam que os promotores de jogos ainda não sabem o valor exato do evento.

Descobrir quanto vale um jogo de futebol não é tarefa tão simples como parece. A maioria dos torcedores, depois de anos de acesso barato, rejeita preços acima de R$ 20,00. No comparativo direto com o cinema, o futebol perde feio, sempre perdeu.

A baixíssima taxa de ocupação dos estádios é outro item a desafiar os novos gestores dos estádios. Enquanto na Europa, campeonatos bem organizados e atraentes conseguem até 80% de ocupação média, no Brasil a realidade aponta para 31% de espaços ocupados nas arquibancadas. Significa um encalhe de 70% dos ingressos.

Por enquanto, a fase é de adaptação e de transição entre torneios internacionais da Fifa para a realidade nacional. Com o tempo, porém, o futebol precisará encontrar um jeito de conciliar a modernização das arenas com a capacidade de compra dos torcedores. Priorizar uma torcida de elite pode não ser a saída mais inteligente.

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Bola na Torre

Rogerinho Gameleira, técnico interino do Paissandu, é o convidado deste domingo. A apresentação é de Guilherme Guerreiro, com participação de Giuseppe Tomaso e deste escriba baionense. Começa por volta de meia-noite, logo depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 04)

Leãozinho goleia diante de 4.500 torcedores

O Remo goleou por 4 a 0 o Baré-RR na noite deste sábado, no estádio Evandro Almeida, ao estrear na Copa Norte sub-20. Mais de 4.500 torcedores prestigiaram o jogo. O Leão abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, através de Rodrigão.  jogo começou com o Leão pressionando a equipe adversária, mas encontrando dificuldade em sair da forte marcação da equipe adversária. No segundo tempo, aos 19 minutos, Rodrigão ampliou. Jaime fez aos 25 e aos 38, completando a goleada. As duas equipes voltam a campo na próxima segunda-feira (5), em rodada dupla. Na preliminar, o Baré vai enfrentar o Holanda-AM, enquanto que o Remo joga diante do Ananindeua, no Baenão.

Remo – Jader; Andrey, Gabriel, Ian e Alex Ruan; Nadson, Biro, Alexandre e Rodrigo; Jaime e Rodrigão. Técnico: José Neto. Baré – Zé Adelmo; Arão, Shayder, Adílio e Reinaldo; Vágner, Uéslei, Osmar e Gabriel (Alex); Pablo e BrunoTécnico: Cláudio Marcos.

Renda: R$: 16.800. Público pagante: 4.550.

Brasileiro da Série B – Classificação geral

PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 28 12 9 1 2 26 8 18 77.8
Chapecoense 26 11 8 2 1 26 12 14 78.8
Paraná 22 12 6 4 2 17 7 10 61.1
Sport 21 12 7 0 5 21 19 2 58.3
Joinville 20 12 6 2 4 24 15 9 55.6
Figueirense 19 12 6 1 5 24 21 3 52.8
América-MG 19 11 5 4 2 23 17 6 57.6
Boa Esporte 17 12 4 5 3 11 14 -3 47.2
Icasa 16 12 5 1 6 17 24 -7 44.4
10º Bragantino 15 12 4 3 5 12 12 0 41.7
11º Avaí 15 12 4 3 5 15 18 -3 41.7
12º Oeste 15 12 4 3 5 13 18 -5 41.7
13º Guaratinguetá 14 12 4 2 6 17 20 -3 38.9
14º Ceará 14 12 3 5 4 15 16 -1 38.9
15º Atlético-GO 13 12 4 1 7 9 16 -7 36.1
16º ASA 13 12 4 1 7 11 20 -9 36.1
17º São Caetano 13 12 3 4 5 14 14 0 36.1
18º América-RN 13 12 3 4 5 13 20 -7 36.1
19º Paissandu 12 12 3 3 6 14 19 -5 33.3
20º ABC 6 12 1 3 8 9 21 -12 16.7

Boatos e patifarias contra Lula

Por Ricardo Kotscho

O caro leitor já deve ter recebido na caixa de mensagens do seu computador, assim como eu, centenas de mensagens, a grande maioria apócrifas, com denúncias absolutamente absurdas e criminosas contra o ex-presidente Lula e sua família.
Alguns simplesmente deletam estas patifarias. Outros passam para a frente, multiplicando as calúnias como se fossem verdade. De tempos em tempos, elas reaparecem em grande escala num movimento chamado de “troll”, certamente montado por alguma Central de Boatos e Patifarias (CBP). Isso acontece geralmente quando sites independentes publicam denúncias contra veículos da grande mídia, governos e políticos dos governos de oposição, como acontece agora .
O pior é que tem gente séria que eu conheço começando a acreditar nestas infâmias, de tanto que são repetidas, como se fossem a mais absoluta verdade. E ainda tem quem me pergunte: por que o Lula e o filho dele não desmentem estes boatos, como se coubesse às vítimas se defender diante dos criminosos da difamação que invadiram a blogosfera. Além do mais, querer desmentir o que circula na internet é mais ou menos como jogar toneladas de papel picado pela janela e correr atrás para juntar tudo de novo.
“Isso é o que chamam ‘democracia das redes sociais’, onde cada um diz o que bem entende, oculto atrás de perfis falsos”, constata meu velho amigo e grande criminalista Arnaldo Malheiros Filho. Não é a democracia brasileira, pois nossa Constituição (art. 5º, IV) diz que ‘é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'”`, lembra ele.
A cada dia se avoluma o material distribuído por este esgoto. Só para se ter uma ideia do que circula por aí – e naturalmente não vou reproduzir aqui – basta clicar algumas palavras no Google: “fazendas lula gado lulinha propriedades fortuna bilionária”.
Na rápida pesquisa que fiz na manhã desta quinta-feira, apareceram 15.600 resultados, em que o “império” de Lula já está “avaliado em US$ 2 bilhões”. Um dos títulos é assustador: “Professor do Colégio Pedro II pede a morte de Lula, Dilma e outros…”
Espero não estar incluído entre estes “outros”. A maior parte do material tóxico produzido pela CBP dá conta de que Lula e seu filho Fábio Luiz da Silva são proprietários de centenas de propriedades rurais em diferentes pontos do país e de milhões de cabeças de gado de raça.
Além de “documentos que provam”, surgem “escrituras” e “contratos de sociedade”, alguns com ilustrações. Numa destas porcarias, aparece a “sede da fazenda do Lulinha”, que na verdade é o edifício sede da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz), centenária instituição da Universidade de São Paulo.
Além da obsessão de atribuir à família Silva a posse de um “império agropecuário”, vira e mexe aparecem mensagens informando que o câncer de Lula voltou, que ele está fazendo tratamento no Hospital Sírio-Libanês de madrugada e a vida dele está por um fio.
Outro dia, em conversa com jornalistas, o próprio Lula deu risada quando lhe perguntaram sobre estas “notícias” e garantiu que estava muito bem de saúde, mas os desmentidos costumam repercutir muito menos do que os mentidos – e as mentiras continuam circulando.
Já que cada um pode escrever o que quer e ninguém é responsabilizado pelo que escreve, sugiro aos caluniadores profissionais, para animar as conversas de fim de expediente, que ampliem um pouco o leque de “investimentos” de Lula. “Dizem”, por exemplo, que ele agora está comprando apartamentos de cinco quartos e dez vagas na garagem na área mais nobre de Paris, uma frota de transatlânticos gregos, o Museu do Louvre e a Disneyworld.
Aos valentes vândalos da internet vale lembrar que o que antes era papo de motorista de táxi vagabundo agora virou assunto nas altas rodas. Tem gente que até cita testemunhas que viram Lula vagando pelos corredores do Sírio-Libanês. Quando pergunto quem viu, ouço como resposta algo como “o irmão do avô do vizinho de um cunhado meu” – e fica tudo por isso mesmo. Os caluniadores não gostam de ser desmentidos, andam cheios de razão.
“E tem gente que acha lindo. Tão lindo quanto ‘manifestações pacíficas’, que impedem pacientes de ir ao hospital e fazem com que quem trabalhou o dia inteiro não consiga chegar em casa para o merecido descanso. É a democracia! Então tá. Se não curarmos essas distorções, elas acabam matando a democracia verdadeira”, adverte Arnaldo Malheiros Filho.