O gol do ano

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Foi simples, como toda obra-prima no futebol. Everton Ribeiro, meia-armador do Cruzeiro, recebeu passe junto à linha lateral, controlou a pelota, ‘chapelou’ o marcador e – sem deixar a bola cair – bateu firme, convicto, no ângulo direito do gol de Felipe, do Flamengo. Um gol antológico, digno de placa no novo Mineirão. 

Massa jura que não é 2º piloto na Ferrari

Na esteira da disponibilização dos contratos de Ayrton Senna e Nelson Piquet com a Lotus na internet pela biblioteca da Universidade da Califórnia, nos quais os brasileiros possuíam cláusulas que lhes garantiam status de primeiro piloto, Felipe Massa, o único representante do país na F-1 atualmente, afirmou que no seu caso, isso nunca aconteceu. “Acho que não só no meu, mas em qualquer contrato existem cláusulas para que você respeite a equipe em primeiro lugar e não fazer nada que vá contra o pensamento da equipe”, afirmou Massa, titular da Ferrari desde 2006, mas que ainda não tem acordo firmado para a próxima temporada. “Mas para ser sincero, quem é primeiro ou quem é segundo piloto, no meu caso nunca teve”, completou o brasileiro no paddock de Spa-Francorchamps, onde neste domingo será realizada a 11ª etapa do Mundial deste ano, o GP da Bélgica. (Da Folha de SP) 

Arturzinho quer time “operário” contra o Icasa

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Marcelo; Pikachu, Bispo, Raul e Pablo; Capanema, Zé Antonio, Djalma e Eduardo Ramos; Iarley e Marcelo Nicácio. Este deve ser o time do Paissandu para enfrentar o Icasa neste sábado (21h) na Curuzu pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O time cearense ocupa a décima posição, com 22 pontos, sete a mais que o Papão, hoje na 18ª posição. O técnico Arturzinho treinou essa formação por mais tempo ontem, mas também utilizou os jogadores Jacó, Fabiano, Gilton, Billy, Careca, Jaílton e Héliton. Marcação forte e treinos de finalização foram os fundamentos mais exigidos pelo treinador, que defende um estilo mais aguerrido e operário por parte do Papão. A auxiliares, Arturzinho manifestou preocupação apenas com o condicionamento físico de alguns jogadores. No sistema de marcação e participação que ele quer implantar, todos devem estar bem condicionados. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Diretoria do Leão perdoa zagueiro e cancela multa

O zagueiro Yan, do time sub-20 do Remo, que havia sido punido ontem com multa salarial por ter feito declarações consideradas indevidas sobre atos da diretoria, foi perdoado nesta sexta-feira. Em entrevista à RBATV, Yan criticou a diretoria pelas contratações de seis atletas para reforçar o time sub-20 na Copa do Brasil. “A gente foi campeão e por isso não entendemos o porquê das contratações. A gente não aceitou muito bem isso, mas eles quiseram contratar e nós não tivemos o que fazer”, disse Yan. O perdão foi confirmado pelo diretor de Futebol do Leão, Thiago Passos, que interpretou que o atleta não teve intenção de confrontar decisões da diretoria. Foram contratados pelo clube o zagueiro Davi, o volante Raí e o meia William, do Santos-AP; o zagueiro Welington e o meia Beto, do Holanda-AM; e o lateral direito Carlinhos, do JV Lideral-MA.

O Remo estreia na Copa do Brasil Sub-20 contra o Vitória-BA no dia 4 de setembro (quarta-feira), às 20h30, no estádio Mangueirão. (Com informações da Rádio Clube, Bola e DOL) 

São Paulo vira feudo de empresário carioca

Há 12 jogos sem vencer no Brasileiro e desesperado por reforços, o São Paulo buscou abrigo em seu maior parceiro para aumentar o elenco e tentar evitar o rebaixamento. O empresário Eduardo Uram, que já tinha sete jogadores com contrato com o time do Morumbi, intermediou nas duas últimas semanas três negócios com o clube. Os zagueiros Antônio Carlos, já apresentado, e Roger Carvalho, que vai se recuperar de uma cirurgia na coxa no Reffis antes de se juntar ao grupo, e o atacante Welliton, em negociação avançada, são clientes do agente.

13231405Aloísio, Edson Silva, Carleto, Maicon e Juan, além de Cortês e João Filipe, emprestados a Benfica e Náutico, respectivamente, também compõem o acervo do empresário que transformou o São Paulo em seu feudo privado. “Essas negociações acabam saltando aos olhos, mas a situação é normal. Não escolho o empresário, mas sim o jogador. Só que o Eduardo tem uma quantidade muito grande de atletas, então a oferta é muito grande e acessível”, disse o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes.

Proprietário do Tombense-MG, clube em que a maior parte dos seus atletas estão registrados, Uram tem sob sua tutela atualmente 121 jogadores, segundo o site de sua empresa Brazil Soccer. Mas nenhum time da Série A tem tantos atletas seus no elenco profissional quanto o São Paulo –o Flamengo tem dez jogadores, mas sete estão nas categorias de base. Jesus Lopes negou que Uram tenha privilégios no São Paulo. “A gente tenta ser democrático, mas é natural que tenhamos mais contato, mais afeição com um ou outro profissional”, disse. (Da Folha de SP) 

Tribuna do torcedor

Por Ival Rabêlo (ival@ivalrabelo.com)

Não questiono a saída do João Neto, de fato ele não estava sendo produtivo quando entrava, mas as perguntas são: porque ele caiu de produção? Falta de oportunidade ou incompetência do jogador? Outro detalhe, muitos não tem memória. No campeonato paraense, em vários jogos, vi o João Neto ser ovacionado pela torcida em função da sua dedicação e eficiência, inclusive fazendo gol no maior rival e agora ele é execrado, desrespeitado nas redes sociais. Fico indignado como alguns tratam profissionais como o João Neto. Reclamar, criticar e querer a saída de qualquer jogador é um direito do torcedor, que muitas vezes faz um grande esforço para prestigiar o time, mas sem desrespeitar quem é profissional. Eu pelo menos nunca ouvi falar do jogador em “barcas” ou coisa parecida. Aliás, em relação a torcida muitos torcedores esbravejam, criticam a distância, apenas no mundo virtual. Ser torcedor na frente de uma televisão em casa ou no bar é fácil. Portanto, você que realmente quer o melhor para o Paysandu e que tem condições financeiras de ir ao estádio, que não joga críticas no vazio vá aos jogos, apoiar e cobrar se for o caso, associe-se ao programa Sócio Bicolor. O TIME PRECISA DE TORCEDOR PRESENCIAL E NÃO, SIMPLESMENTE, VIRTUAL. Papão sempre!!!

A demora que atrapalha

Por Gerson Nogueira

A barca do adeus, que há semanas está para desatracar da Curuzu, segue envolta em mistério e causando uma série de prejuízos paralelos ao trabalho do técnico Arturzinho. Como já havia ficado evidente no período em que Givanildo Oliveira estava no comando, o excesso de atletas no elenco do Paissandu é um fator de desestabilização interna, provocando insatisfações e crises de relacionamento.

Com mais de 40 jogadores sob seu comando, Arturzinho se defronta com o problema todos os dias na hora de formar os times para o treino coletivo. Caso queira movimentar todos os atletas, precisa fazer duas práticas, com quatro equipes.

bol_sex_230813_11.psDiante da impossibilidade de preparar adequadamente os times, com as paradas necessárias para orientações táticas, o treinador é obrigado a selecionar 22 ou 24 jogadores, deixando os demais sem atividade ou treinando à parte.  

Nem mesmo a liberação, anteontem, do lateral esquerdo Janílson e do zagueiro Adson ajudou a reduzir a superpopulação de boleiros na Curuzu. Antes deles, o clube só havia dispensado Jean, Rodrigo Alvim e Tiago Costa. Quem acompanha futebol de perto sabe o quanto situações desse tipo minam o ambiente e contribuem para a formação de grupos. Daí para as panelinhas e intrigas, é apenas um passo.

O clima de insatisfação dos bastidores nem sempre é observado em campo, mas é apontado por muitos como a causa de resultados inesperados, que quase sempre custam a cabeça do treinador e placares vexatórios para o clube. É a tal “casinha”, que normalmente é atribuída a boleiros descontentes, com maior ou menor dose de veracidade.

Experiente nas questões do futebol, o presidente do clube, Vandick Lima, certamente não é indiferente a esses riscos. Vai daí que a demora em definir o desligamento de pelo menos 10 jogadores só pode ser atribuída às dificuldades para levantar o dinheiro necessário aos acordos de rescisão.

À medida que chegam mais contratados – e nos últimos dias já foram apresentados mais cinco jogadores – o problema vai se tornando ainda mais insustentável. Arturzinho já adiantou que o clube deve trazer ainda dois ou três atletas para posições carentes, inchando de vez o plantel.

A parcimônia em desligar jogadores que não interessam mais ao treinador contrasta com a afobação em buscar reforços. A cada novo insucesso na Série B, o clube se lança a novas aventuras consumistas, quase sempre sem o impacto (e o retorno) esperado.

Das contratações feitas depois do Campeonato Estadual, somente Fábio Sanches, Careca e Marcelo Nicácio vingaram. A maioria não justificou o investimento e já está na lista dos descartáveis. Alguns não deveriam nem ter vindo, pois carecem de tempo para garantir melhor condicionamento. 

Givanildo recomendou poucas aquisições, mas Arturzinho ainda está sugerindo jogadores. No ritmo atual, o Papão periga entrar no segundo turno da Segundona com um troféu incômodo: o de maior, mais caro e menos qualificado elenco entre os vinte clubes. Os resultados, pelo menos por enquanto, exprimem isso.

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Sem o maestro, Fogão avança

O Botafogo, de Vitinho e Lodeiro, superou ontem o Atlético-MG campeão da América com uma facilidade impressionante. De um lado, o Galo com todos os seus titulares, incluindo Victor, Ronaldinho Gaúcho, Jô e Réver. Do outro, o Glorioso sem sua estrela mais fulgurante. Seedorf, poupado pelo técnico Oswaldo de Oliveira, desfalcou o time.

Não foi uma atuação excepcional (apesar da goleada), mas, ao contrário de outras jornadas, nas quais a ausência de Seedorf fazia o tipo perder o rumo e o prumo, desta vez a equipe fez ver que começa a ter desprendimento para jogar corajosamente sem o seu maestro. É uma grande notícia para a torcida botafoguense.

Quanto ao Atlético, a forma pouco inspirada com que Ronaldinho e seus companheiros se apresentaram evidencia que o time permanece naquela zona de sombra que costuma sobrevir a grandes conquistas. O desafio é se livrar o quanto antes dessas algemas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 23)

 

Quem quer, apura

Por Janio de Freitas

O desejo de esclarecer as licitações e compras do metrô paulistano e da CPTM, reiterado pelo governador Geraldo Alckmin, dispõe de caminhos muito mais simples, rápidos e eficientes do que os processos judiciais por ele anunciados. Estes, além de lançarem dúvida sobre a veracidade do desejo, com sua preferência pelo método confuso, e lerdo, correspondem demais a utilidades reeleitoreiras.

Não é preciso esperar pelos documentos já colhidos na investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), e tão reclamados à toa pelo governador. Ao que se saiba, também o governo paulista não é dado a repassar aos investigados por sua polícia as pistas e provas obtidas em investigações ainda sigilosas.

As licitações, contratações e compras foram feitas pelo governo paulista. É só abrir os seus respectivos arquivos e surgirá uma profusão de documentos com indícios, esclarecimentos, mesmo com provas em um ou em outro sentido, coisas que talvez nem o Cade já tenha. O governo paulista não se deu a esse trabalho simples para embasar as informações esperadas pela opinião pública, até agora só servida de palavrório requentado.

De fácil acesso nos arquivos está um outro indicador, sempre enrolado em meias explicações pelo governantes e, no caso paulista, parte essencial. São os acréscimos de preço apelidados de reajustes, que só em casos raros refletem motivos justos e não pretextos, convenientes à melhoria do preço feito para vencer. E não menos convenientes a mais participações de terceiros, quartos e outros.

Na beira do cadafalso estão governos paulistas e o PSDB. Cabe então ao governador Geraldo Alckmin abrir o jogo, mostrar o que se passou conforme a documentação em posse do governo paulista, caso queira deixar mais do que a impressão de tergiversar e fazer gestos ilusórios como resguardo eleitoreiro.

OS SUPER

A determinação do Tribunal de Contas da União para corte do supersalários na Câmara deve atingir não 1.100 funcionários, mas 1.677, mais cerca de 50%, conforme levantamento do repórter Vinicius Sassine no “Globo”. No Senado, a informação recebida pelo TCU relaciona 464 beneficiados também por vencimentos acima do teto de R$ 28 mil recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.

O TCU não cobra a devolução do excedente descabido. Quer apenas vê-lo cortado, afinal. Mas se bem que os beneficiários, os detentores de supersalários, não pagaram a si mesmos. E a responsabilização de quem autorizou reiteradamente os pagamentos de notória ilegalidade? Ah, essa violaria a norma da impunidade quando se trata de dinheiro público. Norma, no geral, tabu no Congresso.