Jobson em ritmo de aventura

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Pelas fotos que postou nas redes sociais, o atacante Jobson já entrou no clima da cultura local na Arábia Saudita. Nesta quinta-feira, o jogador do Al-Ittihad fez até questão de se vestir com trajes típicos para fotos em seu Instagram. No início da semana, ele já havia ido fazer algumas compras na loja da grife Louis Vuitton e atualizar seu armário com uma nova bolsa. Aos 25 anos, Jobson acertou contrato de um ano de empréstimo com o clube árabe. O atacante paraense tem vínculo com o Botafogo até 2015.

Cuba supera Japão em número de centenários

Cuba é o país com a maior proporção demográfica de pessoas com mais de 100 anos, à frente até do Japão, afirmou o presidente do Congresso sobre Longevidade Satisfatória, Eugenio Selman, evento cuja nona edição foi inaugurada nesta quarta-feira em Havana. Em declarações a jornalistas, o médico lembrou que Cuba conta atualmente com 1.551 centenários em uma população de 11,2 milhões de habitantes. Esses dados mostram que quintuplicaria a proporção existente no Japão, país com maior número de centenários em termos absolutos.

Selman, que durante anos fez parte da equipe médica do círculo de governo cubano e que preside a Associação Médica do Caribe (Ameca) assim como o “Clube dos 120 anos”, afirmou que há seis aspectos fundamentais para avançar na “longevidade ativa”, entre eles, alimentação e ambiente saudáveis, atividades física e cultural, motivação e saúde. O encontro contará com a participação de 180 diretores que, neste ano, focarão na análise dos fatores ambientais que influenciam na qualidade de vida da terceira idade.

A expectativa de vida em Cuba, uma das mais altas da América Latina, atingiu a marca de 78 anos – 76 anos no caso dos homens e 80 no das mulheres. O Governo espera que a média chegue a 80 anos, declarou o vice-ministro de Saúde, Luis Struch, na abertura do seminário. Cerca de 2 milhões de cubanos têm mais de 60 anos, segundo dados oficiais, e a estimativa é que, em um prazo de 15 anos, chegue perto de 3 milhões, o que representaria 26% da população. (Da Ag. EFE)

Ribéry é o melhor jogador europeu da temporada

riberypremiouefaapUm dos principais destaques do Bayern de Munique na última temporada, o meio-campista Franck Ribéry teve seu desempenho reconhecido e, nesta quinta-feira, recebeu o prêmio de Melhor Jogador da Uefa. Em evento realizado em Mônaco, o francês superou a concorrência do argentino Lionel Messi (Barcelona) e do português Cristiano Ronaldo (Real Madrid), que não compareceu a cerimônia. “É um momento muito especial para mim estar aqui. Quero agradecer a todos os meus companheiros do Bayern de Munique, à minha família e aos meus filhos”, destacou o meio-campista, que recebeu os troféus das mãos do presidente da Uefa, Michel Platini.

Questões nada diplomáticas

Por Janio de Freitas

A história, como está servida, não é convincente. Apesar de muito conveniente à exploração política, que não requer nem escrúpulos, quanto mais coerência dos fatos narrados, para não falar em veracidade. O desarranjo da história torna ainda mais problemática a demissão sumária do (ex) ministro Antonio Patriota, em decisão de Dilma Rousseff, na melhor hipótese, meramente emocional. O que é incabível em presidente da República. Mas, não é possível deixar sem este registro, decisão descabida também por seu componente de injustiça.

Na explicação de sua atitude, o diplomata Eduardo Saboia associou as condições precárias da saúde de Roger Pinto Molina, que incluiriam alto risco de morte, e as de sua instalação na embaixada brasileira, que comparou ao DOI-Codi.

A referência à saúde fez com que o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, cuidasse de imediato exame médico do senador boliviano em sua chegada ao Brasil. O senador está bem. Já suas primeiras fotos brasileiras mostraram o roliço próprio dos bem nutridos, corado, cabelo bem aparado, sem sugestão alguma, por mínima que fosse, de trato e condições aquém do devido pela embaixada.

Assim sendo, a respeito da saúde e da comparação com o DOI-Codi, o que passa a interessar são as condições do próprio diplomata Eduardo Saboia, que o fizeram capaz de alegações tão incomprováveis em tão pouco tempo depois de emitidas.

Também resta um interesse secundário. Eduardo Saboia estava como encarregado de negócios brasileiro em La Paz, principal responsável na e pela embaixada temporariamente desprovida de embaixador. As condições de internação do asilado comparáveis às do DOI-Codi eram, portanto, de sua responsabilidade. Tal como a autoridade e o dever de torná-las dignas. Não foram esclarecidos os motivos da omissão, complementada pela viagem (fuga, dizem) temerária, Andes abaixo.

É mais do que duvidoso, ainda, que um diplomata já experimentado e com relações influentes no Itamaraty e no governo (Celso Amorim, ministro da Defesa, por exemplo) não recorresse a providências mais simples e fáceis. E preferisse logo a transgressão radical de suas responsabilidades funcionais, o risco de consequências pessoais e, tão claro no seu caso, o problema diplomático para o Brasil.

Foi dito que tudo veio de inspiração obtida de Deus, na leitura dos Salmos, mas aí já é um nível de relações diplomáticas que não dá para considerar. Podem ser úteis no Juízo Final. Para o raciocínio chão a chão, a história contada não tem o mínimo de coerência para ser admitida. E nem é preciso introduzir, na sua apreciação, elementos objetivos como os interesses à volta do senador Roger Pinto Molina, a área fronteiriça em que tem influências, sua condenação à cadeia, os 13 processos que lhe restam, com uma acusação de homicídio, e sua riqueza.

Nada disso precisa interessar aqui, porque não interessou a Aécio Neves, Eduardo Campos, José Agripino e tantas outras figuras expresssivas que logo associaram o nome e a honra política ao senador boliviano, agradecidos a Eduardo Saboia, seu novo herói, por trazê-lo para a sua proximidade.

A sensibilidade brasileira também está agradecida. A quantidade de comentaristas a revelarem agora sua preocupação com o problema do asilo é característica das grandes questões e dos grandes acontecimentos. Mais tarde, por certo, será explicado por que nenhum emitiu uma só palavra, jamais, de crítica à recusa inglesa de salvo-conduto para Julian Assange deixar seu longo asilo na embaixada do Equador, em Londres. Uma história sem mistérios e coerente.

A frase do dia

“A arbitragem foi determinante e trouxe prejuízo. No primeiro lance (de gol) há quem diga que não foi falta. Para mim foi. No segundo então não há dúvidas. É complicado. O Sérgio é um inimigo meu no futebol e tanto o Paulo César como o Luiz Flávio são muito amigos dele. Eles já vêm premeditados em alguns lances em função disso. Gostaria que nenhum dos dois apitasse mais os meus jogos”, 

De Vanderlei Luxemburgo, técnico do Fluminense, culpando o presidente da comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa, pela eliminação do time na Copa do Brasil.

Antes tarde do que nunca

Por Gerson Nogueira

bol_qui_290813_15.psQuando o campeonato estadual terminou, Aleílson, o artilheiro da competição com 13 gols, foi cogitado para defender os dois grandes clubes da capital. No Paissandu, o gerente Oscar Yamato até incluiu o jogador na lista de prioridades, mas a diretoria optou por deixar de lado o atacante do Paragominas. Preferiu se concentrar em nomes mais estrelados, que tivessem um impacto maior junto ao torcedor.

E aqui cabe isentar os dirigentes, pois o torcedor (nem todos, mas uma minoria estridente) costuma exigir exatamente isso: contratações bombásticas, preferencialmente de nomes conhecidos e badalados. Não é exatamente o caso de Aleílson, um atleta regional que fez carreira em equipes medianas, embora tenha passado até pelo Flamengo há três anos.

Não ajudou nada a troca de técnicos no Paissandu, pois Givanildo Oliveira não avalizou a vinda do goleador do Parazão, sendo seguido por Arturzinho, que admitiu nem conhecer o jogador. Felizmente, mesmo com significativo atraso, o clube decidiu acertar com Aleílson, depois de observar que os demais atacantes do elenco não correspondiam às expectativas depositadas.

Apesar de bem menos credenciado, Aleílson encaixa-se como luva na atual formação do Paissandu, onde há a carência clamorosa de um atacante de velocidade, que saiba cair pelos lados da área. Acima de tudo, ao contrário de outras contratações recentes, ele chega pronto para entrar em campo, sem necessitar de prazo de recuperação ou condicionamento.

Aliás, caso seja necessário – e a regularização no BID seja confirmada –, Aleílson já pode estrear contra o Bragantino, sábado. Nas circunstâncias, precisando desesperadamente pontuar, Arturzinho talvez faça exatamente isso.

Assim que o acerto com o jogador foi confirmado surgiram dúvidas quanto à posição do técnico, mas o próprio Arturzinho desfez isso, elogiando a aquisição. Cabe observar, porém, como Aleílson será aproveitado no ataque alviceleste. Por suas características, pode ser aproveitado como o atacante mais avançado, tendo Iarley como co-piloto, mas também sabe trabalhar a bola e atuar como meia-atacante, aproximando-se do centroavante.

Tem, acima de tudo, habilidade e rapidez para puxar contra-ataques, situação que normalmente se apresenta em jogos fora de casa. Por todas as razões expostas, o ex-jogador do Paragominas pode ser o ponto de referência da nova arrumação ofensiva do Paissandu na Série B. Sem dúvida, um grande negócio.

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Leão vive semana movimentada

O Remo entrará, a partir de segunda-feira, em nova era. O presidente Zeca Pirão será formalmente entronizado no cargo, passando a poder assinar pela presidência do clube. Ao mesmo tempo, Maurício Bororó deverá ser eleito vice-presidente.

No dia seguinte, acontece o coquetel de lançamento da parceria com a Ambev, que vai permitir a reforma geral no estádio Evandro Almeida, incluindo o novo gramado, a construção de camarotes e cadeiras especiais e a implantação de placas de acrílico em torno do campo.

Na ocasião, será apresentada a maquete do novo Baenão, cujas obras devem ser finalizadas até dezembro. Além disso, o clube se prepara para efetivar o projeto sócio-torcedor, ofertando vantagens nas compras de mais de 600 produtos.

Para coroar a semana, na quarta-feira, no Mangueirão, o time sub-20 estreia na Copa do Brasil da categoria contra o Vitória. Expectativa de 20 mil pagantes para prestigiar a reforçada equipe remista.

Fazia tempo que o clube não vivia uma efervescência tão grande, motivada pelos novos ventos que sopram desde que foi aprovada a eleição direta para presidente em 2014. Sem esquecer a entrada em cena de novos diretores, convidados pelo atual gestor, Zeca Pirão.

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Técnica e raça sacodem a Copa BR

Caso mantenha a voltagem emocional dos jogos entre Atlético-MG x Botafogo e Flamengo x Cruzeiro, a Copa do Brasil deste ano será uma das mais vibrantes de todos os tempos. Em BH, atleticanos e botafoguenses fizeram um duelo empolgante e equilibrado. No Rio, a raça superou os limites técnicos e impôs o Flamengo nas quartas de final. Certeza de duelos arrepiantes entre Fla e Bota nas próximas semanas.

E ainda há Grêmio, Corinthians, Atlético-PR e Goiás na outra chave da competição.

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Direto do blog

“Ainda resta muita gente boa no PFC, que poderia envergar o manto celeste. Por exemplo, o Fabrício, que é da casa e está comendo a bola. É preferível aturar a mulekagem do Fabrício que a trairagem de alguns. Booooora, Vandick! O Pé de Anjo tem rodagem internacional até, leeembra? E tem vaga nesse time; repatria logo o atleta, Vandick!”.

De Silas Negrão, um defensor dos reforços nativos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 29)

Oi Vitinho, tchau Vitinho!

Por Helio de La Peña

Captura-de-Tela-2013-08-28-às-23.32.08Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2013.

Prezado Vitinho.

Fico impressionado como você é rápido. Seu dribles, seus chutes, sua meteórica ascensão e a imediata paixão que a torcida alvinegra sentiu por você. Mas você foi rápido demais. A torcida queria um relacionamento sério e você só quis ficar. O poeta botafoguense Vinicius de Morais dizia: “que seja eterno enquanto dure”. Pena ter durado tão pouco.

Não fazem muitas rodadas, você era uma promessa questionada nas arquibancadas. Chamado de “fominha”, “afoito”, “individualista”, atuava como um potro ainda por ser domado. Com o tempo, sempre curto, foi mudando sua forma de atuar. Ouviu o conselho do velho e bom Seedorf, aprendeu a servir e não esqueceu como se chuta de longe. Calibrou a pontaria, manteve a audácia, puxou pra si a responsabilidade do jogo. E nós lá de cima das cadeiras do new Maraca reconhecemos. Gritamos seu nome. Acho que você ouviu.

Esta semana começou mal pra nós. Já no domingo, fomos a Curitiba e não entramos em campo. Talvez o time tenha preferido conhecer a Ópera de Arame ou a famosa Rua 24 Horas… O pior estava por vir. A noite de segunda estourou a bomba. Vitinho foi vendido. Não acreditamos. Como podia isso? Imediatamente começamos a maldizer a diretoria. Achamos ser obra da incompetência. Depois, vimos que o problema foi dinheiro. Seu passe valorizou rápido demais, o clube não teve tempo de elevar as barreiras e por uma tranca mais forte na porta pra segurar você. Gostaríamos que nosso clube fosse rico como um Barcelona, que pagasse em dia os salários, que não estivesse imerso em dívidas fiscais e trabalhistas. E cofre vazio não para em pé.

Como nos tempos da guerra fria, nosso inimigo foi um russo. Um agente duplo, travestido de empresário te convenceu de  que era uma boa fugir para Moscou. Talvez tenha lhe dito que a Rússia também é Europa, como Portugal do Porto, que também lhe queria. Omitiu que o futebol da Rússia é jogado na Sibéria, onde os jogadores são esquecidos no frio e na solidão. E que você não ouvirá seu nome ser gritado pelos moscovitas, não dará autógrafos nas ruas, poucas vezes sairá do banco – não o banco onde estão depositadas as oito milhas de euros, mas aquele ao lado do campo, onde vai tilintar de frio aos 20 graus negativos.

Queríamos ter gritado seu nome no jogo contra o Atlético lá em Minas, como fizemos no Maraca. Mas você foi rápido e sumiu da concentração. Não tivemos tempo sequer de nos despedirmos. Você podia ter ficado até o fim do ano, pelo menos. Certamente uma boa proposta surgiria, mas a gente teria tempo de se conhecer melhor. Ao contrário de nós, alguém não acreditava que seu talento durasse até lá. Alguém tinha pressa de faturar.

Talvez tenha sido aconselhado a agarrar essa oportunidade, que outra igual não surgiria. Essa pessoa estava certa. Não teria outra igual e sim melhor, para um clube no centro do futebol mundial, um clube da Europa ocidental. Poderíamos acompanhar suas jogadas pela ESPN, cutucar o amigo e dizer: “esse aí foi criado aqui em casa”.  Isso certamente não passa pela cabeça de um jovem de 19 anos. Você não terá 19 anos a vida toda. E um dia vai ter consciência da gloriosa história de que você fez parte, de forma fugaz, qual um cometa.

Não somos um clube de cometas, Vitinho. Somos o clube da estrela solitária. E duvido que venha a ter no peito um símbolo tão bonito.

E ninguém cala…